Telecurso TEC - Últimas Notícias http://www.telecursotec.org.br/ http://www.telecursotec.org.br/img/logo_frm.gif Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/ pt-br Resultado Modalidade Aberta 1º Semestre 2014 http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=201
Resultado final dos candidatos à Modalidade Aberta do Programa Telecurso TEC 1º semestre 2014

Já está disponível no site do Centro Paula Souza o resultado final dos candidatos à Modalidade Aberta do Programa Telecurso TEC 1º semestre 2014, que participaram do Exame Presencial em 17/05/2014.

O resultado foi publicado no Diário Oficial em 24/06/2014.



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07/07/2014
Gabarito do exame presencial do Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=200
Está disponível na internet o gabarito do exame presencial do Telecurso TEC realizado no último dia 17 de maio de 2014.

Está disponível na internet o gabarito do exame presencial do Telecurso TEC realizado no último dia 17 de maio de 2014.



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19/05/2014
Comunicado Exames da Modalidade Aberta 2014 http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=199
Já está disponível na internet o comunicado com orientações e calendário para exames da modalidade aberta do Telecurso TEC para o 1º semestre de 2014

Já está disponível na internet o comunicado com orientações e calendário para exames da modalidade aberta do Telecurso TEC para o 1º semestre de 2014



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18/02/2014
Confira resultados do Exame Presencial realizado em 30.11.2013 (2º semestre 2013) http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=198
Comunicado da Modalidade Aberta do Programa Telecurso TEC. Veja aqui os resultados do Exame Presencial realizado em 30.11.2013 (2º semestre 2013).

Confira resultados do Exame Presencial realizado em 30.11.2013 (2º semestre 2013)



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21/01/2014
Gabarito do exame presencial do Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=197
Está disponível na internet o gabarito do exame presencial das modalidades aberta, semipresencial e online do Programa Telecurso TEC.Os resultados serão divulgados no dia 21 de janeiro de 2014.

Está disponível na internet o gabarito do exame presencial das modalidades aberta, semipresencial e online do Programa Telecurso TEC. Cerca de 4 mil alunos realizaram a prova no sábado,dia 30 de novembro de 2013, nas 51 Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) distribuídas em todo o estado de São Paulo. O exame teve duração de 3 horas e 30 questões de múltipla escolha. Os resultados serão divulgados no dia 21 de janeiro de 2014.  Por meio da avaliação, é possível obter certificação de qualificação dos módulos I e II e de habilitação profissional (diploma), no caso dos concluintes do módulo III.
 

Modalidades

O Telecurso TEC oferece três cursos: Administração, Comércio e Secretariado, cada um com carga horária de 800 horas, divididas em três módulos.

Os estudantes que obtêm as competências necessárias recebem a certificação técnica – oferecida de acordo com o término dos módulos, após prova presencial – e o diploma técnico, na conclusão do curso.

Na modalidade aberta, os alunos participam individualmente do curso, acompanhando as atividades propostas nos livros didáticos e nos programas diários de TV, exibidos na Rede Globo, na TV Cultura e no Canal Futura.

O programa de educação a distância oferece também  a modalidade semipresencial, disponível nas Etecs. Esse modelo conta com aulas presenciais e a distância, com o suporte de um professor orientador de aprendizagem e diversos recursos. O ingresso nessa opção se dá por meio do Vestibulinho.

Lançado em 2007, com o objetivo de expandir a oferta de Ensino Profissional, o Telecurso TEC é um programa do Centro Paula Souza que oferece formação técnica e qualificação profissional a distância, tendo, até hoje, expedido mais de cem mil certificados.



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02/12/2013
Novas inscrições da Modalidade Aberta http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=196
As novas inscrições da Modalidade Aberta que ocorrerão no período de 23/09 a 11/10.

Começam dia 23 de setembro  e vão até o dia 11 de outubro de 2013 as inscrições para os Exames Presenciais da Modalidade Aberta do Telecurso TEC no estado de São Paulo. Os interessados em obter qualificação e/ou habilitação profissional em Administração, Comércio e Secretariado devem se inscrever na secretaria acadêmica da Escola Técnica Estadual – Etec na qual pretendem realizar o Exame, e efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 25. Os exames serão aplicados no dia 30 de novembro. Mais informações aqui.

 
A cada módulo mais uma qualificação
 
O Módulo Básico é comum a todos os cursos e já qualifica os estudantes como Assistentes de Planejamento. No Módulo 2, o estudante pode optar entre a qualificação profissional de Auxiliar Administrativo Financeiro (para o curso de Administração), a de Auxiliar de Eventos (Secretariado) ou a de Gerente Administrativo (Comércio). Quem seguir os estudos até o Módulo 3 e for aprovado no exame conseguirá ter o diploma de nível técnico em uma destas três áreas de formação do programa.
 
Estudando por conta própria é possível ter uma profissão
 
Para se preparar para os exames, os estudantes podem adquirir os livros didáticos e assistir aos programas do Telecurso TEC veiculados na TV diariamente. Na Rede Globo, os programas são exibidos às 05h20; na TV Cultura, às 05h45, às 06h30 e às 07h15; e no Canal Futura, às 06h40. Além disso, o Canal Futura faz reprises em horários alternativos e oferece uma maratona aos domingos, com três programas seguidos.
 

Para quem não pode assistir nesses horários, os programas também estão disponíveis na internet, no canal de vídeos do Telecurso TEC na Globo.com ou no canal de vídeos do Telecurso TEC no Youtube, e também podem ser comprados separadamente em DVD. No Módulo Básico, são 45 programas referentes aos 15 capítulos do livro e nos outros Módulos são 15 programas, cada qual referente a um capítulo dos livros destes módulos. Cada programa tem, em média, 11 minutos.

 
Veja os pontos de venda dos livros e DVDs do Telecurso TEC.
 
E para atender às dúvidas de conteúdo dos alunos que estudam por conta própria, assistindo aos programas na TV e na Internet, ou adquirindo os DVDs e livros didáticos, foi criado este ano um canal exclusivo do Telelecurso TEC no Formspring. Nele, o estudante pode fazer sua pergunta e ter sua questão esclarecida por um professor do Centro Paula Souza em, no máximo, 72 horas.


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23/08/2013
Abertas as inscrições para os exames presenciais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=195
Estudantes aprovados recebem qualificação na área de Gestão

Começam hoje e vão até o dia 23 de maio de 2012 as inscrições para os Exames Presenciais da Modalidade Aberta do Telecurso TEC no estado de São Paulo. Os interessados em obter qualificação e/ou habilitação profissional em Administração, Comércio e Secretariado devem se inscrever na secretaria acadêmica da Escola Técnica Estadual – Etec na qual pretendem realizar o Exame, e efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 25.

 
Os exames serão aplicados no dia 17 de junho em diversas unidades de ensino do Centro Paula Souza.  Com quatro horas de duração, a prova tem 30 questões objetivas e é preciso acertar, no mínimo, 16 delas para ser aprovado. Os estudantes podem se preparar de forma autônoma para o exame, assistindo aos programas pela TV ou na internet, estudando pelos livros, acessando o site do Telecurso TEC e acompanhando as dicas pelo Twitter do programa.
 
A cada módulo mais uma qualificação
 
O Módulo Básico é comum a todos os cursos e já qualifica os estudantes como Assistentes de Planejamento. No Módulo 2, o estudante pode optar entre a qualificação profissional de Auxiliar Administrativo Financeiro (para o curso de Administração), a de Auxiliar de Eventos (Secretariado) ou a de Gerente Administrativo (Comércio). Quem seguir os estudos até o Módulo 3 e for aprovado no exame conseguirá ter o diploma de nível técnico em uma destas três áreas de formação do programa.
 
Estudando por conta própria é possível ter uma profissão
 
Para se preparar para os exames, os estudantes podem adquirir os livros didáticos e assistir aos programas do Telecurso TEC veiculados na TV diariamente. Na Rede Globo, os programas são exibidos às 05h20; na TV Cultura, às 05h45, às 06h30 e às 07h15; e no Canal Futura, às 06h40. Além disso, o Canal Futura faz reprises em horários alternativos e oferece uma maratona aos domingos, com três programas seguidos.
 

Para quem não pode assistir nesses horários, os programas também estão disponíveis na internet, no canal de vídeos do Telecurso TEC na Globo.com ou no canal de vídeos do Telecurso TEC no Youtube, e também podem ser comprados separadamente em DVD. No Módulo Básico, são 45 programas referentes aos 15 capítulos do livro e nos outros Módulos são 15 programas, cada qual referente a um capítulo dos livros destes módulos. Cada programa tem, em média, 11 minutos.

 
Veja os pontos de venda dos livros e DVDs do Telecurso TEC.
 
E para atender às dúvidas de conteúdo dos alunos que estudam por conta própria, assistindo aos programas na TV e na Internet, ou adquirindo os DVDs e livros didáticos, foi criado este ano um canal exclusivo do Telelecurso TEC no Formspring. Nele, o estudante pode fazer sua pergunta e ter sua questão esclarecida por um professor do Centro Paula Souza em, no máximo, 72 horas.
 

Para ficarem por dentro de tudo sobre o programa, os interessados podem seguir o @telecursotec no Twitter e curtir a página do Telecurso TEC no Facebook. Nestas mídias, os eles encontram a programação na TV, recebem os links para os vídeos dos programas do dia, leem as notícias publicadas no site, os posts do blog Tô Dentro TEC, além de terem todas as informações sobre os exames e muitas dicas de estudo, como o glossário com os termos específicos de cada área.

 
Exame Presencial do Telecurso TEC
 
Módulos: Básico, 2 e 3
Cursos: Administração, Comércio e Secretariado.
Inscrições: de 07 a 23 de maio de 2012 pelo site www.telecursotec.org.br.
Exames: 17 de junho de 2012 em todo o estado de São Paulo.
Informações: (11) 2089-0720 ou (11) 2089-0722
 
Veja outras matérias:
 
Telecurso TEC em novo horário
http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=164


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07/05/2012
Novo canal para dúvidas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=194
Criado para atender aos alunos da Moldalidade Aberta, o Canal de Dúvidas já está no ar.

O Telecurso TEC tem uma novidade para os alunos da modalidade aberta de todo o Brasil. Foi criado um canal exclusivo para atender às dúvidas de conteúdo dos alunos que estudam por conta própria, assistindo aos programas na TV e na Internet, ou adquirindo os DVDs e livros didáticos.

O professor do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, Marcos Vital, é o responsável por esclarecer as questões dos alunos e atua como um tutor 
on-line. Para ele, “a abertura desse canal de comunicação é de grande importância, pois melhora o processo de aprendizagem na medida em que abre mais uma perspectiva para o aluno”.
 
Segundo o professor Vital, o aluno que se deparar com dúvidas relativas aos conteúdos tratados, pode esclarecê-las de forma muito simples. “Basta que ele acesse o canal de dúvidas (http://www.formspring.me/telecursotec) e digite a sua pergunta. Em 24 horas a resposta estará disponível para ele. No máximo, em 72 horas para o caso de ele fazer a pergunta em um final de semana”, comenta.
 
O canal funciona em uma rede aberta, chamada Formspring. O aluno não precisa fazer cadastrado para acessar a página do Telecurso TEC e ver as perguntas, que aparecem agrupadas por ordem de resposta. Assim, o aluno pode consultar as dúvidas mais frequentes ou ver se a dúvida já respondida de outra pessoa é parecida com a dele. O aluno pode ainda compartilhar a resposta de sua dúvida com seus amigos em outras redes sociais.
 
Segundo Graziella Arantes, especialista de mídias sociais da Fundação Roberto Marinho, um dos principais motivos para a escolha desse canal foi justamente a integração com as redes. “Pesquisamos algumas ferramentas, mas optamos pelo Formspring pela facilidade de uso e pela possibilidade de integração com outros canais que o Telecurso TEC utiliza para se comunicar com seus alunos, como o Facebook e o Twitter”, defende.


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24/04/2012
Ano novo, TEC novo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=193
Atualização do material didático adequa nomes dos cursos ao Catálogo Nacional

 

Este ano começa com algumas novidades para os alunos que iniciarem o Telecurso TEC no primeiro semestre. Para que estejam em consonância com o Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, criado pelo Ministério da Educação (MEC) para padronizar a nomenclatura dessas formações no País, os nomes dos cursos do programa foram adequados.
 
Agora, as formações em ‘Administração Empresarial’, ‘Gestão de Pequenas Empresas’ e ‘Secretariado e Assessoria’ serão denominadas ‘Administração’, ‘Comércio’ e ‘Secretariado’, respectivamente.
 
A proposta do MEC é que o Catálogo discipline a oferta de cursos técnicos, difunda suas características e vocações e aumente sua visibilidade. Com isso, deverá auxiliar na escolha profissional dos alunos, bem como na atualização do setor produtivo sobre a oferta educativa e sua relação com os postos de trabalho.
 
Para tanto, o documento disponibiliza dados como:
 
  • Principais atividades desempenhadas pelo profissional de cada curso técnico;
  • Destaques da formação;
  • Possibilidades de locais de atuação;
  • Infraestrutura recomendada;
  • Carga horária mínima.
 
O que muda para os alunos e OAs?
 
Além de terem os nomes dos cursos modificados, livros e vídeos usados nas formações do Telecurso TEC, também tiveram os conteúdos atualizados considerando a nova legislação e as novas práticas do mercado. Todo o material também foi revisado e adequado à nova ortografia, pois a partir desse ano (2012) ela é obrigatória.
 
Mas, quem iniciou a formação em Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria até 2011 não precisa se preocupar com essas mudanças.
 
 
“Os alunos que, atualmente, cursam o Telecurso TEC serão certificados com os nomes anteriores, sem prejuízo de conteúdo ou mesmo na qualidade da diplomação. Já aqueles que iniciarem a formação a partir de 2012 serão certificados com os novos nomes”, explica Maíra Moraes, coordenadora do programa.
 
Assim como não haverá prejuízos para os estudantes que já realizam a formação, os Orientadores de Aprendizagem (OAs) também não terão alterações em suas atividades. “O conteúdo trabalhado por eles continuará o mesmo”, enfatiza.
 
 
Uma grande iniciativa
 
A Unidade de Teleducação da Fundação Roberto Marinho aprova essa decisão do MEC de criar uma política para desenvolvimento e valorização da educação profissional e tecnológica de nível médio. “Toda ação federal com o objetivo de organizar o sistema de educação é bem-vinda, o Catálogo padroniza os nomes e os perfis profissionais de saída, orienta quanto à infraestrutura recomendada e carga horária mínima, mas garante a flexibilidade de conteúdo, permitindo que cada instituição atenda as peculiaridades regionais adequando seu currículo às necessidades de seus alunos”, afirma Maíra.
 
Para a coordenadora do Telecurso TEC, o Catálogo é determinante para orientar a oferta nacional de formações técnicas capazes de atender às novas demandas do mercado de trabalho do País. Ela ressalta o valor dessa contribuição fazendo referência ao seguinte trecho da apresentação do documento:
 
“[O Catálogo] Cumpre também, subsidiariamente, uma função indutora ao destacar novas ofertas em nichos tecnológicos, culturais, ambientais e produtivos, propiciando uma formação técnica contextualizada com os arranjos socioprodutivos locais, gerando novo significado para formação, em nível médio, do jovem brasileiro”.
 
Mais informações no site do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos 
 
 
Leia também:
O caminho do sucesso profissional 
Prontos para o sucesso no mercado
Um olhar sobre o Telecurso TEC
Educação profissionalizante em alta

 


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17/01/2012
O caminho do sucesso profissional http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=190
Comprometida com o Telecurso TEC, aluna de Ibitinga (SP) vem conquistando destaque na empresa em que trabalha

Quais eram os seus planos quando buscou o Telecurso TEC? A aluna paulista Jéssica Pires, da turma de Administração da Etec de Ibitinga, no interior de São Paulo, sabia muito bem o que queria.

Ao ingressar no programa, no primeiro semestre de 2011, ela buscava crescer na empresa em que trabalha, ligada à área da saúde, e entender melhor a atuação dos setores administrativos de uma organização. Dedicada ao seu propósito e às atividades do Telecurso TEC, esta jovem de 20 anos vem alcançando os resultados pretendidos.

Em 2007, aos 17 anos, Jéssica foi admitida na companhia como aprendiz, e hoje tem cargo de auxiliar administrativo do setor de faturamento. Para conquistar tal posição, porém, ela precisou de empenho.

“Por ser jovem e trabalhar numa empresa em que a maioria das pessoas é mais experiente, é difícil conseguir a confiança de todos para exercer uma função que precisa de muita atenção. Acredito que este é um dos maiores desafios. Mas sempre confiei no meu potencial”, afirma.

Nesta trajetória, o Telecurso TEC é um grande aliado da aluna. “O programa vem acrescentando muito ao meu dia a dia no trabalho”, avalia. “O curso é muito valorizado, pois demonstra o interesse do profissional em estudar e crescer. Isso já é um grande passo para conseguir destaque numa empresa”, opina.

Grupo empenhado

Para o Orientador de Aprendizagem (OA) de Jéssica, Gustavo de Souza Gabriel, ela é um dos exemplos da turma quando se trata de dedicação ao programa. Segundo ele, comprometimento é o que não falta a este grupo.

Aluna Jéssica (à direita, de blusa listrada) e OA Gustavo (à esquerda, de blusa laranja) em apresentação de trabalho de grupo do Telecurso TEC.

Gustavo destaca outros fatores que contribuem para a trajetória de sucesso que a aluna vem trilhando. “Acredito que a escolha de um curso na área em que se está trabalhando ou pretende ingressar é o primeiro passo. Depois, vem a escolha de um corpo docente qualificado e de uma formação de qualidade, com materiais atuais, dinâmicos e elaborados por uma instituição com notória vocação educacional, que é o caso da Fundação Roberto Marinho”, enumera.“Os alunos são assíduos, interessados e motivados com o curso e a sistemática educacional do Telecurso TEC, que alia várias mídias e formas diferentes de transmitir conhecimentos gerais e específicos. A Jéssica integra um grupo que, em todas as aulas presenciais, presta muita atenção ao que fala o OA, ao livro e aos vídeos, faz perguntas e participa dos inúmeros debates em sala”, elogia.

Não pode parar

Casos como o de Jéssica não são raros. O OA conta que, só por cursarem o Telecurso TEC, muitas vezes, os alunos conseguem uma projeção profissional. Por este motivo, ele faz um lembrete importante. “É necessário concluir o curso para este progresso continuar”, alerta.

Apesar de suas conquistas num curto prazo de tempo, a aluna sabe que, após concluir o programa em julho de 2012, ainda terá muitos desafios pela frente. “Ainda não cheguei aonde quero estar realmente”, emenda.

É por este motivo que Jéssica tem uma certeza em relação ao seu futuro. “Pretendo exercer o que aprendi e continuar estudando. Penso que, quando uma porta se fecha para nós, é porque outra se abrirá adiante e nos mostrará o sucesso. Mas não podemos ficar sentados esperando a ‘grande oportunidade’”, conclui.

 

Leia também:

Desistência não combina com Telecurso TEC 

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22/12/2011
Onde tudo se aproveita http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=189
Em Alfenas (MG), turma do Telecurso TEC cria lanchonete que usa sobras de alimentos que, antes, iriam para o lixo

 

Cascas de frutas e talos de vegetais têm a lixeira como destino certo. Mas a turma do curso de Administração do Telecurso TEC na Escola Estadual Prefeito Ismael Correa, em Alfenas (MG), encontrou uma nova finalidade para esses itens. Em projeto que envolveu do planejamento à operação de uma lanchonete, as sobras de alimentos tornaram-se os ingredientes principais dos produtos disponíveis no cardápio.

Por seis semanas, os alunos, divididos em grupos, trabalharam para montar a lanchonete Ki-Sobra. O trabalho foi apresentado na Mostra Cultural Alfepep, realizada em julho deste ano. Sob a supervisão da Orientadora de Aprendizagem (OA) Karla Boeri, eles elaboraram a proposta do negócio, estabeleceram custos, pesquisaram e criaram as receitas, como suco de casca de abacaxi e patê de talo de couve.

A turma também reuniu os ingredientes básicos usados na fabricação dos quitutes da lanchonete. Para isso, buscaram estabelecimentos da região que poderiam ceder alimentos que seriam descartados para preparar as receitas servidas no dia do evento.

“Cadastramos supermercados, sacolões e restaurantes self-service, que doaram alguns ingredientes. E conseguimos bagaço de soja, resultante da produção de leite de soja de fábrica em Machado (MG), cidade vizinha, para fazermos o pão”, explica a OA, acrescentando que, para conscientizar os alunos sobre a importância de se evitar desperdício de alimentos, a turma ainda assistiu a palestras sobre o tema.

Aprendizado mais gostoso

Quando foi informada de que a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais havia solicitado às escolas a promoção de mostras culturais de alunos que concluiriam o PEP EJA em meados do ano, Karla teve muitas ideias. Mas foi o projeto da Ki-Sobra que caiu nas graças de sua turma.

E os alunos não esperavam aprender tanto com essa atividade. É o que garante Carlos Emerick, de 45 anos, que integrou o grupo responsável por definir e montar o leiaute da lanchonete e produzir a casca de limão caramelizada.

“Colocamos em prática conhecimentos de Marketing e de precificação de produtos, por exemplo. Tivemos todo o cuidado necessário para administrar um negócio, como vimos no curso. A lanchonete era muito organizada e fiel ao que é preciso nesse tipo de estabelecimento”, conta.

Carlos comenta que, além do aprendizado profissional, o projeto deixará um legado importante para toda a comunidade – escolar e de Alfenas – que provou os quitutes da Ki-Sobra.

“A parte educativa foi muito interessante. Os visitantes da mostra elogiaram as receitas. Muitos não acreditavam que usamos sobras como ingrediente. Mas mostramos às pessoas que restos de alimentos que vão para o lixo podem ser consumidos”, orgulha-se.

Karla considerou como “excelente” o desempenho dos alunos de Administração no projeto para a mostra, que contou ainda com apresentações das turmas de Secretariado e Assessoria e Gestão de Pequenas Empresas.

“Além de terem sucesso criando e administrando um negócio, eles mudaram de comportamento. Muitos não sabiam que era possível ter alimentos gostosos e nutritivos com essas sobras. Eles trocaram experiências e receitas e todos nós aprendemos com esse projeto”, avalia.


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05/12/2011
Prepare-se para o Exame Presencial da Modalidade Aberta http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=187
Exame será realizado no próximo domingo, dia 20/11.

No próximo domingo, dia 20 de novembro, será realizado o Exame Presencial da Modalidade Aberta  do Telecurso TEC em todo o estado de São Paulo. O Exame terá início às 13 horas e término às 17h.  

Os portões serão abertos às 12:45 e permanecerão até às 13h30, quando as provas serão oficialmente iniciadas. Os primeiros alunos só serão liberados após às 15:40h.

 
Os alunos, inscritos no período de 28 de setembro a 18 de outubro, devem chegar aos locais de prova impreterivelmente até às 13:30, mas recomenda-se chegar  com antecedência de 1 hora. 
 
Para realização do Exame, é necessário:
 
- Caneta esferográfica de tinta preta ou azul, lápis preto nº 2, borracha e régua.
 
- Documento Oficial de identificação, com foto.
 
Não será permitido portar celular, calculadora ou qualquer outro aparelho eletrônico durante o exame.
 
Além disso, algumas dicas simples podem fazer toda a diferença na hora da prova:
1) Vá ao local de prova antes da data. Conhecer a região onde você deve chegar é importante para evitar imprevistos e atrasos. 
2) Deixe todos os documentos necessários em ordem e prontos para serem utilizados no dia da prova.
3) Evite situações estressantes nos dias antes da prova. Manter a calma é essencial.
4) Procure dormir bem na véspera.
5) Tente chegar no local da prova com pelo menos 1 hora de antecedência para evitar correrias e prevenir situações não previstas.
6) Alimente-se bem, mas prefira alimentos mais leves.
7) Leve algum alimento para o caso de sentir fome durante a prova.
8) Comece pelas questões mais fáceis e deixe por último as que possam exigir muito tempo.
9) Use o tempo ao seu favor. Se possível, revise a prova antes de entregar. Essa atitude simples pode corrigir pequenos erros e melhorar o seu desempenho.                  
 
      A divulgação do gabarito será no dia 21 de novembroàs 18h.
 
       Boa prova a todos! 


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16/11/2011
Desistência não combina com Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=186
Aluna de Secretariado e Assessoria conta como conseguiu conciliar os estudos com suas responsabilidades de mãe.

Desde os tempos de Ensino Médio, a gaúcha de Esteio, Daniela Viana (na foto, a primeira à direita), de 33 anos, tinha o sonho de fazer uma formação técnica para se aprimorar para o mercado de trabalho. Sem chance de realizar um curso em uma das áreas que lhe interessava e tendo que trabalhar, esse plano foi adiado por tempo indeterminado.

Quando se mudou para Pirassununga (SP) com a família, Daniela pôde, enfim, realizar esse projeto de vida. Na cidade, ela tomou conhecimento do curso de Secretariado e Assessoria do Telecurso TEC. Além de permitir colocar em prática um objetivo que tinha desde jovem, a formação lhe proporcionou outra realização. “Já tinha trabalhado com secretariado em 2004 e uma das certezas que tenho é que quero seguir nessa área”, garante.

 

Mas nem tudo foi fácil para Daniela durante o programa. Até que concluísse o curso, em julho deste ano, enfrentou desafios que quase a impediram de se formar. Ela teve de conciliar os estudos com as atividades do lar, os cuidados com a filha pequena e uma gravidez que lhe exigia repouso absoluto e a impossibilitava de frequentar as aulas.

E apesar de tudo isso, ela não desistiu. Daniela estava determinada a concluir o curso, cujo conteúdo ela reconhecia como bastante alinhado ao mercado. “Não podia desistir. Quando estabelecemos metas para a nossa vida, temos que seguir em frente. Se desistirmos antes, nunca teremos nada concluído e jamais conseguiremos ser quem queremos”, afirma.

Em todo esse período, além do apoio do marido, Daniela contou também com uma incentivadora: a Orientadora de Aprendizagem (OA) de sua turma, Tamara Teche (na foto, de blusa listrada). A educadora se dedicava a passar todo o conteúdo das aulas por e-mail, telefone e até presencialmente. Era uma forma de não deixar Daniela perder o andamento do programa.

Tamara explica que sempre procurou acompanhar de perto a realidade de vida da turma. Isso porque ela diz reconhecer a importância do Telecurso TEC para aqueles que, como Daniela, não tiveram chances de aprimorar seus estudos. “Quando algum deles faltava duas aulas seguidas, ligava para saber notícias e enviava as atividades por e-mail. Tentava sempre elucidar a importância do curso para a carreira profissional”, conta a OA.

Novo desafio

Esposa de militar, Daniela está de malas prontas para se mudar com a família para Boa Vista (RR). Na bagagem, levará os conhecimentos que adquiriu com o Telecurso TEC e seus planos profissionais. “Quero continuar a crescer e me aprimorar. Agora, com o certificado do curso, poderei prestar concurso público para exercer a função que escolhi”, planeja.

Ao relembrar os desafios que enfrentou para concluir o curso, Daniela encoraja os demais alunos do programa que estejam vivendo situações semelhantes ao longo da formação. “Determine o ponto aonde quer chegar e olhe em frente. Mas acredite em tudo o que terá que fazer para alcançar esse objetivo. Todas as pessoas têm a capacidade de chegar aonde querem”, aconselha.

Tamara também tem seu recado para quem precisa conciliar o Telecurso TEC com jornadas de trabalho e obrigações com a família. “As dificuldades cotidianas não podem nos levar a abrir mão de nossos sonhos. Aproveite o Telecurso TEC para aprender e sair vencedor! Só depende de você ter garra e determinação, que são os pilares para quem busca o sucesso profissional”, conclui.

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19/10/2011
Abertas as inscrições para os exames presenciais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=185
Os alunos aprovados recebem qualificação em Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria

Começam hoje e vão até o dia 18 de outubro de 2011 as inscrições para os Exames Presenciais da Modalidade Aberta do Telecurso TEC no estado de São Paulo. Os interessados em obter qualificação e/ou habilitação profissional em Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria devem preencher a ficha de inscrição aqui no site e realizar o pagamento da taxa no valor de R$ 40.

Os exames serão aplicados no dia 20 de novembro em diversas unidades de ensino do Centro Paula Souza.  Com quatro horas de duração, a prova tem 30 questões objetivas e, para ser aprovado, é preciso acertar, no mínimo, 16 delas. O estudante pode se preparar de forma autônoma para o exame, assistindo aos programas pela TV ou na internet, estudando pelos livros, acessando o site do Telecurso TEC e acompanhando as dicas pelo Twitter.

A cada módulo mais uma qualificação

O Módulo Básico é comum a todos os cursos e já qualifica os estudantes como Assistentes de Planejamento. No Módulo 2, o estudante pode optar entre a qualificação de Auxiliar Administrativo Financeiro (para o curso de Administração Empresarial), a de Auxiliar de Eventos (Secretariado e Assessoria) ou a de Gerente Administrativo (Gestão de Pequenas Empresas). Quem seguir os estudos até o Módulo 3 e for aprovado no exame conseguirá ter o diploma de nível técnico em uma destas três áreas de formação do programa.

Estudando por conta própria é possível ter uma profissão

Para se preparar para os exames, os estudantes devem adquirir os livros didáticos e assistir aos programas do Telecurso TEC veiculados na TV diariamente. Na Rede Globo, os programas passam às 05h15; na TV Cultura, às 05h40 e às 06h30; e no Canal Futura, às 06h40. Além disso, o Canal Futura faz reprises em horários alternativos e oferece uma maratona aos domingos, com três programas seguidos.

Para quem não pode assistir aos programas nesses horários, eles também estão disponíveis na internet, no canal de vídeos do Telecurso TEC, e também podem ser comprados separadamente em DVD. No Módulo Básico, são 45 programas referentes aos 15 capítulos do livro e nos outros Módulos são 15 programas, cada qual referente a um capítulo dos livros destes módulos. Cada programa tem, em média, 11 minutos.
Veja aqui os pontos de venda dos livros e DVDs do Telecurso TEC.

Para ficar por dentro de tudo sobre o Telecurso TEC, os estudantes podem seguir o @telecursotec no Twitter. Lá eles encontram a programação na TV, recebem os links para os vídeos dos programas do dia no canal do Telecurso TEC, leem as notícias que são publicadas no site, os posts do blog Tô Dentro TEC, além de terem todas as informações sobre os exames e muitas dicas de estudo, como o glossário com os termos específicos de cada área.


Exame Presencial do Telecurso TEC

Módulos: Básico, 2 e 3
Cursos: Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas, e Secretariado e Assessoria.
Inscrições: de 28 de setembro a 18 de outubro pelo site www.telecursotec.org.br.
Exames: 20 de novembro de 2011 em todo o estado de São Paulo.
Informações: (11) 3471-4071 - Capital ou Grande São Paulo / 0800-772-2829 - demais localidades.

Veja outras matérias:

Telecurso TEC em novo horário



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28/09/2011
As lições do churrasco gaúcho tipo exportação http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=184
Cofundador da rede Fogo de Chão, com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, Arri Coser revela o que fez a diferença em seu negócio

Para o gaúcho Arri Coser (na foto, à esquerda), cofundador da rede de churrascarias Fogo de Chão, existem dois tipos de pessoas: aquelas que gostam de servir e as que gostam de ser servidas. Aos 14 anos, quando trabalhou como garçom de festa de casamento, percebeu que se encaixava no primeiro perfil.
 
Ele descobriu sua vocação para empreender ainda na juventude. Seu desejo era abrir dois restaurantes junto com o irmão, Jair (foto) – um para cada. O que ele não podia imaginar era que esse investimento se tornaria um grande negócio.
 
A Fogo de Chão, cuja primeira loja foi inaugurada pelos irmãos em Porto Alegre em 1979, depois de abrirem lanchonetes e outros tipos de restaurante, faturou US$ 170 milhões só em 2010. Hoje, são sete unidades no Brasil – em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA) e Rio de Janeiro – e outras 16 nos Estados Unidos. Mês passado, a rede foi vendida para um grupo de investidores – o valor do negócio não foi divulgado.
 
Mas apesar do sucesso da história da Fogo de Chão, a trajetória dos irmãos não foi fácil. “Não contamos com os percalços. Também não sabíamos que teríamos que trabalhar tanto”, comenta Arri. É esse aprendizado que ele compartilha em entrevista exclusiva ao Telecurso TEC. Confira!
 
Telecurso TEC: Como descobriu que sua vocação estava em servir o cliente?
Arri Coser: Sempre falo para quem trabalha comigo que existem dois tipos de
pessoas:aquelas que gostam de servir e as que gostam de ser servidas. Quem vai trabalhar com público não pode ser aquela que gosta de ser servida. Para lidar melhor com o cliente, é preciso ter o gosto de servir.
 
Nos nossos restaurantes, desde o primeiro dia, estava muito bem definido que o cliente tem lugar de destaque na organização. Por isso, sempre escutamos muito o nosso público para surpreendê-lo. Mas é preciso atenção. Muita empresa surge seguindo o que o cliente quer e acaba quebrando. É preciso escutá-lo e aproveitar aquilo que é compatível com o que quer para a sua empresa.
 
TEC: Mesmo quando jovem já pensava em ter o próprio negócio?
AC: Aos 14 anos, tudo é uma aventura, uma brincadeira. Mas aos 16 imaginava ter um negócio, porém uma lanchonete. Só aos 18 anos comecei a pensar em abrir um restaurante. Depois de conseguir o primeiro, quis mais um, para meu irmão. Isso foi há 35 anos. Fomos trabalhando, nos envolvendo com o negócio e ouvindo os pedidos de clientes para abrirmos lojas nas cidades deles. Assim a Fogo de Chão deu certo. E, quando um negócio vai dar bons resultados, isso acontece já no primeiro dia.
 
TEC: Quais eram as expectativas de vocês ao empreender?
AC: Essa era uma chance de crescermos e termos uma renda melhor. Mas não contávamos com os percalços. Também não sabíamos que teríamos que trabalhar tanto. Quando está empregado, a pessoa tem as garantias da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Já quando você é empreendedor, são muitas contas a pagar. O empreendedor precisar dar conta de um volume grande de trabalho e também buscar conhecimento. Nem sempre ele vai trabalhar apenas oito horas por dia.
 
TEC: Como conseguiram lidar com esses desafios?
AC: Buscávamos muitas fontes de conhecimento. Tínhamos uma experiência prática, não teórica. Precisamos de conhecimento sobre como gerir empresa e a parte legal, por exemplo, durante o negócio. Por isso, tivemos de ser autodidatas, absorvendo o que podíamos de quem contratávamos, de clientes e de pessoas experientes que conhecíamos.
 
TEC: Qual o seu recado para os alunos do Telecurso TEC, que têm a oportunidade de aprender sobre temas importantes, como gestão, durante as aulas?
AC: Para ter uma boa chance no mercado de trabalho, é preciso estar preparado. Para empreender, é preciso começar o quanto antes e apostar naquela função pela qual nos apaixonamos. Lembrando que numa empresa pequena é necessário fazer de tudo. Esse é o maior desafio, mas é também o maior aprendizado.
 
 
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22/09/2011
Valiosas lições de gestão e sustentabilidade http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=181
No projeto ‘Sabão Verde’, alunos montam empresa para venda do produto a partir de óleo de cozinha reciclável

Rodrigo de Paulo Santos, de 25 anos, sabe que o sucesso de uma empresa depende, em boa medida, da sinergia entre seus diferentes setores. Como gerente de loja de uma rede de supermercados em Ituiutaba (MG), ele é responsável por uma equipe de 154 funcionários. Sua principal tarefa é garantir que seções tão distintas como padaria, lanchonete, vendas e açougue funcionem a pleno vapor – e sem conflitos.  
 
Mas apesar de sua vivência, ele admite que, em muitos momentos, sentia falta de fazer a conexão entre o aprendizado do dia a dia e a teoria que rege todo processo de gestão. É por isso que aponta como valiosas as lições extraídas de seu trabalho de conclusão de curso na turma de Gestão de Pequenas Empresas do Telecurso TEC. Foi a chance que teve de reunir sua experiência e aplicá-la aos novos conhecimentos adquiridos em sala de aula.
 
Ao lado de outros 30 alunos do CESEC Clorinda Martins Tavares, ele participou do projeto‘Sabão Verde’. A ideia era montar uma pequena fábrica de sabão líquido e em pedra, e cuja principal matéria-prima seria o óleo de cozinha reciclável. De acordo com o OA Edmilson Alves, o objetivo era aplicar na prática os conhecimentos aprendidos durante o curso e chamar atenção da comunidade para os danos que o óleo de cozinha pode causar ao meio ambiente.
 
“A fábrica deveria se basear na estrutura funcional de uma pequena empresa, conforme foi objeto de estudo e aprendizagem durante as aulas. O óleo usado viria da comunidade por meio de parcerias com restaurantes, supermercados, bares e, principalmente, donas de casa”, explica.  
 
Mas, como em qualquer negócio, era preciso antes fazer um trabalho de campo para verificar a viabilidade do projeto. Edmilson conta que foram usados formulários de pesquisa, com perguntas sobre o destino dado ao óleo vegetal em casa ou na empresa. Os resultados serviram para traçar as metas do trabalho.
 
Áreas de Negócio
 

Como parte da tarefa de recriar a estrutura de uma pequena empresa, a turma foi dividida em grupos. Cada equipe ficou responsável por cuidar de uma determinada área do negócio: Administrativo, Financeiro, Marketing e Vendas. “Cada um deles tinha um líder, que se encarregou de conduzir os trabalhos, além de promover o intercâmbio com as demais áreas”, acrescenta o OA.

Por sua experiência na gestão de um supermercado, Rodrigo ficou no setor Administrativo. “Aprendi várias lições, mas a que mais me marcou foi ver que o sucesso de qualquer organização está diretamente ligado à sinergia dos setores e ao clima da empresa”, considera.

A divisão dos grupos permitiu a realização das seguintes atividades:
  • Administrativo: organizar a estrutura da empresa; medir e planejar o espaço de cada departamento; definir missão, visão, valores e o planejamento estratégico do negócio; fazer a gestão operacional; formar equipes de trabalho e estimular a liderança e a motivação entre seus membros.
  • Financeiro: levantar recursos com empresas parceiras para a confecção de camisetas para o dia da apresentação do projeto; gerir as finanças do negócio; traçar meios para a aquisição de insumos à produção de sabão, embalagens e rótulos do produto.
  • Marketing: elaborar, realizar e tabular a pesquisa de campo; desenvolver a embalagem.
  • Vendas: fazer o estudo de mercado; elaborar planilhas de custos e de vendas; cuidar da exposição dos produtos; recepcionar os visitantes no dia da apresentação do projeto; e organizar o coquetel.
Apoio da comunidade

 

No dia da apresentação do projeto, estavam presentes representantes de universidades (UEMG/ISEPI, Faculdade do Triângulo Mineiro, Instituto Federal do Triângulo Mineiro), da Associação Comercial local, do Sebrae e de empresas da região. Os alunos entregaram amostras de sabão em pedra produzidas por eles.

Otimista com o atual momento vivido pela cidade, o OA Edmilson Alves (na foto com Gérson Sebastião, presidente da Associação Comercial de Ituiutaba) afirma haver demanda para o sabão feito a partir de óleo reciclado. E lembra que a ideia despertou interesse de quem conheceu os resultados do trabalho. “O diretor da Associação Comercial sugeriu a continuidade do projeto e representantes de universidades ofereceram benefícios para os alunos continuarem seus estudos”, comemora.

Com quase 100 mil habitantes, Ituiutaba – situada no Triângulo Mineiro, a 671 km de Belo Horizonte – ainda sofre com a falta de mão de obra qualificada. Mas a economia local aos poucos vai se firmando, com destaque para o agronegócio e o setor de serviços.
 
Rodrigo de Paulo Santos também se diz confiante com o crescimento econômico do município. “Estão ocorrendo inúmeros investimentos e percebo que, hoje, os empresários se interessam por nossa cidade”. Filho de aposentados que cursaram somente até o Ensino Fundamental, ele agora espera usar no mercado de trabalho os ensinamentos das aulas do Telecurso TEC.
 
“Mesmo já tendo um emprego, considero que o curso foi muito proveitoso. Hoje, tenho os conhecimentos teóricos necessários para que possa administrar uma organização com mais profissionalismo e confiança”, garante.
 
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31/08/2011
Da cozinha mineira para o mercado internacional http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=179
Apostando no sucesso de receita caseira de pão de queijo, família criou a Forno de Minas e hoje já vende para EUA e Portugal

Foram os sucessivos elogios ao pão de queijo feito pela mãe que inspiraram Hélder Couto Mendonça e sua família a fundarem a ‘Forno de Minas’. Confiando no sucesso da receita, ele, a mãe e a irmã começaram a produzir esse quitute em maior escala para comercializá-lo. A ideia deu certo e a empresa prosperou. Hoje com 21 anos, o negócio tem abrangência nacional é já começa a vender pão de queijo para países como Estados Unidos e Portugal.

Tudo começou com uma pequena loja de 40 metros quadrados num shopping de Belo Horizonte (MG), em 1990. Um ano depois, mudaram-se para um galpão maior, com 350 metros quadrados, em Contagem, onde a família pôde ampliar o seu negócio. Mendonça, hoje diretor-presidente da empresa, atribui esse rápido crescimento à dedicação e ao cuidado com o produto.

Mas para que o resultado se perpetuasse ao longo do tempo, ele também sabia que era preciso mais do que uma boa receita. Foi por isso que, desde o princípio, os sócios se preocuparam em profissionalizar a gestão. “Somos familiar, mas nunca fomos uma empresa caseira”, garante.

Em entrevista exclusiva ao Telecurso TEC, Mendonça conta detalhes sobre a trajetória da Forno de Minas. Baseado nas conquistas e desafios do negócio, que em dado momento foi vendido a uma empresa estrangeira, ele dá dicas aos alunos que também sabem que não se pode deixar escapar uma boa oportunidade.  

Telecurso TEC: Quando percebeu que seria um bom negócio montar uma produção de pão de queijo baseada na receita da sua mãe?

Hélder Couto Mendonça: O pão de queijo da Dona Dalva sempre ganhou elogios, assim como outros quitutes que ela faz e sempre fez. Mas não nos contentamos com a receita. Sabíamos que era preciso mais.

Desde que a empresa foi fundada, em 1990, sempre buscamos capacitação, treinamento e consultorias de profissionais que nos apoiaram nas tomadas de decisão em todas as áreas. Assim, conseguimos chegar ao mercado com um produto industrializado com sabor de caseiro e conquistamos uma rede de supermercado como um dos primeiros clientes.
 
TEC: Com quais desafios precisaram lidar?

HCM: O desafio sempre foi manter o sabor de uma receita familiar em produtos feitos em escala industrial e aumentar o volume sem jamais perder a qualidade.

A nossa empresa é familiar porque sempre foi gerida pela mãe e dois filhos, além de um sócio. Mas o nosso foco de gestão – planejamento, estratégia e negócios – sempre foi muito profissionalizado. Somos familiar, mas nunca fomos uma empresa caseira. A profissionalização de um negócio não está relacionada ao fato de ser familiar ou multinacional.

TEC: A Forno de Minas começou com uma loja em shopping de Belo Horizonte e, um ano depois, foi transferida para um galpão bem maior. O que explica essa conquista num curto espaço de tempo?
HCM: Sem dúvida, a qualidade diferenciada e a nossa ousadia de vender pão de queijo congelado, seguindo o rigor de produção industrial.

TEC: Sua família vendeu a empresa em 1999 e a readquiriu dez anos depois. Por que decidiram retomar o controle?

HCM: O que nos fez voltar foi a oportunidade do negócio, que se mostrou irrecusável. A Forno não era uma fábrica qualquer para nós. E essa era uma chance de darmos continuidade à marca que criamos.

TEC: O empenho em fazer a Forno de Minas voltar para sua família valeu a pena?

HCM: Muito! A Forno de Minas faz parte da nossa história. Temos orgulho da marca, da empresa, dos produtos e de toda a nossa equipe.

TEC: Com base na sua trajetória à frente da empresa, quais conselhos daria aos alunos do Telecurso TEC?

HCM: Tenham sempre vontade e disposição para aprender. Apostem na prática e reciclem o conhecimento constantemente. O aprendizado é construído na vida inteira. E sempre acreditem que a vida é a melhor escola.


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29/07/2011
TIC e web 2.0 a serviço dos alunos http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=178
OA utiliza Tecnologias da Informação e da Comunicação para inovar na apresentação dos conteúdos e atividades do programa

Trabalhar com as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) vem proporcionando um “ensino plural” aos alunos do curso de Gestão de Pequenas Empresas do Telecurso TEC no CESEC Nanete Antunes Guimarães, em Medina (MG). É assim que a OA Polianna Trindade refere-se à experiência de sua turma durante as aulas do programa.

Na escola, a TEC Sala é equipada com TV e DVD, som com entrada para CD e USB, notebook e projetor multimídia e ainda há uma pequena biblioteca para consulta de livros indicados para o programa. Toda essa infraestrutura permite à OA aproveitar ao máximo esses recursos com os estudantes do PEP EJA.

Polianna conta que durante as atividades sempre procura envolver a classe na construção do aprendizado. E por ter acesso a essas tecnologias, ela garante que a interação funciona ainda melhor. Exemplo: os estudantes usam pen drives e DVDs para gravar materiais interessantes para apresentar em debates na sala de aula e disponibilizam trabalhos no canal da escola no YouTube.

“Alguns alunos do curso moderam um perfil da turma no Orkut, por meio do qual mantêm contato com Orientadores de várias cidades mineiras, alunos, professores e até a supervisora da SRE Araçuaí. Nesse espaço, eles publicam mensagens de motivação, além de fotos que registram a trajetória deles no curso”, explica.

Inclusão digital

Assim como a faixa de idade dos alunos – que vai dos 20 aos 48 anos –, a relação deles com as tecnologias também é bem diversificada. Alguns, como a cantora Mayara Pereira Silva (foto ao lado), de 22 anos, já conheciam os recursos utilizados nas aulas. Embora use a internet há algum tempo, Mayara, que diz adorar a web, reconhece que não sabia das possibilidades dessa mídia para estudar e apresentar trabalhos.

“Acho muito bom poder ter aulas usando a televisão e a internet e dispor dos recursos da escola. Eles contribuem para o nosso aprendizado e para fazermos as atividades. Já postei trabalhos no YouTube e quase todos os dias confiro o Orkut da nossa turma, pois sempre há novidades por lá”, relata a aluna.

Mas há aqueles que passaram a ver esses momentos como uma oportunidade para a inclusão digital. É o caso da auxiliar de creche Railda de Oliveira (foto abaixo), de 48 anos, que está desenvolvendo o gosto pela internet e novas tecnologias. Ela considera as aulas com as TIC ‘mais dinâmicas e divertidas’. “Gosto muito dos vídeos do Telecurso TEC e das mensagens e filmes que os colegas produzem. Tudo isso enriquece as aulas e contribui para a fixação dos conteúdos”, afirma.

Uma experiência inigualável


Polianna ressalta que as instituições de ensino têm papel fundamental na inserção dos alunos na sociedade com o apoio das TIC. Afinal, é uma forma de reafirmarem o conceito de que são “uma via de acesso à cultura e à compreensão do mundo”.

“O educador é absolutamente necessário nesse contexto. Ensinar sobre os meios de comunicação e informação significa explorar suas linguagens para organizar a realidade e explicar por que e como a sociedade funciona”, analisa.

O balanço de Railda sobre as aulas do Telecurso TEC demonstra que a proposta da OA vem sendo alcançada. “Entrei no curso com a intenção de ter o Ensino Médio completo, mas me identifiquei muito com o programa! Meu desenvolvimento foi grande e tenho certeza de que  adquiri conhecimentos que vão acrescentar em minha vida. O curso foi bem diferente de todas as experiências que tive em sala de aula”, afirma a aluna, sem esconder seu entusiasmo.


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Blogueiros do Telecurso TEC
Instrumentos de comunicação e aprendizagem
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13/07/2011
Quando conhecimento e vivência se encontram http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=177
História de aluna demonstra valor da Educação Profissional quando integrada à Educação de Jovens e Adultos

É certo que a decisão de retomar os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) já abre novas perspectivas de vida e de crescimento no mercado de trabalho. Mas quando essa formação acontece em paralelo à Educação Profissional, as oportunidades são ainda maiores.
 

A experiência de Elza Maria de Oliveira (na foto, à direita), de 68 anos, é um exemplo do que esse tipo de formação integrada à EJA é capaz de proporcionar. Aluna da turma de Administração do Telecurso TEC na Escola Estadual Maria Floripes, em Sabará (MG), ela é uma quituteira de mão cheia e garante sua renda com produção e venda de salgados.

Antes de ingressar no projeto, Dona Elza, como é carinhosamente conhecida, procurava se informar sobre gestão por meio da leitura de revistas. Interessada no tema para poder aprimorar seu pequeno negócio, ela não pensou duas vezes antes de ingressar no programa, em 2009.

"Cursos como esse nos dão as qualidades necessárias para atuarmos num emprego. E também nos ensinam a nos posicionarmos e a realizarmos os trabalhos. Além disso, mostram a importância da disciplina, tanto dos empregados quanto dos empregadores, gerando uma gestão mais completa e uma melhor qualidade de serviço e produto", avalia.

Hoje, Dona Elza garante que a decisão em fazer o curso foi acertada e já rende ótimos resultados. “Aprimorei meus conhecimentos, que me ajudam a ter uma visão de negócio e a planejar", afirma.

E se antes ela tinha dificuldades em tomar decisões no negócio, agora sabe levantar os aspectos positivos e negativos de cada passo a ser dado. “Com tal análise, posso tomar as providências coerentes. Além do mais, estou aprendendo a ser proativa, a sempre pesquisar e checar, e a ter capacidade de trabalhar em equipe", justifica.

Diversidade da turma garante boas discussões

A Orientadora de Aprendizagem (OA) Alexsandra Ramos (na foto, à esquerda) foi uma das principais incentivadoras para Dona Elza ingressar no Telecurso TEC. Ela diz ter a aluna como um exemplo de aplicação durante as aulas.

“Ela é muito participativa, atuante e questionadora”, conta a OA, fazendo questão de ressaltar que essas características também valem para os demais estudantes. Segundo ela, todos são extremamente dedicados às atividades e aos debates em sala de aula.

“A turma é excelente! Adoro trabalhar e aprender com eles. Muitos têm mais experiências de vida e idade do que eu. Como é uma turma com faixa etária e vivências diversas, a aula fica mais ‘apimentada’ e conseguimos um resultado muito bom no final”, afirma Alexsandra.

Mudanças em casa e no trabalho

A OA lembra que, assim como Dona Elza, outros alunos também vêm percebendo os resultados positivos da Educação Profissional no modo como atuam nos negócios ou se preparam para o mercado de trabalho. Ela diz que são muitos os relatos de como o Telecurso TEC vem contribuindo, pessoal e profissionalmente, para a melhora de vida deles.

“Quando lhes pergunto sobre o que mudou com o programa, recebo respostas variadas. Eles dizem, por exemplo, que, com o que viram no curso, se saem melhor em entrevistas de emprego e organizam melhor até o orçamento da casa”, conta.

“Para muitos, o curso está sendo a chance de conseguir aquilo que sempre sonharam e não tiveram oportunidade de alcançar antes”, comenta a OA.

Dona Elza confirma as impressões que os colegas de turma expõem à OA Alexsandra sobre os benefícios do Telecurso TEC. “O que mais gosto no curso é aprender fazendo, e debater. Por tudo isso, tenho a certeza de que o programa vai me deixar um grande legado", conclui.


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Prontos para o sucesso no mercado

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Contribuições do TEC ao ensino regular



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29/06/2011
Telecurso TEC na praça http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=176
Alunos de Gestão de Pequenas Empresas em Baependi (MG) realizam mostra cultural para apresentar programa a toda cidade

Empolgada com o aprendizado do Telecurso TEC, a turma de Gestão de Pequenas Empresas da Escola Estadual Nossa Senhora de Montserrat esperava poder demonstrá-lo à comunidade empresarial e à população de Baependi (MG). E para que essa proposta pudesse ser concretizada, os alunos contaram com sugestão da Orientadora de Aprendizagem (OA) Cristina Figueiredo. Ela imaginou realizar uma mostra cultural na praça em que acontecem os principais eventos no município.

“A ideia era divulgar o curso, as áreas de atuação a que se destina e as atividades do PEP EJA, aumentando a visibilidade do perfil desses futuros gestores entre a comunidade baependiana. E, ainda, criar uma oportunidade de promover interação, construção de conhecimento, evolução e análise crítica entre alunos, professores e visitantes”, explica Cristina.

Não houve objeção: a turma aprovou a sugestão da OA. E, no dia 2 de maio, promoveu a Mostra Cultural PEP EJA – ‘Vivendo e planejando os caminhos aonde desejamos chegar’, na Praça Monsenhor Marcos. Na mesma ocasião, o local foi palco de outras atividades culturais, pelo feriado municipal de Baependi.

Uma ilustração presente no material didático do PEP EJA, dos diálogos entre Alice e o gato de Cherise, personagens criados por Lewis Carroll em ‘Alice no País das Maravilhas’, inspirou o projeto. “Eles falam sobre visão, valores, problemas de comunicação e metas, entre outros assuntos. E despertaram os alunos para a importância de definirmos nossos rumos, interagirmos e sermos os protagonistas de nossas vidas. A partir desse mote, definimos aonde queríamos chegar e como atingiríamos nossos objetivos”, relembra a OA.

Mãos à obra, mas com planejamento


Uma vez que a proposta estava delineada, era preciso se dedicar à sua execução. Não faltou trabalho à turma. “Começamos por um longo planejamento. Depois, confeccionamos convites, faixa e folhetos de divulgação, preparamos os painéis e solicitamos apoio, patrocínio e divulgação nos meios de comunicação local”, lista Cristina.

Durante o evento, os estudantes fizeram apresentações sobre o Telecurso TEC, micro e pequenas empresas, plano de negócio, gestão e direitos e deveres do trabalhador. Além disso, colocaram em prática o que aprenderam no programa sobre pesquisa de mercado. Eles aplicaram questionário para verificar o nível de satisfação e a avaliação geral de quem passou pela  mostra.

O aluno Maycon Maciel (foto), de 24 anos, que participou de todas as etapas do projeto, celebra o  resultado final. “Conseguimos divulgar o nosso curso e tivemos a chance de ganhar visibilidade no mercado de trabalho”, avalia. Mas ele afirma que os ganhos não param por aí.

“Além do conhecimento, a OA se preocupou com a nossa postura – linguagem, simpatia e respeito ao público – durante o evento. Nosso curso ficou em foco na cidade e na escola, enquanto nós, alunos, sentimo-nos muito importantes e valorizados”, diz.

Traçando novos planos


Com os dados coletados na pesquisa de satisfação, a turma prepara a próxima edição da Mostra Cultural, que já tem data, local e tema definidos. O evento acontecerá no pátio central da escola, no próximo dia 6 de julho. A turma fará exposição sobre gestão de qualidade, baseando-se na aplicação da metodologia dos 5S na biblioteca.

Cristina espera repetir o sucesso da estreia. “A primeira mostra foi excelente! Tivemos um grande número de visitantes e os alunos foram muito eficientes na apresentação dos trabalhos. Divulgamos o curso e a escola de forma positiva e impecável”, opina.

Após esse projeto, Maycon se diz preparado para qualquer desafio. De acordo com ele, colocar em prática os conteúdos apresentados nos módulos do curso, aliados a planejamento, comunicação e organização, foi um grande laboratório. “Aprendi como se planeja e organiza um bom evento!”, comemora.

Alguém ainda duvida que a próxima empreitada dessa turma de Baependi também tem tudo para ser um sucesso?


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Extra! Extra! Deu no ‘Espaço TEC’

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14/06/2011
Em busca do próprio ‘queijo’ http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=175
A partir da leitura de ‘Quem mexeu no meu queijo?’, alunos compreendem o valor desse hábito para a construção do conhecimento

“A atividade foi empolgante! A leitura do livro nos apresentou temas importantes, como: divisão do trabalho, flexibilidade, foco e coragem de vencer. E cada aluno contribuiu com o seu conhecimento”, Maria das Dores Silva.

 “Um exemplo de objetividade e incentivo. Proporcionou coragem e capacidade de entender que tudo é possível quando queremos”, Maria Aparecida dos Santos.

“O trabalho me fez ver a vida com mais otimismo e me influenciou a não me deixar abater se uma porta, por acaso, me for fechada”, Maria do Socorro Vieira.

“Quando sonhamos e queremos que esse sonho se realize, temos que seguir em frente, nunca desistir e nem deixar que ninguém nos coloque para baixo. Só assim conseguimos conquistar os nossos objetivos”, Zilvana Santos.

 

Essas são as impressões de alunas do curso de Administração do Telecurso TEC sobre o aprendizado de atividade desenvolvida pelo Orientador de Aprendizagem (OA) Silvio Faria (na foto, com alunas). A inauguração da biblioteca do PEP EJA na Escola Estadual José Gorutuba, em Janaúba (MG), despertou o OA para a ideia de um projeto que aproveitasse as obras do espaço.

Foi assim que, com o apoio da bibliotecária e da professora de Língua Portuguesa, ele elaborou a atividade ‘Quem mexeu no meu queijo?’, inspirada no famoso livro de Spencer Johnson.

“A ideia inicial era que eles adquirissem o gosto pela leitura e a tornassem um hábito. O projeto deveria incentivá-los a ler e a produzir conhecimento com o conteúdo adquirido”, explica Sílvio.

Ele diz considerar a leitura fundamental para qualquer estudante ou profissional. No caso dos alunos do Telecurso TEC, esse hábito é ainda mais importante. “Eles são os verdadeiros protagonistas de sua formação. Por mais que os encontros presenciais sejam momentos de socializar o conhecimento e de frutificar ideias, as grandes mudanças ocorrem ‘apoiando-se nos ombros gigantes’”, defende o OA, usando expressão famosa de Isaac Newton. “E isso só é possível através da leitura”, completa.

Apresentações em sala de aula

Para começar a atividade, os alunos leram ‘Quem mexeu no meu queijo?’, identificaram conceitos estudados e relacionaram-nos aos fatos que vivem no dia a dia – o autor do livro usa o queijo como forma de aludir aos objetivos a serem alcançados pelas pessoas. Depois, participaram de debates sobre os temas abordados, montaram cartazes com frases motivacionais e realizaram apresentações em sala de aula.

Sílvio comemora o resultado da atividade. “Foi a primeira vez que vi uma turma se entregando mesmo. Acredito que isso se deve ao fato de ter partido deles a escolha do livro, cabendo a nós, professores e bibliotecária, direcionarmos a atividade para um objetivo maior do que o da simples leitura”, diz.

E como a proposta deu certo – e muitos livros da biblioteca são contextualizados com o curso e as futuras profissões dos alunos –, o OA já faz planos para continuar a usar a leitura em seus projetos. Sua próxima meta é trabalhar com ‘O Monge e o Executivo’, outro best-seller do mercado editorial.

“Esse também é um livro muito interessante e tem tudo a ver com Administração e sobre como lidar com pessoas”, afirma. “A escola já adquiriu mais exemplares para agilizar o processo de leitura”, comemora.


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Foto: PEP EJA Janaúba



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03/06/2011
“A credibilidade é a alma do negócio” http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=174
Um dos fundadores da rede Mundo Verde, Jorge Antunes fala sobre desafios e segredos para se empreender

Mais de 180 unidades, sendo uma delas em Portugal. Maior rede de lojas de produtos naturais, orgânicos e voltados para o bem-estar na América Latina, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). E um fluxo diário de 150 mil clientes.

Esses são alguns números que demonstram o sucesso da rede de lojas Mundo Verde. Para Jorge Antunes, um dos idealizadores do negócio, o segredo desse desempenho está na criação de uma marca que manteve seus valores por toda a sua trajetória. “Cada vez mais os negócios se baseiam na credibilidade”, garante.

Saiba mais sobre a história da rede

Hoje, ele é integrante do Conselho Consultivo – a rede está com nova diretoria e sócios. Em entrevista ao site do Telecurso TEC, Antunes lembrou os desafios de criar uma empresa, frisou a necessidade de profissionalização dos negócios familiares e deu dicas aos alunos do programa com base em sua experiência como empreendedor. Confira:

Telecurso TEC: Quais foram os seus principais desafios no período da criação do Mundo Verde?
Jorge Antunes: Durante a década de 80, meu irmão, minha irmã, meu cunhado e eu vivemos por alguns anos nos Estados Unidos, onde conhecemos lojas de produtos naturais. Quando criamos o Mundo Verde, em 1987, esperávamos mais. Em realidade, pretendíamos colocar o conceito de bem-estar para o corpo e a mente no mercado brasileiro.

Todos nós trabalhávamos – tínhamos apenas um funcionário. Sempre me concentrei mais na área de relacionamento com fornecedores. Mas também gostava de ficar na loja, que é onde está o coração da empresa. Não adianta o empresário ficar no escritório só analisando os resultados. Sua presença no salão de vendas é importante para entender o que o cliente busca e para lidar com seus funcionários, o que lhe dá uma melhor percepção do seu negócio.

Isso vale em qualquer setor. Na indústria, o empresário deve estar na fábrica também. Já num restaurante, deve transitar pela cozinha e pelo salão. Ele precisa estar junto às pessoas que realmente movem o negócio.

TEC: Como era a relação da sua família na empresa?
JA: Em empresas familiares, existe o problema de misturar a vida pessoal e profissional. Mas sempre soubemos separá-las. Queríamos profissionalizar o negócio. Também procurávamos compartilhar ideias e ideais, tanto entre nós, enquanto sócios, como entre os colaboradores. É preciso que haja diálogo e harmonia entre empresário e funcionários. Essa relação clara e transparente também influencia o relacionamento com o cliente e gera credibilidade para o negócio.

TEC: Seu conhecimento para os negócios veio da prática?
JA: Sempre trabalhei em comércio, desde adolescente. Nos Estados Unidos, tive loja de roupas e corretora de câmbio e metais preciosos. Apesar dessa experiência prática, também priorizei a atualização e a participação em palestras, feiras e congressos, no Brasil e no exterior. Participar desses eventos é fundamental para qualquer empresário.

TEC: A que atribui o sucesso da rede?
JA: O principal desafio de uma empresa é, e sempre será, crescer sem perder os valores. E construímos uma marca forte por causa disso. O cliente que entra numa loja em Cuiabá, Manaus ou no Rio de Janeiro sente a mesma ‘chama’, pois todas têm os mesmos valores.

TEC: Qual o seu conselho para os alunos do Telecurso TEC que buscam melhores oportunidades no mercado de trabalho ou pretendem montar seu próprio negócio?
JA: Planeje sua vida profissional pensando em fazer algo de que realmente goste. Busque o seu dom e jamais escolha o destino profissional baseado em valores e salários.

Se for montar uma empresa, comece com o ‘pé no chão’. Analise sempre seus erros e acertos. Cada vez mais os negócios se baseiam na credibilidade. Mas é preciso ter responsabilidade com todas as partes envolvidas, inclusive o meio ambiente e a sociedade. Se só buscar a sustentabilidade da empresa, não chegará a lugar algum.

Lembre-se de que a lucratividade é uma consequência. O fundamental é não se esquecer dos seus valores. Isso vale ao escolher suas amizades e também seus parceiros para negócios.


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18/05/2011
Telecurso TEC ‘nas nuvens’ http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=173
Site institucional e Ambiente Virtual do programa contam com o serviço de cloud computing, proporcionando melhorias para os usuários

O nome cloud computing pode até ser uma novidade, mas, provavelmente, você já teve em algum momento contato com esse recurso. Por definição, o termo, que em português leva o nome de ‘computação em nuvem’, envolve a utilização da memória e das capacidades de armazenamento de computadores que estejam interligados em rede (ou em nuvem), por meio da internet, a um ou mais servidores.
 
Esse conceito está presente em serviços para compartilhamento e edição de arquivos via web, como o Google Docs e os álbuns de fotos on-line, e até no uso de ferramentas, como as redes sociais. E ainda que você, participante do Telecurso TEC como aluno, Orientador de Aprendizagem (OA) ou Coordenador de Aprendizagem (COA), não tenha nenhuma interação com esses recursos, já pode usufruir das vantagens da cloud computing.

Desde janeiro de 2011, o site institucional e o Ambiente Virtual do programa utilizam o serviço de computação em nuvem. Agora, todos os dados desses espaços, que antes ficavam armazenados em computadores locais, estão implementados em data centers, que são grandes quantidades de servidores interligados com segurança.

De acordo com Cassio Pereira, analista de Tecnologia da Informação (TI) da Fundação Roberto Marinho (FRM), o objetivo é expandir a infraestrutura para suportar a demanda de um programa de grande porte, como é o caso do Telecurso TEC. “Esse é um ambiente mais estável e robusto que possibilita a manutenção e a gestão sem que haja agora a necessidade de tirar o AV do ar para realizar uma atualização no software”, explica.

Participantes em primeiro lugar

O projeto de migração da aplicação e banco de dados para a ‘nuvem’ levou cerca de seis meses entre planejamento e homologação da solução. Segundo Cassio, o principal cuidado era não causar complicações para o público do site e do AV. “Planejamos a migração para que ocorresse de maneira suave e transparente para o usuário final”, enfatiza, acrescentando que são 80 mil os cadastrados no site do Telecurso TEC.

A ideia é que alunos, OA e COA se beneficiem das vantagens desse serviço. “A performance do ambiente melhorou consideravelmente”, afirma Cassio. “Essa ação resultou em maior poder de processamento, aumento da capacidade de armazenamento de dados e permitiu o maior número de acessos simultâneos”, garante.

Além disso, ele lembra que, agora, é possível ajustar esses recursos de acordo com a demanda de acessos dos participantes do Telecurso TEC. Em períodos em que as visitas aumentam, a capacidade de processamento, o espaço, a memória e a banda dos servidores interligados em nuvem são adequados para atender a esse volume maior.

Para ilustrar esse processo, o analista de TI da FRM remete a exemplo que leu em livro sobre computação em nuvem. Num dia de jogo de futebol entre times com grandes torcidas, a tendência é que o estádio fique lotado. No entanto, nos demais dias, quando não há eventos ou as partidas não atraem tantos visitantes, o espaço fica vazio, porém os altos custos de manutenção com o estádio ocioso permanecem.

Agora, imagine se fosse possível otimizar o consumo de recursos do estádio de acordo com o seu funcionamento e a quantidade de ingressos vendidos? É isso o que a computação em nuvem permite. “É como se fosse construído, da noite para o dia, um estádio com 100 mil lugares para o público certo, e, no dia seguinte, o implodissem, sem custo nenhum. Com a cloud computing, ‘construo’ um servidor para atender a uma determinada capacidade de acesso”, explica Cassio.


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Foto: Filipe Rocha (Wikimedia Commons)



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04/05/2011
Prontos para o sucesso no mercado http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=171
Conclusão do Telecurso TEC Subsequente oferece novas perspectivas a alunos mineiros

Faz quase um ano que os alunos que já haviam concluído o Ensino Médio em Minas Gerais também tiveram a oportunidade de receber a formação em Administração, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado. A chance de se aprimorar para o mercado de trabalho surgiu graças ao Telecurso TEC Subsequente, oferecido a escolas mineiras, em maio do ano passado, pelo Programa de Educação Profissional (PEP), da Secretaria de Estado de Educação.

De lá para cá, foram muitas as conquistas do programa. “Tivemos acesso a vários relatos dos Orientadores de Aprendizagem (OA), por meio do Ambiente Virtual, de alunos que conseguiram algum tipo de promoção ou melhoria profissional com o curso”, comenta Lenir Rosa, Coordenadora de Orientadores (COA) do Telecurso TEC em Minas Gerais.

No total, 76 instituições de ensino do estado receberam o Telecurso TEC Subsequente. Em dezembro do ano passado, 2.409 alunos já haviam concluído as atividades. Mas o resultado positivo não se deu apenas em relação ao número de escolas e estudantes contemplados pelo programa.

O índice de alunos aprovados no último módulo da formação foi de 98%. É o que aponta o Boletim de Monitoramento, documento elaborado durante a aplicação do Telecurso TEC Subsequente para avaliar a situação do curso ao longo dos três módulos realizados.


Modelo em consonância com o mercado

Lenir diz que esse modelo de ensino atendeu às novas vertentes da educação profissional e da pedagogia. “O curso era mais objetivo. O aluno ia à escola para resolver as questões. Ou melhor, estudar para a sua formação e vida profissional”, explica.

Já em relação ao material que dispunham para a formação, os recursos eram os mesmos do Telecurso TEC Integrado no PEP EJA em Minas Gerais. Eles contavam com uma TEC Sala, com os livros dos Módulos I, II e III, aparelhos de televisão e DVD, Guia de Aula – elaborado pela Coordenação Pedagógica – e DVDs relacionados ao conteúdo do projeto. Isso sem contar com os OA, que tinham acesso ao AV do programa.

A infraestrutura disponibilizada foi bem aproveitada pelos alunos. Dos 2.409 participantes que concluíram o curso em dezembro:

  • 62% (1.492 alunos) apresentaram frequência de 75% a 99%;
  • 19% (451 alunos) não registraram faltas.

Lenir avalia que o saldo do Telecurso TEC Subsequente foi muito positivo. Como COA do programa, ela acredita que o curso será de extrema importância para os participantes. “Creio que foi uma experiência muito significativa. O Telecurso TEC Subsequente atendeu aos anseios dos alunos em relação à preparação para o mercado de trabalho”, conclui.


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20/04/2011
Blogueiros do Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=170
Alunos descobrem na ferramenta de blog um meio para compartilhar conhecimento sobre o programa e o mercado

Experiência desenvolvida em paralelo ao curso de Administração vem permitindo aos alunos do CESEC de Montes Claros (MG) agregar ainda mais valor à formação técnica que recebem do Telecurso TEC. A partir do contato com o blog na rede da escola no Ning, esses estudantes passaram a se integrar ao universo digital e a conhecer novas possibilidades para interação e busca pelo aprimoramento profissional.

Quando criou essa página da escola, em abril do ano passado, a então Orientadora de Aprendizagem (OA) Lourdes Matos apostava que a ferramenta se tornaria mais uma aliada para a formação dos alunos do Telecurso TEC. (saiba mais sobre essa iniciativa)

“Não dá para formar profissionais técnicos sem conhecimento de informática e internet”, acredita. Mas para que a ideia fosse bem-sucedida, os estudantes não poderiam ser meros receptores de conteúdo. Era preciso envolvê-los nas postagens.

E foi o que aconteceu. Hoje, o trabalho iniciado pela então OA vem dando bons resultados. Que o diga a aluna Daniane Rocha, de 23 anos. Antes de participar do blog da escola, recurso que considera ‘brilhante’, ela tinha apenas noção de como enviar e-mail e fazer pesquisas na web.

Mas logo a novidade abriu seus olhos para o uso da internet como um poderoso instrumento de comunicação e informação. “Suas possibilidades são imensas! E, ao me tornar membro do blog, essa realidade foi fazendo parte da minha vida”, diz.

Telecurso TEC em pauta


Colega de turma de Daniane, Cláudio Freitas, de 49 anos, é outro aluno atuante no blog do CESEC de Montes Claros. Para ele, esse contato favorece a obtenção e a retenção das informações. “Entrando no território tecnológico, obrigatória e naturalmente, o aluno adquire mais conhecimento, pois o mundo virtual é como um gatilho para o aprendizado. Ele aguça a curiosidade de adquirir mais e mais conhecimento”, considera.

Hoje, Cláudio fica ainda mais atento aos temas relacionados ao curso do Telecurso TEC. Assim, pode reproduzi-los no blog. “As postagens que fazemos são totalmente voltadas para o que vivenciamos na escola e no programa. Quando o aluno faz uma publicação, mostra que pesquisou, leu e aprendeu”, enfatiza.

Daniane também faz do blog um canal para expressar e debater o conhecimento relacionado ao curso. “Participo postando matérias sobre temas da área de Administração, como planejamento estratégico, tático e operacional. Também discutimos sobre livros relacionados ao conteúdo e publicamos matérias que engrandeçam e motivem os leitores”, conta.

Diferencial para o mercado de trabalho

Cláudio reconhece que os profissionais não podem ficar alheios às influências das novas tecnologias da informação e da comunicação sobre as relações entre as pessoas e as organizações. E iniciativas como o blog do CESEC de Montes Claros favorecem esse conhecimento.

“Esse foi um grande passo para acompanharmos a transformação do processo de interação virtual, o que se refletirá em cada um de nós [alunos do Telecurso TEC] no futuro”, admite.

Sua colega também diz ter certeza de que o aprendizado será fundamental para sua atividade profissional. “Daqui a três meses serei a mais nova técnica em Administração. Com o Telecurso TEC, aprendi a direção que devo seguir profissionalmente, enquanto a experiência com o blog da escola só tem aumentado as minhas chances de ingressar no mercado de trabalho, que tem sido cada vez mais exigente”, aposta Daniane.

Compartilhe o seu caso!

Se na sua escola também são desenvolvidas iniciativas como a do CESEC de Montes Claros, não deixe de relatá-las ao Telecurso TEC. Entre em contato com a equipe do programa por meio do Fale Conosco.


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05/04/2011
Ligados no AV http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=169
Alunos do Telecurso TEC contam como fazem uso de ferramentas on-line de comunicação e colaboração para estudar e trocar ideias com demais colegas e professores

De férias marcadas para visitar a família em Lagoa Formosa (MG), em setembro passado, o funcionário público e aluno do Telecurso TEC Antônio Gilberto Campos não hesitou em fazer as malas.

Com o livro de Administração na bagagem e a certeza de que teria acesso fácil à internet na casa dos parentes, ele usou seu limite máximo de faltas para viajar tranquilo. E ainda participou ativamente dos exercícios propostos pela OA Alexandra Aguiar.

"Graças ao Ambiente Virtual (AV), pude continuar estudando, postando atividades e mantendo contato com os colegas e com a Alexandra, mesmo em outro estado. Usei muito o Correio TEC para tirar dúvidas, avisar sobre as tarefas entregues e divulgar cada postagem no blog, estimulando o uso da ferramenta pela turma", conta o morador de Francisco Morato (SP), de 29 anos.

Entre um passeio e outro (devidamente registrado no blog, como mostram as fotos acima), Antônio aproveitou para analisar o comércio local da pequena cidade mineira, localizada na região do Alto Parnaíba. A possibilidade de estudar e entrar no sistema até de madrugada encorajou-o a, quem sabe um dia, cursar uma graduação totalmente a distância.

"Tenho uma colega que cursa Pedagogia neste sistema e gosta bastante. É uma realidade que veio pra ficar e seria viável pra mim, pois trabalho em uma escola municipal de dia e estudo informática à noite. Mas essa flexibilidade exige muita disciplina. Sem um professor cobrando, você é o único responsável pelos seus prazos e resultados", ele pondera.

Interação sem barreiras

Para os estudantes de TEC Salas ligadas à rede de escolas técnicas do Centro Paula Souza – as ETECs –, que acessam o AV, esta intimidade com ferramentas on-line de comunicação e colaboração é crescente. E tem mudado a forma como muitos deles encaram a educação a distância.

Eduardo Akira, aluno de Administração da ETEC Martin Luther King, de São Paulo, revela que não tinha qualquer experiência com aprendizagem em rede antes do Telecurso TEC. Usuário ativo do Bloco de Notas virtual, dos blogs e fóruns do AV, ele já se diz interessado em experimentar cursos não-presenciais no futuro.

"Considero-me flexível e proativo para desenvolver minhas habilidades desta forma. Afinal, não  existem barreiras que nos impeçam de aprender", acredita o aluno, que comemorou o ingresso de sua turma no AV com a chegada do Módulo 2. A falta de interação entre os colegas durante as férias de fim de ano, para ele, é coisa do passado.

"Hoje, por meio do AV, podemos trocar conhecimento abertamente e com um pouco mais de intimidade. Meus acessos são frequentes e, de várias formas, posso compartilhar opiniões, inclusive com participantes do programa em outras cidades", diz Eduardo.

Vários caminhos, um objetivo

Renato Moraes, aluno de Administração da ETEC Rosa Perrone Scavone, de Itatiba (SP), é um usuário mais moderado do AV.  Embora recorra ao sistema para buscar informações acadêmicas e escrever no Bloco de Notas virtual, ele não tem o hábito de ler os blogs de seus colegas, por exemplo. Mas nem por isso deixa de usar todo o poder da internet para fazer networking, manter-se atualizado e buscar informação direto na fonte.

"Tenho vários contatos por e-mail e MSN com empreendedores que fornecem dicas valiosas e tiram as minhas dúvidas", revela.

Certo de que não dá pra pensar em aprendizagem sem internet nos dias atuais – "ela é uma enciclopédia interativa onde se acha de tudo com velocidade" – Renato, que tem um negócio próprio no ramo de informática, revela suas fontes preferidas.

Notícias do mercado financeiro e do mundo da administração de empresas ele procura no site Infomoney  e no blog  do empresário Eike Batista. Já no campo da literatura, o aluno aproveita (e recomenda) os ensinamentos das obras "Pai rico, Pai Pobre", de Robert Kiyosaki, e “A Vez do Sonho”, de Fernando Dolabela, com depoimentos de bem-sucedidos empreendedores brasileiros.

Na opinião de Renato, o AV tem potencial para se tornar ainda mais atraente para os alunos, na medida em que incorpore mais interatividade e conteúdo audiovisual. Entrevistas em vídeo com estes grandes empresários encabeçam sua lista de sugestões.

Eduardo, por sua vez, cita outras fontes de informação on-line indispensáveis ao seu dia a dia: as videoaulas  do Telecurso TEC e os sites da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios  e da BM&F Bovespa , onde fica por dentro das notícias de economia e finanças.

Seja qual for o canal virtual escolhido, é possível estudar e aprender em tempo integral, de qualquer lugar. Aproveite!



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17/03/2011
Eternos aprendizes http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=168
Servidores do Centro Paula Souza retomam os estudos e levam suas experiências profissionais para a sala de aula do Telecurso TEC

Não é novidade que a educação profissional e o ensino técnico vêm crescendo exponencialmente no Brasil. Trata-se da primeira opção de muitos jovens que desejam aliar alta empregabilidade e retorno financeiro rápido à oportunidade de 'experimentar' uma profissão, antes de enveredar por um curso superior.

Mas essas não foram as principais motivações de três turmas do Telecurso TEC em particular. Chefes de família e já empregados, os servidores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS) que tiveram a oportunidade de participar do programa, em São Paulo, foram atrás de conhecimento. Nos cursos de Secretariado e Administração, muitos aprenderam a teoria de processos e tarefas que já realizam, aperfeiçoando as práticas diárias.

"A maioria dos alunos é de concursados do CEETEPS com mais de 30 anos e que tinham apenas o Ensino Fundamental. Antes mesmo do TEC, eles participaram do Programa de Complementação de Escolaridade interno para cursar o Ensino Médio pelo Telecurso 2000. As aulas do TEC ficaram muito interessantes, pois todos traziam experiências dos departamentos em que trabalham", conta a Orientadora de Aprendizagem do grupo, Eva Canil.

Entre os 52 servidores formados no último dia 10 de fevereiro está a auxiliar de serviços do Departamento de Soldagem da Fatec (Faculdade de Tecnologia), Magna Solange da Silva, de 53 anos. Desde que ingressou na instituição, em 1997, ela está acostumada a lidar com o público, atender telefonemas e executar funções administrativas, dando suporte a professores e alunos.

Mãe de três filhos e avó de uma menina de três anos, de quem toma conta, Magna reconhece que não foi fácil conciliar as responsabilidades familiares com a jornada de trabalho, o supletivo para concluir o Ensino Médio e, agora, o técnico em Secretariado. Mas, com a determinação que tem de sobra, ela dá uma injeção de ânimo aos que ligam para a Fatec perguntando sobre seus vestibulares e a qualidade de seus cursos.

"Eles querem saber se serão aproveitados no mercado de trabalho e alguns, que não conseguiram uma vaga, acabam contando suas histórias de vida. Eu os incentivo a tentar de novo, afinal, também sou uma batalhadora. Meu marido dizia que eu estava muito velha pra estudar, mas conhecimento nunca é demais. Trabalhar sabendo a teoria é bem diferente. Agora, sinto que posso crescer ainda mais na minha área", espera Magna, que adorou aprender as regras de um cerimonial e as etapas de preparação de um evento.

Ampliando horizontes

Acordar mais cedo e dormir mais tarde para acompanhar as lições do Telecurso TEC também fez parte da rotina do chefe de segurança do CEETEPS, Edison Rando. O interesse pelo curso de Administração foi algo natural para o funcionário, responsável por monitorar os seis prédios que compõem o campus da instituição em São Paulo, incluindo a Fatec, a Etec (Escola Técnica) e a Pós-Graduação.

Controlar a equipe de 64 subordinados e a circulação diária de oito mil pessoas no local exige responsabilidade e organização que Edison aprofundou com a formação técnica.

"Alguns relatórios de segurança já eram em planilhas, mas agora sei como aproveitar melhor os dados. Também aumentei o controle do meu orçamento doméstico, que eu já fazia, mas em um caderno. Vi muito mais do que esperava no TEC. Foi um muro que caiu diante dos meus olhos e me abriu novos horizontes", diz ele, que entrou no CEETEPS como vigia diurno e também foi liberado para concluir o Ensino Médio no local, durante o expediente. 

A relação com o Telecurso TEC não podia ser mais íntima. "Fui aluno da Eva no Telecurso 2000 e, agora, no curso técnico. E posso dizer que vi o nascimento do TEC e da parceria com a Fundação Roberto Marinho, vi os primeiros livros chegando aqui e logo quis saber do que se tratava. Quando tive dúvidas sobre a parte de contas, controle de estoque e compra e venda, pedi ajuda aos professores e amigos aqui do CEETEPS", lembra Edison.

Um dos exercícios marcantes para o formando foi a pesquisa sobre reciclagem de latinhas, que já é uma prática em seu local de trabalho.

"Levantamos como é feita a separação correta do lixo e passamos este conhecimento ao pessoal da casa, que já lida com reciclagem. A Administração serve pra tudo, inclusive pra vida particular. Penso em levar o que aprendi para a organização da igreja que ajudo", revela.

 

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18/02/2011
Parceiros para todas as horas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=167
Exercícios on-line, visitas presenciais e muita interação virtual são as ferramentas dos COA para promover a formação continuada dos orientadores

Criado com o objetivo de expandir a oferta de ensino profissional no país, o Telecurso TEC tem conseguido bem mais do que formar estudantes. O desenvolvimento de professores aptos a explorar as novas mídias e incorporá-las ao ensino, a lidar com redes de colaboração e a incentivar o protagonismo e a cidadania de seus alunos é outra conquista valiosa do projeto.

Por trás deste trabalho de formação de mestres estão os Coordenadores de Orientadores de Aprendizagem (COA). Com vasta vivência em Educação, mas vindos de diferentes áreas, eles subsidiam os Orientadores de Aprendizagem (OA) com instruções sobre a metodologia e o material didático do Telecurso TEC, elaboram guias de aula, fomentam a troca de experiências entre diferentes TEC Salas e fazem a ponte com a gestão do programa.

“Os OA têm o coordenador como uma pessoa parceira, que orienta o trabalho e propõe soluções. Isso acontece de maneira sistemática e continuada”, explica a Coordenadora Pedagógica de Implementação da Fundação Roberto Marinho, Andréa Primerano.

Cada COA é responsável por um grupo de 30 a 40 orientadores e o principal canal de comunicação entre eles é o Ambiente Virtual (AV) do projeto. É também por ali que a atuação do orientador é monitorada e que são apresentados a eles os temas e exercícios do Programa de Formação Continuada.

Para o COA Daniel Valadares (foto ao lado), o AV é a plataforma ideal para que os coordenadores exercitem uma de suas principais atribuições: estimular a (re)qualificação técnica dos professores.

"Além de estudar conteúdos diferentes de seu cotidiano e generalistas, como a Administração, que só irão ajudá-los futuramente no mercado de trabalho, os OA acabam incrementando a própria formação. O tempo todo, seja no blog, na Wiki ou no Correio TEC do AV, eles treinam leitura, escrita e interpretação, competências que costumam ser um nó na vida dos alunos e de muitos docentes", observa o mineiro Daniel.

Ver para entender

Vivenciar, na prática, o que aprendeu no mestrado em Educação Tecnológica tem trazido gratas surpresas ao educador. Na ferramenta portfólio, por exemplo, que permite a postagem confidencial de relatos, trabalhos e fotos pelos OA, a relação pedagógica a distância se fortalece.

"É onde o OA nos mostra sua cara, faz elogios ou críticas construtivas. Já na visita técnica e presencial às TEC Salas, temos uma dimensão diferente da participação dos orientadores, ao conhecermos como é a escola, a cidade e, principalmente, os diretores. Há professores extremamente silenciosos no AV, quase protocolares, mas muito ativos e motivados no mundo real", compara Daniel.

Mas o COA ressalta que a atmosfera de cumplicidade criada no universo virtual não pode atrapalhar a do profissionalismo. "Temos uma relação de respeito, baseada na sinceridade. Todos sabem seu papel e quando serão cobrados por mim pelo cumprimento de certas atividades pedagógicas", resume.

Quando detectam qualquer dificuldade dos OA em relação à metodologia do Telecurso TEC – inclusive na utilização das ferramentas virtuais disponíveis –, os coordenadores não descansam. Passam instruções detalhadas por meio de tutoriais, bate-papos on-line ou pelo telefone.

Nesse contato a distância, é muito delicada a maneira como o coordenador aborda esta questão, porque pode prejudicar a relação em vez de ajudar”, pondera a COA Arlana Campos (foto), também de Minas Gerais. Ela destaca que, para que o trabalho em ambientes virtuais seja efetivo, qualidades como concentração e disciplina se tornam indispensáveis – para formadores e professores.

Perfis diferentes

Mesmo sem conhecer todos os seus orientadores pessoalmente, Arlana garante que é possível atender as necessidades de cada um, de forma individualizada.  

“Tenho um grupo de mais de 30 professores, com formações profissionais, características pessoais e de regiões geográficas diferentes. Isso tudo influencia no trabalho de cada um. O modo de pensar de um engenheiro é diferente do de um historiador”, explica a COA. “Por isso, a maneira que eu oriento um e outro é diferente. Preciso pesquisar para saber como fazê-lo”, detalha.

Para desempenhar bem o seu trabalho, além do distanciamento físico, os coordenadores também têm de driblar barreiras como a falta de acesso à internet sofrida por alguns OA. Mas o fator determinante para o sucesso do Telecurso TEC em uma cidade, opina Daniel, passa mesmo pela gestão da escola.

"Se o gestor local é atento, está em sintonia com o professor, o programa vai rodar, com ou sem limitações de informática. O envolvimento e o cuidado de muitos diretores com o TEC têm ajudado a melhorar os resultados do projeto", afirma. 

Independentemente do canal de sensibilização usado, apostar no aperfeiçoamento pessoal e profissional dos professores é, em última análise, atingir o estudante que está na ponta desta cadeia.  “Aos olhos do TEC, é proporcionar aos alunos melhores condições de empregabilidade e de empreendedorismo. Imagine o impacto de programas como esse levado para milhares de pessoas Brasil afora?”, sonha Daniel.
 

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17/02/2011
Tempo de colocar o aprendizado à prova http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=166
Ex-alunos do Telecurso TEC revelam o legado das aulas para seu crescimento profissional um ano após concluírem o curso

Pouco mais de um ano após terminarem o curso de Gestão de Pequenas Empresas, alunos do Telecurso TEC contam como o aprendizado das aulas foi importante para seu crescimento profissional. Em comum, relatam terem adquirido mais maturidade para atuar no mercado de trabalho, ao desenvolverem uma melhor visão geral de negócios, de gestão de pessoas e uma busca crescente pela inovação.

É o caso de Samuel Ramos (foto), de 19 anos, ex-aluno da Escola Estadual Dom Pedro I. Hoje, ele é funcionário terceirizado na área de seguro automotivo de um banco, em São Paulo. Ele afirma que o Telecurso TEC ofereceu uma base importante para entender a dinâmica do mercado de trabalho. “A flexibilidade profissional foi muito bem explorada no curso. Isso é muito importante para o mercado atual e tem me ajudado muito”, diz.

Samuel também destaca a ênfase em empreendedorismo durante as aulas. “O Telecurso TEC trabalhou muito esse assunto, incentivando a inovação, mas, claro, com planejamento. Esse aprendizado me ajudará muito quando, já formado em Psicologia, for montar e gerenciar meu consultório”, aposta.

Segundo ele, o intenso envolvimento com o curso contribuiu também para que conquistasse uma bolsa universitária integral. “Tracei essa meta durante o Telecurso TEC e fui bastante incentivado pela minha Orientadora de Aprendizagem, Adriana Ruescas”, completa.

Cursando graduação em Publicidade e Propaganda, Bruna Carolina de Souza, de 19 anos, faz planos para aplicar o conhecimento proporcionado pelo Telecurso TEC ao longo de sua trajetória profissional. Moradora de Diadema (SP), ela afirma que o aprendizado do curso de Gestão de Pequenas Empresas casou perfeitamente com seus planos para o futuro.

“Aprendi sobre aspectos importantes, como a forma de montar um bom currículo e de se portar no trabalho. O mais significativo foi entender como lidar melhor com as pessoas. Posso aplicar isso tudo em qualquer atividade que exercer, seja trabalhando numa empresa ou no meu próprio negócio”, avalia.

Visão ampla do negócio

Atuando como consultora de uma academia de ginástica na capital paulista, Juliana Rocha Rubim, de 18 anos, procura aplicar o conteúdo do curso ao seu dia a dia. Ela lembra que o conhecimento adquirido nas aulas tem sido bastante útil, por exemplo, quando precisa oferecer planos de contrato aos alunos e alcançar as metas do negócio.

“Passei a entender que, para vender um produto ou serviço, é preciso ter uma visão mais ampla. É necessário saber o custo envolvido”, exemplifica. “Aprendi isso no Telecurso TEC e consigo fazer o cliente se interessar mais pelo que vendo”, emenda.

Hoje, Juliana já faz planos para cursar Educação Física. E mesmo nessa área, aparentemente tão distinta da formação que recebeu no programa, ela garante que poderá aplicar na prática o que aprendeu durante o curso.

“Com o curso de Gestão de Pequenas Empresas, passei a ter noção de como administrar o dinheiro numa empresa, o que me deu uma base para cuidar da minha própria renda. E até se for autônoma, algum dia. Vou levar isso para o resto da vida”, conclui.


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31/01/2011
Negócio que surge dentro de sala de aula http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=165
Orientadora de Aprendizagem desenvolve projeto para estimular empreendedorismo entre alunos do Telecurso TEC

Mostrar aos alunos da turma de Gestão de Pequenas Empresas que eles podem, sim, montar e gerir seu próprio negócio. E que o sucesso depende diretamente do empenho que empregam. Esse tom altamente motivador é o mote do projeto ‘Meu Próprio Negócio’, desenvolvido pela Orientadora de Aprendizagem (OA) Aline Aparecida da Silva na Escola Estadual Nossa Senhora de Guadalupe, em Lagoa da Prata (MG).

Mas a proposta da OA é ir muito além do simples incentivo. Aline quer contribuir para que, ao longo ou ao final do Telecurso TEC, os estudantes, de fato, montem sua própria empresa. “Observei apenas se os projetos apresentados pelos alunos eram possíveis de se gerir”, diz, reforçando que se preocupou em não influenciar as escolhas dos estudantes.

O aluno Marcos dos Reis Candido, de 30 anos, é um dos que tiraram seu projeto do papel. Ele montou um salão de beleza. O rapaz considera que a iniciativa foi de extrema importância, pois permitiu que ele deixasse de ser empregado e passasse a ser empregador. “Essa atividade e o Telecurso TEC contribuem para o aprimoramento do meu atendimento e conhecimento interno de uma empresa e sua parte burocrática. Cresci muito com o projeto”, acrescenta.

Apoio do mercado e da escola


Para estimular o empreendedorismo da turma, Aline pensou em tudo. A começar pela participação de profissionais e pequenos e microempresários da cidade no projeto. “Qualquer apoio, desde um simples incentivo ao mais elementar comentário, contribui para o bom andamento do aprendizado dos alunos”, enfatiza.

Os estudantes também puderam visitar indústrias e o comércio da cidade, conhecendo, na prática, o que aprendem no Telecurso TEC. “O fato de poderem ver de perto certos processos, como fabricação de produtos, telemarketing, vendas diretas e a própria comunicação entre cliente e empresa, ajuda-os a crescer e a desenvolver suas próprias ideias”, aposta a educadora.

E até mesmo o contador da escola em Lagoa da Prata abraçou o ‘Meu Próprio Negócio’. “Ele ajuda na parte burocrática, com explicações e tirando dúvidas dos alunos, como esclarecimentos sobre o Simples Nacional e contratação de empregados”, explica Aline.

Desenvolvimento profissional

A turma também tem acesso a aulas de informática. “Hoje, quem ‘vive ou sobrevive’ sem saber usar um computador é considerado um analfabeto digital. Esse aprendizado tem ajudado os alunos no desenvolvimento profissional e também na realização de atividades extracurriculares”, comenta.

Pelo balanço de Aline, o ‘Meu Próprio Negócio’ é um sucesso. Segundo ela, os alunos hoje apresentam melhor desempenho nas atividades que desenvolvem. Alguns são empregados de indústrias da cidade ou da região e outros trabalham no comércio local.
 
“Eles também se tornaram mais criativos, participantes e apresentam mais iniciativa. Por isso, minhas expectativas para o projeto são muito boas, visto que minha turma está muito entusiasmada”, comemora.


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24/01/2011
Telecurso TEC em novo horário http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=164
Temas dos vídeos também serão anunciados no Twitter antes de irem ao ar

O Telecurso TEC começa a temporada de 2011 em novo horário. As aulas serão transmitidas pelas TVs Globo, Cultura e Futura, além de ficarem arquivadas no site do G1. Quem não quiser perder nada vale a pena acompanhar o Twitter @telecursotec para saber o assunto que será tratado no vídeo seguinte, antes mesmo dele ir ao ar.

O Twitter do Telecurso TEC foi criado no ano passado e é atualizado todos os dias. Além da programação de vídeos, o canal vai incluir informações variadas sobre os tópicos do curso, reforçando conceitos estudados no livro e nas aulas semipresenciais.

Com a atuação em rede proporcionada pelo Twitter, o @telecursotec começou a repassar oportunidades de emprego divulgadas na ferramenta por outras empresas ou fundações, sejam elas parceiras do projeto ou não, além de indicar como abrir o próprio negócio, sugerir palestras e feiras etc. Não deixe de seguir o @telecursotec para aumentar suas chances!

Confira o dia do seu curso

Se você for acompanhar os vídeos pela TV Globo ou TV Cultura, é preciso acordar cedo. Mas o Canal Futura também oferece opções de reprise à tarde.

Veja os horários:

• TV Globo – às 5h15, de segunda a sexta;

• TV Cultura – às 5h40 e às 6h30, de segunda a sexta;

• Canal Futura – às 6h40, de segunda a sexta; dois novos vídeos todas as quintas, às 7h30; intensivo de três episódios aos domingos, às 6h; e reprises todas as quintas, às 16h30, e sextas, às 4h.

As aulas do Telecurso TEC articulam três eixos narrativos: documental, ficção e publicidade. Cada dia da semana é dedicado a um curso. As aulas específicas de Administração Empresarial são exibidas na segunda; de Assessoria e Secretariado, na quarta; e de Gestão de Pequenas Empresas, na sexta. Os vídeos do Módulo Básico, comum a todos os cursos, são veiculados às terças e quintas.

Vale lembrar que os filmes foram produzidos para ajudar os alunos da Modalidade Aberta a aprimorarem seus estudos. Mas também podem ser assistidos pelos estudantes das demais modalidades, como forma de se aprofundarem no conteúdo das aulas.

Veja a grade completa e atualizada de exibição dos vídeos

E se você for acessar a programação pela página inicial do site do Telecurso TEC, basta clicar no tópico ‘Fique por Dentro’ e, em seguida, ‘Programação na TV’.

Internet oferece flexibilidade de horários


Também é possível assistir aos filmes a qualquer hora, no G1. Todos eles ficam arquivados no site. Já estão disponíveis 135 vídeos, somando os Módulos Básicos e vídeos específicos de cada curso, todos com 10 a 15 minutos de duração. Apenas em dezembro passado, o site registrou mais de 3 mil acessos às aulas do Telecurso TEC.



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17/01/2011
Instrumentos de comunicação e aprendizagem http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=162
Para especialista, a internet e as redes sociais proporcionam mudanças que favorecem o processo de ensino

Muito mais do que meios de lazer. A internet e as diversas redes sociais, que tanto influenciam nos relacionamentos interpessoais atualmente, também são importantes instrumentos de aprendizagem. É o que afirma Maria Teresa Assunção Freitas, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora do livro ‘Cibercultura e Formação de Professores’. Para ela, esses recursos contribuem para o ensino-aprendizagem por possibilitarem a construção coletiva do conhecimento.

Em entrevista ao site do Telecurso TEC, a especialista explica os efeitos dessas mudanças do universo digital sobre a educação. Confira!

TEC: Quais as influências da internet e das redes sociais sobre o ensino?

Maria Teresa: A internet e as redes sociais contribuem muito para uma construção colaborativa do conhecimento. Elas permitem que as pessoas discutam, argumentem e cheguem às conclusões em conjunto, estabelecendo uma rede. As grandes vantagens de uma rede são exatamente a possibilidade de trabalho em colaboração, intercâmbio e interação que ela oportuniza.

O autor russo Vygotsky fala que o conhecimento não é individual. No caminho entre você e o objeto de conhecimento, existe sempre o outro. Vygotsky escreve isso entre 1924 e 1934. É interessante como essa era uma teoria revolucionária para a psicologia da educação daquela época e, hoje, serve para compreendermos todo o movimento das redes sociais, que favorecem essa construção coletiva do conhecimento.

TEC: Como os educadores devem se adaptar a essa nova realidade?

MT: O grande obstáculo é que eles não são nativos digitais e não foram preparados na formação para usar a tecnologia. O maior problema para os professores está em dar esse salto e colocar o uso do computador e da internet nas suas metodologias de trabalho. Não basta inserir esses instrumentos na escola. É preciso saber usá-los. É importante que o professor se disponha a aprender com seus alunos e a entender o uso que eles vêm fazendo.

Não há como voltar atrás. As tecnologias estão se desenvolvendo cada vez mais e provocando novas formas de percepção, leitura, escrita e, consequentemente, aprendizado. A escola tem que integrá-las aos seus métodos. Em um artigo, discorri sobre como o computador é um instrumento cultural da contemporaneidade. Ele é uma ferramenta, uma máquina, sim. Mas também é um instrumento de linguagem e símbolos. Qualquer forma de uso de computador leva a uma escrita. Contudo, além de um instrumento simbólico e de linguagem, ele traz a pessoa ao encontro com o outro. Com isso, tem toda condição de ser grande instrumento de aprendizagem.

TEC: E como utilizar esses recursos em prol do ensino?

MT: Hoje, o medo dos professores é que os alunos copiem e colem da internet. Isso já acontecia antes dela, quando eles reproduziam as informações de livros e revistas. Porém, os alunos só vão copiar e colar da internet se o docente não orientá-los. O professor pode indicar sites para pesquisa e colocar perguntas-chave para os estudantes questionarem, formularem suas opiniões e entenderem. Outras sugestões são formar grupos de discussão, usar fóruns e criar um blog para a turma postar o que escreve.

TEC: Quanto aos alunos, de que forma podem tirar proveito da web para enriquecer ainda mais o que aprendem em sala de aula?

MT: É importante que o professor conheça o uso que eles fazem da internet para orientá-los a serem mais críticos e a procurar informações válidas. Ele pode integrar à sua prática pedagógica recursos on-line que são muito interessantes para uma nova forma de ensinar e aprender na escola.

Na aula de física ou química, pode substituir o laboratório e fazer simulações pela internet. No ensino da literatura, pode visitar sites literários e blogs de escritores famosos ou iniciantes. Ele pode usar aqueles acessados pelos estudantes e indicar outros. Se por um lado o professor pode aprender com os alunos a ser ágil na forma de usar esses recursos, pode mostrar a eles onde buscar informação. Deve-se juntar essas duas experiências.


Leia também:
Uma rede além da web
Redes sociais e educacionais
Do e-mail às redes sociais


Foto: Divulgação UFJF



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13/01/2011
Desvendando os segredos dos OAs http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=163
Educadores relatam sua experiência com o Telecurso TEC e contam seus truques para aprimorar o ensino

Comprometimento com a proposta do Telecurso TEC. Empenho em transmitir o conhecimento. Busca de atividades que favoreçam a apreensão dos conteúdos pela turma. Melhora da relação entre professor e aluno. Cada qual à sua maneira, todo Orientador de Aprendizagem (OA) tem seus truques para contribuir para a formação dos estudantes.

Um dos segredos de Edmilson Lima (foto), OA da turma de Gestão de Pequenas Empresas do CESEC Clorinda Martins Tavares, em Ituiutaba (MG), é o seu amor pela profissão. “Gosto do que faço e esse entusiasmo contagia os alunos”, diz. Essa empolgação também o motiva a conhecer a realidade dos estudantes da turma.

“É sabido que cada aluno é como um livro, cada um tem uma história. Por isso, devemos ‘folheá-los’ aula a aula e aprender a interpretá-los. Eles veem a escola e, principalmente, o Telecurso TEC, como uma oportunidade para reinserção no mercado de trabalho e de perspectivas de crescimento e aprimoramento profissional”, afirma.

Amilcar Fonseca, OA do curso de Gestão de Pequenas Empresas no CESEC Profª Heloisa Lacerda, em Poços de Caldas (MG), reconhece que a experiência que ganhou como aluno do Telecurso 2000 contribuiu – e muito – para a sua atividade atualmente. Ele procura mostrar aos alunos que é preciso ter sede de saber e vontade de vencer para se colocar bem no mercado de trabalho.

Motivar constantemente a turma nesse sentido é a tarefa que requer mais dedicação dos OAs, segundo Amilcar. “É preciso que os alunos reconheçam a diferença entre ter um certificado e ser um profissional com um certificado. Procuro ter sempre uma história ou uma parábola para ser contada nesses momentos”, revela.

‘Carta na manga’


Ambos os educadores têm seus truques para tornar as aulas mais atrativas. Quando a turma está dispersa, por exemplo, Edmilson procura ser criativo. “É preciso ter sempre um material disponível para essas emergências, trazer sempre uma ‘carta na manga’”, diz.

Por isso, ele se esmera na preparação das aulas e na aplicação dos conteúdos. “Leio atentamente o material a ser trabalhado e faço algumas adaptações, quando necessário. Elaboro mais exercícios, faço pesquisas e procuro incluir mais conteúdos motivacionais, como vídeos, mensagens, reportagens de revistas e jornais, além de dinâmicas”, conta.

Amilcar também prima por esse cuidado. Ele começa a preparar suas aulas com um mês de antecedência, quando lê o capítulo e assiste ao DVD referente ao conteúdo. Feito isso, o professor destaca palavras-chaves que podem servir de base para pesquisas na internet, livros e revistas. “Assim, posso enriquecer o capítulo com textos, atividades e vídeos complementares”, emenda.

O retorno desse empenho é percebido nos resultados da turma. Edmilson nota a evolução de seus alunos. “O maior valor do nosso trabalho de OA é a satisfação de ver que esses cidadãos poderão ter uma qualidade de vida melhor e se tornar exemplos de honestidade, ética, visão e valores não só no ambiente de trabalho, mas também na família e no convívio social. É muito gratificante!”, afirma.


Leia também:
Como manda o figurino
Um olhar sobre o Telecurso TEC
Esse projeto dá um caldo
OAs fazem balanço do Telecurso TEC em Minas



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04/01/2011
Tudo em casa http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=161
Irmãs de Viçosa que abrirão sociedade são exemplo de boas oportunidades para negócios em família

Quem nunca pensou em ter horários de trabalho flexíveis, planejar os próprios rendimentos e aumentar a qualidade de vida montando um negócio próprio? Para as irmãs Rayane Cardoso e Kelem Nakamura (na foto), alunas da mesma turma de Administração do Telecurso TEC de Viçosa (MG), este é um sonho que se constrói a quatro mãos.

Ambas cursavam o supletivo do Ensino Médio quando souberam do projeto no Cesec Dr. Altamiro Saraiva e, agora, buscam a formação necessária para abrir uma loja de peças íntimas em sociedade.

"Serão produtos para todas as idades, uma inovação que nos diferenciará da concorrência. Por estarmos juntas no Telecurso TEC, acabamos tendo ideias compatíveis de negócio, uma completa a outra. Sempre fazemos os trabalhos e estudamos para as provas juntas", conta Rayane, que tem 26 anos e é balconista em uma loja de acessórios femininos. 

Kelem desempenha a mesma função em um comércio de roupas e faz coro com a irmã caçula quando o assunto é a cooperação entre elas. Além de contribuir para que cada uma supere seus pontos fracos no curso, essa parceria vem preparando as bases para uma convivência mais sadia no futuro empreendimento.

"Quando tenho dificuldades em um assunto, sentamos e discutimos até chegarmos a uma conclusão. E sempre pego no pé quando a Rayane diz que vai desistir do curso porque está difícil. Isto é algo que não deixo mesmo", defende Kelem, de 34 anos.

Descendente de japoneses, ela ainda traz na bagagem a experiência de vida de quem trabalhou sete anos e meio no Japão e a paciência de artesã meticulosa, que fabrica peças de bambu vendidas em São Paulo. Modeladas com facão e lixadas uma a uma, elas exigem concentração e servem como terapia, além de garantirem renda extra.

As habilidades pessoais e profissionais complementares, o apoio mútuo e a preocupação com a inovação são fatores que colocam as irmãs em vantagem para abrir um negócio familiar de sucesso.

Veja, abaixo, outras dicas para se dar bem neste tipo de empreitada:

• Defina claramente as responsabilidades de cada membro da empresa e os parâmetros para o uso de seus bens e serviços (como telefone, copiadora, veículos);

• Acerte em conjunto quais serão os critérios para vendas, novos investimentos  (Ex: contratação de pessoal, aquisição de maquinário ou matéria-prima) e qualquer negociação que envolva terceiros. Isto deve constar do plano de negócios da empresa;

• Verifique se suas reservas pessoais são suficientes para mantê-lo enquanto o novo negócio não estiver se pagando. Para evitar frustrações futuras, avalie se ele permitirá que você desenvolva outras atividades remuneradas e de interesse pessoal, ou se exigirá dedicação em tempo integral;

• Caso opte por montar um escritório em casa, explore ao máximo as vantagens desta forma de trabalhar: alimentação mais saudável, redução do estresse decorrente do trânsito, proximidade da família, redução de custos de infraestrutura e definição da própria jornada;

• Dedicação extrema é um dos pontos fortes das empresas familiares. Evite, porém, transformar todo almoço em família em reunião de negócios. Planeje seu dia para não perder a privacidade e ter tempo para as atividades pessoais;

• Deixe os conflitos pessoais de fora. Muitas vezes, a rivalidade entre irmãos transforma competições normais do cotidiano em batalhas desnecessárias, que atrapalham a empresa. Se o problema for sério, procure conselhos de um ’mediador‘ que não seja ligado à família nem ao negócio;

• Amplie sua visão de negócio e incentive seus ’sócios‘ a sair do escritório, visitar clientes e fornecedores e participar de seminários relevantes para o aprimoramento da gestão ou da tecnologia;

• Tenha cuidado para não criar um ’cabide de empregos‘. Cobre alto padrão de desempenho dos herdeiros/ parentes e defina quais experiências profissionais são imprescindíveis para as admissões;

• Formalize seu negócio, isto dará segurança para seus investimentos e garantirá uma série de benefícios como microempreendedor individual.


Fontes:

10 lições para dar vida longa ao negócio familiar
Três passos para a profissionalização da empresa familiar
Quanto você está disposto a investir no seu negócio?
Como obter sucesso trabalhando em casa



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27/12/2010
Extra! Extra! Deu no ‘Espaço TEC’ http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=160
Jornal criado por OA de escola mineira ajuda alunos de Administração a difundirem o que aprendem no programa

Foi pensando em despertar o interesse dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) pela escrita que o Orientador de Aprendizagem (OA) Manoel Rodrigues de Almeida, da Escola Estadual Moacir Cândido, em Chapada Gaúcha (MG), elaborou um projeto audacioso. O ‘Espaço TEC’, um jornal em que estudantes da turma de Administração compartilham o conhecimento teórico aprendido nos módulos do Telecurso TEC.

"Queria instigá-los a desenvolver as habilidades escrita e oral. Além disso, coloquei como objetivo a oportunidade de a turma interagir com as empresas e organizações locais, observando melhor a prática destas instituições e criando vínculo com elas”, explica o educador.

Sarah Gonçalves Marinho, de 51 anos, adorou a iniciativa. A aluna, que já publicou, por conta própria, o livro de poesias ‘Flores que brilham’, sempre pensou em criar um jornal na região. Quando o professor Manoel explicou seu projeto à turma, ela não deixou essa oportunidade passar. “Senti-me muito honrada em poder, por meio do Telecurso TEC, realizar algo que sempre almejei”, diz.
 

Pauta variada

No horário extraescolar, todos os estudantes se envolviam na produção das matérias. Os textos abordavam temas como a importância do curso técnico em Administração, empresas de sucesso da comunidade e oportunidades para futuros empreendedores em Chapada Gaúcha, além de humor e curiosidades sobre o município.

De início, Manoel estabeleceu que o jornal teria quatro edições. Para dar sua contribuição a cada uma delas, Sarah procurava um tema educativo e prazeroso de se ler. Depois disso, dava início às entrevistas, redação de textos e pesquisa de imagens para as matérias. Segundo ela, o Telecurso TEC foi muito importante para essa rotina com o ‘Espaço TEC’. “O curso tem me proporcionado um vasto conhecimento, principalmente dentro dos conceitos da administração, gestão, planejamento e ética”, afirma.

Manoel montou quatro grupos de alunos para supervisionar o trabalho em cada uma das edições. Cabia a essas equipes motivar os colegas autores das reportagens, corrigir os textos e buscar parceiros que financiassem os custos do jornal, a fim de evitar despesas para alunos e instituição de ensino.

Quando julgavam necessário, as equipes responsáveis por cada edição recorriam ao OA ou aos professores de Língua Portuguesa para correção dos textos. Eles contavam ainda com o suporte da educadora de Artes, também formada em Jornalismo. Já as bibliotecárias ajudavam a motivar os alunos para a leitura e apresentavam sugestões de matérias a serem publicadas.

Inspiração para as aulas

E o que virou pauta no ‘Espaço TEC’ também foi parar dentro das salas da escola. Manoel conta que os demais professores da turma aproveitam os temas publicados no jornal para desenvolver suas aulas. “Essa foi uma das minhas melhores ações. Os alunos ficavam ansiosos com o dia da publicação para poderem ler e comentar os textos. E os docentes afirmam terem percebido um desenvolvimento muito significativo na leitura, escrita e no raciocínio lógico dos estudantes”, diz.

Manoel espera dar continuidade ao ‘Espaço TEC’ no próximo ano. “Há um grupo de alunos muito interessados nesta atividade. Outros já me propuseram parceria para continuarmos com este projeto após o término do curso”, conta, acrescentando que também aumentou o interesse das empresas em patrocinar o jornal.

Tudo isso para a alegria de alunos como Sarah. “Levar informações e entretenimento às pessoas é algo muito prazeroso. Ver a satisfação dos colegas de turma e dos profissionais da escola foi muito recompensador. São lembranças que levarei para toda a vida”, conclui.

Leia também:
Esse projeto dá um caldo
Ações que valem conhecimento



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20/12/2010
Com uma mão na graxa e a outra nos livros http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=158
Dono e funcionários de oficina mecânica incorporam aprendizado do Telecurso TEC ao dia a dia do negócio

Proprietário de oficina mecânica em Viçosa (MG), José Raimundo Cupertino deu um grande passo para aprimorar seus conhecimentos administrativos e otimizar o serviço que oferece em seu estabelecimento. O pequeno empresário é um dos alunos da turma do curso de Administração do Telecurso TEC no CESEC Dr. Altamiro Saraiva, no mesmo município.

“Sempre trabalhei com oficina mecânica, mas na arte operacional. Quando montei minha oficina, o meu sócio tinha mais experiência administrativa. Mas queria me aprimorar nessa parte. Por isso, quando apareceu a oportunidade do curso, tive que aproveitar”, recorda.

 

Hoje, o proprietário da oficina diz que os conhecimentos adquiridos no Telecurso TEC têm lhe ajudado muito a entender como funciona o seu negócio. “Agora tenho noção do que pago de impostos e sei fazer muitos cálculos”, exemplifica.

Chefe no trabalho, colega em sala de aula

Ao se inscrever no curso de Administração, José Raimundo esperava aprimorar o serviço da sua oficina como um todo. Foi aí que ele teve a ideia de chamar dois de seus mecânicos para também participarem do curso. “Assim, poderia melhorar o atendimento da oficina, pois eles têm muito contato com os clientes”, explica.

Não foi preciso que o chefe usasse muito de sua persuasão para convencer os funcionários a se inscreverem no programa. Rafael Miranda e Willians Rocha toparam participar do Telecurso TEC logo que José Raimundo contou sobre essa formação técnica.

“Fiquei muito empolgado. Estou gostando muito do curso e me esforçando ao máximo, pois consigo usar o que aprendo no meu atendimento. Também passei a ter uma visão diferente do mercado de trabalho e mais expectativas para o futuro”, afirma Rafael (na foto, entre José Raimundo, à esquerda, e Wilians, à direita).

Trabalhar e estudar com o chefe parece um problema para você? Pois não é para Rafael. “Ele sempre nos motiva a estudar, e nem todos os patrões de empresas pequenas fazem isso. Mas ele não é só um chefe, é um amigo. Trocamos muitas ideias sobre o que aprendemos, fazemos pesquisas e colocamos nossas dúvidas. E isso está sendo bom para todos nós. Aprender junto é muito melhor”, garante.

Satisfação garantida

A dedicação dos três colegas ao Telecurso TEC já está sendo notada por quem eles mais precisam agradar no dia a dia. “Um cliente ficou sabendo que estávamos fazendo o curso e fez muitos elogios a essa iniciativa. Estamos conseguindo ter mais fidelidade da nossa clientela”, comemora José Raimundo.

É por isso que eles pretendem seguir adiante com o curso. “Espero melhorar bem mais e sempre levar o que aprendo para o trabalho. Com o Telecurso TEC, vimos que se desanimamos no trabalho, deixamos de vender. Agora que tenho uma visão melhor do negócio, vou mostrar mais entusiasmo na parte de venda”, planeja.

“Apesar das dificuldades de conciliar trabalho e estudo e morar longe, meu objetivo é completar o Telecurso TEC com aproveitamento máximo. Quando uma oportunidade bate à nossa porta, temos que agarrar essa chance”, finaliza Rafael.



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13/12/2010
Como manda o figurino http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=159
Eventos organizados por alunos de Secretariado e Assessoria permitem colocar em prática os conhecimentos do curso

A tarefa proposta pela Orientadora de Aprendizagem (OA) Jane dos Santos dividiu em quatro grupos os 22 alunos da turma de Secretariado e Assessoria do CESEC Zenith Campos, em Monte Carmelo (MG). O objetivo era que cada equipe se organizasse para promover um evento ao longo do mês de setembro de 2010.
 
A escolha do tipo de atração cabia, exclusivamente, aos estudantes. A OA se preocupou em não interferir nessa decisão. “Ajudava os grupos quando tinham dúvidas e precisavam de orientações para pesquisas. Mas deixava que os alunos debatessem e escolhessem tudo entre eles”, conta Jane, acrescentando que as duas turmas de Gestão de Pequenas Empresas da escola também foram convidadas para os eventos.

A ideia era deixar a imaginação fluir. Houve um grupo que promoveu coquetel na sala de aula para apresentar produtos de fabricante de cosméticos. Outro fez exposição sobre o Telecurso TEC, ocasião em que homenagearam o diretor e a vice-diretora da escola pelo apoio ao programa. Já um terceiro grupo organizou café da manhã para apresentar uma empresa de eventos.

E teve até casamento (foto)! Um dos quatro grupos realizou festa com direito a bolo, trajes a rigor e tudo o que uma boa cerimônia tem direito. Afinal, como determinou a OA, os grupos deveriam se preocupar com todos os detalhes, desde a estruturação do evento até o figurino.

O aluno Rildo Silva de Lima cumpriu o papel de noivo. No dia da atividade, estava com a adrenalina e o coração a mil. Além da preocupação em fazer tudo certo, estava se casando, mais uma vez, com a sua esposa Luciene, também colega de turma no Telecurso TEC.

“Estávamos completando 20 anos de casados e faríamos uma festa para comemorar. Como tivemos que organizar um evento, o grupo achou interessante celebrar um casamento. Éramos seis pessoas, e nos dividimos entre noivos, escrivão e testemunhas. Teve até uma colega que decidiu alugar um vestido para agir como se fosse a uma festa”, conta.

Conteúdo para uso no mercado

Para Rildo, que trabalha com construção civil, a experiência foi gratificante, pois teve a oportunidade de reafirmar seus votos de amor à esposa e pôde aplicar os conhecimentos que adquire no curso.

“O Telecurso TEC nos incentiva a ter atenção aos detalhes no que fazemos. O curso de Secretariado e Assessoria está me dando uma base muito boa, inclusive de administração. Minha intenção é me aperfeiçoar ainda mais para o mercado de trabalho”, afirma.

Se ele e seus colegas ficaram contentes com a experiência de realizar eventos, a avaliação da OA não foi diferente. Jane diz que os trabalhos, desenvolvidos com base na atividade proposta pelo conteúdo do segundo módulo do curso, foram um sucesso.

“Os alunos colocaram em prática o que aprenderam sobre cerimonial e protocolo, por exemplo. Essa turma é ótima, muito interessada e sempre dedicada aos trabalhos realizados em grupo. Imaginava que eles fariam boas apresentações. Só não sabia que o resultado seria ótimo. Os meus alunos foram as grandes estrelas dos eventos”, afirma Jane.



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06/12/2010
O primeiro concurso a gente nunca esquece http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=157
Aluno de Secretariado e Assessoria faz prova para o MPU e reencontra temas abordados em sala de aula

Há quem diga que santo de casa não faz milagre. Mas o ditado popular não se encaixa muito bem na história de Antonio Carlos Coelho e Guilherme Eduardo Estanesco, Orientador de Aprendizagem e aluno do curso de Secretariado e Assessoria do Telecurso TEC da Escola Estadual Professora Lígia Maria de Magalhães, em Contagem (MG).

Tudo começou quando Antonio passou a observar o desempenho de Guilherme (à esquerda na foto com seu professor) em sala de aula, que sempre se destacou por ser um aluno muito aplicado e interessado. “Quando percebi que ele só precisava de um empurrãozinho, comecei a estimulá-lo a estudar ainda mais e prestar concurso para o Ministério Público da União (MPU)”, diz.

Seguindo a sugestão do Orientador, Guilherme fez o concurso para o MPU,em setembro deste ano, e ficou surpreso ao perceber que grande parte das questões relativas à área administrativa aprendidas em sala de aula, como arquivologia e administração de pessoal, caiu na prova.

“O tema da redação, voltado para o planejamento estratégico, tático e operacional para a Copa de 2014, me fez lembrar as aulas que tivemos sobre os tipos de planejamento. Estudamos cada um deles separadamente”, diz.

Aluno do curso há um ano e meio, Guilherme foi aprovado no concurso, apesar de não ter conseguido se classificar. Mas isso não o desanimou. Pelo contrário, já está se preparando para prestar um novo exame. “Percebi como o Telecurso TEC é bom, nos dá a base que precisamos para sermos bons profissionais e nos mantém atualizados sobre o que acontece dentro das empresas”, acrescenta.

O Orientador também ficou animado e espera que isso sirva de exemplo para outros alunos. “Um resultado deste é muito gratificante para nós, orientadores. Demonstra a qualidade e seriedade do projeto desenvolvido em nossas escolas. A satisfação pessoal do aluno só nos prova que vale a pena insistir na aprendizagem de nossas turmas, apesar das dificuldades que encontramos no dia a dia”, finaliza.



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01/12/2010
Uma turma gabaritada http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=156
Alunos de escola mineira têm ótimo desempenho no Exame Presencial e se sentem cada vez mais preparados para o mercado

Dos 36 alunos da turma de Administração do Telecurso TEC na Escola Estadual Mário Campos e Silva, na pequena cidade mineira de Oliveira, 11 gabaritaram a prova do Exame Presencial. Localizado a 165 quilômetros ao sul da capital do estado, o município tem 40 mil habitantes e, hoje, vive um bom momento de desenvolvimento.

Segundo a Orientadora de Aprendizagem (OA) Clarice Santos (na foto, à esquerda), nos últimos 10 anos, a cidade teve um salto na sua economia, com a chegada de grandes companhias ligadas ao comércio e indústrias. Diante do resultado que obtiveram na prova, os alunos, que terminarão o Módulo 3 em julho de 2011, estão ainda mais confiantes para atuar nesse mercado em expansão.

“Algumas empresas estão motivando estudantes do Telecurso TEC com promoções. Com o curso, vários alunos que trabalham por conta própria ou em negócios familiares estão profissionalizando suas atividades. Muitos falam em se especializar mais em áreas específicas da Administração, como Marketing, Recursos Humanos e Contabilidade. Há também os alunos que já estão planejando abrir seu próprio negócio. No geral, todos garantem que o programa mudou suas vidas”, afirma.

É o caso de Cristina Goreth de Sá (na foto, à direita), de 41 anos. Natural de Belo Horizonte e hoje morando na pequena cidade, ela é uma das alunas que acertou todas as questões da prova. “A maioria da nossa turma é composta por pessoas maduras que viram no Telecurso TEC uma grande chance de se colocar melhor no mercado de trabalho. Não só pelo nosso currículo, que será enriquecido com o diploma, mas por todo aprendizado que estamos tendo. Por sua credibilidade, seriedade e qualidade, o curso nos abrirá muitas portas no futuro”, aposta a aluna.

Ajuda antes da prova


Para contribuir para o bom desempenho dos alunos, Clarice procura realizar a revisão dos capítulos com exercícios, promover apresentações de trabalhos e exibir filmes. “Um dia antes do exame, eles tiveram palestra com advogada especialista em Direito Tributário. Também na semana que antecedeu a prova, realizamos palestras sobre Marketing, pesquisa de mercado e contabilidade”, acrescenta.

Cristina destaca o empenho da OA como sendo muito importante para o sucesso dos alunos. “Ela nos ajuda muito. Está sempre buscando uma forma melhor para estudarmos e aprendermos, nos orienta em tudo e também nos cobra bastante”, diz.

Revendo conceitos

Essa dedicação de Clarice também responde pelo baixo índice de evasão na turma – foram apenas três desistências desde que o curso começou. A educadora, apelidada carinhosamente de ‘mãezinha do TEC EJA’ pelos colegas professores, procura mostrar aos estudantes o valor do programa.

“Tivemos dificuldades, especialmente por causa da diferença de idade dos alunos, que varia dos 18 aos 70 anos. Havia neles uma espécie de autopreconceito que os induzia a pensar que eram menores por fazerem Educação de Jovens e Adultos. O curso deu uma ‘sacudida geral’ nesses conceitos que eles tinham”, afirma Clarice.

Mas tudo isso, segundo ela, é passado. “Fiquei muito feliz ao ouvir uma aluna na faixa dos 50 anos dizer que antes pensava que, só por saber ler e escrever, era alfabetizada. Hoje, ela fala que pode assistir ao telejornal e entender o que é apresentado, conseguindo discutir sobre os temas com os filhos. E afirmou que agora é que está sendo alfabetizada. Isto é maravilhoso! São essas conquistas que me motivam a continuar sendo professora”, conclui.



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19/11/2010
Um olhar sobre o Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=155
Pesquisa aponta impressões de alunos e OAs sobre o programa em São Paulo

Como a participação no Telecurso TEC influencia na atividade dos educadores? Qual a avaliação que os alunos fazem sobre o programa?

Conhecer impressões como essas foi o objetivo da pesquisa “Um olhar sobre o Telecurso TEC na rede pública de São Paulo”. Realizado pelo Instituto Paulo Montenegro, em parceria com o Ibope, o estudo apontou as percepções gerais sobre o programa tanto dos alunos concluintes e egressos como dos Orientadores de Aprendizagem (OAs).

A ideia era verificar os resultados conquistados com o Telecurso TEC, com a perspectiva de disseminá-los e aprimorá-los. “Procuramos fazer uma avaliação externa de todos os projetos da Fundação Roberto Marinho (FRM). Com esse olhar isento, conseguimos identificar se foram atingidos os resultados esperados e conhecer os impactos”, explica Isa Lopes, coordenadora pedagógica da área de Teleducação da FRM.

A pesquisa englobou um total de 376 escolas e 433 turmas. E considerou as impressões dos entrevistados sobre os seguintes temas:

•    Alunos concluintes:
após o Exame Final do terceiro módulo, 1 mil estudantes do Ensino Médio responderam questões sobre realidade socioeconômica, motivações e expectativas para o futuro;

•    Orientadores de Aprendizagem:
100 professores da rede estadual que atuam como OAs relataram até que ponto incorporam à sua prática pedagógica as metodologias abordadas no Programa de Formação Continuada;
 
•    Estudantes egressos:
300 alunos aprovados foram ouvidos em entrevista telefônica realizada seis meses após a conclusão do programa. Eles responderam perguntas sobre situação profissional e contribuição do Telecurso TEC para o seu desempenho no mercado de trabalho.

Hugette Theodoro, coordenadora de Educação Profissional da Diversificação do Ensino Médio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, afirma que o estudo possibilitou conhecer a postura de professores e alunos e as expectativas que criaram com o Telecurso TEC.

“A pesquisa nos mostrou o que o projeto acrescentou na vida do professor e como ele se prepara para sua atividade. No caso dos alunos, percebemos que o Telecurso TEC mudou a vida dessas pessoas ao influir na sua renda familiar e auxiliar na sua inserção no mercado de trabalho. A pesquisa permitiu olhar para a vida deles, e foi muito válida por isso”, assinala.

Bagagem para o mercado de trabalho


Entre os alunos concluintes ouvidos pela pesquisa, 65% disseram se sentir mais preparados para atuar num contexto profissional. Essa percepção melhorou quando passado algum tempo da conclusão do programa. Para 74% dos alunos egressos, o Telecurso TEC fez com que se sentissem muito preparados para atuar no mercado de trabalho.

Isa Lopes destaca também o fato de 75% dos estudantes egressos terem dito acreditar que o TEC aumentou suas chances de conseguir emprego. Além disso, 91% desses alunos afirmaram que a participação no programa incentivou-os a continuarem estudando.

 

 

A coordenadora pedagógica lembra que os resultados da pesquisa mostram que o programa está coerente com a proposta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Afinal, envolve a inserção no mercado de trabalho e a continuidade dos estudos. “A pesquisa identificou que alunos que participaram do Telecurso TEC estão empregados ou estudando, e que eles reconhecem as contribuições do projeto nesse sentido”, comemora.

Aulas melhores

Sobre os OAs, 67% consideraram que a metodologia do Telecurso TEC ’mudou muito a maneira de preparar e dar aulas‘. “Esse é um dado muito relevante, pois o programa favoreceu, de algum modo, a mudança de práticas deles. Os Orientadores acreditam que o projeto é bom e pode contribuir para que se tornem melhores professores”, comenta Isa.

Ela acredita que o cenário apontado pelo estudo deve ser comemorado. “Temos fortes indicadores de que o programa é válido e que oferece bons resultados na vida profissional dos professores e dos alunos do Ensino Médio”, conclui.
 



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08/11/2010
Esse projeto dá um caldo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=154
Alunos da turma de Gestão de Pequenas Empresas montam lanchonetes na escola

A proposta era desafiadora. Divididos em dois grupos, os alunos da turma de Gestão de Pequenas Empresas do Telecurso TEC da Escola Abner Afonso, em Patos de Minas (MG), deveriam montar suas lanchonetes e cumprir uma série de atividades relacionadas aos conteúdos do programa.

Era o projeto ‘Lanchonete na Escola’, elaborado pela OA Mirian Cunha. “Analisando as oportunidades de vender algo diferente na cantina da escola, resolvi dividir a turma em duas equipes e lançar um desafio: montar uma lanchonete experimental no pátio, onde seria vendido um produto concorrente, a R$ 1,50, e outros substitutos, com valores estabelecidos pelos grupos”, conta.

Os estudantes decidiram que o artigo comum a ambos os grupos seria caldo de frango. Porém, cada um deles deveria criar um diferencial para o seu produto. Assim, as equipes ‘Cia do Caldo’ e ‘+ Caldo’ tiveram que realizar uma análise de mercado na escola, seguindo as técnicas estudadas no Telecurso TEC. Dessa forma, poderiam elaborar seus produtos e serviços, atendendo ao gosto do cliente de forma diferenciada e personalizada.

“Realizamos pesquisa de mercado com os alunos da escola para saber o que serviríamos como acompanhamento do caldo e quais seriam os nossos substitutos que, no caso do meu grupo, foram pastel e coxinha”, conta a aluna Maria Helena Saldanha, de 47 anos, coordenadora da ‘Cia do Caldo’.

Os resultados apurados na pesquisa também serviram de base para o plano de marketing das equipes. “Juntos, eles elaboraram seus convites, cartazes e faixas e divulgaram a lanchonete no pátio, nas salas de aula e até no microfone da escola, no horário do recreio. Para atrair clientes, a equipe da ‘Cia do Caldo’ ainda teve a ideia de sortear um relógio de parede”, explica Mirian.

Gestão financeira e de recursos humanos

Cada uma das equipes recebeu uma cota para as despesas. Esse valor deveria retornar ao caixa, no dia 15 de setembro, quando as lanchonetes foram montadas no pátio da escola.

 “O objetivo era que eles desenvolvessem na prática os conteúdos estudados referentes à administração de recursos financeiros, gestão de pessoas, relação de trabalho, pesquisa de mercado e planejamentos estratégicos para montar e garantir o sucesso de um negócio com fins lucrativos”, diz a OA.

Os coordenadores das equipes estavam encarregados de delegar as tarefas a cada integrante. “Às vezes, em trabalhos em grupo, há problemas de hierarquia entre os colegas. Mas, com essa atividade, aprendemos que precisa haver essa divisão e que devemos ter união e ser flexíveis com a opinião dos colegas”, admite Maria Helena.

O desafio compensa

Mesmo com tanto trabalho, os alunos não reclamaram da atividade. Sabiam que o desafio era justamente colocar em prática os conhecimentos que adquiriram no programa.

“Aprendemos a fazer planejamentos para empresas, projetos, controles e pesquisa de mercado. Pudemos praticar um pouco de tudo o que vimos no Telecurso TEC. E isso nos ajudou muito, pois, quando aprendemos na teoria, é uma coisa, e, quando passamos para a prática, devemos nos aprofundar mais. Não acertamos em tudo, mas vimos onde devemos nos aprimorar. Valeu muito a pena”, diz Maria Helena.

O trabalho dedicado à atividade foi recompensado. “Além da maravilhosa qualidade do produto concorrente, a decoração chamou a atenção. Para a surpresa dos alunos, a satisfação dos clientes foi tanta que perguntaram quando seria montada a próxima lanchonete na escola”, revela Mirian, que diz esperar realizar o mesmo projeto em outros locais.
 



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03/11/2010
Telecurso TEC além das fronteiras do Brasil http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=153
Coordenadoras de Aprendizagem apresentam o programa em encontro sobre educação em Portugal

Participantes do IX Colóquio sobre Questões Curriculares e do V Colóquio Luso-Brasileiro, realizado entre os dias 21 e 23 de junho deste ano na Universidade do Porto, em Portugal, tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do Telecurso TEC implementado em Minas Gerais. A iniciativa partiu de três Coordenadoras de Aprendizagem (COAs), que pretendiam compartilhar a experiência do programa com a comunidade acadêmica dos dois países.

“Nosso objetivo era apresentar a importância do programa, cujo currículo possibilita ao Orientador de Aprendizagem formação continuada, com reflexões sobre o seu trabalho. O estudo focou na prática deles na interface ‘portfólio’ do Programa de Formação Continuada (PFC). Por meio do Ambiente Virtual e com a mediação do coordenador, o PFC promove o diálogo e a reflexão sobre o trabalho dos educadores”, explica a COA Virgínia Coeli Bueno (na foto, em pé).

O encontro reuniu pesquisadores brasileiros e portugueses especializados em estudos curriculares. A ideia do evento é promover um espaço para intercâmbio de ideias e debates sobre projetos nesse âmbito. Como já havia participado da edição em 2006, Virgínia achou que o Colóquio seria uma excelente oportunidade para apresentar uma avaliação sobre o currículo do PEP EJA Telecurso TEC.

Assim, ela propôs às colegas Carmem Lucia da Silva e Gislaine Maria dos Santos, também COAs do programa, que desenvolvessem trabalho para apresentar na edição de 2010. Juntas, elas realizaram uma pesquisa qualitativa em que analisaram textos dos portfólios de nove Orientadores de três turmas. Além disso, tiveram a preocupação em mostrar a visão geral do programa, contextualizando-o.

“O trabalho ressalta, também, que o TEC desenvolve educação profissional para jovens e adultos, destacando que o objetivo do PFC é a formação de educadores com habilitação em áreas diferenciadas. Concluímos que a experiência do PEP EJA Telecurso TEC é extremamente significativa, inovadora e revela avanços na aprendizagem dos alunos e no trabalho docente. Diante disso, a nossa expectativa é a continuidade e ampliação do programa”, observa Gislaine (na foto, sentada à direita). 

Participar do encontro em Portugal, segundo as COAs, demonstrou a importância da temática e da pesquisa que realizaram para o evento. “Foi uma experiência expressiva, por possibilitar a apresentação de estudo relevante, seja pela grandiosidade do projeto ou pela sua especificidade de analisar uma formação continuada com características inovadoras. Por outro lado, a experiência proporcionou, também, a interação com outras pesquisas que envolvem a temática do currículo e do ensino a distância”, conclui Carmem (na foto, sentada à esquerda).


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26/10/2010
Ações que valem conhecimento http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=152
Alunos do TEC de São Vicente aprendem o valor do planejamento estratégico em visita à Bovespa

No último mês de agosto, os alunos de Gestão de Pequenas Empresas do Telecurso TEC em São Vicente (SP) tiveram uma aula de finanças bem inusitada. Em visita à imponente sede da BM&F Bovespa, na capital paulista, eles conheceram a história do mercado financeiro em um museu sensorial e a Mesa de Operações de onde corretoras comandam a compra e venda de ações. Mas o aprendizado não se restringiu à realidade das companhias que faturam milhões.

"O que mais chamou a atenção do grupo foi a palestra sobre a importância de poupar e saber gastar seu dinheiro nas esferas pessoal e familiar. Ao longo do dia, fizemos uma ponte com todo o conteúdo dos capítulos 11 ao 14", conta Helena Rosa, Orientadora de Aprendizagem responsável pela aula de campo.

Para ela, exercer a cidadania por meio das organizações foi outra lição importante aprendida no passeio. Afinal, a forma mais ou menos transparente com que as empresas controlam seus orçamentos não afeta somente a saúde financeira do negócio, mas atinge também a todos os acionistas e à economia do país.

Conceição Silva, coordenadora da Escola Estadual Yolanda Conte, onde funciona a TEC Sala,  ficou tão satisfeita com a visita técnica quanto os estudantes. "A Bovespa é um mundo super diferente, até mesmo para nós, professores. Todos ficamos curiosos com o enorme painel de cotações de bolsas ao redor do mundo, onde o conceito de globalização se materializa. Gostei ainda de ver como a palestra desmistificou a ideia de que investir em ações é assunto de gente rica", elogia Conceição. 

Empreendendorismo no sangue


O aluno Felipe Perlamagna, de 17 anos, diz que aprendeu direitinho esta lição e revela  interesse em aplicar parte de sua renda em ações da Bolsa no futuro. Para isso, o jovem que sonha em cursar faculdade de Administração quer seguir a tradição empreendedora de sua família.

"Meu avô foi dono de vidraçaria, meu tio tem fábrica de móveis e meu pai já teve um  restaurante e uma adega. Tenho um grande professor em casa e, com a ajuda dele e do TEC,  espero ser independente e construir algo também no ramo de alimentação", afirma o determinado Felipe.
 
Enquanto este dia não chega, ele aproveita para pôr em prática os ensinamentos do curso,  seja divulgando a empresa do tio ou dando dicas de orçamento para o primo, empregado de  uma loja de calçados.

"Meu pai investiu muito em melhorias e contratação de pessoal para o restaurante, mas acabou fechando as portas. Por isso, sei que todo cuidado é pouco ao aplicarmos dinheiro em um negócio", diz ele, que mantém em casa um caderno com todos os seus gastos anotados.

Para Conceição, exemplos como o de Felipe confirmam a aplicabilidade do conteúdo proposto pelo Telecurso TEC na vida prática dos que buscam a qualificação técnica aliada ao Ensino Médio.

“Sem dúvida, este grupo já sai da escola mais preparado para o mercado de trabalho. E mesmo que não trabalhe com gestão de empresas, vai aproveitar estes conhecimentos para o resto da vida”, acredita a coordenadora.

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15/10/2010
Profissionalização que faz a diferença http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=151
Estão abertas as inscrições da seleção para o TEC em São Paulo. Conheça a experiência de quem já participa do programa e veja como concorrer a uma das vagas

Aluna do primeiro módulo do curso de Secretariado e Assessoria do Telecurso TEC, a paulista Carolina Pimenta, de 21 anos, começou o mês de outubro com motivos de sobra para comemorar. Isso porque ela conseguiu seu primeiro estágio na área que escolheu para se profissionalizar.

“Foi muito bom! O estágio vai me ajudar a pôr em prática todo o conhecimento que obtenho no Telecurso TEC. Essa é uma área deliciosa de se trabalhar, além de ser abrangente”, comemora a aluna, que conheceu o programa por meio do site do Centro Paula Souza. “Já havia feito um curso técnico da instituição. Então, sempre olhava o site, onde consegui informações sobre o TEC”, acrescenta a jovem de Batatais, no interior paulista.

E para que outros jovens, assim como Carolina, tenham a oportunidade de participar de uma formação que aumente suas chances de inserção no mercado do trabalho, estão abertas as inscrições para o Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo. Para o primeiro semestre do próximo ano, 31 unidades administradas pelo Centro Paula Souza oferecerão mais de 2 mil vagas para o Telecurso TEC.

É uma grande oportunidade de profissionalização. Afinal, esse tipo de formação prepara o aluno para atender às demandas mais específicas de cada área. Conforme aponta levantamento do Sistema de Avaliação Institucional (SAI), 74% dos técnicos formados pelas Etecs conseguem emprego em até um ano após a conclusão do curso.

Saiba mais sobre essa alta da educação profissionalizante no mercado

Carolina, cuja experiência contribuiu para engrossar essas estatísticas, aprova o programa. “A princípio, todos pensam que, em um curso a distância, o aproveitamento não é o mesmo do modelo presencial. E é aí que se enganam. Temos aulas somente aos sábados e, por esse motivo, nos empenhamos mais, pois queremos absorver o máximo de informação possível para realizar as atividades apresentadas no Ambiente Virtual”, afirma.

Veja como estudar a distância

Sobre inscrição e exame

Se você também quer participar da seleção para o Telecurso TEC, preencha a ficha de inscrição no site do Vestibulinho até às 15h do dia 22 de outubro (sexta-feira). O próximo passo é pagar a taxa de R$ 25,00 em uma agência bancária.

A prova terá quatro horas de duração e será realizada no dia 21 de novembro (domingo), a partir das 13h30min. O candidato poderá confirmar o local onde realizará o exame após o dia 16 de novembro (terça-feira). Para isso, basta comparecer à Etec em que pretende estudar ou acessar o site do Vestibulinho.

Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone do Grupo de Estudos de Educação a Distância: (11) 2089-0722.

Confira o Manual do Candidato e as provas e gabaritos dos Vestibulinhos anteriores

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11/10/2010
Alunos empreendedores, professores parceiros http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=150
Colaboração entre OAs e núcleo comum das escolas aumenta o sucesso de oficina em Brasilândia de Minas

Para levantar o ânimo de seus alunos e fazê-los retomar o ritmo dos estudos após uma longa greve, Ana Cláudia Nogueira, Orientadora de Aprendizagem do TEC em Brasilândia de Minas (MG), planejou um sábado diferente. Ela mobilizou a diretora da Escola Estadual Alminda Alves da Silva, professores do núcleo comum e especialistas do mercado para realizar uma oficina que combinasse palestras, sessões de vídeo e muita dinâmica.

No final de julho, nascia o evento "Gestando com Empreendedorismo", cuja programação foi mantida em segredo até para os próprios estudantes. A surpresa positiva, porém, não foi apenas da turma.

"Foi o dia mais incrível em termos de concentração, dedicação e interesse por parte dos alunos. Fizemos até certificado de conclusão para eles. Os professores se dividiram entre cuidar da recepção, do café da manhã ou das dinâmicas e alguns colaboraram até mais do que deviam", empolga-se Ana Cláudia.

Para atrair o interesse dos futuros empreendedores, foram abordados temas que farão parte de seu dia a dia profissional, como tipos de sociedade, segurança no trabalho e pagamento de impostos. A palestra da contadora Isabel Menezes sobre o Simples Nacional, explica a OA,  fez a ponte perfeita entre teoria e prática.

"Ela apresentou uma novidade para todos nós, chamada microempresa individual. Os alunos ficaram eufóricos por saberem que poderiam tornar-se empresários com tanta facilidade. Acredito que a Isabel saiu de lá com novos clientes", conta.

Postura profissional

Para a aluna Cleonice Torres, de 39 anos, outro destaque foi a palestra sobre Psicologia Organizacional. De empacotadora à recepcionista da fábrica onde trabalha, esta mineira que adora atender o público garante saber se portar na empresa e manter o emocional sob controle em uma entrevista de emprego.

"Mas foi na oficina que aprendi que não se deve falar de problemas pessoais nestas situações. Algumas empresas exigem um currículo muito extenso, perguntam sobre dívidas e problemas de saúde, mas esses dados não interessam ao negócio. É preciso ‘economizar’ em relação à nossa privacidade", avalia Cleonice.

Já para ser um bom gestor, continua ela, as qualidades imprescindíveis são boa comunicação e muita iniciativa.

"As pessoas contam com a decisão dele, então ele precisa ter atitude e nunca ficar em cima do muro", resume Cleonice sobre o que aprendeu.

União que motiva

A Coordenadora de Aprendizagem Arlana Campos, que ajudou Ana Cláudia na concepção da atividade, atribui parte deste sucesso ao envolvimento direto da direção da escola e dos colegas professores. A parceria que garante aos OAs respaldo e motivação para inovar, diz ela, também favorece a aprendizagem das disciplinas da grade regular.

"O Ensino Médio não pode ser integrado só no nome, mas sim no cotidiano da escola. Essa dobradinha entre OAs e demais mestres em projetos conjuntos deixa todos mais criativos e fortalecidos para enfrentar dificuldades", aposta Arlana que, com frequência, recebe relatos de superação e envolvimento da comunidade escolar com o TEC.

"Soube que, em Monte Alegre de Minas, os alunos ficaram tão motivados com a metodologia e o estilo das aulas na TEC Sala que começaram a exigir dos outros professores o mesmo comportamento. Não é uma mudança fácil de ser feita, mas percebemos que o projeto promove mudanças na vida de quem está envolvido com ele", afirma.

Ciente disso, Ana Cláudia já planeja uma segunda oficina para o mês de novembro, a pedido da própria turma de Gestão de Pequenas Empresas.

“O rendimento deles melhorou muito e até hoje lembramos de coisas faladas na oficina e que condizem com o conteúdo que estamos estudando”, atesta.

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01/10/2010
Contribuições do TEC ao ensino regular http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=149
Avaliação Externa do projeto vai comparar evolução do desempenho dos alunos em Português e Matemática. De quebra, traçará o perfil de estudantes e professores

Em outubro do ano passado, logo após o início do ano letivo do Telecurso TEC no PEP EJA mineiro, 2.200 alunos do programa já estavam fazendo prova. O motivo? Dar o pontapé inicial na Avaliação Externa do TEC, pesquisa qualitativa que envolveu também os Orientadores de Aprendizagem e está sendo conduzida pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e de Ação Comunitária (Ideca), sob coordenação da Fundação Roberto Marinho.

Com este instrumento, pretende-se avaliar em que medida o desempenho do participante no curso de capacitação técnica pode influenciar no aprendizado de Português e Matemática.

“Também queremos descobrir se o fato do aluno receber uma formação profissional de qualidade, vislumbrar um retorno para ele não no futuro mas no presente, pode motivá-lo a terminar o Ensino Médio. Embora a redução da evasão escolar não seja um objetivo direto do TEC, estamos antenados às necessidades educacionais do país”, acrescenta Isa Lopes, coordenadora pedagógica da Teleducação da Fundação Roberto Marinho.

A prova aplicada em outubro a alunos e professores foi considerada o Marco Zero da Avaliação Externa. Ao final do curso, uma nova bateria de provas será feita e os resultados das duas etapas serão cruzados, medindo a evolução dos estudantes e a eficácia da metodologia do Telecurso TEC.

O interessante, destaca Isa Lopes, é que também foram avaliados alunos do PEP EJA regular, matriculados nas mesmas escolas dos alunos do TEC que responderam à pesquisa. Foram mantidas, ainda, as proporcionalidades de respondentes por polos da Secretaria de Educação de Minas Gerais e por cursos técnicos oferecidos (Secretariado e Assessoria, Gestão de Pequenas Empresas e Administração de Empresas).

Inspiração em exames nacionais

Dos 2.200 alunos alocados em cada grupo (TEC EJA e PEP EJA), 1.100 fizeram prova de Português e 1.100, de Matemática. Algumas das questões fechadas foram extraídas da Prova Brasil e do Saeb, exames complementares criados pelo Inep/ MEC para um diagnóstico, em larga escala, da qualidade do sistema educacional brasileiro.

Além de construir uma escala de desempenho dos alunos nas habilidades específicas, a Avaliação Externa está servindo para desenhar o perfil de alunos e professores do TEC, relacionando suas deficiências e expectativas em relação ao projeto a estes resultados objetivos.

“Neste Marco Zero, já foi possível colher as percepções dos Orientadores de Aprendizagem sobre o método do TEC, pois eles foram avaliados logo após a capacitação. A pesquisa também contou com cinco grupos focais com alunos e dois com professores, na capital e no interior”, explica Simone Coelho, diretora-presidente do Ideca.

Veja o que a primeira fase da Avaliação Externa mostrou sobre o perfil dos alunos do TEC EJA mineiro:

• A maioria está concentrada em duas faixas etárias: de 20 a 24 anos e de 30 a 39 anos.

• 66% é de classe C.

• 49% têm entre 1 a 10 livros em casa. Mas 23 % afirmam nunca ter lido livros de literatura, preferindo quadrinhos e revistas de atualidades.

• 70% deixou de frequentar a escola por três anos ou mais, porque precisou trabalhar ou porque casou e teve filhos.

• 74% usam o computador. Mas a maioria declara ter acesso a ele em casa ou em outro local, nunca na escola.

• O acesso ao computador não é diário. 25% gasta quatro ou mais horas de seu tempo livre fazendo trabalhos domésticos (só 8% dedica igual tempo à navegação na internet).

• Dos fatores que dificultaram a aprendizagem na escola, a forma como os professores ensinam a matéria foi apontada por 25% destes respondentes.

• As características mais apreciadas nos professores são, por ordem de importância: o estímulo às atividades em grupo (53%), o uso de vídeos e materiais diversificados em sala (35%) e a correção das lições de casa (33%).

• A maioria mostrou que precisa vencer a timidez: 22% não gostam de apresentar seus trabalhos para a classe. Por outro lado, a colaboração está em alta: 46% veem o colega como um companheiro e 30%, como alguém com quem podem aprender.

• 67% acham que o TEC EJA os ajudarão a ser profissionais mais preparados para o mercado. A maioria quer concluir o ensino profissionalizante, ingressar em uma faculdade e trabalhar ao mesmo tempo.

 

 

Objetivos comuns

Perguntados sobre as razões que os levaram a participar do TEC EJA, 49% dos professores reforçaram sua crença na capacidade do Ensino Médio em oferecer subsídios para a profissionalização dos alunos.A maioria classificou a fase inicial da formação continuada como boa ou excelente. Os professores afirmam discutir problemas da atualidade em sala de aula e 86% corrigem e comentam as lições com a turma, estimulando a troca de experiências.

De forma geral, o nível de desempenho escolar com que os participantes do TEC iniciam o curso - competências de leitura, escrita e raciocínio matemático - se mostrou maior que o dos estudantes do EJA Regular (veja gráfico ao lado).

Ainda assim, é preciso sensibilizá-los para que busquem progredir ainda mais, mostrando o impacto direto da não leitura ou do não cumprimento das lições de casa, por exemplo, nos maus resultados em Português e Matemática.

“Estamos batalhando para melhorar este cenário. De alguma forma, quando o material didático do TEC oferta dicas de leitura extra, estimulando a busca por outras fontes de informação, o aluno naturalmente tende a aumentar sua curiosidade. Quanto mais ele recupera sua autoestima – outro problema identificado na pesquisa – mais ele se autoriza a abrir um livro, um jornal”, defende Isa.



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20/09/2010
Educação profissionalizante em alta http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=148
Cursos técnicos aumentam chance de conseguir emprego e elevam prêmios salariais em 14%, segundo FGV e Instituto Votorantim

Em pesquisa inédita, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Votorantim mapearam os impactos dos diferentes cursos de educação profissional na empregabilidade e nos ganhos salariais. A investigação analisou desde a escolha do tipo de profissão, da cidade e do setor de atividade até fatores que, na visão dos desempregados, dificultam sua recolocação no mercado.

Usando dados de educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e a Pesquisa Mensal de Emprego, a pesquisa revelou mudanças importantes no mundo do trabalho, como a boa aceitação do ensino a distância pelos contratantes.

Comparando egressos do mesmo tipo de curso (entre Qualificação Profissional, Ensino Médio de Nível Técnico ou Tecnólogo) e que estudaram no mesmo turno, não há desvantagem para os que não tiveram formação 100% presencial e buscam uma vaga.

Para Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV e coordenador da pesquisa, uma das surpresas foi o aumento de pessoas que frequentaram cursos de educação profissional entre 2004 e 2010. Nas seis principais metrópoles do país, o salto foi de 75,6%.

“O prêmio salarial garantido por esta formação também foi inesperado. Quem fez o Ensino Médio regular alcança remunerações de 700 reais a 1,6 mil reais. Já quem fez o Ensino Médio profissionalizante, recebe salários 14% maiores, em média. Do primeiro para o segundo perfil, a empregabilidade também sobe de 68% para 78%”, destaca Marcelo.

Vantagens da formação técnica

O boom do ensino profissionalizante é considerado uma saída para o apagão de mão de obra qualificada no país. Para frear o abandono da escolarização formal e a ida precoce para o mercado de trabalho, porém, é preciso entender as insatisfações dos jovens com a educação oferecida.

“Nosso Ensino Médio é muito genérico, tem que transmitir muito conteúdo em apenas quatro horas de jornada e acaba falhando em atrair o interesse do estudante. Em geral, ele não vê aplicação prática das matérias e, também por razões econômicas, desiste”, avalia o economista.

Marcelo acrescenta que, além de oferecer um bom retorno salarial, a educação profissionalizante permite um primeiro contato do estudante com a carreira que pretende seguir, embasando sua escolha.

Por serem de menor duração (em relação às graduações) e, muitas vezes, gratuitos, estes cursos também atendem melhor à população com menor renda, liberando-a de comprometer suas finanças e o próprio orçamento familiar por períodos muito longos.

Formalidade e alinhamento com o mercado

Sobre aqueles que concluíram os três tipos existentes de cursos de educação profissional, a pesquisa “Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho” ainda revelou que:

• eles têm chances 38% maiores de contribuir com a previdência;
• 62,58% deles trabalham ou já trabalharam na área do curso;
• 64,31% atribuem sua inserção profissional na área que estudaram à adequação do conteúdo teórico oferecido pelo curso.

A equipe gestora do Telecurso TEC se preocupa muito com este último aspecto. Além de investir na sensibilização dos alunos e nas dinâmicas que simulam situações cotidianas de trabalho, o programa foi estruturado para oferecer as formações técnicas mais procuradas pelos jovens.

“Além deste levantamento prévio das demandas por profissões, a Fundação Roberto Marinho (FRM) e o Centro Paula Souza investiram na concepção do aluno como protagonista da construção de conhecimento. Por isso, os materiais didáticos do TEC são dialógicos e permitem o aprendizado autônomo”, explica Maíra Moraes, coordenadora de projetos da FRM.

É justamente esta capacidade de formar trabalhadores pró-ativos e antenados com a realidade do mundo dos negócios que tem trazido os holofotes para a educação profissional. Mas, para que um programa obtenha resultados tão bons, Maíra ressalta que é preciso contar com o envolvimento de vários atores, como diretores de escola, Orientadores de Aprendizagem e estudantes.

Uma curiosidade: Contabilidade e Auditoria é o setor nacional com maior proporção de indivíduos com Ensino Médio de Nível Técnico (18,63%). Para quem pensa em ter o próprio negócio, outro destaque neste mesmo ranking: a Direção de Empresa ficou em oitavo lugar (10,17%).

Acesse a pesquisa na internet e conheça o simulador de impactos da educação profissional no mercado. É possível saber o grau de ocupação, classe e renda média de quem tem a mesma formação e atributos sociais que você.



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16/09/2010
Contadores de (boas) histórias http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=147
Relatos de superação pessoal e sucesso profissional chegam em verso, prosa e até música às coordenadoras e orientadoras do Telecurso TEC

"Não tive medo de crescer, de aceitar/ Problemas difíceis da vida/ Mas se parar pra pensar/ Em menos de minutos isso pode mudar". Os versos que falam de superação e de aposta em um futuro melhor abrem a canção "Escolhas", composta para violão por Breno Marques, aluno de Secretariado e Assessoria do Telecurso TEC.

Apreciar a música interpretada pelo próprio estudante foi apenas uma das boas surpresas que Lenir Rosa (foto) teve ao visitar a TEC Sala de Poços de Caldas.

Não raro, quando realizam incursões técnicas às unidades do projeto, Coordenadoras de Aprendizagem (COA) como ela são procuradas por alunos que desejam relatar suas experiências.

Pelas mãos das Orientadoras de Aprendizagem (OA) também circulam histórias de vida emocionantes, cada vez que uma redação é solicitada. Revelações de quem abandonou a escola por necessidades financeiras e de quem está redescobrindo o gosto pelos estudos. Ou ainda, histórias daqueles que, em idade mais avançada, recebem o apoio da família para retornar à escola.

O ourives Adilson Marques, de 43 anos, reportou à COA Hilda Lima o corre-corre que uma pesquisa sua causou na fábrica de joias onde trabalha, em Belo Horizonte.

"Descobri que nem os gerentes conheciam a missão e a visão da empresa e isso indignou a alta direção. Fui parabenizado pela minha investigação, que acabou gerando um folder e um curso de capacitação para todos os funcionários. Meus colegas e superiores passaram a me tratar de forma diferente", reconhece Adilson, aluno de Gestão de Pequenas Empresas.

Finanças em ordem

Para Renata Martins, auxiliar de escritório e aluna de Secretariado e Assessoria em Poços de Caldas, o TEC também trouxe mais do que a oportunidade de concluir o Ensino Médio.

"Lido com emissão de notas fiscais e o curso me ajuda a ter organização e ser mais eficiente para não deixar nada acumular. Também ganhei mais postura para controlar gastos pessoais. Ajudo meus pais a planejar cada passo que vamos dar no orçamento", revela a jovem de 24 anos.

O sonho de ingressar em uma faculdade de Administração e de abrir um negócio próprio são consequências naturais desta trajetória bem sucedida. "Vale a pena ter acesso a novas oportunidades. O Telecurso TEC foi a melhor coisa que me aconteceu", comemora a aluna do Centro de Educação Continuada Maria Heloísa Lacerda.

Crescimento individual

Maria de Cássia Murano, Orientadora de Aprendizagem de Renata, garante que toda sua turma está mais confiante e madura, após um ano exercitando valores como espírito de equipe, iniciativa e visão crítica.

O uso do livro e do Bloco de Notas para sistematizar o conhecimento e relacioná-lo com situações cotidianas, acrescenta a Orientadora, já foi completamente incorporado pelo grupo.

"Eles estão se planejando melhor, estão mais focados no que precisam aprender, menos tímidos e até menos submissos, dando opiniões em seus atuais empregos. Agora, sabem que podem fazer a diferença na profissão e na vida pessoal", acredita.

Segundo Maria de Cássia, a sensação de estar preparado para novos saltos deu a alguns destes alunos a coragem que faltava para buscar uma mudança de emprego. Ao mesmo tempo, novas portas foram abertas: uma das maiores indústrias de mineração de Poços de Caldas está dando preferência a candidatos que tenham o Telecurso TEC no currículo.

A Orientadora de Adilson em Belo Horizonte, Elizabete Ferreira, também comemora a promoção de alguns aprendizes e a inserção de outros no mercado de trabalho. E sustenta que o benefício maior do Telecurso TEC é mesmo uma nova forma de entender a realidade e praticar a cidadania.

"Isto porque o curso os (in)forma para converter dificuldades em oportunidades, solucionar problemas por meio do diálogo e olhar o mundo de um jeito investigador, questionador. Eles serão capazes de influenciar o meio em que vivem, com criatividade, autonomia e organização ", diz, animada.



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27/08/2010
Conhecimento que resgata a cidadania http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=146
Em Viçosa, aula do Telecurso TEC motiva aluno a enquadrar-se na nova lei do microempreendedor individual. Entenda os benefícios da modalidade

Além de despertar vocações profissionais e pavimentar o caminho de muitos jovens rumo ao primeiro emprego, o Telecurso TEC desempenha um importante papel na vida de quem já é pequeno empreendedor. Quem garante é a Orientadora de Aprendizagem (OA) Rita Carmen Silva, de Viçosa (MG), que está à frente de um grupo com experiências tão ricas quanto heterogêneas quando o assunto é trabalho.

Wellington Alves (foto), um de seus alunos, concilia o curso técnico com a prestação de serviços em uma biblioteca e com a fabricação de produtos de dedetização caseiros. Dedicado, ele ainda arranjou tempo para desenvolver o marketing do seu negócio, colocando em prática algumas lições do TEC: rótulo sugestivo, embalagem segura e pequenas amostras de teste para o cliente.

Mas um "detalhe" ainda impedia o crescimento de suas vendas: a impossibilidade de emitir notas fiscais para as escolas e escritórios interessados na dedetização.

"Quando estudávamos o capítulo sobre formação de empresas e contribuições fiscais, percebi que era preciso buscar a atualização de alguns dados e leis. Então, levei para a classe a lei que regulamenta a figura do empreendedor individual", conta Rita Carmen. "O instante foi excelente e o interesse foi imediato, para si ou para algum conhecido. O Wellington não perdeu tempo: pesquisou e se cadastrou no site da Receita Federal", acrescenta a OA.

Legalizado há cerca de um mês, o aluno e ex-autônomo já pode participar de concorrências e conseguiu se registrar também como prestador de serviços de informática – outra área em que atuava.

A formalização do negócio próprio trouxe a Wellington uma série de benefícios garantidos aos Microempreendedores Individuais (MEI) pela Lei Complementar 128/08 (que ajustou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (123/06)), como:

Cobertura previdenciária para o empreendedor e sua família;
• Acesso a serviços bancários, incluindo crédito;
• Apoio técnico do Sebrae sobre a atividade exercida;
Isenção de taxa de registro e alvará da empresa;
• Possibilidade de contratar até um empregado, com menor custo;
• Redução da carga tributária;
Assessoria gratuita para o registro da empresa e a primeira declaração anual simplificada.

Saiba detalhes destes e de outros benefícios

Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar no máximo R$ 36 mil por ano, não participar de outra empresa como sócio ou titular e ter até um empregado contratado, recebendo salário mínimo ou o piso da categoria.

Veja que profissionais podem se enquadrar na lei do MEI


Primeiros resultados


Wellington garante que a transformação em microempreendedor individual é simples e rápida. "Após o cadastro no site da Receita Federal, recebi pela internet o CNPJ pronto e um alvará provisório de funcionamento. Depois, foi só ir à prefeitura para concluir a legalização do negócio. É o próprio site que gera a nota fiscal para eu entregar ao consumidor final", enumera ele.

Além da possibilidade de ter assistência médica e um ajudante contratado, o pequeno empreendedor foi fisgado por outra vantagem da legalização: o resgate de sua cidadania. "Ter um registro de pessoa jurídica no rótulo do produto tira aquela imagem de 'fundo de quintal', o cliente já nos vê com outros olhos", pondera.

Com direito a nota fiscal, até o diretor do Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) Dr. Altamiro Saraiva, onde funciona a TEC Sala, virou cliente fixo de Wellington. A encomenda foi a conversão de antigas fitas VHS da escola para DVD. Outra ocupação do aluno tem sido empregar seus conhecimentos na administração eclesiástica da igreja que frequenta.

“As igrejas vivem no mundo material e sofrem carência de gente preparada para cuidar de limpeza, manutenção, pagamento de despesas e, principalmente, para fazer gestão de pessoas. Tudo que aprendo no TEC também vale para organizações sem fins lucrativos”, ressalta.

Caminho das pedras

Assim que soube da conquista de Wellington, de 44 anos, Rita correu para dividir a informação com outros professores em seu blog, no Ambiente Virtual do TEC.

“É mais uma vitória, pois abrimos uma porta muito significativa para este aprendiz e para outros que serão informados a partir da nossa experiência”, disse a OA. Com igual entusiasmo, ela enumera histórias de outros alunos-empreendedores que vêm encorpando sua trajetória profissional com auxílio do TEC e compartilhando experiências entre si. Artesãos, um dono de oficina mecânica e um empresário do ramo moveleiro, como Helvécio Tristão, de 58 anos, fazem parte desta lista.

“O Helvécio é muito ativo e sábio, mas conta que, apesar dos 36 anos de comércio, sentia falta do embasamento teórico que o PEP EJA, com a metodologia do Telecurso TEC, oferece. É gratificante vê-lo chegar todos os dias e participar ativamente das discussões, acrescentando depoimentos que a todos enriquecem”, orgulha-se Rita.

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17/08/2010
Feiras exibem talento empreendedor em Sorocaba http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=145
Alunos de Gestão de Pequenas Empresas criaram e aperfeiçoaram negócios em dois dias de evento

Pátio de colégio é lugar de fazer bons negócios? Se depender do empenho dos alunos do Telecurso TEC de Sorocaba (SP), a resposta é sim! Nos dias 29 e 30 de junho, o recreio cedeu espaço ao empreendedorismo e virou uma grande feira em duas instituições estaduais que abrigam o curso de Gestão de Pequenas Empresas.

O desafio – proposto no primeiro dia de aula pela Orientadora de Aprendizagem (OA) Andréa Ribeiro (de camisa escura na foto) – era que os estudantes soltassem a criatividade para bolar empresas novas ou sugerir melhorias a negócios já existentes, apresentando em estandes seus produtos e serviços. Teve de tudo nos 15 balcões da exposição: roupas, bijuterias, salão de beleza, produção de festas infantis, calhas e sabonetes.

José Roberto Modesto Júnior (na foto, à esquerda), de 16 anos, foi um dos que seguiram o conselho da OA e investiu no que já sabia fazer bem: a pintura artística de paredes. Ele abandonou a ideia de representar uma grande fábrica de refrigerantes e convenceu o patrão a doar o material necessário para demonstrar seu ofício na feira.

Massa, lixa, tinta, esponja e um gel especial – que cria texturas diferentes, quando modelado – foram suficientes para que ele e seus companheiros encantassem a banca avaliadora.

“Nosso grupo pesquisou sobre pintura decorativa na internet, produziu crachás e uniformes. Com apenas duas cores, fizemos amostras bem diferentes. Também simulamos o atendimento ao cliente e explicamos o que poderia ser um diferencial para aquela firma”, conta Júnior, que começou como ajudante de obra manuseando cimento.

O despertar do dom artístico, aliado à valorização do seu trabalho durante a feira, hoje encorajam o aluno do Ensino Médio a sonhar com uma loja própria no ramo. O atual chefe, em vez de potencial concorrente, é encarado como aliado. “Ele pode me ensinar a superar as dificuldades que todo dono de empresa enfrenta", acredita o aluno.

Pequenas revoluções

Andréa se diz impressionada com a maturidade e a garra dos futuros empreendedores. Na Escola Estadual Mário Guilherme Notari, onde Júnior estuda, os 23 alunos da TEC Sala montaram sete estandes. Na Escola Estadual Guiomar Camolesi Souza, o esforço dos 44 alunos foi coroado por uma matéria para a TV local.

“A reação da escola foi de surpresa e admiração pelos colegas que estão no TEC, inclusive pela presença da TV Tem filmando os trabalhos expostos. Houve ainda os desabafos de quem havia desistido do curso e visitou a feira, pois gostariam de estar ali participando com os demais”, revela Andréa.

A Orientadora destaca que, após o evento, muita gente continua comercializando seus produtos. Como a aluna Gabriela Brustulin, do estande ‘Choco Show‘, que ajuda seu noivo a financiar a futura casa vendendo chocolates aos familiares e a pequenas lojas de Sorocaba.

Igual sucesso vem tendo o grupo criador da ‘Passione Cosméticos’, de sabonetes artesanais. Ao ter o pedido de patrocínio negado por uma conhecida empresa do setor, eles não se abateram e optaram por marca e conceito próprios. A volta por cima rendeu sabonetes em vários formatos e sete fragrâncias, duas destinadas ao público masculino, responsável por boa parte das vendas.

“Dividimos as despesas e as tarefas de fazer o sabonete, embalá-lo, colocá-lo na cesta e decorar o embrulho. Chegamos a ficar oito horas na cozinha lá de casa, mas limpamos tudo no final”, brinca a empreendedora Daiane Costa, de 16 anos, que já recuperou o investimento na ‘Passione’ e tem encomendas para o mês de setembro.

Confiança e visão de mercado

A definição do bom empreendedor está na ponta da língua da aluna, que se prepara para o vestibular de Análise de Sistemas. “É preciso força de vontade, espírito de equipe, ser inovador e nunca transferir para o cliente a própria insatisfação, por mais que os problemas sejam grandes”, acredita Daiane.

Andréa sente que a autoconfiança dos jovens cresceu e que eles ganharam perspectivas mais sólidas de futuro. Para a OA, o Telecurso TEC os ajuda a conhecer melhor a realidade do mercado de trabalho, identificando onde há saturação ou falta de mão de obra especializada.

“Quem já exercia seu espírito empreendedor diz que está cheio de energia para expandir um pequeno negócio, sem cair na falta de estímulo para fazer faculdade ou outros cursos. Os que não tinham ideia do caminho a seguir afirmam que aprenderam muito para ser profissionais de sucesso no ramo que escolherem”, comemora.

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04/08/2010
Inspiração para futuros empreendedores http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=144
Aprovado com louvor em recente concurso público, o mineiro Edson Costa, de 53 anos, reposicionou sua carreira superando crises e preconceitos

Além de bons conhecimentos de Matemática, Geografia e História, Edson Costa sabe o que o levou a ser aprovado em 5º lugar, em Minas Gerais, no concurso nacional para recenseador do IBGE.

"Não é uma questão de crer ou ter pensamento positivo. É de ter planejamento e fazer o teste não para passar, mas para acertar 100%. Buscar a excelência é fundamental", sintetiza o aluno de Administração de Empresas do PEP EJA de Santa Luzia (MG), que utiliza a metodologia do Telecurso TEC. O excelente resultado nas provas obtido por ele e pela esposa Raquel – classificada em 26º lugar no estado – é consequência de uma vida de esforços e atitudes empreendedoras.

Na juventude, a ausência de uma escola pública que oferecesse o Ensino Médio gratuito na região onde morava empurrou Edson precocemente para o mercado de trabalho. Estudar em outra cidade era economicamente inviável e, para garantir seu sustento, o mineiro que sonhava ser engenheiro optou pela formação técnica de torneiro mecânico.

Após anos na profissão, a perda súbita do emprego o fez mudar totalmente de área e, novamente, rever seus planos para o futuro. "Mesmo me requalificando, não consegui recolocação no mercado. Foi quando eu e minha esposa começamos a fazer brinquedos pedagógicos de madeira, sem qualquer experiência no ramo. Ela se revelou excelente pintora e desenhista e, aos poucos, fomos melhorando e diversificando os produtos", lembra Edson, que batizou sua empresa de Artesanato em Família.

A necessidade de criar um plano de negócio e dominar as rotinas financeiras do ateliê levou-o à TEC Sala da Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa. Lá, ele teve o apoio do Orientador de Aprendizagem (OA) Clermont Oliveira, que também é artesão.

"Vi logo que ele era um empreendedor nato que, se instigado, poderia corresponder ao estímulo", diz Clermont. "Além de mostrar planilhas para definição de preços e falar de cadeia produtiva, dividi com a turma minha experiência em sustentabilidade aplicada ao  artesanato. Espero que os demais aprendam com o Edson e partam para iniciativas próprias", torce o OA.

Empresário, militante e músico

Ninguém duvida que o negócio caseiro de Edson cresceu e apareceu. Além das tradicionais piorras, jogos matemáticos e de tabuleiro, ele vem fabricando ferramentas exclusivas para psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e conceituados laboratórios universitários.  Por incrível que pareça, o empresário ainda arranja tempo para cursar o Ensino Médio Regular, planejar o ingresso na faculdade de Administração, passear de moto, tocar violão e percussão e legalizar sua ONG, a Associação Cultural para Promoção da Igualdade Racial.       

"Essa é outra vantagem do Telecurso TEC e o Clermont merece este elogio: o que aprendemos lá é aplicável na vida prática, como a administração do tempo. Graças a isso consegui me organizar tão bem e, em apenas 30 dias de dedicação, me preparar para a prova do IBGE", revela Edson, que dá outras dicas para os colegas que desejam passar em um concurso ou em uma seleção de emprego. "Conheça a si mesmo, seja assertivo e, principalmente, busque a qualificação como base para a autoconfiança", ensina.

Tomando a iniciativa

Clermont relata que, em função do êxito do colega experiente, os alunos mais jovens do Telecurso TEC andam mais atentos às oportunidades de concursos e estágios divulgados na mídia. E trataram de atualizar seus currículos usando o que aprenderam em sala de aula.

"Nossa orientação é sempre direcionada para o mundo lá fora. Simulamos entrevistas, exames seletivos e trabalhamos uma conscientização que permite ao aluno chegar na frente. Para tal, ele precisa, além do conhecimento técnico, saber falar e escrever corretamente e ter uma postura confiante", explica o professor.

Para que a turma desenvolvesse essa maturidade, foi preciso deixar claro o rigor do curso em relação à assiduidade e ao protagonismo dos alunos. "No princípio, eles queriam uma aula e um professor tradicionais. Aos poucos, aprenderam a estudar por conta própria e em grupo. Ao concluírem a prova do Módulo I, disseram que tinha sido fácil demais. O índice de aprovação ficou em torno de 85%", comemora Clermont, orgulhoso.


 



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30/07/2010
Alunos e OAs podem concorrer ao Prêmio Técnico Empreendedor http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=143
Projetos de negócios inovadores renderão até oito mil reais às equipes participantes. Veja como se inscrever, até 31 de agosto

Orientadores de Aprendizagem e alunos do Telecurso TEC têm uma ótima oportunidade para mostrar que são criativos, organizados e que sabem enxergar boas oportunidades de negócio.

Até o dia 31 de agosto, equipes de dois ou três estudantes coordenadas por um OA podem inscrever projetos na nona edição do Prêmio Técnico Empreendedor, criado para fomentar o cooperativismo em cursos técnicos de nível médio e instituições de educação profissional e tecnológica de nível superior.
 

Os trabalhos inscritos precisam ser empreendimentos viáveis e inovadores e se enquadrar em um dos seguintes temas:

• Livre (ações que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades);
• Inclusão Social (ações que gerem trabalho ou renda a grupos econômica ou profissionalmente excluídos);
• Cooperativismo (ações que visem à organização ou ao fortalecimento de cooperativas).

Etapas de premiação

A avaliação dos projetos será realizada em duas etapas: regional e nacional. Na regional, serão selecionados três trabalhos por categoria (técnico ou tecnólogo) e tema, sem ordem de classificação, que concorrerão à etapa nacional. Além do reconhecimento, os grupos concorrerão a prêmios de até oito mil reais, que serão rateados pelos membros da equipe e pelo professor-orientador.

Um mesmo aluno poderá participar com mais de um projeto e em mais de uma equipe, desde que esteja devidamente matriculado e frequentando o curso. Da mesma forma, os OAs poderão orientar várias equipes.

Reforçando o aprendizado

Para quem está em dia com os exercícios do Telecurso TEC, o roteiro sugerido para descrever o projeto no ato da inscrição não oferece mistério.

Será preciso elaborar a missão do negócio imaginado, descrever a região onde será implantado, que produtos ou serviços ele irá oferecer, quem serão seus consumidores, fornecedores e concorrentes, como sua marca será divulgada e que investimentos fixos ele irá requerer, entre outros aspectos.

O principal critério para a classificação dos trabalhos será a oportunidade de inovação de cada negócio. Além disso, a viabilidade financeira, o impacto junto à sociedade e os benefícios ao meio ambiente também contarão pontos.

As inscrições devem ser feitas nas unidades regionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE. Confira o edital e a ficha de inscrição.

Lançado em 2002, o Prêmio Técnico Empreendedor é fruto de uma parceria entre o SEBRAE, o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Banco do Brasil.

Talento é para se mostrar

O Telecurso TEC quer reunir informações sobre todas as iniciativas inscritas por seus alunos neste concurso, ajudando a fomentar o debate sobre empreendedorismo e desenvolvimento local nas TEC Salas.

Para isso, basta que os OAs envolvidos enviem uma mensagem via Correio TEC para a Comunicação do Telecurso, dizendo que projetos estão submetendo à avaliação. Colabore.



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27/07/2010
Uma rede além da web http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=140
Orientadores de Aprendizagem mineiros trocam experiências fora do AV e discutem necessidades comuns em diferentes TEC Salas

Aproveitar exemplos de boas práticas pedagógicas em diferentes TEC Salas sempre foi um dos eixos da Formação Continuada proposta aos educadores do Telecurso TEC. Quando a ideia é buscar inspiração, debater ou tirar dúvidas, o Ambiente Virtual (AV) tem papel fundamental na vida do Orientador de Aprendizagem (OA).

Recentemente, professores de cidades vizinhas em Minas Gerais deram um passo novo na construção dessa rede e puderam experimentar o valor da interação presencial. Karina Todescato, OA de Secretariado e Assessoria do município de Machado, recebeu visita do colega Sebastião Rocha (foto) e da supervisora da Escola Estadual Prefeito Ismael Brasil Corrêa, onde funciona a TEC Sala de Alfenas, a 35 quilômetros de distância. O motivo? Promover um treinamento informal em utilização do AV.

"Tinha dúvidas no AV por ter entrado no projeto após a Formação Presencial do Telecurso TEC - PEP EJA, substituindo outra Orientadora. Com o apoio de supervisoras da Secretaria de Educação do Estado, foi possível fazer esta viagem. E a Karina foi muito prestativa, não teve preguiça alguma de explicar", elogia Sebastião.

A OA de Machado conta que o encontro, além de apresentar as ferramentas de uso obrigatório do site, como o blog e o portifólio, refinou o entendimento sobre a forma e o local exato de se fazer os registros mais importantes. Desde provas até exercícios rotineiros realizados com a classe.  

"Repassamos o lançamento do registro acadêmico e esclarecemos as diferenças entre os textos de síntese e de avaliação das atividades feitas com a turma. O mais interessante, porém, foi trocar experiências com o Sebastião sobre dinâmicas para Secretariado", revela Karina.

Necessidades comuns

Os dois professores sentiam que, após o fim do Módulo Básico, seria interessante dar a seus alunos um gostinho do que acontece no mercado.

"Sou formada em Letras e queria convidar empreendedores para detalhar o dia a dia da área contábil. Já realizamos palestras com um professor universitário de Administração, um dono de restaurante e um empresário do ramo de construção. Isso virou uma prática quinzenal entre todas as OAs da nossa TEC Sala", diz Karina, animada.

Sebastião também não perdeu tempo e levou a ideia adiante: convidou um advogado para palestrar sobre leis trabalhistas. “Além disso, estou tentando um intercâmbio para nossos alunos em uma faculdade privada de Machado, que tem cursos de tecnólogo nas mesmas áreas abarcadas pelo TEC”, planeja.

Dominar o AV, diz o OA de Alfenas, teve um impacto importante sobre sua atuação como educador. “A evasão na sala, que era de 13 alunos, caiu para sete, pois muitos retornaram. Eu e meus colegas vimos que precisávamos aumentar o volume de publicações no AV, entre outras coisas”, explica. 

Karina concorda que a interação constante no AV é fundamental para o fortalecimento do TEC como rede de colaboração. Além de aproveitar ao máximo as horas de convívio com as OAs do TEC de sua cidade – que planejam juntas suas aulas –, ela conta que já deu e recebeu algumas dicas de atividades pelo meio virtual.

“Li e adaptei uma prova de revisão do Módulo 2 postada por um colega de outra cidade. Quando exibi o filme ‘A Prova de Fogo’ para meus alunos, relatei a experiência no AV e outro OA mineiro decidiu aproveitá-la”, recorda a professora.

“A web é um ótimo canal, quando se sabe usar as ferramentas e há condições de acesso adequado à internet. Encontros presenciais são maravilhosos, mas requerem infraestrutura e quem leciona em mais de uma escola nem sempre pode se deslocar para comparecer”, pondera Karina, que participa de uma rede social fechada destinada à educação.

Expandindo horizontes
 
Para a coordenadora do PEP EJA subsequente Lenir Prado, os OAs devem estar atentos a todas as oportunidades de encontro presencial que tiverem. "A troca de experiências pode ocorrer na própria escola e nos seminários estaduais de educação, com os professores do ensino regular. No caso de cidades próximas, vale visitar outras TEC Salas em eventos especiais como feiras e exposições, para conhecer os projetos e ter boas ideias", sugere Lenir.
 



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21/07/2010
Aprendendo a empreender http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=139
Alunos do TEC em Franca (SP) testam conhecimentos na prática vendendo chocolate, detergente e verduras orgânicas

Não faltam “mandamentos” na cartilha do bom empreendedor. Ele precisa ter iniciativa, demonstrar entusiasmo sobre suas ideias e projetos, ter capacidade de decisão, trabalhar bem em grupo e conhecer os riscos do seu negócio. Porém, a dimensão exata de como essas qualidades se combinam – e de como um administrador consegue superar adversidades e manter a empresa funcionando – só se tem mesmo na prática.

Pensando nisso, a Orientadora de Aprendizagem Amanda Mendes, do Telecurso TEC de Franca (SP), lançou um desafio a seus alunos: conceber uma empresa com produtos reais, comercializados na comunidade onde vivem.

“O tema foi livre, só sugeri que escolhessem algo que pudesse dar lucro a eles. Conforme íamos avançando nos capítulos, os grupos atualizavam suas empresas, aplicando conceitos como investigação de recursos, organização e hierarquia, controle de qualidade, supervisão e organização”, explica a professora.

Desta experiência, nasceram uma fábrica de brigadeiros (ChockMix), uma de produtos de limpeza caseiros com embalagem retornável (Bioflex) e uma horta de alimentos orgânicos (InterSN). A tendência para os negócios ligados ao meio ambiente não chegou a surpreender a OA de Administração de Empresas. “Todos têm muita dedicação e preocupação com a sustentabilidade, pois acreditam que podem servir de exemplo para as empresas grandes”, revela Amanda.

Nada impossível de acontecer, a julgar pelo empenho e pelo conhecimento das estratégias de negócio que estes jovens vêm demonstrando. A estudante Caroline Pinheiro, da Bioflex, revela que fez até pesquisas informais com outros comerciantes de detergente da cidade para descobrir a fórmula perfeita para o produto.

“Com base nos sites que eles recomendaram, pesquisamos receitas na internet e chegamos à nossa fórmula. Mas tínhamos medo que ela não funcionasse, e aí não teríamos renda para repor os ingredientes que compramos graças a uma doação”, revela Caroline, lembrando a ajuda que teve dos pais de alunos da Escola Estadual Maria Cintra Nunes Rocha, integrantes do projeto Escola da Família.

Cautelosa, a aluna fez questão de testar o produto no banheiro de casa, sob o crivo da mãe. “Se ele embaçasse a superfície e não limpasse direito, não venderíamos. Mas deu certo, ficou um produto de qualidade. E o desconto dado no retorno das embalagens nos diferenciou dos outros vendedores. Assim, vamos formando uma clientela, que optará pela segunda compra conosco para garantir um preço menor”, raciocina.

Cativando o freguês

A pequena redução de cinquenta centavos na devolução da embalagem de dois litros (que sai a três reais pelo preço cheio) já fez duas freguesas da Bioflex pedirem bis. Prestes a produzir a segunda leva dos detergentes, Caroline conta que a empresa já recuperou o investimento inicial e que a dinâmica proporcionou o aprendizado de algumas lições.

“Pedi dicas a mulheres que comercializam roupas e bombons. E comprovei o que elas falaram sobre a dificuldade de se montar um negócio em casa e o problema de deixar as cobranças para depois da venda”, exemplifica. “Ter uma empresa de sucesso exige organização minuciosa e deve-se pensar no bem-estar do cliente. É importante motivá-lo a voltar”, ensina a aluna, de apenas 16 anos.

Para o membro da InterSN Erik Porto, da mesma idade, os desafios começaram ainda na decisão do ramo de negócio em que iriam atuar. “Pensava que sabia trabalhar em grupo. E ali percebi que não. A maior dificuldade foi entrarmos em concordância. Chegamos a imaginar a montagem de uma construtora”, recorda Erik.

A opção pela horta sem o uso de agrotóxicos foi o caminho encontrado para conciliar a necessidade do lucro com uma atividade boa para a comunidade. "Pensamos em oferecer uma alimentação mais saudável, já que os casos de obesidade estão aumentando. Para não ter prejuízo, optamos por mudas de alface, a verdura que tem mais saída em Franca. Em quantidades menores, ainda plantamos cebolinha, salsinha e rúcula", conta o aluno.

Parceria entre gerações

Além de doarem dinheiro para as 50 mudas, os pais da Escola da Família colocaram a mão na terra e ajudaram na montagem da horta, em maio passado. Nesta semana, quando a InterSN realiza o plantio dos novos pés de alface, eles já devem receber a devolução do empréstimo inicial.

“Essa cooperação entre pais e filhos nos negócios é muito boa, toda a cidade poderia fazer. Afinal de contas, o pequeno empreendedor precisa de um empurrãozinho”, opina Erik, empolgado com as primeiras vendas.

Enquanto a propaganda de boca a boca vai abrindo caminhos para a empresa, o aprendiz de administrador faz seus planos para o futuro. “Pretendo fazer Direito para ser juiz e penso que o TEC vai ajudar no meu currículo. Enquanto tento um concurso público, ainda poderei trabalhar como administrador em empresas de terceiros ou abrir meu próprio negócio”, sonha.



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12/07/2010
Formação de OAs ganha três módulos virtuais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=138
Adaptação da Formação Presencial para o universo on-line é rica em animações e interatividade e pode ser feita a qualquer momento

Lançar notas, escrever nos blogs e tirar dúvidas no Ambiente Virtual há muito fazem parte da rotina dos Orientadores de Aprendizagem (OAs) do Telecurso TEC. A novidade, agora, é que eles passarão a usar a internet também para participar da Formação On-line, uma bateria de videoaulas e exercícios com conteúdo e metodologia adaptados da Formação Presencial.

A modalidade virtual do treinamento (veja tela abaixo) veio ao encontro da necessidade contínua de preparar novos OAs para eventuais substituições ou para assumir turmas criadas pela expansão do projeto, em Minas Gerais e São Paulo. Além de incentivar o manuseio das ferramentas digitais de colaboração pelos participantes do TEC, ela tem ajudado muita gente a encaixar os “estudos” em seu ritmo de vida.

Débora Toledo, OA de Secretariado e Assessoria em Betim (MG), ainda vê outra vantagem. “Os dois dias de encontro presencial passam rápido. A formação on-line é mais rica, pois permite que o professor reveja com tranquilidade os conceitos e leia os artigos que aprofundam cada tema ao longo do processo”, opina ela, que assistiu às aulas e realizou as tarefas obrigatórias de casa, à noite.

O curso está dividido em três eixos de formação, começando por um módulo de ambientação que abarca a metodologia TEC, instruções sobre o material didático, perfil e atribuições do orientador. No segundo módulo, intitulado Mundo do Trabalho, o foco está no desempenho do OA como mediador do conhecimento junto à turma. O terceiro bloco de aulas, sobre o Mundo do Futuro, está prestes a sair do forno. Cada aula virtual leva 40 minutos, em média, para ser assistida.

“Foi a primeira experiência da área de Teleducação da Fundação Roberto Marinho com SMS [torpedos de celular], usados para motivar os OAs a fazerem a Formação On-line”, anima-se Andréa Primerano, coordenadora pedagógica da instituição. “Também aproveitamos uma ferramenta já existente no AV, o portifólio, para os participantes compartilharem atividades apenas com seus coordenadores, que podiam comentá-las e avaliá-las”, acrescenta.

Tornar as aulas on-line claras e atraentes para um público tão heterogêneo – 30% dos OAs nunca haviam participado de uma Formação Presencial – exigiu capricho na interatividade e nos recursos multimídia. Uma das soluções encontradas foi a criação de personagens animados (uma orientadora e uma coordenadora) que dialogam entre si.

“Na formação presencial, fazemos dinâmicas que não podíamos reproduzir virtualmente, principalmente porque não tínhamos os OAs presentes ao mesmo tempo no AV. Daí, criamos formas alternativas de sensibilizar os educadores, usando diálogos e vídeos”, explica Cristina Astolfi, coordenadora de Conteúdo e Inovação do Telecurso TEC e responsável pela modelagem da Formação On-line, que envolveu 12 profissionais da Fundação Roberto Marinho.

OAs fazem autorretrato

Um dos desafios técnicos enfrentados pelo grupo foi driblar a questão das diferentes configurações nos computadores dos participantes – já que as aulas foram desenvolvidas em Flash. “Resolvemos isso incluindo no AV os requisitos técnicos mínimos para acessar as aulas, com links para que os OAs baixassem o plugin do Flash ou atualizassem seus navegadores. Os coordenadores e a Gestão do AV também deram atendimento a estes usuários”, completa Cristina.

Os OAs ainda foram convidados a participar de uma pesquisa para verificar a eficácia da Formação On-Line. Dentre todos os educadores do Telecurso TEC, 36,5% dos educadores já avaliaram as aulas e tarefas virtuais propostas e preencheram informações pessoais sobre a qualidade de sua conexão à web, seus hábitos de navegação e nível de instrução digital, fornecendo um rico perfil para a equipe gestora do projeto.

Toda essa informação servirá não só para fazer pequenos ajustes no projeto, mas para embasar o novo layout do Ambiente Virtual e a reformulação do site institucional do TEC, ainda em 2010. “Incluiremos novas ferramentas no site e pretendemos incorporar o Moodle [sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line] na modalidade on-line do TEC, em 2011, e na modalidade presencial, a partir de 2012”, adianta Cristina Astolfi.

Lição aprendida

O tempo para refletir mais e aprofundar-se nas "provocações" lançadas pela Formação On-line renderam frutos à educadora Débora Toledo. "Avaliar sempre foi um dos meus maiores medos, tinha receio de ser injusta. No TEC, acabei mudando minha visão e me sentindo mais segura ao poder empregar a avaliação como um processo contínuo, que envolve o acompanhamento das dificuldades e os feedbacks parciais aos alunos, para que percebam o próprio crescimento", revela Débora, também professora de Biologia no Ensino Médio regular.

Os vídeos do educador e filósofo Pedro Demo presentes na Formação On-Line também tocaram a OA.

"Ele leva o professor a refletir sobre seu papel e nunca se distanciar do lado acadêmico, para não parar no tempo. Em um dos vídeos, fala-se sobre a defasagem da escola, que anda pouco interessante para o aluno. No mundo do jovem, o celular pode ser mais atraente e conter mais informação do que uma aula", observa.



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06/07/2010
O som da inclusão http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=137
Linguagem de sinais aproxima jovens surdos e ouvintes, colegas do curso de Gestão de Pequenas Empresas em Montes Claros

No Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) de Montes Claros (MG), a qualificação para o mercado de trabalho não é a única conquista dos alunos do Telecurso TEC. A inclusão social e o respeito às diferenças deu contornos especiais à uma turma de Gestão de Pequenas Empresas, da qual participam três alunos com deficiência auditiva.

Egressos do Ensino Médio do Cesec, estes estudantes manifestaram interesse pela formação técnica e, durante as aulas, contam com a presença constante da fonoaudióloga e tradutora de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) Edina de Cássia Silva (no centro da foto, cercada por alunos surdos da instituição). Em parceria com a Orientadora de Aprendizagem Eliane Feitosa, ela estuda previamente o material didático do curso, pesquisa sobre os principais conceitos que precisará traduzir e, eventualmente, colabora com o planejamento das aulas.

“Nossa interação é constante, assim como a dos alunos surdos e ouvintes, acostumados a trabalhar em grupos mistos. Exibimos somente vídeos legendados e, quando necessário, a Edina traduz em sinais a explicação de conceitos que nem todos dominam”, conta Eliane. Foi o que aconteceu na aula sobre tributação. “Me chamou a atenção o fato dos alunos surdos não terem contato anterior com a palavra imposto”, revela.

Relatos como este fazem refletir sobre o abismo que ainda separa muitos deficientes auditivos dos direitos e deveres comuns a qualquer cidadão. Mas, no PEP EJA, prevalece a sensação de que as oportunidades e desafios do mundo profissional serão comuns a todos os que se formarem. O tratamento sem discriminação contribui para que a aluna Simone Alquimim pense assim.

“Como surda, acredito que o curso pode ajudar a desenvolver o plano de carreira do meu atual emprego. A concorrência é cruel e, se não buscar profissionalização, você é engolido pela exigência de hoje. A metodologia do Telecurso TEC me proporciona amadurecimento profissional de forma instantânea, sei que estou fazendo a diferença e que, ao concluí-lo, serei capaz de abrir meu próprio negocio”, aposta a aluna, ajudante de produção em uma fábrica de tecidos local.

Papel social

Para ajudar uma colega surda que ameaçava abandonar os estudos por dificuldades financeiras, os alunos ouvintes promoveram rifas e incentivaram a venda de doces e salgados no próprio Cesec. Motivados pela convivência com os jovens surdos, alguns foram além: matricularam-se em um curso de LIBRAS, oferecido aos sábados em outra escola estadual de Montes Claros.

“Me sinto gratificada por fazer parte dessa inclusão”, comemora a orientadora Eliane. “Também retomei o estudo de LIBRAS, agora em nível avançado. Gosto muito de trabalhar com o público surdo, pois vemos o quanto eles estão lutando pra minimizar as próprias dificuldades.”

A fonoaudióloga Edina, por sua vez, iniciou o contato com a língua natural das comunidades surdas de forma voluntária, trabalhando em uma igreja. A crença no papel social desta atividade fez com que ela buscasse várias certificações como intérprete educacional – profissional cuja função é assegurar o acesso dos surdos à educação em todos os níveis, intermediando a comunicação entre os usuários da língua de sinais e da língua oral, o português.

"A Lei Federal nº10436, de 24 de abril de 2002, mostra que o aluno surdo faz uso do português como segunda língua e, portanto, tem direito ao intérprete. Sua primeira língua é LIBRAS. Isto, porém, não o isenta de aprender o português", esclarece Edina.

Em paralelo, para que a valorização e o respeito ao surdo sejam efetivos, o intérprete precisa atuar junto aos professores e às comunidades escolar e familiar.
“Amo o que faço e procuro levar a todos informações sobre essa diversidade, construindo uma relação de cooperação e estimulando, por exemplo, a relação direta entre funcionários da escola e surdos. No Cesec, nos sentimos como uma família e isso facilita o desempenho do meu trabalho”, confirma Edina.
 



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09/06/2010
Vídeos do TEC agora na internet http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=136 Por Agência Palavra-Chave
Programas exibidos na TV também estão disponíveis para acesso público na Globo.com, beneficiando alunos das modalidades Aberta e Presencial

Apesar dos livros serem a principal fonte de consulta do Telecurso TEC – além de maior referência para os exames presenciais –, vale a pena conferir como os conceitos gerais de cada capítulo são explicados nos vídeos do projeto. A melhor parte é que, além de serem exibidos na TV, eles também estão disponíveis para acesso público no site da Globo.com. Essa é uma ótima notícia para os alunos da Modalidade Aberta, que agora podem assisti-los em horários alternativos.

Com uma linguagem dinâmica e criativa, os programas ajudam a ‘traduzir’ termos mais técnicos, como liquidez, capital de giro e gestão orçamentária, alternando a encenação de situações-problema, realizada por atores, e entrevistas com especialistas e profissionais do mercado.

"Divulguei o link para minha turma e todos adoraram. Os vídeos são leves, conseguem estabelecer uma relação com a vida dos alunos e, assim, eles memorizam o conteúdo mais rapidamente. Fiquei surpreso quando vi que um deles retratava o São Paulo Futebol Clube, pois, em sala, eu costumava comparar a organização de um time de futebol a uma empresa", conta Carlos Mello, Orientador de Aprendizagem de Administração em Jundiaí (SP).

A novidade motivou os alunos a ampliarem suas pesquisas no portal e em outros sites, inclusive para as disciplinas regulares do Ensino Médio.

"Estudar pela web é um complemento importante do curso presencial, algo que o próprio livro do TEC incentiva. A ideia é que o aluno busque a diversidade de informação em todas as mídias que puder", reitera Carlos, que leciona na Escola Estadual Bairro Fazenda Grande.

Além dos vídeos referentes ao Módulo Básico, a página da Globo.com traz 30 vídeos legendados específicos para cada curso do TEC (Administração de Empresas, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria), totalizando 136 programas on-line.

Para localizá-los, basta clicar na opção ‘Vídeos’ do portal (em azul, no topo da página) e usar a busca, digitando ‘Telecurso TEC’, o nome do curso, módulo e número do programa. Coloque um espaço entre as palavras, sem vírgulas. Na falta de algumas destas informações, é possível consultar a lista completa de programas pesquisando por ‘Telecurso TEC’.



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02/06/2010
TEC ganha três mil novos alunos em Minas Gerais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=135 Por Agência Palavra-Chave
74 municípios foram beneficiados e completarão os três módulos da grade até dezembro de 2010

A expansão do Telecurso TEC em Minas Gerais completa, nesta quarta-feira (26/5), um mês de implantação. De abril para cá, foram abertas três mil novas vagas para alunos em 74 municípios mineiros, privilegiando os mais carentes em cursos profissionalizantes.

Diferentemente da implantação anterior, em que a metodologia do Telecurso TEC é integrada à Educação para Jovens e Adultos (EJA), estas novas turmas são formadas por estudantes que possuem o Ensino Médico completo, em modalidade batizada de Subsequente.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, três cidades passaram a oferecer os cursos do TEC: Nova União, Belo Vale e Bonfim. A capital mineira não ficou de fora: na recém-reformada Escola Estadual Pedro II (foto), foram abertas oportunidades para 250 estudantes, distribuídos em quatro turmas de Gestão de Pequenas Empresas, quatro de Administração e duas de Secretariado e Assessoria.

A diretora Eliana Maria Fulgêncio não esconde o orgulho em poder abrigar, pela primeira vez, um curso técnico no prédio histórico da instituição – construído há 84 anos e tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

“Cada sala tem televisão, quadro e computador para o professor, além do laboratório de informática para os alunos. A procura foi tanta que precisamos fazer uma seleção e um encontro de conscientização antes do início das aulas, aliado à sensibilização dos Orientadores de Aprendizagem (OAs)”, revela Eliana.

A conversa, segundo ela, serviu para que os novos alunos valorizassem o material didático recebido, entendessem melhor a estrutura do curso e aumentassem seu comprometimento para seguir no projeto até o final. Um incentivo fundamental já que estes três mil novos participantes terão um ano letivo mais curto, com previsão de término em dezembro deste ano.

Bons ventos com a Copa de 2014


Para a diretora, os cursos do TEC casam perfeitamente com as vocações econômicas de Belo Horizonte, centradas no comércio, no turismo de negócios e na prestação de serviços. O legado deixado na futura cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, complementa Eliana, será mesmo destes futuros gestores e administradores.

"A hotelaria precisará de pessoal na recepção e organização de eventos e outras empresas na cadeia de infraestrutura da Copa terão que gerenciar este grande acontecimento. Toda mão de obra especializada será absorvida. É só ver os bons exemplos das cidades turísticas no entorno da Estrada Real e dos artistas da nossa própria Feira de Artesanato, que se organizaram e hoje são pequenos empreendedores", exemplifica.

O desenvolvimento profissional e pessoal dos mestres selecionados para atuar como OAs também são conquistas da nova fase do Telecurso TEC em Minas. É o que conta Wenia de Souza, da pequena Sacramento, a 480 quilômetros da capital.

"O trabalho chamou minha atenção pela chance de dominar ferramentas virtuais e atuar não como professora, mas como facilitadora do conhecimento. Gosto de desafios e aprendo muito com os alunos, que trazem experiências das empresas em que trabalham para a sala”, diz a responsável pelo curso de Gestão de Pequenas Empresas na Escola Estadual Barão da Rifaina.

Perfis diferentes, com a mesma garra


Até o conteúdo de treinamentos corporativos é compartilhado com o grupo pelos colegas que já estão no mercado. Estudantes que acabaram de concluir o EJA regular, que tiveram passagem por outros cursos técnicos ou até por cursos de graduação compõem esta heterogênea turma. Para azeitar o trabalho em equipe, dois trabalhos práticos estão em andamento.

“Eles remontarão o planejamento estratégico da nossa escola a partir de depoimentos colhidos com os funcionários. Além disso, farão uma cotação de preços de verdade, para materiais que a diretora comprará com a verba disponível”, adianta Wenia.

Apesar do ritmo puxado – no mínimo, 14 horas de aulas presenciais por semana – e de saberem que não terão férias em julho, os alunos estão com a energia em alta. Assim como as expectativas da professora.

“Desejo que eles valorizem o que estão aprendendo, que deem um retorno à cidade e que melhorem a própria qualidade de vida, aplicando em casa os conceitos aprendidos aqui. Afinal, gerenciar uma família é como gerenciar uma pequena empresa”, compara ela.



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26/05/2010
Prática que leva ao sucesso http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=134 Por Agência Palavra-Chave
Veja dicas para enriquecer sua experiência profissional por meio do estágio, de olho em seus direitos e deveres

Facilitar o acesso ao mercado de trabalho, revelar novas habilidades, minimizar o impacto da passagem da vida de estudante para a vida profissional. Não são poucas as vantagens de se estagiar em uma empresa e aliar prática à teoria.

O primeiro passo, porém, é saber onde estão estas oportunidades e preparar-se bem para elas. Para Thamires Oliveira, aluna de Gestão de Pequenas Empresas em Santana do Parnaíba (SP), a notícia de que poderia concorrer a uma vaga divulgada pelo Núcleo Brasileiro de Estágio (Nube) como aluna do TEC veio da própria escola.

Com a vivência do curso técnico e até dicas dos colegas de turma mais experientes, ela deslanchou no processo seletivo e garantiu a posição de estagiária remunerada em uma empresa de call center.

“Na dinâmica, tínhamos que tentar vender certo produto para um cliente com objeção. A criatividade e o jogo de cintura, que já desenvolvemos nas dramatizações do próprio TEC, contaram pontos”, garante a jovem, que estuda na Escola Técnica Estadual Professora Ermelinda Giannini Teixeira. Ela hoje desempenha funções de telemarketing ativo e receptivo.

Além das noções de marketing, planilhas eletrônicas e argumentação com o público, Thamires aproveita outras lições do Telecurso em seu dia a dia profissional. “Entender a estrutura da empresa e suas estratégias corporativas, sem deixar as tarefas objetivas de lado, é fundamental. O mais difícil é quando o cliente não quer te ouvir e só diz não. Mas isso é outra coisa que simulamos no TEC”, diverte-se.

Pensando adiante


Nem a recente promoção, apenas um mês após o início do estágio, tiram os pés da estudante do chão. Entre suas preocupações constantes está recorrer a seu superior ao menor sinal de dúvida.

"Temos treinamentos semanais sobre os produtos oferecidos e um supervisor pronto a ajudar quando precisamos de embasamento extra, durante um atendimento. Assim, fica fácil lidar com os desafios", entusiasma-se Thamires, muito segura de suas expectativas em relação ao estágio e ao TEC.

“Sonho em fazer faculdade de Direito ou Relações Internacionais. Quero essa base de gestão administrativa para, quem sabe, cuidar do meu próprio escritório de advocacia. Tendo o curso técnico, fica mais simples escolher a graduação adequada e se sair bem nela”, opina.

Para aproveitar ao máximo a experiência do estágio como Thamires, veja algumas dicas:


• A Lei do Estágio (Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008) estabelece diferentes responsabilidades para instituições de ensino, agentes integradores (as empresas que cadastram e selecionam estudantes para as vagas) e empresas contratantes. Ela limita a carga horária do estágio a seis horas diárias e dá direito a meia jornada em período de provas, férias remuneradas, vale-transporte e seguro contra acidentes. Consulte-a e saiba dos seus direitos e deveres como estagiário.

• O estágio não tem vínculo empregatício, mas tem um contrato, previsto em lei. Certifique-se de que o agente integrador adote esse processo e leia atentamente seu contrato antes de assiná-lo.

• Para estagiar, você precisará da aprovação do estabelecimento de ensino em que estuda. Converse com a diretoria e conheça antecipadamente esse processo. Aí sim, fique de olho nos murais da sua escola, feiras de estágios, sites de consultoria e banco de currículos das empresas.

• Não se candidate a uma vaga visando somente o ganho financeiro. Sem real interesse e afinidade com as tarefas que irá desempenhar, fica difícil permanecer no estágio e ser bem avaliado. Ao realizar a entrevista na empresa, inclua seus objetivos no currículo.

• Antes de preencher cadastros, cheque a credibilidade do agente de integração de estágio e da empresa que está oferecendo a vaga. Consulte seus sites institucionais, missão, equipe e programas. Se possível, verifique se eles não têm pendências legais.

• Uma vez no estágio, procure adaptar-se à cultura interna da companhia. Leia muito sobre ela, relacione-se bem e pergunte sempre. As empresas têm interesse em efetivar quem sabe atender às suas necessidades e já domina seus processos internos.

• Não se acomode por ainda não estar efetivado e ganhar menos que os demais. Você também pode ser proativo e sugerir mudanças.

• Seja cordial, mas se posicione. Não deixe que abusem de você.

• Solicite a rescisão do contrato se notar que o estágio não está mais atendendo às suas expectativas de aprendizado e crescimento. Não se prenda à remuneração e procure outra empresa que o aproveite melhor.

Consulte vagas e outras oportunidades nos sites:


Instituto Euvaldo Lodi
CIEE - Centro de Integração Empresa e Escola
Nube - Núcleo de Estágios Brasileiros
Mudes
Grupo Foco



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19/05/2010
Redes sociais e educacionais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=133
Em Montes Claros, blog do TEC na plataforma Ning é exemplo de colaboração entre alunos e professores

“A dúvida de um pode ser a de muitos”. Quantas vezes não ouvimos frases parecidas nos bancos escolares? Pois, em tempos de comunicação rápida e onipresente nos meios digitais, o incentivo à troca de experiências vale também para os professores.

Não sabe como abordar determinado tema com sua turma? Não consegue instalar o software educativo necessário ou encontrar um bom vídeo que ilustre a lição? Basta pedir a palavra em uma das comunidades, chats, fóruns, blogs ou redes sociais que você visita e a ajuda certamente virá.

O sonho de Lourdes Matos – Orientadora de Aprendizagem de Administração Empresarial em Montes Claros (MG), na foto – é que este potencial colaborativo extrapole os grupos de trabalho do PFC (Programa de Formação Continuada) do Telecurso TEC mineiro. E que mobilize professores de todo o país em torno de uma causa essencial: diminuir a exclusão digital e o abismo tecnológico que separam muitos deles de seus alunos.

Ning, Orkut, Facebook, todas as redes de aprendizagem podem ser customizadas a serviço da educação. O problema é quando o professor não domina este universo no mesmo grau que a turma. Com medo de perder a autonomia, ele inibe as iniciativas digitais e acaba excluído”, avalia Lourdes, que também atua como multiplicadora do NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) do Proinfo.

No caso do Cesec (Centro Estadual de Educação Continuada) de Montes Claros, a ausência de um laboratório de informática constituiu a primeira barreira para que a OA abrisse um canal efetivo de colaboração.

Apesar do acesso relativamente fácil dos alunos do Telecurso TEC a lan houses e telecentros comunitários de informática havia, ainda, o desafio de alfabetizá-los digitalmente. Foi o primeiro passo de Lourdes antes de envolver os estudantes na ampliação do blog da escola, criado por ela na rede Ning.

“No começo, só um aluno meu sabia mexer no computador. Consegui horário para capacitá-los no laboratório da NTE, destinado a professores, e comecei um processo longo de sensibilização”, ela recorda. Em grupos de quatro a seis pessoas, eles aprenderam noções básicas de navegação, abriram e-mails pessoais e, pouco a pouco, vêm mudando a cara do blog do Cesec.

“Lancei o site em abril e todos da direção e biblioteca, além dos docentes, se cadastraram. O blog era doméstico, com anúncios de aniversários e calendários de reuniões, somente. Agora, com a adesão dos alunos, teremos um ambiente colaborativo de fato”, anseia Lourdes.

Desenvoltura on-line

As primeiras dinâmicas envolvendo pesquisas de temas predefinidos e postagens espontâneas no site tiveram saldo positivo. Apesar das deficiências gramaticais – que motivaram um trabalho conjunto com a professora de Português –, a OA relata que os alunos do TEC demonstraram uma surpreendente capacidade crítica.

“Em um post sobre as maiores riquezas do planeta, a discussão foi do plano administrativo ao filosófico. Há turmas de graduação que não conseguem ter tanta desenvoltura em fóruns não presenciais”, elogia Lourdes, ex-tutora de cursos universitários na modalidade a distância.

Experiências individuais também estão fazendo a diferença nesta interação.

“Nosso livro citava um documento sobre as dificuldades da abertura de empresas no Brasil. Achei o texto na web e postei-o no blog, mesmo sabendo que era bastante técnico”, exemplifica a professora. “Não imaginava que um dos alunos tivesse tanta vivência profissional na área. Ele traçou um paralelo do que leu com a implantação da filial onde trabalha, o tema cresceu e voltou à sala de aula”, conta.

A desenvoltura no mundo digital tem tudo para facilitar a inserção dos estudantes no mercado de trabalho local. Depois do susto de serem dispensados de vagas de estágio por falta de conhecimentos em informática, alguns alunos se organizaram: apertaram o orçamento para comprar um computador ou matricular-se em escolas de informática especializadas. Agora que já surfam na maré digital, podem usar o Balcão de Oportunidades do novo blog para divulgar e receber vagas de emprego e trocar dicas de carreira.

Cada rede, uma dinâmica

Para os docentes, a chegada do TEC e a construção do blog simbolizam o amadurecimento da cultura tecnológica, que era bastante tímida. Nos últimos meses, a escola comprou um datashow, as aulas de núcleo comum estão mais multimídia e levar o notebook para a sala de aula tornou-se um hábito.

São as iniciativas básicas, afinal, para que os educadores garantam presença onde seu aluno já está. Lourdes é usuária assídua de serviços de mensagem instantânea, tem perfis em redes sociais como Orkut, Facebook, hi5 e Sonico e garante: em todas elas, esbarra-se com pelo menos um aluno do TEC.

“É preciso conhecer as características de cada uma para entender se há um aproveitamento educacional. A graça do Twitter, por exemplo, está nas respostas curtas e rápidas a partir do tópico disparado, exigindo acesso contínuo à web, que nossos alunos não têm”, pondera.

Já o Ning é a sugestão da professora para quem, mesmo sem muita experiência, deseja fazer bonito no mundo digital.

“Ele é fácil de mexer e permite a criação de uma rede personalizada. É mais dinâmico que um site comum, oferece a pronta resposta típica dos blogs e traz o apelo visual das comunidades, pois cada membro cria o seu perfil, posta enquetes, vídeos e textos”, ensina Lourdes.


Leia também:
Do e-mail às redes sociais



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10/05/2010
Sem medo da prova http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=132 Por Agência Palavra-Chave
OA e psicóloga dão dicas para um bom desempenho no 1º Exame Presencial do TEC em Minas Gerais

Para alunos e Orientadores de Aprendizagem (OA) do Telecurso TEC em Minas Gerais o momento é de grande expectativa. Nos dias 29 de abril e 27 de maio – no caso de cidades que terão feriados municipais na data de abril –, as 581 TEC Salas participantes do programa no estado realizarão o Exame Presencial correspondente ao Módulo Básico.

O teste contém 30 questões de múltipla escolha, com conteúdo comum aos cursos de Gestão de Pequenas Empresas, Secretariado e Assessoria e Administração Empresarial. E, de acordo com a Profª Júlia Falivene Alves, responsável pela prova no Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, avalia justamente o tipo de habilidade que se espera de um aluno do TEC: a capacidade de refletir sobre os desafios do mundo do trabalho, de ser proativo e empreendedor.

“O exame apresenta situações-problema características da área de gestão, em que o aluno é desafiado a aplicar seus conhecimentos e habilidades e a demonstrar, assim, o desenvolvimento da competência avaliada em cada questão”, conceitua Júlia.

Três horas de duração, fiscais de prova, folha de respostas definitiva, gabarito divulgado no site oficial do projeto. Os contornos de uma prova de vestibular acabam impressionando e aumentando a ansiedade de alguns estudantes diante do primeiro de três Exames Presenciais que levam à habilitação técnica.

 

Na TEC Sala da Escola Estadual Alminda Alves da Silva, em Brasilândia de Minas, a OA Ana Cláudia Nogueira (foto) decidiu amenizar o clima de nervosismo com um ‘simuladão’.

Com hora marcada e disciplina rígida, a turma de Gestão de Pequenas Empresas, dividida em três salas diferentes, teve pouco mais de duas horas para responder a questões de exames anteriores.

Além de conhecer o estilo dos textos e alternativas que encontrará no teste real, o grupo pôde exercitar a administração de tempo e a concentração.

“Longe dos amigos e em locais separados, eles aumentaram o foco e ficaram menos ansiosos, por não saberem quem já havia entregado a prova. Houve apreensão em relação ao tempo, pois há muitos textos de apoio e cinco opções de resposta para analisar”, pondera Ana Cláudia.

Tempo de recuperação


Apesar de algumas notas baixas, a frequência da turma foi maciça no simulado e nenhuma questão foi deixada em branco. Em um balanço com os alunos, a OA tabulou os principais erros cometidos e montou exercícios de revisão, considerando a deficiência de cada aluno. Falta de tempo para estudar, diz Ana Cláudia, não pode mais ser desculpa para um fraco desempenho.

“Há alunos que trabalham em turnos de madrugada e conseguem se organizar. É preciso, antes de tudo, comprometimento”, afirma ela, que dá outros conselhos a todos os estudantes.

“Preencha atentamente a folha de respostas e analise bem as informações das tabelas e gráficos antes de responder. E não demore na leitura dos textos. O ideal é lê-los com cuidado uma única vez, checar as perguntas relacionadas, para então voltar a eles de forma mais objetiva, focando no que foi perguntado”, ensina.

Relaxando corpo e mente

Para a psicóloga Kátia Flôres – professora da Universidade Estácio de Sá e doutora em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – a vida cotidiana está cheia de fatores que contribuem para o medo de fazer provas, vivido por pessoas de todas as idades e níveis de escolaridade.

“Nossas experiências nos bancos escolares, as cobranças da família, a exigência de desempenho de uma sociedade calçada na competição, as inseguranças pessoais de cada um. Tudo isso interage e compõe essa emoção que atordoa o pensamento”, explica ela.

Para reduzir a ansiedade que pode evoluir para um medo denso – responsável pelos chamados “brancos” –, todos precisamos nos sentir mais seguros. De que forma?

As saídas são várias, começando por caprichar mais nos estudos, com o cuidado de não deixar tudo para a última hora. Definir horários e um local tranquilo para esta atividade faz com que a mente assimile as informações de forma eficaz.

“Além disso, articule o estudo com suas experiências pessoais. Assim, o conhecimento fica mais interligado, ganha um sentido mais próximo de cada um e ficamos menos sujeitos ao medo na hora do exame”, aponta Kátia.

Na véspera da prova, a dica é dar descanso ao corpo, alimentar-se bem e evitar descarregar a tensão acumulada nas pessoas ao redor.

“Assistir a um bom filme, meditar, ler algo que divirja do assunto da prova, dar banho no cachorro, pintar um quadro ou cozinhar são modos bacanas de relaxar. E melhoram a concentração no dia seguinte”, recomenda a psicóloga.

 

Leia também:
> Estudantes aprovados no Exame do Telecurso TEC dão dicas para a realização de uma boa prova
> Tá tenso com o Exame?!?! Se liga nas dicas!



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14/04/2010
No escurinho da TEC Sala http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=131 Por Agência Palavra-Chave
Sucessos do cinema e DVDs com conteúdo técnico do Telecurso enriquecem o aprendizado e ampliam os horizontes culturais dos alunos

O que têm em comum filmes como “Jerry Maguire – A grande virada” (EUA, 1996), “Do que as mulheres gostam” (EUA, 2000), “A Negociação” (Alemanha/ EUA, 1998) e “O pai da noiva” (EUA, 1991)?

Sucesso nos cinemas e, agora, nas TEC Salas, estas são algumas das produções recomendadas pelo material didático do projeto como complemento aos conteúdos técnicos. As dicas estão na seção Intertextos dos livros, onde os Orientadores de Aprendizagem (OA) são estimulados a aprofundar as lições com a turma, tendo os recursos multimídia como apoio.

De forma lúdica, usando o drama ou o humor, os filmes ajudam a fixar exemplos de superação e empreendedorismo, abordam conceitos específicos de cada curso – como a importância do planejamento ou da pesquisa de mercado – e ilustram as qualidades de um bom profissional.

Em municípios essencialmente rurais como Dores de Guanhães (MG), a 214 km da capital mineira, este é um dos raros contatos dos alunos com a produção cinematográfica.

“Não temos cinema e a locadora mais próxima fica a 60 km. Apenas 5% dos alunos têm acesso à internet, poucos navegam no YouTube. A formação audiovisual que eles encontram, além do que veem na TV aberta, acontece mesmo no TEC”, afirma Maria das Dores Duarte, OA de Administração na TEC Sala da Escola Estadual Coronel João Barreto.

Participação mais efetiva

Na cidade de Espinosa (MG), no norte do estado, o cenário de exclusão digital e cultural é o mesmo. As dificuldades, porém, só aumentam o empenho da OA Cristina Muniz (foto) em usar os recursos multimídia sugeridos para sensibilizar sua turma de Gestão de Pequenas Empresas.

Em outubro passado, a exibição de “Tempos Modernos” (EUA, 1936) – obra-prima do ator e cineasta britânico Charles Chaplin – lotou o pátio da Escola Estadual Joaquim de Freitas e atraiu até os alunos do ensino regular.

“A maioria só conhecia Chaplin pela TV. Colocamos o telão no pátio e casamos a sessão com uma exposição sobre a evolução das máquinas e da tecnologia. Os alunos fizeram cartazes e levaram objetos como radiolas, LPs e telefones antigos”, lembra Cristina.

Ela e Maria das Dores não duvidam que, por meio do audiovisual, os alunos captam mais facilmente a relação entre teoria e prática e ficam mais participativos.

Os próprios DVDs do Telecurso TEC – que aprofundam o conteúdo dos livros e podem ser adquiridos pelos alunos da modalidade aberta – fazem sucesso com as turmas. “Meus alunos sempre pedem para assistir aos vídeos em época de revisão de conteúdo”, conta Maria das Dores.

“Eles mostram entrevistas com profissionais de verdade, em empresas reais, em vez de usar atores”, elogia Cristina, que complementa. “Com exemplos do dia a dia, nos ajudam a sedimentar conhecimentos mais complexos, como contabilidade ou balanço patrimonial”.

Trabalho interdisciplinar

Saber utilizar os recursos audiovisuais é fundamental para obter bons resultados.

“Não dá para deixar o vídeo passando e descansar. É preciso conduzir toda a discussão que vem depois, quando todos querem opinar ao mesmo tempo. É aí que vai se formar a verdadeira rede de aprendizagem”, observa a OA de Espinosa, que não dispensa os trabalhos escritos de síntese dos vídeos assistidos.

Depois de ver e comentar o filme “Patch Adams – O amor é contagioso” (EUA, 1998) com sua turma, Maria das Dores também caprichou no dever de casa. E contou com o auxílio da professora de Português de sua escola para corrigir as redações.

“Nas experiências com vídeos, é possível diagnosticar os avanços dos alunos e replanejar nosso trabalho. Concluímos, juntas, que eles melhoraram na ortografia, coesão e estruturação dos parágrafos, mas têm muito a avançar”, resume a professora, fã de atividades interdisciplinares.



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07/04/2010
Uma floresta de boas ideias em BH http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=130 Por Agência Palavra-Chave
Aluno de Administração Empresarial cria site para as três modalidades do TEC e dá exemplo de persistência

Sorte de quem estuda nas TEC Salas do Cesec Poeta Murilo Mendes – o “Cesec Floresta”, de Belo Horizonte (MG). Navegando no site dedicado à escola e criado por Amauri Dias (foto) – aluno de Administração Empresarial – fica difícil perder o prazo dos trabalhos individuais. Ou não se interessar por artigos recomendados pelos Orientadores de Aprendizagem (OA) e deixar de conferir as fotos do último evento da turma.

Além de reforçar o calendário de tarefas e disponibilizar insumos das três modalidades do TEC, Amauri fez da página um ponto de encontro. Por iniciativa própria, criou uma porta de entrada para quem deseja se atualizar e, em alguns casos, não tem familiaridade com o mundo digital.

“Muitos alunos abriram sua primeira conta de e-mail no TEC, não têm computador, nem vão a Lan Houses, por motivos financeiros. Navegar e abrir arquivos ainda é um aprendizado pra eles. O site é uma solução rápida para acharem todas as informações em um só lugar”, explica Amauri, que trabalha com informática há 19 anos.

Contatos dos OA, provas anteriores do projeto, dicas de estudo e notícias atualizadas completam o cardápio de informações bolado por ele. Do Novo Acordo Ortográfico às mudanças climáticas mundiais, tudo vira assunto no site do “Cesec Floresta”, no ar desde dezembro passado.

“O gestor contemporâneo não se restringe à gestão de pessoas ou à controladoria. Ele tem a cabeça aberta para a literatura, questões sociais e ambientais. Estou lendo sobre equipes de alto desempenho e pretendo compartilhar textos sobre o assunto no site”, adianta Amauri.

Novos planos de carreira


Nem a jornada em dois empregos e as responsabilidades como chefe de família diminuem a dedicação dele à leitura e ao site. Persistência, aliás, é a marca registrada do aluno, que cursou parte do Ensino Médio tradicional em casa, com a ajuda de livros e programas de TV.

Quando o Telecurso TEC foi lançado em São Paulo (Modalidade Aberta), em 2007, Amauri não hesitou em comprar o material didático. Seu sonho de terminar o segundo grau e ter uma formação técnica, por fim, se concretizou com a abertura das TEC Salas em Belo Horizonte, permitindo sua certificação por meio do exame presencial. E, claro, novas metas foram traçadas a partir daí.

“Hoje penso em fazer faculdade de Gestão de TI, aproveitando minha bagagem profissional”, revela. “Me voluntariei para ser auditor interno de ISO 20.000 e entrei para a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da minha empresa. O TEC é um dos estímulos para tantas mudanças e é onde posso compartilhar estes novos conhecimentos”, acredita.

Garra contagiante

A lição dividida com a colega de turma Paloma Ramos foi outra: comportar-se bem em uma entrevista de emprego. Hoje estagiária do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) da capital mineira, a jovem conta que seguiu os conselhos à risca.

“Ele me disse pra não ficar nervosa, não cruzar os braços, evitar roupas chamativas e responder só o que fosse perguntado, tomando cuidado com o português. A seleção teve três etapas e eu concorri com gente de nível universitário”, recorda Paloma, que também atualizou o currículo e criou um e-mail profissional com ajuda de Amauri.

A força de vontade e o espírito de grupo demonstrados pelo amigo são motivo de inspiração para ela. Além de criar uma lista de discussão para as três turmas do TEC, Amauri está usando o site do “Cesec Floresta” para mobilizar uma comissão de formatura da Administração Empresarial.

"Achei o máximo a iniciativa do site. Ele é uma pessoa fantástica, que está ajudando todo mundo. Agora que estou no Ciee, quero poder fazer o mesmo, divulgando as informações sobre vagas e estágios nas empresas", diz Paloma.



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01/04/2010
OAs fazem balanço do Telecurso TEC em Minas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=129 Por Agência Palavra-Chave
Entrevistados após o 1º Encontro de Formação no estado, Tênnica Mendes e Edmar de Almeida contam o que pensam, hoje, sobre a metodologia e o futuro do projeto

Sete meses após o 1º Encontro de Formação de Orientadores de Aprendizagem do PEP EJA, que utiliza a metodologia do Telecurso TEC em Minas Gerais, Edmar de Almeida avalia: “a metodologia SOS deveria ser obrigatória no ensino tradicional, principalmente no aspecto da sensibilização”.

A crença na eficácia deste modo de trabalho existia antes mesmo do professor de Matemática lecionar Administração de Empresas em Divinópolis – na TEC Sala da Escola Estadual Antônio da Costa Pereira.

Já a liberdade de envolver o aluno na construção do conhecimento e das aulas em si, ele diz, foi uma realização pessoal conquistada como Orientador de Aprendizagem.

O projeto tem me motivado a permanecer ensinando. A aula em ‘U’, criticada no ensino regular, é rotina no TEC. Pontos de vista pessoais que eu defendia agora estão no meu dia a dia, como ter o aluno como parceiro, amigo, e não como trabalho”, revela Edmar.

Ao fazer um balanço dos primeiros meses de atuação no PEP EJA, ele ressalta a importância do que aprendeu na formação continuada.

Uma dessas habilidades é conseguir que os alunos se motivem, avaliem a própria performance e sugiram as atividades que vão desenvolver, como ocorre nos seminários. Um tipo de participação que, para o OA, seria interpretada apenas como “uma pressão a mais” na rotina tradicional de ensino.

“É comum os alunos comentarem: ‘Parece mais fácil aprender com você’. Na verdade, eles gostam é do método onde podem usar suas vivências e mágoas para superar obstáculos e se livrar do paradigma dos 60 pontos”, acredita Edmar.

Estímulo à leitura e à pesquisa na web

Ensinar alunos que trabalham à noite em fábricas, que têm família e cuja idade varia entre 19 e 60 anos é um dos desafios de Tênnica Mendes, OA de Administração Empresarial em Poços de Caldas (na foto, à direita).

Assim como Edmar, ela incorporou a preocupação em sensibilizar e relaxar seus alunos. Com música, poemas e muita conversa, consegue manter a ansiedade da turma sob controle e transmitir segurança em momentos críticos, como o período de provas.

“Meu grupo não tinha a autoestima elevada. Alguns enfrentaram a descrença dos próprios filhos, que questionaram o porquê da volta à escola. Há ainda o nervosismo, a dificuldade em lidar com o tempo limitado para os exercícios e as deficiências de interpretação”, enumera Tênnica.

A experiência como professora de Português no Ensino Médio e a realização das dinâmicas e leituras coletivas sugeridas pelo TEC, porém, estão ajudando a OA a virar este jogo. Com o tempo, os alunos perderam a resistência às apresentações orais, estão mais unidos e menos tímidos.

“O aluno de hoje lê, mas não compreende, não contextualiza. E o livro é todo baseado em interpretação. Por isso, procuro ensiná-los a gostar de ler, a ter curiosidade, a ampliar seu vocabulário e acompanhar as notícias para entender por que o que acontece no mundo afeta a vida deles no Brasil”, diz.

Para ajudá-los a encontrar estas informações na web, ela criou um blog, onde posta alguns dos textos extraclasse que seleciona. A intimidade cada vez maior com as ferramentas virtuais de trabalho também é fruto da vivência no Telecurso TEC e da relação próxima com seu Coordenador de Aprendizagem, Daniel Valadares.

“Ele é extremamente atencioso conosco. Como OA, eu também tinha receio de errar, mas encarei a entrada no projeto como um desafio para meu crescimento”, conta Tênnica, ressaltando o interesse em interagir mais com outros professores no Ambiente Virtual.

Edmar também sugere melhorias para o Telecurso TEC. “Existe uma ansiedade nos alunos gerada pela incerteza de usufruírem do curso em suas vidas. Penso que uma política de estágios seria bom para complementação”, opina.



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23/03/2010
Do e-mail às redes sociais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=128 Por Agência Palavra-Chave
Em Diamantina, a troca de mensagens eletrônicas é ponto de partida para melhorar habilidades de comunicação, relacionamento e protagonismo no mundo virtual

No Programa de Formação Continuada dos professores do Telecurso TEC, a tecnologia tem papel fundamental. É nos fóruns, chats e atividades postadas no Ambiente Virtual que as discussões pedagógicas se desdobram e que se faz possível a troca de experiências sobre as mais diversas realidades de ensino. Das capitais ao interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Entusiasmados com a possibilidade de explorar os canais virtuais de comunicação também com seus alunos, alguns mestres vêm realizando práticas bem-sucedidas. É o caso da professora Josefina Rocha (foto), de Diamantina (MG), que viu na simples criação e troca de e-mails um ponto de partida para aumentar o interesse e protagonismo de sua turma.

No Capítulo 2 [do Caderno de Gestão de Pequenas Empresas] trabalhamos a interatividade, a necessidade de se buscar informação em todo meio disponível para construir uma boa visão de mundo. Mas, dos meus 36 alunos, 17 sequer tinham contas de e-mail. A exclusão digital era a primeira barreira”, lembra a Orientadora de Aprendizagem (OA) do curso de Gestão de Pequenas Empresas.

Levar os estudantes para aulas no laboratório de informática da Escola Estadual Professor Leopoldo Miranda foi o passo seguinte. É verdade que, de início, só os mais familiarizados com o mundo digital “pilotavam” os computadores conectados à internet.

Mas, de outubro – quando a ideia começou – para cá, a vontade de trocar informações sobre as matérias ou debater assuntos de interesse geral só tem aumentado.

“Em um dos e-mails, pediram até minha opinião sobre os temas políticos da semana em Brasília. Para aguçar o senso crítico deles, devolvo as reflexões e, se achar que o assunto é relevante, sugiro que a troca de mensagens seja estendida aos colegas. Da mesma forma, dúvidas individuais podem chegar à sala de aula”, acrescenta Josefina.

Instrumento corporativo

No dia a dia, a forma de interação mais comum é o compartilhamento de artigos ou notícias referentes aos temas de aula. Os alunos aprendem a pesquisar, a anexar estes documentos no e-mail e a comentá-los. Sem deixar de lado os cuidados com o texto em si.

“Tenho explicado sobre o uso corporativo do e-mail. Se a mensagem é profissional, não pode ser longa, mas precisa ser caprichada como as cartas que escrevíamos no passado”, compara a OA.

Deficiências de leitura e interpretação reveladas pela prática também estão sendo tratadas. Afinal, segundo Josefina, a capacidade de comunicação e relacionamento com a sociedade é o que distingue um gestor de um diretor de empresa.

“A turma adora dramatizações e, aos poucos, percebe a importância para o gestor de saber falar em público. Estar atualizado sobre o mercado, a missão e o posicionamento das grandes empresas também é importante. Na hora de prestar um concurso público, esses dados podem fazer diferença”, exemplifica a professora.

Mestres também caem na rede

Antes da troca de e-mails, os alunos de Josefina resistiam aos trabalhos de grupo por terem vindo de três turmas diferentes do PEP EJA. Superado o problema de entrosamento, eles se preparam para voos mais altos na web: criar uma comunidade no Orkut e um blog para a turma.

Em fase de concepção, o blog contará com a supervisão de um professor de português da Escola Estadual Prof. Gabriel Mandacaru, também de Diamantina. Na página, os alunos do Telecurso TEC contarão suas expectativas e divulgarão seus progressos aos alunos que cursam o 1º ano regular do Ensino Médio no colégio parceiro.

“Uso MSN, tenho perfil no Orkut e acho úteis as redes sociais voltadas para contatos profissionais. A internet, de forma geral, nos permite acessar conhecimentos antes inimagináveis, que estão do outro lado do mundo. Acredito no uso educacional destas novas mídias”, aposta Josefina, ciente de que o quadro-e-giz, sozinho, não é atraente para o estudante de hoje.

Como profissional, ela também trata de evoluir no ritmo das mudanças tecnológicas. “Aprendi a mexer em computador na prática. Hoje, tenho curso de editoração eletrônica e manutenção de micros, mas ainda sinto necessidade de me aperfeiçoar, melhorar minha condição de trabalho e, consequentemente, ajudar meu aluno a buscar o que deseja”, ensina.

Leia também:

> Alunos criam comunidade para o Telecurso TEC no Orkut


 



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17/03/2010
Você sabe estudar a distância? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=127 Por Agência Palavra-Chave
Veja dicas e comentários de um especialista na modalidade para melhorar seu desempenho. Disciplina, participação e repouso na hora certa são ingredientes fundamentais

“Um bom aluno de um curso a distância de qualidade leva vantagem sobre um bom aluno de um curso presencial”. A afirmação é do professor Roberto De Fino Bentes (foto), membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e coordenador de Tecnologia e Mídias Educacionais do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

O motivo é, segundo ele, que o primeiro tipo de estudante precisa desenvolver habilidades extras, como proatividade, disciplina e criatividade para construir o conhecimento a partir de mídias alternativas e interagir virtualmente com tutores e colegas.

Alcançar o sucesso na educação a distância (EAD) pode não ser fácil. Como ocorre também no Telecurso TEC, são muitos os que conciliam as aulas com o curso do Ensino Médio e um trabalho. Ou que só têm o fim de semana para encontros presenciais e dividem o computador com toda a família.

Mas vale a pena perseverar. “Afinal, o mercado vem reconhecendo mais o valor da capacitação a distância. E até quem nunca foi autodidata pode alcançar um bom desempenho. Basta que seja bem orientado e conte com um material didático que o envolva”, acredita Bentes.

 

Mudando a rotina

Arthur Santos, aluno de Gestão de Pequenas Empresas do Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) de Joaíma, em Minas Gerais, está fazendo a sua parte. Deixou os treinos de voleibol de lado por um tempo e passou a acordar três horas mais cedo por causa do Telecurso TEC.

“Nunca estudei em sistema semipresencial antes. Mas estou com pique, pois entrei no curso ao concluir o Ensino Médio. Todos os dias, de 7h às 11h, estudo sozinho no meu quarto e só paro para lanchar ou ir ao banheiro”, conta Arthur. Longe da TV, mas ouvindo músicas relaxantes, ele diz que não falta concentração.

“Meu problema é quando falto à aula por causa do emprego. Tenho que correr atrás do conteúdo e acabo atrasando a entrega das atividades individuais”, confessa.

Se preparar para manter os estudos em dia é sempre um desafio para os alunos de EAD. Mas será que existe uma fórmula ideal para aprender no modelo a distância?

 

Confira, abaixo, algumas dicas e comentários do especialista da Abed:

 

Caia na rotina sem medo – “Organização e método aumentam a produtividade. Por menor que seja o tempo disponível, o aluno sabe que, naquele momento, estará concentrado e no melhor local possível para absorver o conhecimento a que se propôs”, observa Bentes.

Realize seus exercícios com antecedência – “Você terá tempo de refazê-lo, se quiser, e estará com o conteúdo da aula ainda fresco. Isso melhora o nível das respostas.”

Use e abuse do Orientador de Aprendizagem – Entender é a chave para aprender e aplicar o que foi aprendido. Não tenha receio de incomodar ao pedir esclarecimentos extras.

Compartilhe suas dúvidas – “Envie perguntas pelo ambiente virtual, não troque e-mails particulares com o professor. Assim, todos aprendem e a instituição gestora consegue acompanhar o tempo de resposta e a qualidade do retorno dado pelo tutor.” 

Estude uma matéria de cada vez – Se for preciso rever conteúdos de matérias diferentes no mesmo dia, comece pelos assuntos que requerem atenção especial, pois você ainda estará com a "cabeça fria". Refaça este cronograma semanalmente.

Não existe memória fraca – Treine-a, parando periodicamente a leitura e revendo mentalmente os pontos principais do que acaba de ser lido. Ao final, olhe novamente o texto “em diagonal” para uma rápida revisão. Tome notas (curtas) após cada capítulo e crie elos de ligação com seu cotidiano.

Saiba a hora de relaxar – Pare de 20 a 30 minutos se estiver cansado, não aborrecido. Tarefas tediosas costumam se tornar mais tediosas ainda depois de um intervalo de descanso – “Ouça uma música ou folheie uma revista sem compromisso para distrair-se. E faça um alongamento físico, tão importante quanto as pausas mentais”.

Tenha o corpo são – Mantenha uma alimentação balanceada e não sacrifique noites de sono para correr atrás do tempo perdido. Doentes ou enfraquecidos não estamos predispostos ao estudo.

Escolha um local agradável para estudar – O ideal é que você não seja interrompido. Se não dispuser de um ambiente assim onde mora, por falta de espaço ou excesso de pessoas, procure uma biblioteca com equipamentos multimídia. 

Defina metas ousadas para seu aprendizado – “Se pensarmos que vamos atingir além do que foi pedido e porventura não conseguirmos, ficaremos na média, o que é algo bom.”

Chat educacional não é bate-papo – “Conheça bem o conteúdo para saber o que vai teclar e leve suas dúvidas. Aproveite a rica troca cultural com eventuais participantes de outras cidades. Pergunte onde cada um estuda e aprenda sobre outros mercados de trabalho.”

Mãos à obra e bons estudos!
 



Direitos reservados à Fundação Roberto Marinho
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09/03/2010
Mais do que ensinar, é preciso avaliar http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=126 Por Agência Palavra-Chave
Alunos opinam sobre o Telecurso TEC em pesquisa para medir satisfação com o projeto

"O Telecurso TEC está sendo um ótimo período de aprendizagem, me trouxe muitas oportunidades de emprego”.

O depoimento é de um estudante da Escola Estadual Benedito Fagundes Marques, de Franco da Rocha (SP), um dos muitos coletados na Pesquisa de Satisfação de Alunos do Módulo III – 2009.

Os participantes colocaram no papel as impressões sobre o curso, infraestrutura da TEC Sala, material didático e o desempenho dos Orientadores de Aprendizagem (OA). A proposta do estudo encomendado pela Fundação Roberto Marinho era conhecer essas percepções para aperfeiçoar ainda mais o trabalho que, pelo constatado, agrada (e muito) aos estudantes.

Os Coordenadores de Aprendizagem (COA) aplicaram os questionários durante a Visita Técnica do Módulo III, entre os dias 14 de novembro e 05 de dezembro de 2009. Ao todo, 454 alunos de 37 turmas e 35 escolas da Grande São Paulo responderam.

A opinião geral sobre o Telecurso TEC foi das melhores. “Quando solicitada aos alunos uma avaliação global do projeto, considerando todos os aspectos da pesquisa, os resultados apontaram que 92% estão satisfeitos”, comenta Patricia Itala, consultora da ID Projetos Educacionais e responsável pelo levantamento.

Para 98% dos entrevistados, as atividades são de extrema relevância para a vida pessoal. É o que demonstra declaração de um estudante da Escola Estadual Reverendo Jacques Orlando Caminha d’Ávila, na capital paulista:

"O Telecurso é muito abrangente e informativo e trouxe qualificações necessárias para a melhoria pessoal, social e profissional.”

Material didático tem boa avaliação

"O curso oferece grande estrutura de aprendizagem”. Foi assim que outro aluno, da Escola Estadual Professora Neuza de Oliveira Prévide, em Osasco, avaliou o projeto. E, pelo que a pesquisa revelou, sua opinião parece ser compartilhada por boa parte dos entrevistados:

  • 85% afirmaram estar satisfeitos com a infraestrutura e a comodidade da TEC Sala;
  • 94% dos alunos classificaram o material didático como “excelente” e “bom”, conforme gráfico abaixo:

A aprovação ao desempenho dos OA foi quase total: 99% dos alunos entrevistados não pouparam elogios. E as principais qualidades destacadas nestes profissionais foram:

  • Disposição em esclarecer dúvidas;
  • Criação de espaço para perguntas;
  • Interesse pelas opiniões da turma;
  • Acompanhamento das atividades de perto.

Alunos dão sugestões

Apesar de o material didático ter chegado pontualmente para 42% dos alunos, 58% iniciaram o Módulo III sem esse subsídio. Outros 7% indicaram não o terem recebido até o momento da pesquisa.

A solução apresentada pela ID Projetos Educacionais foi a reorganização dos cronogramas de entrega pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEESP) e pela Fundação Roberto Marinho.
 
Entre os estudantes, 7% reclamaram da demora na divulgação de informações do projeto, como data e horário do exame e aprovação. A proposta da ID é estabelecer um plano de comunicação e um cronograma detalhados para melhorar esse fluxo entre todos os participantes.

Como o objetivo era coletar também as ideias dos entrevistados, a pesquisa continha uma questão discursiva. Neste espaço, os alunos deixaram a imaginação fluir e até propuseram atividades, como:

  • Visita a empresas e estabelecimentos comerciais (17%);
  • Aulas mais dinâmicas e práticas (11%);
  • Palestras de profissionais dos ramos estudados nas TEC Salas (8%).

Neste trecho do levantamento, os estudantes colocaram ainda suas expectativas para o projeto. Um deles, da Escola Estadual Professor Amadeu Olivério, em São Bernardo do Campo (SP), diz torcer pela continuação do Telecurso TEC.

“Foi de extrema importância em minha vida e acredito que será uma ótima oportunidade para outros”.

 


 



Direitos reservados à Fundação Roberto Marinho
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22/02/2010
Telecurso TEC abre 30 mil vagas no interior paulista http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=125 Por Agência Palavra-Chave
Escolas de 21 Diretorias Regionais de ensino oferecerão qualificação em Assistente de Planejamento

A partir de março, o sonho de investir em formação técnica de nível médio e ingressar no mercado de trabalho ficará um pouco mais próximo dos jovens do interior de São Paulo. Escolas de 21 Diretorias Regionais de Ensino paulistas estão adotando a metodologia do Telecurso TEC e passarão a oferecer aulas presenciais do 1º Módulo a estudantes de 151 cidades.

Alunos do Telecurso TEC formados em Gestão de Pequenas Empresas, em 2009

O conteúdo, desenvolvido em 16 semanas, inclui noções de planejamento de recursos humanos, patrimônio e contabilidade e capacitará os alunos a atuarem como Assistentes de Planejamento.

Este é considerado o módulo básico do programa. Uma vez concluído, os participantes poderão dar continuidade aos estudos na modalidade aberta e obter certificação em três habilitações: Técnico em Administração Empresarial, Técnico em Gestão de Pequenas Empresas e Técnico em Secretariado e Assessoria.

Algumas das 30 mil vagas destinadas ao interior irão para o município de Taubaté, na mesorregião do Vale do Paraíba. Lá, 160 alunos da Escola Estadual Monteiro Lobato já estão inscritos para o curso, que acontecerá de segunda a sexta, à tarde e à noite.

“O colégio é bem central, recebe estudantes de todos os bairros da cidade e de municípios vizinhos. Será nossa primeira experiência com ensino técnico e acho que este diferencial poderá atrair ainda mais alunos para cá”, acredita a diretora da instituição, Nilza Bernardes Gil.

Ansiosa pelo treinamento dos professores que atuarão como Orientadores de Aprendizagem do projeto, ela aposta na empregabilidade proporcionada pela qualificação técnica.

“Taubaté tem muitas empresas e um comércio grande. Seja em departamentos financeiros, de pessoal ou de material, estes alunos já poderão ser aproveitados”, diz Nilza.

Localização estratégica

Em bairros carentes e com baixo acesso à cultura – como Bosque dos Lenheiros, em Piracicaba, onde funciona a Escola Estadual Dom Aniger de Maria Melillo – esta formação se faz ainda mais necessária.

“Nosso alunos só dispõem de cursos pagos e, mesmo assim, no centro da cidade. Eles têm baixa autoestima e poucos vão buscar esta formação em municípios vizinhos. Por outro lado, precisam trabalhar para ajudar suas famílias, mas não conseguem arranjar emprego facilmente”, avalia Daniela Guion, diretora da escola que, aos sábados, abrigará as aulas do Telecurso TEC.

Além de ajudarem o estudante a descobrir áreas de potencial interesse – antes do ingresso em uma faculdade, por exemplo –, os cursos técnicos, comprovadamente, têm sido portas de entrada para o mundo do trabalho.

Apenas no universo das instituições técnicas federais, 72% dos ex-alunos formados entre 2003 e 2007 estão empregados, 65% deles na área em que estudaram. De cada dez, seis têm salário na média de sua categoria, segundo pesquisa da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.

Em São Paulo, a chegada do Telecurso TEC é mais um incentivo para a expansão destes números. A concentração de jovens é imensa neste que é o estado mais populoso do Brasil, e tende a aumentar. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas (Ipea), até o final de 2010, o país terá cerca de 51 milhões de jovens (com idade entre 15 e 29 anos).

Quem não tem acesso às TEC Salas do projeto pode acompanhar o curso individualmente, pela TV e com o apoio de livros e outros recursos didáticos (ambiente virtual, materiais impressos e CD-ROM), e se inscrever para os exames presenciais em São Paulo e Goiás (saiba como).

Confira os municípios que passarão a fazer parte do Telecurso TEC neste semestre:


A: Agudos, Arealva, Avaí, Arthur Nogueira, Águas de São Pedro, Altinópolis, Arujá, Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Álvaro de Carvalho, Alvilândia, Americana, Américo Brasiliense, Anhumas, Araraquara
B: Balbinos, Bauru, Batatais, Brodósqui, Bertioga, Bady Bassit, Boa Esperança do Sul
C: Cabrália Paulista, Campinas, Cristais Paulista, Campo Limpo, Cordeirópolis, Cosmópolis, Charqueada, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Cubatão, Cedral, Caçapava, Caiabu, Corumbataí
D: Duartina, Descalvado, Dourado
E: Engenheiro Coelho, Epeúna, Echaporã, Expedito,
F: Fernão
G: Guarujá, Guapiaçu, Gália, Garça, Gavião Peixoto, Guararema
H: Hortolândia
I: Iacanga, Itirapuã, Itatiba, Itupeva, Iracemápolis, Ibirá, Icem, Ipiguá, Ibaté, Igaratá, Indiana, Itanhanhém, Itirapina
J: Jaguariúna, Jeriquara, Jarinu, Jundiaí, Jacareí, Jambeiro, Júlio Mesquita
L: Lençóis Paulista, Louveira, Limeira, Luís Antônio, Lagoinha, Lupércio
M: Marília, Martinópolis, Matão, Mirissolândia, Mongaguá, Monterio Lobato, Motuca
N: Natividade da Serra, Nova Europa, Nova Granada, Nova Odessa
O: Onda Verde, Orindiúva, Ocauçu, Oriente, Oscar Bressane
P: Pirajuí, Piratininga, Presidente Alves, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Paulista, Piracicaba, Palestina, Paraíbuna, Paulínia, Peruíbe, Pirapozinho, Pompéia, Potirendaba, Praia Grande, Presidente Prudente
R: Reginópolis, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, Rio Claro, Ribeirão Preto, Redenção da Serra, Regente Feijó, Ribeirão Bonito, Rincão
S: São José da Bela Vista, Santa Gertrudes, Saltinho, Santa Maria da Serra, São Pedro, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa do Viterbo, Santo Antonio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Santos, Santa Bárbara d'Oeste, Santa Branca, Santa Isabel, Santa Lúcia, Santo, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Luís do Paraitinga, São Vicente, Sorocaba, Sumaré
T: Taciba, Taubaté, Trabiju
U: Ubirajara, Uchô
V: Valinhos, Vinhedo, Várzea Paulista, Vera Cruz



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12/02/2010
Dedicação que vale ouro http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=124 Por Agência Palavra-Chave
Alunos e professores mostram experiências de sucesso no Vale do Jequitinhonha, lembrado pelos baixos indicadores socioeconômicos

Desde que a opulência econômica do período colonial ficou para trás, a população dos 75 municípios do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, convive com uma fama nada agradável. Foram-se o ouro e o diamante, veio o apelido de “Vale da Miséria”, tornando a paisagem da região ainda mais árida no imaginário nacional.

A baixa urbanização, o intenso fluxo migratório e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de 0,5% – comparável ao de nações pobres da África – são alguns dos fatores responsáveis por este cenário.


Mas o estigma incomoda gente como o educador Flaviere Ferreira (foto), que viveu 32 de seus 34 anos no município de Jequitinhonha.

“Temos um rio que nos banha o ano todo, um povo hospitaleiro, embora humilde, e um artesanato em barro e tecelagem reconhecidos internacionalmente. A cultura é nosso maior patrimônio. Temos fartura, neste sentido”, frisa Flaviere.

Ao ingressar no Programa de Educação Profissinal – EJA, como Orientador de Aprendizagem do Telecurso TEC (OA), o professor de Matemática abraçou um novo desafio profissional. E, na prática, vem auxiliando os jovens de sua cidade a explorar toda esta riqueza, aproveitando oportunidades no mercado de trabalho local. O momento, segundo ele, é favorável.

“A ausência de indústrias sempre afastou a juventude de Jequitinhonha. Apenas o comércio e os bananais a absorviam. Com o aumento dos cursos técnicos, há novas perspectivas de vida se abrindo e vemos profissionais liberais da Saúde, Educação e do Direito voltando da capital para cá”, observa.

De caixa a gerente

Para ensinar a lidar com o dia a dia dos negócios, Flaviere não abriu mão dos trabalhos de campo e pesquisas de mercado. Sua turma analisou propagandas e programação de TV, entre outros temas, e entrevistou comerciantes da cidade para saber se seguiam um planejamento.

“Alguns lojistas nunca tinha sido perguntados sobre missão ou público-alvo e ficaram muito entusiasmados. Por conta deste contato, ofereceram estágios aos alunos”, comemora o OA.

Na turma, Geraldo Góis é um dos que já está colhendo os frutos de tanto estudo. Empregado há quase dez anos como caixa de supermercado, ele sempre ajudou com as entregas, controle de estoque e até como gerente, quando sua chefe estava fora. Agora, está a um passo de ser formalmente promovido.

“Administrar bem é dar valor a detalhes que podem render uma grande economia no balanço final. Desperdiçar água na limpeza, deixar a luz do depósito acesa ou produtos mal guardados, com pacotes rasgados ou amassados, é prejuízo na certa”, exemplifica.

Após ingressar no projeto e aprender a mexer em planilhas, ele se sente mais preparado para a expansão do mercado, que está se informatizando. E esbanja intimidade com sua matéria favorita.

“Adoro Marketing. É algo que praticamos ao arrumar uma simples prateleira na seção de biscoito. O produto tem que ficar embaixo, ao alcance das crianças, que vão determinar a compra”, confirma Geraldo.

Reforço na autoestima

Cansaço para encarar a maratona de três horas diárias de curso após o trabalho? “Nem pensar. O orientador não deixa a aula ficar cansativa. Em casa, minha família também se envolveu. Ficamos mais organizados, anotamos tudo para nunca ter mais despesa que receita”, revela.

Coordenadora dos OA de Jequitinhonha, Carmem Silva explica que os roteiros das aulas não são amarras e devem, justamente, permitir a realização de atividades relevantes para cada região.

“A autonomia do professor para relacionar as sugestões dos roteiros com o cotidiano dos seus alunos é um dos fatores de sucesso do Telecurso TEC”, aponta Carmem. “No caso dos municípios do Vale, percebo que os OA têm conseguido organizar um espírito empreendedor nas turmas e tornar os alunos mais abertos ao debate, com mais iniciativa e confiantes em si mesmos”, avalia.



Direitos reservados à Fundação Roberto Marinho
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05/02/2010
Telecurso TEC chega à Academia http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=123 Por Agência Palavra-Chave
Programa vira estudo de caso em dissertação de mestrado sobre a eficácia do ensino semipresencial

A proposta do Telecurso TEC de apoiar o desenvolvimento do país pela qualificação profissional de jovens e adultos – suprindo carências do ensino presencial e apostando na interatividade e na construção coletiva do conhecimento – virou assunto na Academia.


Foi de Paulo Roberto Bernardo (foto), professor do Centro Universitário Radial - Estácio, em Santo Amaro (SP), a iniciativa de usar o programa como estudo de caso para compreender as contribuições e os desafios da Educação a Distância (EAD).

A investigação sobre a eficácia desta modalidade resultou na dissertação de mestrado que ele defendeu em novembro passado, no curso de Tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS).

“Como o Telecurso TEC ainda estava em fase piloto, optei por abordar o ponto de vista do Orientador de Aprendizagem (OA) sobre este modelo de ensino, tão diferente do que ele está habituado nas disciplinas de núcleo comum do Ensino Médio”, explica Paulo Roberto.

Seu objetivo era responder a três questões: se o aluno do programa consegue desenvolver as competências exigidas pelo mercado de trabalho; se os mecanismos de avaliação da aprendizagem são eficazes; e se os docentes se sentem aptos para atuar no Telecurso TEC.

Além da pesquisa teórica, Paulo analisou o conteúdo dos programas de TV e livros oferecidos aos alunos e submeteu os OA a um questionário on-line sobre sua realidade e expectativas. O balanço final da tese foi positivo.

“De fato, as habilidades de integração ao convívio social e profissional são despertadas nos alunos e as avaliações são eficazes. O material didático é contextualizado com o linguajar e a realidade deles, com a vantagem da penetração massiva da televisão no Brasil”, elogia. Algumas demandas dos docentes em relação à capacitação também foram percebidas.

“Eles gostariam de estudar mais a metodologia SOS (Sistematização, Organização e Sensibilização) e de usar o ambiente virtual do projeto para interagir também com a turma. A EAD exige grande autonomia e responsabilidade dos alunos, e alguns precisam de um incentivo extra”, observa Paulo.

Agarrando oportunidades

A relevância do Telecurso TEC para seu público-alvo foi outro aspecto que chamou a atenção do mestre durante a pesquisa. Paulo acompanhou a avaliação formativa da turma de Gestão de Pequenas Empresas da Escola Estadual José Lins do Rêgo, em Santo Amaro, que consistiu em apresentações de planos de negócios.

Baseando-se em empreendimentos da comunidade onde vivem, como locadoras e salões de beleza, os alunos identificaram problemas e oportunidades de crescimento, demonstrando boa base teórica e muita empolgação.

“A maioria deles é de baixa renda, alguns têm históricos de violência familiar, outros chegam a percorrer 3km a pé para assistir ao curso, que acontece todo sábado, às 7h. Mas eles não carregam estes problemas sociais para a sala de aula, são articulados, comprometidos e muito entusiasmados”, analisa Paulo.

A perspectiva de se posicionar mais rapidamente no mundo do trabalho, ou de ingressar em uma faculdade, diz o pesquisador, é o que mais atrai os jovens e adultos que participam do programa. Quanto ao fortalecimento da EAD no país, Paulo acredita que o caminho é sem volta.

“É difícil encontrar uma instituição de ensino que não tenha um curso ou algumas disciplinas dentro dele sendo oferecidas a distância. Mas não porque a modalidade seja mais barata. Para suprir ao máximo a ausência do professor, é necessário muito estudo dirigido, boa infraestrutura, um modelo pedagógico sólido”, enumera ele, reconhecendo o enorme potencial da EAD para atender regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.

“Acima de tudo, ela tem o mérito de tornar possível o crescimento pessoal do indivíduo. É uma fonte de informação e cidadania, e não apenas de formação profissional”, conclui.



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29/01/2010
Missões possíveis http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=122 Por Agência Palavra-Chave
Alunos de Joaíma, em Minas Gerais, realizam maratona de eventos para arrecadar fundos e aprender a trabalhar em equipe

A rotina da cidade mineira de Joaíma, de apenas 20 mil habitantes, está cada vez menos pacata. Com a chegada da metodologia do Telecurso TEC, implementada junto ao PEP EJA, ao município do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do País, em setembro passado, moradores e alunos do curso de Gestão de Pequenas Empresas passaram a interagir em cursos, bingos, jogos beneficentes e até em uma feijoada.

A ideia era que os estudantes aprendessem, na prática, o valor do planejamento e da liderança para o sucesso de um projeto. Assim, os encontros foram a forma que os 40 alunos da turma encontraram para viabilizar os “Trabalhos-Desafio” propostos pela Orientadora de Aprendizagem Heloísa Borborema. As missões? Organizar um curso, planejar uma viagem, comprar uniformes para a turma e adquirir um data show (projetor multimídia), sempre usando conhecimentos dos capítulos estudados.

Heloísa Borborema orienta alunos de Joaíma - MG

Heloísa Borborema orienta alunos de Joaíma - MG

“Os próprios alunos elegeram estes temas e trabalharam uns para os outros. O objetivo era que eles trilhassem os passos de um planejamento (tático, operacional e estratégico) usando noções de marketing e pesquisa de mercado, mas também explorando seu espírito de equipe e experiências individuais de trabalho”, resume Heloísa.

Tarefas e lucros repartidos

O grupo responsável pelo data show, por exemplo, assumiu a limpeza do local onde seus colegas promoveram cursos (de marketing, vendas e técnicas de negociação, crediário e cobrança) e uma palestra de motivação abertos à comunidade. Ajudaram a financiar a empreitada vendendo pacotes de participação a comerciantes locais e, por sua vez, ficaram com parte do caixa para a compra do equipamento.

“A palestra ‘Paixão por Vencer’ foi um sucesso, atraiu até gente de fora da cidade. Pela primeira vez, uma consultoria foi contratada para falar destes temas em Joaíma. Por ter um custo elevado e exigir um nível de organização que nunca tínhamos pensado em fazer, este evento foi nosso maior desafio”, revela Daiana Quaresma, líder do Grupo Data Show.

Alugar o projetor para eventos, gerando receita, e doá-lo à escola onde funciona o Telecurso – o Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) – estão entre os planos da equipe. Com o reinício das aulas, outra ideia é usar o cinema da cidade e a parceria com um grupo de teatro local para montar um espetáculo infantil, a preços populares.

Aos 25 anos, Daiana é mãe e trabalha desde os 13, mas conta que só agora voltou a sonhar com a faculdade de Administração. Enquanto isso, ela aguarda a efetivação como assistente de um laboratório de análises clínicas – vaga para a qual foi indicada pela Orientadora de Aprendizagem.

“Os alunos são muito capazes, mas sofriam de baixa auto-estima, como a maioria nesta região tão carente de Minas. Agora isso mudou, eles ficaram em evidência e vêm recebendo propostas profissionais. Acredito que o PEP EJA e o Telecurso TEC irão mantê-los empregados no mercado local”, aposta Heloísa.

Bom para a turma, melhor para a cidade

Além de revelar e reter os talentos de Joaíma, o curso de Gestão de Pequenas Empresas está rendendo iniciativas inovadoras para o município e seu entorno. Para custear o último “Trabalho-Desafio” a ser concluído, o Grupo Viagem vendeu ferro e papelão e planeja montar a primeira usina de reciclagem local.

“Nossa atividade econômica é a agropecuária, não temos indústria, então focaríamos em resíduos residenciais, como papelão e plástico. Vou me dedicar a pesquisar sobre reciclagem nas minhas férias. Quem sabe não montamos uma associação de catadores de papel?”, anima-se o servidor público e líder da equipe Whilton Souza, de 47 anos.

Como Daiana, ele garante que o jogo de cintura para buscar boas parcerias será fundamental para o grupo concluir sua tarefa. O primeiro passo foi fazer contato com a gerência de Marketing da fábrica de chocolates Garoto, no Espírito Santo.

“Nosso plano é visitar uma grande empresa ou cidade com bom nível cultural. Vila Velha é um dos destinos possíveis, além de Ouro Preto e Montes Claros. O escopo da viagem vai depender de conseguirmos negociar hospedagem e transporte gratuitos. Precisamos de, no mínimo, quatro mil reais para começar”, calcula o novo empreendedor.



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14/01/2010
Autores da própria história http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=121 Por Agência Palavra-Chave
Em prosa, verso e dramatização, formandos de Gestão de Pequenas Empresas fazem registro emocional de seu aprendizado

Matemática financeira, técnica de vendas, gestão de pessoas e planejamento. Será possível aprender esses conteúdos por meio do teatro, da meditação e até da poesia? Para os alunos da TEC Sala da Escola Estadual Tarcísio Álvares Lobo, na Zona Norte de São Paulo, a combinação de arte e Gestão de Pequenas Empresas não tem nada de improvável.

A metodologia inusitada do Orientador de Aprendizagem Adilson Lopes, aliás, foi o que encantou os frequentadores das aulas presenciais do curso naquela unidade, realizadas aos sábados. Muitos conheciam o mestre das aulas do Ensino Médio de Geografia, História e Sociologia. E até pensavam que o exigente Adilson andava mais descontraído no curso técnico.

“Era justamente o contrário. Usando a técnica de seminários, em que os próprios alunos preparavam as aulas e montavam slides, atribuí a eles mais autonomia e responsabilidade, sem que notassem”, revela o orientador.

Para melhorar a autoestima e a capacidade de comunicação e expressão dos futuros empreendedores, Adilson fez do teatro da escola a sua sala de aula e buscou inspiração no filme Escritores da Liberdade (Freedom Writers, de Richard LaGravenese).

Na história, uma professora norte-americana transforma as relações de adolescentes considerados “problemáticos” ao criar cadernos em que eles passam a escrever sobre suas vidas, visões de mundo e interações comunitárias.

Na TEC Sala do bairro do Limão, os alunos de Adilson passaram a redigir relatórios pessoais após cada aula, registrando a relação das dinâmicas teatralizadas com o tema estudado, eventuais dificuldades com os textos e opiniões sobre a aplicação prática dos conteúdos.

Batizados de protocolos, os relatórios eram lidos de forma espontânea pelos alunos durante a meditação que marcava o encerramento dos encontros.

Estímulo ao hábito da leitura

O exercício da livre escrita fez bem mais do que ajudar a fixar ensinamentos técnicos: revelou inclinações literárias, fortaleceu vínculos interpessoais e aperfeiçoou habilidades de comunicação.

Leitura influencia escolhas de Jéssica Araújo, 17 anos.

Leitura influencia escolhas de Jéssica Araújo, 17 anos.

A ideia de transformar os mais de trinta protocolos produzidos este ano em livro animou a formanda Jéssica Araújo, de 17 anos.

“Entrei no curso por indicação de amigos, só para não ficar parada, e me apaixonei. Nem nos importávamos em acordar cedo em pleno fim de semana, pois cada sábado era diferente do outro”, recorda a moradora da Freguesia do Ó, na periferia da capital.

A experiência fez Jéssica adquirir o hábito da leitura – em poucos dias, ela devorou os quatro livros da série “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer. E também dá sinais de influenciar sua escolha por uma graduação.

“Nunca gostei de ler por obrigação, achava chato. Passei a ler mais, a escrever melhor e a me preocupar em falar corretamente. Tive vontade de colocar o que estava sentindo no papel. Além disso, reacendi meu espírito de liderança e aprendi a dividir melhor o meu tempo”, diz ela, que está em dúvida entre cursar Moda, Decoração ou Letras.

Dicas de postura

As aulas de Adilson Lopes também contaram com a ajuda de Renan Oliveira – seu ex-aluno formado em Letras e organizador do grupo de teatro –, que deu orientações sobre correção ortográfica e coesão textual dos protocolos.

“Usando a encenação, o Renan também nos ajudou a discutir temas fundamentais para quem pensa em montar uma empresa. As dinâmicas mostraram aos alunos como o fator comportamental impacta no fluxo de trabalho, como lidar com dilemas éticos e por que encarar os setores de uma companhia como engrenagens interdependentes”, exemplifica Adilson.

Além de corrigir o ‘tá ligado?’ e o ‘foi mal’, termos comuns no vocabulário dos jovens, também foram oferecidas dicas de postura e de apresentação pessoal. “Nossa roupa, nosso andar e nosso falar precisam transmitir uma mensagem adequada ao local onde trabalhamos”, resume o orientador.



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06/01/2010
Trampolim para o primeiro emprego http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=120 Por Agência Palavra-Chave
Alunos contam como aproveitaram as aulas para se colocar no mercado de trabalho

O final da adolescência é uma fase de muitas incertezas e expectativas em relação ao futuro. Afinal, é o período em que muitos jovens têm que tomar a decisão sobre qual carreira seguir no mercado.

Cristina Oliveira, aluna de Gestão de Pequenas Empresas

Cristina Oliveira, aluna de Gestão de Pequenas Empresas

É o caso de Cristina Oliveira, de 18 anos. Aluna de Gestão de Pequenas Empresas, na TEC Sala Padre Giuseppe, em Jandira, interior de São Paulo, ela conta que o curso lhe ajudou a definir qual profissão pretendia exercer.

Em sala de aula, Cristina teve seu primeiro contato com conceitos de planejamento estratégico de uma microempresa, além de lições de empreendedorismo, marketing, gestão financeira e de recursos humanos, entre outras.

Foi aí que surgiu o interesse em ingressar no mercado corporativo, algo impensável em sua vida até então. Hoje, a jovem trabalha numa agência de recrutamento e seleção de estagiários, onde diz colocar em prática o que aprendeu em sala de aula.

Para ela, tão importante quanto as aulas sobre gestão de pessoas – indispensáveis para sua atual rotina - foi o amadurecimento que conquistou ao longo do curso.

“Me senti mais segura. E isso foi fundamental para eu passar na entrevista para o meu primeiro emprego. Aprendi muito mais do que saber administrar uma pequena empresa”, garante.

Caminho complicado

Cerca de 90% da turma da TEC Sala Padre Giuseppe já está empregada. Ainda assim, por trás da satisfação de Cristina Oliveira, existe uma difícil realidade encarada por jovens de todo o País na busca pelo primeiro emprego.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego para a faixa etária de 16 a 24 anos gira em torno de 20%. O índice é mais alto entre os jovens porque falta qualificação e experiência – justamente os dois elementos que mais dificultam sua inserção no mercado de trabalho.

Camilla Valéria tinha 17 anos quando começou o curso de Gestão de Pequenas Empresas, também em Jandira. Nas aulas, interessou-se por administração de empresas. Hoje, ela é assistente administrativa na segunda maior rede varejista do mundo e já planeja fazer faculdade.

“As aulas não só me ajudaram muito a se interessar por administração, mas também contribuíram para o meu crescimento profissional”, avalia.

Filha de segurança aposentado e de dona de casa, Camilla conta que sua experiência tem estimulado amigos a buscarem a formação técnica como um primeiro passo na busca por trabalho. E reconhece que o tempo que passou se dedicando aos estudos foi valioso.

“Vejo que valeu a pena ter deixado de lado o violão e os passeios com os amigos para me dedicar ao curso”, conclui.



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23/12/2009
Aprendendo com a prática http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=119 Por: Agência Palavra-Chave
Aluna do Telecurso TEC conta sua experiência em montar plano de negócios para uma microempresa

Stephany Sousa: plano de negócios e visão empreendedora.

Stephany Sousa: plano de negócios e visão empreendedora.

Filha de donos de uma pequena loja de materiais de construção, Stephany Sousa, de 18 anos, lembra jamais ter pensado em assumir o negócio dos pais. No máximo, atendia alguns clientes, apenas para ajudar. Trabalhar com comércio nunca, de fato, lhe encheu os olhos.

Talvez por isso que a ideia de ingressar no curso de Gestão de Pequenas Empresas, na TEC Sala Padre Giuseppe, em Jandira, no interior de São Paulo, tenha surgido de maneira bem despretensiosa. Na época com 16 anos, a então aluna do Ensino Médio conta que procurou o curso apenas “porque era de graça e aos sábados”.

“No início, meus pais não deram muito crédito. Achavam que era fogo de palha, como tudo o que eu fazia”, conta ela, que, aos poucos, foi tomando gosto pelo curso.

Tanto que passou a pensar, pela primeira vez, em fazer uma faculdade. Se concretizada, a opção será uma novidade em sua casa. Afinal, ela seria a primeira a dispor de diploma de nível superior na família.

“Adquiri uma visão estratégica sobre empresas e também para a minha vida. Hoje, tenho planos para o meu futuro, como fazer uma faculdade. Antes, isso nem passava pela minha cabeça”, afirma.

Stephany diz não sonhar em trabalhar com os pais. Mas, ainda assim, reconhece que hoje é o melhor lugar para se iniciar no mercado. Com o que aprendeu no curso, ela espera poder ajudá-los nos negócios, levando novos conhecimentos para o dia a dia da loja.

Postura profissional

Stephany Sousa diz que amadureceu durante os 18 meses de aulas do curso de Gestão de Pequenas Empresas.

Ela lembra com clareza dos módulos em que, junto com outros colegas de turma, elaboraram um plano de negócios para microempresas. O tema, aliás, é bastante sensível no Brasil, onde 50% delas vão à falência nos dois primeiros anos de vida, segundo o Sebrae. A má gestão financeira é apontada como a grande vilã dessa estatística.

O grupo de Stephany ficou responsável por analisar e produzir um diagnóstico para uma lanchonete da cidade. Na época, a loja enfrentava problemas de fluxo de caixa e corria risco de fechar as portas.

Seis meses após o início do trabalho, Stephany conta que, com o auxílio do grupo, a dona do negócio conseguiu sair do vermelho. E ainda contratou três funcionários, reformou a loja e, hoje, já dispõe de capital de giro para novos projetos.

A mudança no estabelecimento foi marcante. E foi isso que encantou Stephany a se interessar cada vez mais pelo tema. Hoje, ela divide o tempo entre o trabalho na loja dos pais e os estudos para fazer vestibular.

“O mais importante após o curso foi crescer profissionalmente, amadurecer e adquirir noções de mercado até então desconhecidas para mim”, conclui.



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18/12/2009
Semana do Empreendedorismo Cultural http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=117 Por Andréa Pineda
Alunos de MG promovem evento que reunirá inclusão social e conhecimento

Entre os dias 14 e 18 de dezembro, acontecerá a I Semana do Empreendedorismo Cultural do CESEC Poeta Murilo Mendes, no bairro Floresta em Belo Horizonte (MG).


Idealizada pelos três Orientadores de Aprendizagem do PEP EJA, que usam a metodologia do Telecurso TEC, a proposta da Semana é discutir e apresentar produtos e serviços para um público que identificaram ter grandes demandas: grupos socialmente excluídos.

“A idéia é que alunos criem planos de negócios com uma visão social e inclusiva”, explica o Orientador de Aprendizagem Leandro Augusto Álvares Azevedo, um dos mentores da Semana. Apesar de idealizada pelos orientadores, a Semana é totalmente desenvolvida pelos alunos. “Estamos trabalhando tudo com a participação dos alunos e há uma integração muito forte com a direção da escola e outros participantes da rede normal (de ensino)”, explica.

Para Ailton Geraldo Gomes, de 43 anos, aluno de Administração Empresarial, esta é uma experiência inovadora. “Pelo contato com essas temáticas, minha visão já mudou muito”, avalia.

Ailton identifica um alinhamento da proposta da Semana com a realidade do mercado: “Nas empresas baseadas na administração contemporânea, os valores são muito presentes, pois investem em responsabilidade social e descrevem sua a visão e a missão”.

O plano de negócios que Ailton está desenvolvendo com outros cinco alunos é um salão-escola especializado em beleza negra, para formar e incluir jovens afro-descendentes no mercado de trabalho.

O senso do IBGE realizado no ano 2000 identificou que 44,7% da população (mais de 80 milhões de brasileiros) se declara preta ou parda, e correspondem a cerca de 65% da população pobre e 70% da população em extrema pobreza. Para Ailton a Semana “é uma oportunidade de desenvolver um projeto social, que aborde a inclusão da etnia afro descendente no mercado de trabalho, e crie empreendedores”.

Para contextualizar e problematizar o projeto, o grupo buscou informações no IBGE e na Internet, e utilizou os conteúdos aprendidos com o Telecurso TEC, como a organização da administração, direção, controle e planejamento.

Solange Augusta de Abreu Ribeiro, de 40 anos e mãe de dois filhos, que também cursa o Módulo I de Administração Ampresarial, acredita que a Semana tem tudo para dar certo. Segundo ela, o evento é uma oportunidade para os alunos aprenderem mais.

Seu grupo, formado por sete alunos, apresentará um plano de negócios para uma escola de inclusão digital para pessoas da terceira idade. “O objetivo é promover a inclusão digital e social da melhor idade”, resume.

Segundo Solange, “o Brasil precisa se preparar para essa realidade; faltam políticas públicas para esta parcela da população”. Um exemplo são as iniciativas de inclusão digital. O grupo observou que no centro de Belo Horizonte não existe nenhum curso de informática voltado pela a terceira idade, e viram aí uma oportunidade. “A idéia é capacitar os idosos e depois incluí-los em empresas”, destaca Solange.

No planejamento, o grupo também considerou as dificuldades que poderão encontrar e já pensaram em alternativas para vencê-las: das 90 pessoas entrevistadas, a maior parte não se interessa em aprender informática. “É uma população muito resistente”, constatou Solange. Na opinião do grupo, “isso é um reflexo da falta de escolas acolhedoras. Nossa escola trabalhará conforme a necessidade de nossos alunos. Mostramos que é importante ter acesso (à tecnologia) para saber utilizar e ter mais independência”, diz Solange.

Além das apresentações dos planos de negócio dos 12 grupos das 3 turmas do Telecurso TEC (Gestão de Pequenas Empresas, Auxiliar de Secretariado e Administração Empresarial), a Semana também terá palestras com especialistas sobre gestão de negócios, administração do tempo e empreendedorismo cultural, consultas com consultores do SEBRAE/MG, Mesa Redonda, Fóruns, "stands" de empresas, atividades culturais e a apresentação de um grupo de Dança Afro.

Serviço:

I Semana do Empreendedorismo Cultural do CESEC Poeta Murilo Mendes

Belo Horizonte (MG)

De 14 à 19 de dezembro

Inscrições pelos sites: www.cesecfloresta.rg3.net e http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDB4RVRDakRfdmR4bUZWazR4VU4wTmc6MA

O evento é gratuito



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04/12/2009
Diversidade e transdisciplinaridade http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=116 Por Andréa Pineda
O conceito de transdisciplinaridade é uma das principais bases conceituais utilizadas no Telecurso TEC. Muito discutida em todo do mundo, esta teoria ganhou força nos últimos anos ao propor uma nova forma de pensar os problemas contemporâneos.

Um exemplo da aplicação transdisciplinar no Telecurso TEC é a diversidade das trajetórias profissionais e formação acadêmica dos Coordenadores de Orientadores e Orientadores de Aprendizagem: marketing, administração, tecnologia da informação, filosofia e educação.

Arlana Campos é pedagoga com especialização em psicopedagogia. Sua experiência profissional sempre foi na coordenação de projetos, e desde julho participa do Telecurso TEC em Minas Gerais. Ela considera a proposta transdisciplinar do Telecurso TEC “fantástica, pois reúne diferentes olhares sobre um mesmo tema”. Segundo ela, “na resolução de um problema, onde uma área tem um limite, a outra avança”.

Foi exatamente isso que Mauro percebeu ao integrar a equipe do Telecurso TEC. Técnico de eletrônica, formado em processamento de dados com mestrado em ciências da informação, o Coordenador de Orientadores Mauro Araujo, de Minas Gerais, teve dificuldades no início com os conceitos pedagógicos do curso, mas logo percebeu que seria uma troca de conhecimentos. “Nas capacitações iniciais, me sentia um peixe fora d’água. Mas, quando começou o Ambiente Virtual, me senti em casa”, lembra. “Nas capacitações pude contribuir com os outros Coordenadores com a parte técnica, que tenho muita facilidade e familiaridade. Já a parte pedagógica, não era um ponto forte na minha formação e agora pude aprender. Foi uma troca muito interessante”, avalia Mauro.

Robson Braga, Coordenador Pedagógico em Minas Gerais também vê de forma positiva esta diversidade de formações. Segundo ele, “a maior colaboração de todos é conseguir juntar visões diferentes sobre o Telecurso TEC”.

Daniel Valadares Macedo, Coordenador de Aprendizagem em Minas Gerais.

Daniel Valadares Macedo, Coordenador de Aprendizagem em Minas Gerais.

Daniel Valadares Macedo, Coordenador de Aprendizagem em Minas Gerais, destaca mais uma vantagem: “a diversidade da equipe traz características culturais, demandas, problemas e soluções muito diferentes para o curso”. Apesar de formações tão diferentes, Daniel encontra unidade na equipe: “Todos têm um viés humanista muito forte e muita sensibilidade para lidar com pessoas. Existe uma preocupação constante com o desenvolvimento humano”.

Para Robson Braga, além da formação acadêmica do Orientador de Aprendizagem, é importante que ele saiba desenvolver nos alunos uma habilidade de pesquisador, que busca, relaciona e associa conhecimentos. “O aluno precisa desenvolver a capacidade de se apropriar de diferentes conteúdos”, ressalta.

Raul de Lemos é Orientador de Aprendizagem no Jardim São Luis, em São Paulo (SP), concorda com Robson. Formado em filosofia, ele identifica no Telecurso TEC uma premissa da filosofia: formar seres pensantes. “Todo capítulo trabalha a partir da construção de conceitos. Esta metodologia incentiva o aluno a pensar e aprender conceitos e valores, como na filosofia”, observa.

Desta forma os alunos do Telecurso TEC também desenvolvem posturas transdisciplinares ao realizarem suas pesquisas. Ao contrário da pesquisa tradicional/disciplinar, a pesquisa transdisciplinar permite relações entre conhecimentos diversos, pois não se prende a um conteúdo único e linear.



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25/11/2009
Sucesso = empreendedorismo + formação técnica http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=115 Por Andréa Pineda
Entre os dias 16 e 22 de novembro acontece a Semana Global do Empreendedorismo.

Realizada simultaneamente em mais de 90 países, a Semana Global do Empreendedorismo pretende despertar a atitude empreendedora nas pessoas.

Mas afinal, o que é empreender? Ter uma atitude empreendedora é pensar diferente, ser proativo, ter um sonho grande e fazer de tudo para realizá-lo. Vale lembrar que toda grande empresa foi pequena um dia e nasceu do sonho de um empreendedor, ou de um grupo de pessoas empreendedoras.

Atualmente, as micro e pequenas empresas representam 98% das empresas brasileiras, geram 67% das ocupações e produzem 20% do PIB. Para Fernando Cunha, coordenador da Semana Global do Empreendedorismo em Sergipe, “o brasileiro é empreendedor por natureza”. Mas, lembra que “além do instinto, é preciso ter capacitação técnica para o negócio dar certo”.

Pesquisa realizada pelo SEBRAE SP em Outubro de 2008 mostrou que 27% das empresas paulistas fecham em seu 1º ano de atividade, e 62% não completam o 5º ano de vida. Estes números ainda são altos, mas melhoraram muito nos últimos anos. Dez anos atrás, 35% das empresas fechavam antes de completar o primeiro ano.

De acordo com o estudo, entre as principais causas do fechamento das empresas estão: a falta de planejamento prévio e a gestão deficiente do negócio. “Depois te ter a idéia, é preciso trabalhar essa idéia, criar um plano de negócios, pesquisar o mercado, buscar informações em instituições como o SEBRAE, o Endeavor e associações comerciais, para então abrir o negócio”, avalia Fernando Cunha.

Foram estes os passos que cinco jovens de Sergipe percorreram antes de criar a Master Web, agência de publicidade e marketing digital. Quando ainda estavam cursando a faculdade, Fabrício Barreto e Aroaldo Junior tiveram a idéia de montar uma empresa de criação para internet, mas ainda de forma amadora. Um ano depois, Fabrício e Junior se uniram a outros três sócios, e então fundaram a Master Web, em Aracaju.

Fabrício Barreto, Aroaldo Junior, Sidney Mota, Glauco Henrique e Rafael Nogueira, sócios da Master Web, na Semana Global do Empreendedorismo 2008.

Fabrício Barreto, Aroaldo Junior, Sidney Mota, Glauco Henrique e Rafael Nogueira, sócios da Master Web, na Semana Global do Empreendedorismo 2008.

Hoje, com três anos de existência, a empresa conquistou espaço no mercado e ampliou sua atividade: já soma mais de 100 clientes em criação para Internet e 15 clientes para publicidade tradicional. Outro reconhecimento foi a conquista do Prêmio Ibest em 2008, com a criação do site da Secretaria de Cultura de Sergipe.

Como bons empreendedores, para o futuro os jovens da Master Web pretendem crescer, mas de forma ordenada e planejada: “Precisamos sempre pensar a frente e ter planejamento. Quando alguma coisa nova acontece, precisamos já estar preparados”, comenta Rafael de Oliveira Nogueira, um dos sócios da Master Web.

Apesar dos bons resultados, eles sabem como é difícil se manter no mercado: “Não é fácil abrir nem manter uma empresa. Por isso vamos continuar sempre estudando. Não pode parar. Se pararmos, o concorrente passa a frente!”, constata Rafael.

O conselho de Rafael para os futuros empreendedores é: “Tentar e arriscar enquanto podem. Nós tivemos a idéia, arriscamos e colocamos a empresa para frente”, lembra.

E para quem quer “arriscar”, a Semana Global do Empreendedorismo é uma ótima oportunidade de aprender, amadurecer uma idéia, trocar experiências e esclarecer dúvidas, seja para abrir ou ampliar um negócio. Informe-se sobre a programação e as atividades que acontecerão em seu estado no site: http://www.semanaglobal.org.br/



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16/11/2009
Ensinando também se aprende http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=113 Andréa Pineda
Orientadores de Aprendizagem descobrem que podem aprender muito ao se ensinar.

Localizado na região Noroeste de Minas Gerais, o município de Unaí possui mais de 74 mil habitantes, mas com poucos locais para se adquirir um bom livro. Esta foi a constatação do Orientador de Aprendizagem Wellington Antonio Tolentino Palma ao decidir investir em um negócio.

Aprendendo e sonhando, o OA e empresário Wellington Palma, abre livraria em Unaí - MG

Aprendendo e sonhando, o OA e empresário Wellington Palma, abre livraria em Unaí - MG

Unaí não é uma exceção entre os municípios brasileiros. De acordo com o Anuário Nacional de Livrarias, publicado em 2008, existem 2.767 livrarias no Brasil, sendo 53% delas estão concentradas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com este nicho de mercado inexplorado, o Orientador estudava a possibilidade de comprar uma livraria, que já existia na cidade, mas tinha dúvidas se seria um bom negócio e, principalmente, se conseguiria gerir a empresa. Ao ter contato com o conteúdo do Telecurso TEC, se sentiu mais seguro e fechou o negócio: “Percebi que essa era a minha chance. O curso me ajudou na tomada da decisão”, lembra.

Ao planejar sua decisão, Wellington identificou o perfil da cidade, e percebeu que existia uma demanda não atendida, agora faz planos de em breve ter artigos de papelaria na loja: “Sempre falo para meus alunos que é importante sonhar. Antes mesmo de comprar a livraria, eu já sonhava com as filiais. Foi este sonho que me fez acreditar que um dia eu conseguiria”.

Com as lições ensinadas (e apreendidas) por ele no Telecurso TEC, foi possível analisar o mercado na região antes de decidir pela compra. Com a ajuda de um contador, estudou os balanços financeiros da empresa. E o curso continua auxiliando na administração do negócio, especialmente os conteúdos sobre as quatro funções da administração: planejar, organizar, dirigir e controlar.

Negócios em expansão

Os ensinamentos do Telecurso TEC também ajudaram a transformar a vida da Orientadora de Aprendizagem Fabiane Sardinha, de São Paulo. Há cinco anos, quando mudaram de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo, para a capital paulista, Fabiane e o marido, o mecânico José Ronaldo Zanelato, já planejavam abrir uma oficina mecânica. Mas, assim como o Wellington, sempre havia o receio se o negócio daria certo.

Quando Fabiane começou a orientar os alunos, surgiu a oportunidade que procuravam: todos os dias ela conversava com o marido sobre os conteúdos do programa, e com isso o incentivou a abrir a tão sonhada empresa. “Com as informações que ela traz do Telecurso TEC, ela ajuda em tudo. O que ela ensina para os alunos, também me ensina. A gente senta e discute os problemas que aparecem. E quando temos dúvidas, pegamos os livros e o CD para consulta”, conta José Ronaldo.

Há um ano José Ronaldo e um sócio abriram a “Masters Vans”, oficina especializada em vans. Hoje contam com dois funcionários e já fazem planos de ir para um espaço maior, onde possam atender mais veículos, além dos seis que a garagem atual comporta. José Ronaldo é um empreendedor que faz o que gosta e Fabiane vivencia na prática o que ensina.

Assim como Wellington, José Ronaldo também acreditou em seu sonho e batalhou muito. “Todo mundo que abre algum negócio é porque acreditou em si mesmo”, avalia.

Para quem está com as mesmas dúvidas e receios como todos eles tiveram, José Ronaldo deixa uma mensagem: “se todo mundo acreditar em si mesmo, todo mundo consegue”.

Fonte: Associação Nacional de Livrarias (ANL) - http://www.anl.org.br



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06/11/2009
Construção coletiva de conhecimento http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=112 Andrea Pineda
Fórum de Produção de Conteúdo permite a construção coletiva de materiais

Interatividade. Este é um dos principais diferenciais do ensino a distância. Sabendo disso, a Coordenação Pedagógica do Telecurso TEC São Paulo e PEP EJA Minas Gerais, estão explorando mais uma funcionalidade do Ambiente Virtual: o Fórum de Produção de Conteúdo.

O Fórum de Produção de Conteúdo é um espaço desenvolvido no Ambiente Virtual, que permite que o Núcleo de Coordenação e Mediação Pedagógica e os Coordenadores de Orientadores produzam de forma colaborativa o conteúdo que será trabalhado no Programa de Formação Continuada.

Robson Braga, Coordenador Pedagógico em Minas Gerais, lembra que sempre houve participação da rede de aprendizado no planejamento das atividades, mas agora esta interação também acontece na elaboração dos materiais: “A ideia é produzir conteúdo de alta qualidade, com a participação dos Coordenadores de Orientadores”.

Este texto base servirá de apoio aos Orientadores de Aprendizagem em suas aulas. Mas, a construção do conteúdo não se encerra aí, pois é parte de uma reflexão constante: “quando participam (do Fórum), já estão repensando a prática pedagógica”, avalia Andréa Primerano, Coordenadora Pedagógica do Telecurso TEC em São Paulo. “O Fórum permite mobilidade e desenvolvimento nos métodos que estão sendo usados. O método de trabalho e a produção de conteúdo se renovam”, acrescenta Robson Braga. 

Outro beneficio da utilização do Fórum de Produção de Conteúdo é a participação direta ou indireta de todos atores do processo. Segundo Andréa Primerano, com o Fórum, a Coordenação Pedagógica trouxe a voz dos Orientadores de Aprendizagem para o debate. Na avaliação de Andréa, a principal vantagem é “o protagonismo de cada nível de trabalho no Telecurso TEC”. Nesse processo estão envolvidos os Coordenadores Pedagógicos, os Mediadores, os Coordenadores de Orientadores, os Orientadores de Aprendizagem e os alunos, cujas demandas são levadas à discussão pelos Orientadores de Aprendizagem. “Na educação a distância, quando você participa as pessoas com essa autonomia, elas trazem experiências e conseguimos incluir os anseios de quem está na ponta. Conseguimos responder às demandas dos alunos”, destaca Andréa.

Marcos Vital, Coordenador de Orientadores, de São Paulo, acredita que a construção colaborativa desenvolve a empatia entre os atores, e diminui a resistência em participar. Mas, alerta que é preciso dar o feedback para o participante, mesmo quando sua contribuição não for aproveitada: “A grande vantagem de quando se ouve é ouvir todos, sentir parte, e fortalecer o espírito de equipe. Quem participa quer fazer a diferença; quer influir nas decisões”.

E assim, alunos, orientadores e coordenadores dão o exemplo de como trabalhar colaborativamente, ouvindo e interagindo com todos, para se obter o material mais completo.



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27/10/2009
Centro Paula Souza oferece 3.250 vagas do Telecurso TEC em 2010 http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=111 Por Andrea Pineda
Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais inscreve até dia 26

Vestibulinho para o 2º semestre de 2009

Vestibulinho para o 2º semestre de 2009

Oportunidade de concluir o Ensino Médio e garantir, ao mesmo tempo, uma formação técnica de qualidade para ingressar no mercado de trabalho. É o que o Centro Paula Souza vai oferecer, adotando a metodologia do Telecurso TEC, em 51 Escolas Técnicas (Etecs) a partir do primeiro semestre de 2010. Os interessados devem se inscrever até o dia 26 de outubro no Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais. São oferecidas 3.250 vagas.

As inscrições são aceitas exclusivamente pela internet, no site www.vestibulinhoetec.com.br. No último dia, o prazo termina às 15 horas. Para efetivar a inscrição é preciso imprimir o boleto bancário e pagar a taxa de R$20, em dinheiro, em qualquer agência bancária. A prova será aplicada no dia 29 de novembro.

Há três opções de cursos técnicos semipresenciais, na modalidade de Educação a Distância, que combinam 40% de atividades de aprendizagem desenvolvidas em encontros presenciais e 60% em situações não-presenciais. São eles Administração Empresarial; Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria.

Os cursos fazem parte do Programa Telecurso TEC, uma parceria do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Centro Paula Souza, e da Fundação Roberto Marinho. O programa realiza a inclusão social e cidadã de jovens e adultos estudantes e/ou trabalhadores que não dispõem de condições de frequentar os cursos presenciais por questões de horário, distância, custos para locomoção ou oferta limitada de vagas.

Os cursos são constituídos de três módulos desenvolvidos no período de um ano e meio (três semestres), conforme o mesmo calendário letivo dos cursos presenciais das Etecs. Em cada módulo, o curso se desenvolverá em 20 semanas, cada uma delas com 6 horas-aula semanais de trabalho presencial e 8 horas de trabalho a distância.

Nas TEC Salas, onde ocorrem os encontros presenciais, os alunos desenvolvem atividades com a mediação de um Professor Orientador de Aprendizagem, que os auxiliará a desenvolver as competências profissionais, organizando e sistematizando conhecimentos, habilidades e atitudes, trabalhados presencialmente ou nas horas de atividades não presenciais.

A aprovação nos três exames presenciais (um por módulo) bem como a conclusão do ensino médio darão direito à Habilitação Profissional Técnica de nível médio.O curso é certificado pelo Centro Paula Souza.

As aulas presenciais serão realizadas aos sábados pela manhã, das 7 às 12h15min. O aluno poderá estagiar em empresas, se desejar.

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16/10/2009
Feijoada TEC: uma festa e um bom negócio http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=110 Por Andrea Pineda
Alunos mostram os resultados de trabalhar em equipe.

Fazer a diferença. Essa é a principal mensagem que o orientador Marco Silva, da TEC Sala Antonio Manoel Alves de Lima, de São Paulo, quer passar para seus alunos do Telecurso de administração: “Sempre digo para eles: é preciso fazer a diferença o tempo todo”. Para que vivenciem os conceitos de cooperação, protagonismo e trabalho em equipe que estudam em aula, o orientador sempre realiza dinâmicas.

Com as dinâmicas do Módulo II, os alunos aprenderam as etapas necessárias para a construção de um projeto, desde a elaboração do plano de negócios, passando pelo planejamento e os roteiros de atividade, até a execução da ação. Porém, sentiam falta de aplicar na prática o que estavam aprendendo. Foi então que, a partir de uma atividade proposta, o diretor Claudenir de Queiroz e o orientador Marco tiveram a ideia de montar uma empresa de Buffet na escola.

Para colocar a empresa em funcionamento, os alunos se dividiram em grupos, conforme suas áreas de afinidade: alguns alunos identificaram-se com o departamento de marketing, outros, com habilidades para cálculo, foram para o setor financeiro. Cada grupo representaria os setores de uma empresa real.

William Chagas Santos escolheu o departamento jurídico, pois este era um tema que chamava sua atenção nas aulas, e viu na experiência do Buffet uma oportunidade de conhecer melhor o assunto. “Queria me aprofundar mais nessa área para o futuro. Em tudo usamos direitos, deveres leis”, explica William . Releu este conteúdo no livro do Telecurso TEC e seguiu as indicações de sites e filmes no final do capítulo. Junto com os outros alunos do grupo, elaborou um contrato social, formalizando direitos e deveres de cada uma das partes.

Todo o conhecimento adquirido foi compartilhado pela TEC Sala: “quando todos os grupos já estavam com as ideias no papel, fizemos uma reunião para trocar experiências. Recebemos opiniões sobre os valores que estávamos usando no contrato e demos sugestões para outros setores”, relembra William.

Alunos decoram a escola para Feijoada TEC

Alunos decoram a escola para Feijoada TEC

O Buffet recebeu o nome de EEAMALTEC (Escola Estadual Antonio Manoel Alves de Lima TEC) e realizou seu primeiro evento no último dia 27 de junho: a Feijoada TEC, uma feijoada na escola, com direito a sobremesa e lembrancinhas. Preparada pelos alunos, com a colaboração de professores e funcionários do colégio, foram servidas mais de 150 pratos, para pais, alunos, professores e funcionários e a comunidade.

Para a coordenadora, Eliana Barion “o importante foi que os alunos entenderam o funcionamento de uma empresa e seus vários setores na prática”. Já os alunos destacam o valor do trabalho colaborativo: “aprendemos como é importante trabalhar em grupo. Você pega mais responsabilidades. Se um não ajudasse o outro, a feijoada não teria saído”, destaca a aluna Karoline Mariano Silva, que atuou no setor de compras. “Aprendemos como é estar em uma empresa mesmo. Depender do outro, cooperar, ter horário, deveres,... Para o trabalho final dar certo, todos precisam participar. Eu faço meu trabalho aqui, mas dependo que todos façam seus trabalhos também. Um precisa do outro para chegar ao mesmo resultado”, avalia William.

Para William, que trabalha em uma empresa de aviação, esta experiência é muito valorizada pelo mercado de trabalho: “isto é o que as empresas querem: não um trabalho individual, e sim a integração das pessoas”. Karoline, que trabalha como auxiliar-admistrativo, concorda: “Conviver em uma empresa não é fácil. É preciso estar preparado para tudo. E no evento também foi assim.”

Concluídas as atividades, o objetivo foi atingido: “colocamos em prática na Feijoada TEC tudo que aprendemos nas aulas do TEC”, avalia a aluna Caroline. A proposta agora é continuar com a empresa e fazer os trâmites legais para reconhecê-la juridicamente, e já pensar as próximas atividades. “Agora no módulo III, os alunos já estão me perguntando o que vamos fazer!”, comenta o orientador Marco, que comemora: “os alunos foram maravilhosos. Eles perceberam a importância do planejamento e foram extremamente comprometidos”. Certamente, esses alunos fazem a diferença!



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09/10/2009
Nunca é tarde para recomeçar http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=109 Por Andrea Pineda
Alunos de Minas Gerais mostram que sempre é possível aprender

As aulas do Telecurso TEC em Minas Geraiscomeçaram no último dia 14 de setembro, integrando mais de 24 mil alunos de 479 escolas, distribuídas por todo Estado. Ao contrário das turmas de São Paulo, as TEC Salas mineiras são formadas por alunos de EJA – Educação de Jovens e Adultos. Diante de tantas dificuldades e desafios, fica a questão: o que motiva essas pessoas a procurarem um curso profissionalizante?

Segundo a orientadora Dóra Prieto, da Escola CSEC Dr. Tancredo de Almeida Neves, no município de Machado, a grande motivação dos alunos é ampliar suas habilidades profissionais: “O mercado procura um técnico capacitado, que tenha uma boa formação, e os alunos viram esta oportunidade no TEC.”

A escolha da disciplina pode ser o início de uma nova carreira, ou uma forma de se aprofundar na área que já atuam.Raquel Ramos, aluna da CESEC Poeta Murilo Mendes, em Belo Horizonte, se matriculou em Secretariado/Assessoria, pois já trabalha como freelancer em cerimoniais de eventos e sentia falta da teoria: “Tenho certeza que o curso pode me ajudar em meu trabalho com eventos”, constata.

Por serem alunos de EJA, as TEC salas de Minas Gerais reúnem histórias e realidades muito ricas e interessantes. Raquel é um exemplo disso.

Sua mãe sempre se esforçou para que os filhos estudassem. Chegou a matricular Raquel em um colégio particular, para que tivesse mais oportunidades, mas ela infelizmente não soube valorizar. Ao contrário de seus irmãos, que hoje possuem curso superior e bons empregos, Raquel reprovou de ano várias vezes, até abandonar os estudos aos 16 anos.

Ramos, aluna da CESEC Poeta Murilo Mendes, em Belo Horizonte

Raquel Ramos, aluna da CESEC Poeta Murilo Mendes, em Belo Horizonte

“Fui criada tendo tudo e não soube aproveitar. Perdi muito tempo, mas agora estou correndo atrás. Minha mãe sempre falou para eu estudar. É a pessoa que mais me incentiva. Falava todos os dias para eu voltar a estudar. Metade do meu incentivo é ela”, reflete.

Fora da escola, trabalhou por sete anos em uma grande empresa, com carteira assinada, até ser demitida, depois de uma redução de funcionários. Aos 27 anos voltou a estudar já na modalidade EJA. Agora, cursando o TEC, enxerga uma oportunidade de recomeçar: “Tenho 29 anos e nenhum curso profissionalizante. Sei que o mercado está cada vez mais exigente. Depois dos 30 não se consegue mais emprego, ainda mais sem curso profissionalizante. Agora já posso colocar este curso no meu currículo”. Raquel faz planos de prestar vestibular e cursar faculdade quando concluir o TEC e o EJA.

A história de vida de Raquel é bem diferente das vidas de muitos alunos que cursam o TEC. A maior parte deles trabalha e tem filhos. Isto é o que também demonstrou a aluna Quételis Martíria Alzira Batista, do município de Raul Soares, em sua postagem no Blog “Tô Dentro TEC”: “Estou cursando administração, vejo como uma oportunidade única de começar de novo: agora não sou mais uma adolescente, sou mãe e é pelas minhas filhas que eu vou lutar e continuar até o final… ESSA OPORTUNIDADE É ÚNICA PARA MIM!!!!”

Segundo a orientadora Dóra Prieto, para os que vivem na Zona Rural, as dificuldades são ainda maiores: “Eles tem tantas necessidades que agente até esquece que chegam à aula depois de um dia todo de trabalho, muitas vezes até sem comer, porque não dá tempo. Chegam tão animados que parece que passaram o dia deitados na rede, e não trabalhando! Mesmo com o trabalho, a escola e os filhos, são muito responsáveis, colocam a aula como prioridade”, avalia a professora.

Mesmo com histórias tão diferentes, todos têm uma certeza: nunca é tarde para recomeçar.



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30/09/2009
Visão estratégica http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=108 Por Turu Goulart de Andrade
Com os avanços nas áreas organizacional e tecnológica, empreendedores precisam estar adaptados às demandas profissionais

Para sobreviver num mercado competitivo, é fundamental que o gestor entenda o cenário e o contexto no qual seu negócio está inserido. Além disso, também é necessário que o negociante anteveja quais são as tendências para médio e longo prazo, para sair na frente de seus concorrentes. Até pouco tempo atrás, por exemplo, pensava-se que a preservação do meio ambiente era um empecilho para a obtenção de lucro. Hoje a prática de atitudes sustentáveis são pilares indispensáveis para que as companhias continuem em cena. “A partir do entendimento maduro sobre o mercado, o empreendedor vai ter de lançar mão de estratégias de competitividade”, diz o professor Alfredo Colenci, que atua na área de pós-graduação do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. “E essas estratégias passam pelas perspectivas econômica, social, ambiental, dos processos internos, dos clientes e da inovação. Os cursos técnicos de gestão empresarial representam uma grande contribuição para a aquisição de maturidade gerencial.”

Ricardo Romeiro, gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)

Ricardo Romeiro, gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)

Segundo Ricardo Romeiro – gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), instituição da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) -, a carência de profissionais formados com qualificação técnica gera um profundo impacto negativo na indústria brasileira, pois as empresas têm que investir em treinamento interno de novos funcionários. “O papel das escolas técnicas é fundamental para a formação dessa mão-de-obra. Porque, com o crescimento que o Brasil passa, vai ser essencial para alavancar a inovação”, afirma Romeiro. “Esse é o grande desafio: além de se adaptar às mudanças, os jovens têm que ter veia empreendedora e capacidade para inovar, de uma maneira que nunca foi solicitado.”

Atualmente é praticamente impossível pensar no sucesso de um empreendimento que não se valha da tecnologia da informação (TI). Determinados softwares possibilitam um controle maior do empreendimento como um todo. O Excel, por exemplo, permite que o empreendedor quantifique materiais e preveja custos, entre outras coisas, de maneira simplificada. Ou seja, é uma ferramenta que facilita a gestão de projetos. Em busca da redução de gastos, cada vez com mais freqüência telefonemas dão lugar ao e-mail. “A tecnologia permite que você coordene trabalhos sem se preocupar com fronteiras. Eu posso fazer uma reunião aqui em Brasília com pessoas de outros países através de vídeo-conferência”, aponta Romeiro.

Além de ser um meio de fazer contatos e buscar oportunidades profissionais, as redes sociais de relacionamento (como o Orkut) também servem como instrumento para pesquisa de mercado. Muitas empresas vêm adotando essa tática: monitoram os hábitos do público e fazem marketing nas redes sociais. “É fundamental que os jovens saibam usar a tecnologia da informação e as redes de relacionamento, mas não só para entretenimento. Têm de usar isso de forma estratégica para compor um bom currículo e para atuar profissionalmente”, orienta Romeiro.



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24/09/2009
Pescando um trabalho http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=107 Por Turu Goulart de Andrade
Confira algumas dicas de como identificar e conquistar oportunidades de emprego

Danilo Carrião dá dicas para um currículo bem elaborado

Danilo Carrião dá dicas para um currículo bem elaborado

Em meio a uma crise financeira global é comum ouvir que a maré não está para peixe, que atualmente os empregos estão escassos. Por outro lado, especialistas afirmam que o mercado de trabalho tem carência de profissionais com qualificação técnica. “Se você tem autoconfiança e conteúdo, consegue ir em frente”, diz o Orientador de Aprendizagem Danilo Carrião, da TEC Sala Alexandre de Gusmão, localizada no bairro Ipiranga, região centro-sul da capital. O primeiro passo para fisgar uma oportunidade é ter uma isca adequada. No caso, um currículo bem elaborado - sem erros de ortografia, claro e com informações relevantes sobre o candidato – funciona como um chamariz. “Se você se comunica bem em público, por exemplo, coloque isso no seu currículo.”

Classificados de jornais e revistas são instrumentos para pesquisar vagas de trabalho. Além disso, há sites da internet que possibilitam o cadastramento de currículo gratuitamente, como o da agência Curriculum. O mercado busca candidatos empreendedores, proativos. Então, de acordo com o ditado, não espere receber um peixe; aprenda a pescar. “Se você realmente quiser um trabalho, marque uma entrevista com o gerente da empresa, se apresente e deixe o currículo”, adverte Danilo. Já o Coordenador de Orientadores de Aprendizagem Marcos Antonio Vital aponta alguns passos para conquistar a realização profissional:



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18/09/2009
Experiência que faz diferença http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=106 Por Turu Goulart de Andrade
Com metodologia do Telecurso TEC, Orientadores de Aprendizagem ampliam conhecimentos sobre educação

Kátia Teixeira se atualiza
visando ensino dinâmico e mediação no aprendizado dos alunos

Kátia Teixeira se atualiza visando ensino dinâmico e mediação no aprendizado dos alunos

Em qualquer área do conhecimento, manter-se atualizado é fundamental para melhor desempenhar determinada função e, consequentemente, abrir os horizontes profissionais. Para os Orientadores de Aprendizagem (OA) do Telecurso TEC isso não é diferente. E eles se atualizam por meio do chamado Programa de Formação Continuada, que tem o objetivo de promover reflexões teóricas e compartilhar experiências práticas entre os OA. “O Programa de Formação Continuada do Telecurso TEC visa preparar o Orientador para desenvolver melhor suas funções no ensino técnico”, diz a Coordenadora de Aprendizagem Silvia Petri Dalla. “Apesar de estar voltado mais para a formação pedagógica, sempre trata do mundo do trabalho, do estágio, do emprego. Assim, ajuda [o OA] a desenvolver o plano de aulas.”

No Ambiente Virtual, uma comunidade digital de aprendizagem, ocorrem essas atividades de capacitação. Porém, a utilização de recursos tecnológicos não está somente vinculada ao Programa de Formação Continuada. Pois os educadores também fazem uso de diferentes tipos de mídia – entre outras, internet, TV e datashow – como método de trabalho em sala de aula. “A tecnologia está sempre sendo usada. A gente utiliza de tudo para complementar determinado tema”, afirma a OA Kátia Aparecida Teixeira – da TEC Sala Augusto Ribeiro de Carvalho, na Freguesia do Ó, região noroeste da capital. “O Orientador tem de ter uma visão dinâmica de ensino porque os jovens são muito dinâmicos, e essas ferramentas os mantêm estimulados.”

Conceito multidisciplinar estimula o protagonismo dos alunos

Conceito multidisciplinar estimula o protagonismo dos alunos

Além de abarcar uma visão multidisciplinar, a metodologia do Telecurso TEC também é baseada no conceito de valorizar a experiência do aluno. Pois, dessa maneira, o estudante deixa de ser mero receptor de informação para ser agente do processo de aprendizagem. Diferentemente do que costuma acontecer num certo modelo tradicional de ensino que ainda influencia muitos educadores. “É muito chato você passar uma imagem de verticalidade, deixa o aluno acuado”, relata Kátia. “Afinal de contas, a construção do conhecimento está sendo feita por ele, com a mediação do Orientador.”

Por outro lado, esse método ainda beneficia os OA. Ou seja, eles também aprendem a partir do momento em que estabelecem essa relação de cumplicidade com os estudantes. Assim, o aprendizado se apresenta como uma via de mão-dupla. “Às vezes, acho que aprendo mais com os alunos do que eles comigo”, conta a OA Iara Sílvia Cabrera, da TEC Sala Zacarias Antonio da Silva, em Cotia, região metropolitana de São Paulo. “Depois que passei a ser Orientadora de Aprendizagem, comecei a observar pequenas empresas a minha volta. Hoje, acredito que eu poderia investir num negócio.” Embora seu empreendimento ainda não tenha se concretizado, Iara diz que a experiência que adquiriu no Telecurso TEC já lhe abriu muitas portas como educadora. “Eu aprendi muito, e uso isso nas aulas que dou no ensino médio.”



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09/09/2009
Jovem filósofo, Orientador de Aprendizagem http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=105
Aos 25 anos, Francis de Almeida explica os paralelos que encontrou entre ensino da filosofia e a metodologia do Telecurso TEC

Para os educadores envolvidos no Telecurso TEC, ser Orientador de Aprendizagem é ao mesmo tempo uma oportunidade profissional e também um desafio. Isso porque trabalhar com a metodologia do programa amplia as formas e possibilidades da prática educacional e exige o compromisso de reflexão e produção de conteúdo por meio do PFC – Programa de Formação Continuada.

Francis de Almeida, Orientador de Aprendizagem na cidade de Uberaba, Minas Gerais

Francis de Almeida, Orientador de Aprendizagem na cidade de Uberaba, Minas Gerais

Francisco Silva de Almeida é professor da Escola Estadual Quintiliano Jardim, na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Aos 25 anos, formado em Filosofia, possui seis meses de experiência em docência e já encara o papel de Orientador de Aprendizagem. “Além do desafio da docência tem agora o desafio do Telecurso TEC. Vou utilizar todo esse gás de início de carreira para eu poder contribuir”.
No Telecurso TEC, educadores das mais diferentes áreas do conhecimento são desafiados a empregar sua experiência pedagógica no ensino de conteúdos específicos dos cursos de Gestão de Pequenas Empresas, Secretariado e Administração. Uma das faces mais complexas do projeto é essa perspectiva transdisciplinar. Mas como se sente um jovem professor de filosofia diante desse desafio? Francis, como é chamado pelos amigos, não hesita e logo identifica uma afinidade entre a sua especialidade profissional e a proposta pedagógica do Telecurso TEC: “o curso é muito característico, você vem da filosofia, uma carreira que tende a uma postura reflexiva, pensar bastante sobre a realidade como ela é tentar transformá-la de alguma maneira”. Para ele, a reflexão não é uma prerrogativa apenas de áreas com a filosofia. “Todos nós, em qualquer que seja nosso ambiente de trabalho, temos a capacidade de desenvolver um pensamento crítico e reflexivo sobre a nossa vida, sobre a nossa atualidade, nosso tempo presente”.
Ter começado a sua carreira como educador na EJA – Educação de Jovens e Adultos – ajudou Francis a perceber e valorizar a capacidade crítica dos seus alunos e a tirar proveito dessa característica para tornar mais estimulantes as suas aulas: “o adulto que está na EJA consegue observar de um modo muito mais claro os problemas do seu tempo presente, aquilo que o incomoda, e ele consegue fazer de um modo muito mais facilitado o questionamento desse problema, elaborar as questões-problema que são o objeto da filosofia”, completa.
É com base em “questões-problema” que Francis desenvolve um trabalho de formação de comunidades de investigação filosófica. Ele identifica uma forte semelhança entre a forma de trabalho pedagógico que vem utilizando e a metodologia didática do Telecurso TEC, baseada em etapas complementares de Sensibilização, Organização e Sistematização: “Na filosofia nós utilizamos quatro passos fundamentais na investigação filosófica que são: a sensibilização, que é sensibilizar o aluno, fazê-lo perceber os problemas do seu tempo presente, depois problematizar, tomar como objeto de investigação um desses problemas, um desses fenômenos que provocam incômodo nele. Depois nós passamos ao passo da investigação e por último da conceituação”.



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02/09/2009
Porta de entrada para o mundo profissional http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=104 Por Turu Goulart de Andrade
Políticas públicas, como a Lei de Aprendizagem, oferecem aos jovens uma possibilidade a mais de ingressar no mercado de trabalho

A passagem da adolescência à vida adulta costuma ser uma fase de grande apreensão e expectativa em relação ao futuro. Justamente porque é, na maioria das vezes, o momento em que os adolescentes buscam uma profissão. No entanto, conquistar o primeiro emprego pode não ser tarefa das mais fáceis. Pois, dada a grande competitividade, a falta de experiência acaba sendo um empecilho para ingressar no mercado de trabalho. Diante desse fato, o governo federal criou a Lei de Aprendizagem há cerca de nove anos. Essa legislação determina que empresas de grande ou médio porte – que atuam na área industrial, de serviços ou comércio - devem destinar de 5% a 15% de suas vagas à formação profissional de jovens com idade entre 14 e 24 anos. Em contrapartida, há uma diminuição no FGTS, de 8,5% para 2,5%.

Dessa maneira, cabe a empresa contratante ensinar a prática do ofício ao jovem. Já a formação teórica do aprendiz, que ocorre paralelamente, fica a cargo de instituições do Sistema S (como o Senai e o Senac, por exemplo), ONGs e escolas técnicas de educação. “A empresa que vai contratar um aprendiz pode ir por vários caminhos. Ela própria pode selecionar o jovem ou então entrar em contato com alguma instituição [formadora]”, diz Gláucia Cavalcante, responsável pelo conteúdo do site Conexão Aprendiz - um projeto da ONG Cidade Escola Aprendiz que foi criado para divulgar e esclarecer a Lei de Aprendizagem. “Para quem cursa ensino fundamental, a formação não pode passar de seis horas diárias. Quem já concluiu o ensino fundamental, o contrato de aprendizagem pode chegar até oito horas diárias.” De acordo com o site Placar do Aprendiz, mais de 147 mil adolescentes já foram contratados. Esse número representa 18% da meta estabelecida pelo governo. A duração do aprendizado é de no máximo dois anos, e após esse período o empregador não é obrigado a efetivar o iniciado.

Aos moldes do projeto federal, o governador José Serra lançou o Aprendiz Paulista no último dia 20. O programa visa facilitar a contratação de estudantes do Centro Paula Souza, incluindo os alunos do Telecurso TEC, por meio do Portal Emprega São Paulo. A previsão é de que essa ação acelere a inserção de 15 mil jovens no mercado. O contratado terá direito a vale-transporte, a registro em carteira, ao FGTS, ao 13° salário, a férias e aos demais benefícios concedidos aos outros empregados. Outra iniciativa do governo estadual é o Jovem Cidadão – Meu Primeiro Trabalho, cujo objetivo é proporcionar empregos a estudantes de 16 a 21 anos, matriculados na rede estadual de ensino. Assim, são oferecidos estágios remunerados com duração de seis meses – sendo que metade da bolsa-estágio é paga pelo Estado, a outra metade, pela empresa contratante.

Mayra Aparecida França 
da Hora

Aluna da Tec Sala José de Oliveira Orlandi, Mayra conseguiu seu primeiro estágio há cerca de um mês

Estagiar também pode ser uma maneira de conseguir um lugar ao sol. É o caso da aluna Mayra Aparecida França da Hora – da TEC Sala José de Oliveira Orlandi, em Itaquera -, que aos 16 anos entrou em seu primeiro estágio. Remunerado, diga-se de passagem. Ela atua na área de telemarketing há aproximadamente um mês. Cursando o Módulo II de Gestão de Pequenas Empresas, Mayra explica que o Telecurso TEC foi fundamental para que ela exerça sua atividade – voltada para o setor de cobrança. “Aprendi bastante sobre juros e porcentagem no curso, e preciso disso para fazer as negociações. Essa empresa só tem estágio para aluno que esteja fazendo curso técnico.” Além disso, a garota diz que a sala de aula lhe ofereceu mais do que simplesmente conteúdo teórico. “Não é só teoria, a gente também aprende como se comportar quando for procurar emprego. A professora falava que eu tinha que demonstrar um pouco mais de segurança. Isso me ajudou bastante na hora da entrevista, porque eu era muito tímida.”

 



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26/08/2009
Orientadores de Aprendizagem de Minas Gerais participam do primeiro Encontro de Formação http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=103 Maíra Moraes e Robson Braga
Temas como Material Didático, Ambiente Virtual e o papel do Orientador de Aprendizagem são discutidos no encontro de formação

Mais de 500 educadores da rede estadual de Minas Gerais participaram d 1º Encontro de Formação de Orientadores de Aprendizagem do Telecurso TEC, entre os dias 18 e 21 de agosto. Este é o momento em que Coordenadores e Orientadores de Aprendizagem se conhecem e dialogam sobre diferentes aspectos da sua atuação: papéis e funções do Orientador, metodologia didática, uso do Ambiente Virtual e a participação nas atividades do Programa de Formação Continuada que dá segmento ao apoio pedagógico iniciado no encontro.

No mesmo período, 92 Técnicos e Inspetores da Secretaria da Educação reuniram-se para discutir a dinâmica de monitoramento do programa, que visa o acompanhamento dos processos e dos resultados alcançados.

A metodologia do Telecurso TEC será implantada em todo Estado de Minas Gerais, integrada ao currículo da EJA – Educação de Jovens e Adultos. Mais de 24 mil alunos poderão optar pelos cursos de Secretariado e Assessoria; Administração e Gestão de Pequenas Empresas, em 400 escolas que fazem parte do PEP - Programa de Educação Profissional.

Edmar de Almeida, orientador de aprendizagem em Divinópolis.

Edmar de Almeida, orientador de aprendizagem em Divinópolis

Para o Orientador de Aprendizagem Edmar de Almeida, da cidade de Divinópolis, a metodologia do Telecurso TEC, pautada na valorização da experiência do aluno, combina muito bem com a educação que se pratica com jovens e adultos. “No Ensino Regular a gente está tentando transmitir para o aluno uma coisa que para ele ainda falta ter experiência, na EJA o aluno já despertou o interesse dele, quando você fala que a área de um quadrado é lado vezes lado ele já fala do jardim que ele terminou, do caminhão de areia que ele teve que comprar”, afirma o educador.

Tênnica Mendes, orientadora de aprendizagem em Poços de Caldas.

Tênnica Mendes, orientadora de aprendizagem em Poços de Caldas.

 A metodologia do Telecurso TEC tem o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. Para a Orientadora Tênnica de Fátima Mendes, da cidade de Poços de Caldas, esta proposta é muito adequada às necessidades dos alunos da EJA, principalmente pelos recursos disponibilizados ao educador. “A bagagem de recursos, de material oferecido não deixa a aula cansativa. O aluno não enjoa da sua cara, porque cada dia é uma novidade, uma coisa diferente, mais tranqüila e gostosa de ser trabalhada. Você esta dando uma formação e não impondo”, conta Tennica.  

Durante as oficinas, os educadores compartilham experiências voltadas para estimular o protagonismo de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Cria-se assim um ambiente de co-participação e solidariedade no qual todos estão dispostos a ensinar e aprender. “O professor que entra na sala da EJA e não esta a fim de aprender não vai para frente, porque ele vai aprender muito. Em determinadas turmas, se a gente deixar, eles [os alunos] vão dar aula”, destaca Edmar.



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20/08/2009
Futuro de Possibilidades http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=102 Por Dinah Feldman
Para economizar tempo e dinheiro, muitas pessoas optam em investir na sua formação e desenvolvimento profissional à distância

Lilian, Alcir e Alessandra não se conhecem. Mas têm muito em comum. Os três concluíram cursos do Telecurso TEC em dezembro de 2008 e estudaram conteúdos similares, em horários e lugares diferentes, durante o mesmo período.

Lilian Coelho, formada
pela Modalidade Aberta do Telecurso TEC

Lilian Coelho, formada pela Modalidade Aberta do Telecurso TEC

Lilian Brito Coelho, 30, graduada em informática, atua como secretária de duas diretoras. Sentindo que precisava de um reforço para melhorar seu desempenho, ela escolheu o Telecurso TEC pela chance de fazer seu próprio horário de estudo. Comprou o livro, fez a prova e logo ficou sabendo que a segunda prova já tinha data. “Tive um mês e meio para estudar. Assistia às aulas pela manhã, estudava pelo livro e seguia as dicas de pesquisa. Tem que estudar todo dia um pouco. E não comprar o livro e deixar guardado”. Durante o ano, Lilian já sentiu o resultado. “Tinha muitas dicas e me ajudou a me organizar melhor”. Mesmo não sendo uma exigência da empresa, os cursos ficam registrados. Com o DRT em mãos, ela planejava uma pós-graduação.

Também foi a economia de tempo, que motivou Alcir Ravanini Jr, 41, a fazer o curso de Secretariado. “Não dá mais para ir até uma escola. O jeito é encaixar o estudo na correria do dia-a-dia”, explica o servidor público da Prefeitura de Leme. Alcir conhece bem a jornada em busca do conhecimento. Morador de Leme, fez o curso de Economia em Limeira, a 50 km da sua casa, em seguida pós-graduação em São Paulo, aos sábados, durante um ano e meio. Além do tempo, Alcir pesou também a redução de custos com viagens: “Hoje faço a minha agenda e rende bem. Não é todo dia que a gente está com a cabeça boa para estudar”, revela.

Alessandra Ferreira Terra, 31, formada e pós-graduada em fisioterapia, nunca conseguiu emprego na área. Como sempre fez inglês, começou a dar aulas informalmente, fez licenciatura em Letras e, depois, curso de intérprete. “Eu trabalhava na Bolsa de Valores como intérprete no setor de visitas e comecei a ter cada vez mais trabalho na área administrativa. Senti falta de conhecimento e fui atrás”, lembra. Escolheu o Telecurso TEC para conciliar o trabalho “de segunda a segunda” e o estudo. Passou a gravar os programas e estudar sozinha à noite. “Não tem cobrança externa, então tem que ter autodisciplina e se cobrar os resultados, para não desistir na primeira dificuldade”. O reconhecimento pelo investimento pessoal veio rapidamente. Alessandra perdeu o emprego no auge da crise financeira em fevereiro deste ano. “Em menos de um mês consegui um emprego. Hoje trabalho como secretária numa empresa de engenharia”. E ainda faz pós-graduação em administração, também online.

Juntos, apesar da distância, os formados da modalidade aberta do Telecurso TEC dizem que disciplina, compromisso e dedicação são ingredientes fundamentais para quem quer estudar sozinho. E, com esse comprometimento, eles construíram  um futuro repleto de possibilidades.



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12/08/2009
Exame Presencial: Estudante encara resultado negativo como estímulo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=101 Diego Dacax
A avaliação pode servir para o aluno identificar as suas dificuldades

Turma agitada, exercícios de revisão, simulados, aumento no ritmo de estudo, dúvidas e, quando chega a hora, o inevitável frio na barriga. Época de prova é quase sempre assim. E com o pessoal que fez o Exame Presencial do Telecurso TEC não foi diferente. Segundo Maria Inês Benvenuti, Coordenadora de Orientadores de Aprendizagem do curso, as turmas semi-presenciais estavam em polvorosa antes da avaliação. “Conforme o dia se aproximava, a ansiedade do povo aumentava”, conta.

 

Apesar de comum, o nervosismo pode prejudicar na hora do teste, fazendo com que muita gente erre questões que sabe e se atrapalhe até mesmo na leitura e compreensão do conteúdo do Exame. Para desmistificar a prova e deixar a turma mais segura, Inês lembra que os orientadores aplicam simulados no período que precede o Dia D. De acordo com ela, isso também é feito para familiarizar os estudantes com o que vem pela frente.

 

Aparecida Domingas Valentim se prepara para o próximo Exame Presencial

Aparecida Domingas Valentim se prepara para o próximo Exame Presencial.

Mesmo assim, para muitos não foi fácil conter as expectativas. Aparecida Domingas Valentim revela que a ansiedade e o tempo de duração da avaliação foram fatores decisivos para que ela não acertasse o número suficiente de questões para ser aprovada. Mas isso não a desanima. “Em dezembro eu vou prestar de novo. Agora que eu sei como é, vai ser mais fácil”, diz. Para Domingas, como é conhecida entre os colegas, o resultado negativo não serviu de desestímulo, pelo contrário. “Eu não desisti, não, eu vou é estudar mais para a próxima vez”, afirma.

 

É comum que as pessoas fiquem chateadas quando não vão bem em uma prova. “Independente disso, a avaliação deve servir para que o aluno identifique quais são as suas dificuldades e tire as dúvidas com os orientadores”, aconselha a psicóloga Carolina Azevedo. Pensando assim, Domingas chegou à conclusão de que o seu ponto fraco foi a matemática. Ela diz que se dedicará mais à matéria nas aulas de reforço ministradas ao longo do semestre.

 

Segundo a Coordenadora Inês, haverá uma retomada das disciplinas para os alunos que farão o teste novamente em dezembro. Concomitante a isso, é possível ir cursando o segundo módulo do Telecurso TEC. Enquanto a data não chega, Maria das Neves de Cavalcante, uma das alunas aprovadas, dá uma dica a quem for prestar o próximo Exame: “Fazendo uma revisão semanal, o conteúdo não acumula e quando chega a hora da prova você não se desespera com o tanto de coisas que tem para rever.

 

Estudar regularmente, como orienta Maria, é uma boa forma de se manter em dia com as matérias. Também é importante encarar as coisas como Domingas, que identificou as suas dificuldades e viu o resultado do Exame como um motivo para se dedicar mais aos estudos. Se espelhando nas experiências das alunas, fica mais fácil encarar os estudos e superar os obstáculos.

 



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05/08/2009
Adoçando a renda familiar com chocolate http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=100 Turu de Andrade
Aos 17 anos, aluno do Telecurso TEC põe em prática lições aprendidas em sala

Cerca de dois anos atrás, a família do estudante Douglas Henrique Fernandes de Souza se encontrava em uma amarga situação financeira. Nessa época, enquanto seu pai saia às ruas em busca de trabalho, a receita para sobreviver e driblar a crise veio de dentro da cozinha da própria casa. A mãe do rapaz começou a fazer trufas de chocolate, com o intuito de levantar dinheiro para pagar as despesas domésticas. A partir daí era responsabilidade de Douglas – aluno do TEC Sala da Escola Estadual D. Pedro I, em São Miguel Paulista - comercializar os quitutes.

Douglas vende doces, representando 50% da renda familiar.

Douglas vende doces, representando 50% da renda familiar.

Com faro de negociante, esse jovem de 17 anos analisou aquela que provavelmente seria sua principal concorrente: a cantina do colégio. “Procurei saber se lá também vendia trufas, mas só tinha chocolate em tablete”, diz. “Então, comecei a vender trufas na escola. Foi dando certo, e até hoje continuo.” A pesquisa de mercado não parou por aí. Em pouco tempo ele percebeu que ainda havia uma demanda não atendida, e que poderia negociar outro produto. Dessa maneira, o estudante acrescentou pão de mel ao seu cardápio de vendas. Hoje em dia o negócio e a família – que vive no Jardim Pantanal, Zona Leste de São Paulo - vão bem, obrigado. O pai de Douglas conseguiu emprego em uma loja de departamento, e seu filho vende em torno de meia centena de doces por dia – o que representa cerca de 50% da renda familiar.

 

Buscando fidelizar seus compradores, o rapaz faz promoções como estratégia para lucrar mais. Por exemplo, enquanto uma trufa é vendida por R$ 1,25, quem compra duas ou mais paga R$ 1 em cada unidade. “Faço de tudo para agradar e não perder o cliente”, revela. “A pessoa que é bem atendida fala para outras.” Outro caso que exemplifica seu espírito de negócio se deu no último Dia dos Namorados. Foi quando Douglas ofereceu um serviço diferenciado. O freguês que comprasse uma trufa levava de brinde um correio elegante, escrito em cartolina vermelha com formato de coração. Inclusive, cabia ao jovem empreendedor a entrega dos galanteios.

 

Outra dica para realizar boa negociação, segundo o estudante, é divulgar o trabalho. “Você tem que saber se vender para o mercado. Se vende alguma coisa, tem que falar disso. Daí a rede de contatos aumenta, e isso abre portas.” Ou seja, essa teia de relacionamentos - o chamado networking – possibilita que cada vez mais pessoas saibam de seu empreendimento. Afinal de contas, o “boca-a-boca” pode ser uma importante ferramenta de marketing para o negociante.

 

Atualmente Douglas, juntamente com alguns colegas de TEC Sala, elabora um plano de negócios. A inspiração para isso vem, além da própria experiência de vida, de um case de êxito: a Cacau Show. Nascida em 1988, essa empresa cresceu e hoje se destaca na fabricação de chocolates. Apesar do projeto dos estudantes ainda estar em fase inicial, eles já deram um nome ao empreendimento: Chocone. “Se você não sonhar, não almeja o futuro. E eu sonho, sim, que essa marca vai conquistar sucesso”, conta Douglas.

 

Dessa maneira, ele já vislumbra firmar uma parceria com seu amigo de Telecurso TEC Elivelton Rodrigues dos Passos, cuja família tem um estabelecimento em Itaim Paulista. Embora Elivelton venda chocolate em seu mercado, ainda não comercializa trufas. Mas parece que isso irá mudar em pouco tempo. Pois há uma articulação para que Douglas se torne seu fornecedor. “É de nosso interesse, e eu e ele já estamos discutindo. Só que aí ele precisa produzir mais e conseguir um preço de atacado para mim. Porque assim ele tem o lucro dele e nós, aqui do estabelecimento, o nosso”, explica Elivelton. Quando indagado sobre sua maior satisfação, Douglas diz: “É sair com a bolsa cheia [de doces] e voltar com ela vazia.” Adaptando um provérbio à realidade de Douglas, pode-se dizer que a necessidade estimula o talento; e o sabor, os clientes.



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29/07/2009
Conteúdo aliado à prática: sucesso garantido http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=99 Andréa Pineda
Aula do Telecurso TEC incentiva aluna a abrir sua própria pizzaria

Diferentemente das meninas de sua idade, Mariane de Almeida Kolchrailver, de 17 anos, praticamente não tem tempo para lazer, mas não se arrepende.

Mariane de Almeida Kolchrailver: pizzaiola e empreendedora
Mariane de Almeida Kolchrailver: pizzaiola e empreendedora

Aluna do terceiro ano do Ensino Médio da E.E. Herculano de Freitas, no Alto da Riviera, São Paulo, também é monitora na sala de informática da escola de segunda-feira à sexta-feira, e aos sábados pela manhã cursa o segundo módulo do Telecurso TEC. Mas, sua atividade preferida acontece todas as noites: é pizzaiola na pizzaria Delamari, que comprou em sociedade com sua mãe.

 

Tudo começou há três anos, quando Mariane começou a trabalhar como atendente em uma pizzaria. Duas semanas depois de iniciado o trabalho, o dono da pizzaria precisou de um novo pizzaiolo, e como Mariane tinha interesse em aprender, se ofereceu para a vaga. Desde esse dia, nunca mais parou de abrir e rechear massas de pizza.

Em agosto de 2008, quando já cursava o primeiro módulo, convenceu sua mãe a abrir uma pizzaria e ela seria a pizzaiola. Porém, a sociedade da mãe com uma conhecida não deu certo. Na avaliação de Mariane, o principal problema foi a má administração. Mesmo assim, seu lado empreendedor não desistiu da idéia.

 

Em abril deste ano, quando retomaram as aulas após as férias, Fabiane Sardinha, orientadora da TEC Sala, levou um texto para os alunos debaterem. O texto contava a história de pessoas presas na masmorra de um castelo, que tinham a opção de escolher uma entre duas portas, sabendo que uma delas levaria à morte. Temendo o que teria atrás da porta desconhecida, a maior parte do grupo optava pela porta da morte. Exceto um deles, que arriscou e escolheu a porta desconhecida. Para surpresa de todos, atrás dela encontravam a liberdade.

 

O texto convidava os alunos a refletirem sobre a postura empreendedora diante dos desafios. Essa era a mensagem que Mariane precisava ouvir para motivar sua mãe a confiar nela e abrirem uma nova pizzaria. “Quando contei a historia para minha mãe, ela logo comprou a idéia”, lembra. Juntas pesquisaram o preço e as condições de uma pizzaria que estava à venda no bairro - justamente por falta de pizzaiolo - e decidiram comprar.

 

Segundo Mariane, os conhecimentos adquiridos no Telecurso TEC têm contribuído muito na administração da pizzaria: no controle do caixa, atendimento aos clientes, negociação com fornecedores, e divulgação. Com a leitura dos textos sobre marketing Mariane aprendeu a importância de uma boa divulgação. “Fiz folhetos e distribui pelo bairro. Agora estou pensando em fazer imãs de geladeira, assim as pessoas não perdem nosso telefone”, lembra ela.

 

Na aula de pesquisa de mercado ela aprendeu que um bom negócio precisa ter diferenciais em relação aos seus concorrentes. Por isso, a pizzaria Delamari é a única do bairro que abre às segundas-feiras e tem a borda das pizzas recheada. O salão com cinco mesas também é um atrativo que apenas mais uma pizzaria do bairro possui. Por sugestão dos colegas de classe, agora Mariane estuda a viabilidade de colocar um karaokê no salão. “Os jovens do bairro têm poucas opções de lazer, por isso um Karaokê poderia ser um atrativo da pizzaria”, observa Fabiane.

 

Fabiane, a professora que motivou Mariane com o texto sobre as portas, é uma grande incentivadora de seus alunos se orgulha dos avanços deles: “Alguns já trabalham e outros fazem cursos extras também”. Sempre traz textos e materiais complementares, e são de Mariane a maioria dos exemplos discutidos em aulas. “A Mariane é uma aluna muito inteligente. A gente torce para que tudo dê certo, porque ela é merecedora mesmo”, reconhece a orientadora.

 

Além de uma vitória pessoal, a experiência de Mariane também é um exemplo para os colegas e organizadores do Telecurso. Para Eliana Barion, coordenadora pedagógica desta TEC Sala, “é muito válido para os alunos que estão acompanhando, que estão vendo acontecer. O orientador falar é uma coisa, mas quando eles vêem de perto, é totalmente diferente”, avalia. Ana Maria de Almeida, mãe de Mariane, também compartilha dos conhecimentos do curso: "Até chorei no dia que ela começou a me mostrar no livro que tinha aprendido como montar uma empresa. Fiquei emocionada de ver a dedicação dela e o jeito que me ensinou".

 

Mariane se inscreveu no Telecurso TEC por interesse em conseguir um emprego melhor. Agora, irá concluí-lo como uma das comerciantes do bairro.



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22/07/2009
Telecurso TEC será implementado na rede pública de ensino de Minas Gerais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=98 Monique Melo
Chega em Minas Gerais o Telecurso TEC integrado ao PEP

O Telecurso TEC chega em Minas Gerais integrado ao Programa de Educação Profissional para a Educação de Jovens e Adultos (PEP EJA), oferecido pelo Governo do Estado de Minas Gerais. O PEP EJA será integrado ao Ensino Médio e terá a duração de dois anos e meio. O objetivo é a formação profissional em nível médio de jovens e adultos. O currículo das aulas será integrado e a certificação, única.

Mais de 400 educadores participaram da apresentação do Telecurso TEC em Minas Gerais
Mais de 400 educadores participaram da apresentação do Telecurso TEC em Minas Gerais
A primeira reunião técnica do PEP EJA aconteceu no dia 14 de julho, em Belo Horizonte. Na ocasião, os 484 diretores das escolas envolvidas, além de diretores e técnicos das superintendências regionais de ensino e da Secretaria de Estado de Educação receberam as orientações sobre o funcionamento do programa.
Durante o evento, a secretária de Estado de Educação Vanessa Guimarães Pinto pontuou alguns dos desafios que envolvem os estudantes do Ensino Médio. “O PEP EJA pode ser a ante-sala de um desafio maior”, disse, referindo-se aos alunos que continuarão os estudos no ensino superior.
A secretária de Educação destacou, ainda, que o programa pode ser também uma última oportunidade para aqueles que já trabalham e contribuem para o sustento familiar, ou chefiam as suas famílias, e necessitam de profissionalização. Para Vanessa Guimarães, esses jovens pedem uma resposta. “É nosso dever fazer o máximo para muitos e por essa razão também abrir perspectiva para a educação profissional que atenda o EJA”, disse.
Utilizando a metodologia do Telecurso TEC, o PEP EJA irá contemplar 24.120 alunos de 479 escolas estaduais de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O treinamento de professores será iniciado na primeira semana de agosto e as aulas terão início no dia 24 do mesmo mês. O objetivo é ampliar a porta de entrada no mercado de trabalho para os jovens que concluírem a formação. O PEP EJA abrange 275 municípios mineiros e, com sua implantação, o Governo de Minas Gerais manterá mais de 100 mil alunos em cursos de educação profissional.
O Telecurso TEC é um programa da Fundação Roberto Marinho, voltado para a formação técnica em Gestão Empresarial nas seguintes áreas: Gestão de Pequenas Empresas, Administração e Secretariado / Assessoria. Os conteúdos foram desenvolvidos em parceria com o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, referência no país em educação profissional.


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16/07/2009
Alunos aplicam aulas do Telecurso TEC em pequenas empresas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=97 Fábio Reynol
Estudantes de escola Hugo de Aguiar, em Guarulhos, perceberam na prática o valor da formação profissional na hora de gerir uma empresa

Uma coisa é aprender teorias e decorar fórmulas, outra bem diferente é aplicar o que aprendeu em algo prático e importante para a vida. Esta última experiência esteve presente entre os alunos do Telecurso TEC que estudam na Escola Estadual Hugo de Aguiar, no bairro Vila Isabel em Guarulhos (SP). A TEC Sala coordenada pela orientadora Elisabete Cardoso Alves teve vários de seus alunos envolvidos na administração de empresas após ser estimulados a pôr a mão na massa e aplicar o que aprenderam.

 

Logo no começo do módulo 1 do programa, os estudantes de administração de pequenas empresas foram convidados a sair pelo próprio bairro e conhecer a região. A atividade abriu os olhos de muitos deles para as necessidades que as pessoas de suas comunidades tinham. Isso estimulou a criação de novos negócios empreendidos pelos estudantes. Foi o caso de Ana Caroline Costa Petri que enxergou uma oportunidade numa brincadeira muito praticada entre as crianças do bairro, soltar pipas. Foi um passo para ela ter uma idéia empreendedora: fazer pipas para vender. A empresa começou a produzir as primeiras unidades e foi se aprimorando à medida que o curso avançava.

 A orientadora Elisabete Alves estimula seus alunos a administrarem.
A orientadora Elisabete Alves estimula seus alunos a administrarem.

“A empresa foi se organizando e, após o capítulo sobre pesquisa de mercado, eles foram às ruas perguntar às crianças o que elas queriam”, conta a orientadora Elisabete Alves. Surgiram pipas de novos tamanhos e cores, baseadas na demanda dos jovens consumidores.


Como uma empresa socialmente responsável, a fábrica de pipas não ficou somente na produção e nas vendas. “Eles promoveram uma campanha entre as crianças para não utilizar o cerol”, orgulha-se a orientadora ao se referir à pasta de cola e vidro que muitas crianças passam na linha e é um risco à segurança, especialmente dos motoqueiros e ciclistas. Além de conscientizar os soltadores sobre os problemas do cerol, a empresa de Ana Caroline ainda promoveu outras orientações de segurança, como a escolha de locais adequados para a brincadeira, campo abertos longes de rodovias e de redes elétricas. O sucesso da empresa foi sentido em pouco tempo, quando suas pipas começaram a ser vendidas em papelarias do bairro.

 

As aulas também ajudaram empreendimentos familiares que já existiam, mas que precisavam de uma ajudinha de conhecimentos técnicos para crescer. Foi o caso da fábrica de gravatas da família do estudante Felipe Groscopp Ferreira. Por já estar atuando no negócio familiar, Felipe já tinha conhecimentos práticos de administração e compreendeu rápido o conteúdo do programa do curso. Como resultado, a gestão pequena confecção foi sendo aprimorada. O planejamento estratégico e a organização dos custos foram detalhados e colocados em planilhas. A fabricação foi reorganizada e uma consulta aos clientes garantiu a produção de gravatas mais voltadas aos desejos dos clientes. Resultado: aumento de produtividade e de vendas.

 

História semelhante teve a estudante Kelly Dani de Oliveira, da mesma TEC Sala de Felipe e Ana Carolina. No início do curso de administração do Telecurso TEC, ela tornou-se sócia com o pai de uma estamparia. Ele já tinha conhecimento técnico da produção, mas ela teria que participar com o que estava aprendendo sobre administração. O curso foi muito útil, “no começo, eu tinha dúvidas sobre contabilidade, notas fiscais, impostos”, relembra Kelly. A teoria aprendida nos encontros semanais na TEC Sala, aliada à prática nos negócios trouxe ainda outros resultados à vida da estudante, que diz ter descoberto a sua vocação, “quero continuar a estudar administração na faculdade”, empolga-se ela mostrando a motivação de quem uniu teoria e prática.

 



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06/07/2009
Alunos do Telecurso TEC contam suas experiências http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=96 Fábio Reynol
Depoimentos de estudantes serão compartilhados na rede de aprendizagem do programa

Há pouco mais de um ano a estudante Fernanda Alves Kobayashi, aluna do ensino médio da Escola Estadual Sidronia Nunes Pires, em Cotia (SP), era tímida e enfrentava dificuldades para trabalhar em equipe. Hoje, Fernanda se considera outra pessoa, “apresento trabalhos falando em público e reconheço a importância de interagir com o grupo. Minha visão de mundo também mudou muito”, atesta. A transformação da estudante deu-se ao longo dos encontros semanais do Telecurso TEC.

 

Experiências como a de Fernanda podem ser referências para outros alunos do curso e por isso serão transformadas em conteúdo para o Programa de Formação Continuada (PFC) dos orientadores de aprendizagem.

 

O bate-papo que se transformou num vídeo
O bate-papo que se transformou num vídeo.

Utilizando a estrutura da Rede do Saber, um portal digital da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, voltado à formação de professores, seis alunos reuniram-se para um bate-papo informal. A conversa transformou-se em um vídeo, que tem como o objetivo ser uma ferramenta de interação e estímulo para Orientadores e alunos compartilharem as experiências de vida e profissional desenvolvidas ao longo do programa.

 

O vídeo é uma ferramenta didática, como frisa a coordenadora pedagógica Andréa Primerano. “As perguntas que elaboramos para os alunos procuram descobrir as transformações que estão se dando na vida desses estudantes, como o seu desempenho escolar e suas posturas em provas e avaliações após iniciarem o curso, por exemplo”, explica Andréa.

 

“Melhorei na escola, os meus conhecimentos aumentaram muito e hoje encaro os estudos de maneira mais profissional”, comemora Diego Amaral Martins Piau, aluno da Escola Estadual Miss Browne, em São Paulo. Diego tem obtido desempenhos excelentes tanto nas matérias do ensino regular como no Telecurso TEC. “Agora, a escola para mim tem muito mais valor”, atesta o estudante. Responsabilidade e capacidade de trabalhar em grupo foram os principais frutos colhidos por Erica de Jesus Debroi, aluna da escola Anecondes Alves Ferreira, em Diadema (SP). “Agora eu tenho hora certa para cada coisa, para estudar, ver televisão, etc. e aprendi a respeitar e escutar a opinião dos colegas, que antes, eu nem gostava de ouvir”, confessa.

 

Já Juliana Rubim, colega de Diego na escola Miss Browne, teve sua visão de mundo ampliada. “Hoje vejo tudo de uma maneira diferente: fiquei mais crítica e meu mundo se ampliou muito. Observo coisas que eu não via antes,” espanta-se. Juliana hoje se diz mais pró-ativa, “nos trabalhos escolares eu estou pesquisando muito mais por conta própria”, diz e, como a colega Erica, ela conta com uma agenda que organiza suas tarefas e até o seu lazer.

 

O Telecurso TEC deve promover ainda mais efeitos no futuro de cada um dos alunos. Erica pretende ser uma empreendedora, quer abrir um pet shop e fazer um curso superior de farmácia. Diego está se decidindo entre uma faculdade de administração ou um curso ligado à tecnologia da informação e Fernanda Kobayashi sonha em cursar design ou educação física na universidade. Juliana Rubim quer fazer um teste vocacional para ajudar em sua escolha entre administração e artes cênicas, mas mantém a certeza de uma coisa, “o que eu aprendi durante o Telecurso TEC vou usar para o resto da vida!”, aposta a estudante.



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29/06/2009
Prêmios podem ser vitrines para o seu talento http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=95 Fábio Reynol
Fique por dentro das premiações voltadas para a sua área de atuação, pois a sua participação pode render visibilidade, novos conhecimentos e até contatos.


Aquela idéia que você teve transformou-se numa empresa e o seu negócio vai de vento em popa? Por que não contar essa história de sucesso para todo mundo, increvendo-se num concurso? Mesmo que você ainda não tenha tirado o seu projeto do papel, ele pode ganhar corpo e até prêmios em competições acadêmicas ou empresariais.

Este ano, os alunos na modalidade semipresencial do Telecurso TEC, poderão participar de concursos como  Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (FETEPS) e o Prêmio Técnico Empreendedor do MEC.

A FETEPS é dividida em três espaços, o primeiro é a mostra de projetos os quais são julgados por professores do Centro Paula Souza. O segundo espaço é destinado a ações sociais que se destacam. “Temos, por exemplo, uma unidade que recolhe pilhas para reciclagem, outra que mantém um banco de alimentos e outra que incentiva o artesanato regional de sua comunidade”, exemplifica Márcia Fumanti, do Centro Paula Souza. O terceiro espaço é aberto a empresas parceiras ou que exerçam atividades ligadas aos projetos e disciplinas do Centro Paula Souza. Por tudo isso, a FETEPS é uma oportunidade para conhecer novos projetos, ampliar horizontes e reforçar o seu networking.

Outro evento importante para os jovens que se iniciam no empreendedorismo é o Prêmio Técnico Empreendedor. Iniciado em 2002 pelo Ministério da Educação, hoje o prêmio conta com parceiros de peso como o Ministério da Agricultura, o Banco do Brasil e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O evento é dividido entre as categorias técnico (nível médio) e tecnólogo (nível superior). As inscrições podem ser feitas até o dia 7 de julho em qualquer unidade do Sebrae e o concurso se inicia na etapa regional a qual seleciona os trabalhos para a nacional. Ambas as etapas envolvem prêmios em dinheiro para os alunos e para o professor orientador do projeto.

Os trabalhos são inscritos em três categorias: tema livre, cooperativismo e inclusão social. Na etapa nacional concorrem três trabalhos em cada categoria.

Denise Marques, coordenadora nacional do Programa Técnico Empreendedor
Denise Marques, coordenadora nacional do Programa Técnico Empreendedor

 “É o espaço para o jovem mostrar o seu talento empreendedor e ver como isso pode contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma Denise Marques, coordenadora nacional do Programa Técnico Empreendedor do Sebrae. No ano passado, o Prêmio reuniu 300 trabalhos, o dobro do número de participantes de 2007, este ano os organizadores esperam triplicar o número de inscritos.

Participar desses eventos é muito mais do que apresentar propostas e soluções. É mostrar a sua cara ao mercado. Além disso, novas idéias, bons negócios e pessoas que serão importantes para a sua carreira estão reunidos nesses concursos. Por isso, participe increvendo-se e, mesmo se você não for classificado, vale a pena fazer uma visitinha.


 



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15/06/2009
O bar que virou mercado http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=94 Fábio Reynol
Aluno do Telecurso TEC faz o negócio da família crescer ao aplicar aquilo que aprendeu

Assim que começou o curso no Telecurso TEC, o estudante Elivelton Rodrigues dos Passos recebeu uma missão de seu padrasto, ajudá-lo a administrar o bar que acabara de abrir em Itaim Paulista, onde moram. Não demorou muito para o garoto começar a aplicar no negócio da família o que havia aprendido durante o curso.

Elivelton Rodrigues dos Passos, aluno do Telecurso TEC
Elivelton Rodrigues dos Passos, aluno do Telecurso TEC

Após ler o capítulo Pesquisa de Mercado do livro do Módulo 1, Elivelton começou a olhar melhor o seu bairro, conhecer as necessidades da vizinhança e viu que muita coisa poderia ser aprimorada. Sua análise de demanda foi categórica, “percebi que havia muitos bares no bairro, mas os moradores tinham que andar muito para chegar até um mercado”, conta o estudante. Foi então que propôs ao padrasto ampliar o negócio e oferecer produtos de limpeza e gêneros alimentícios no estabelecimento.

Para a surpresa da família, a mudança fez o faturamento aumentar muito mais do que o esperado a ponto de o mercado tomar cada vez mais espaço e ultrapassar o bar em lucratividade. “Coloquei minha visão ao meu padrasto e ele concordou em aumentar a área do mercado”, lembra Elivelton. O empreendimento acabou virando um case para a TEC Sala da Escola Estadual D. Pedro I, em São Miguel Paulista, onde Elivelton estuda. “A classe adotou o caso e os colegas começaram a participar analisando e assessorando a administração da empresa”, conta a orientadora Adriana Ruescas que lembra como foi importante a aplicação do controle financeiro no empreendimento. Às vezes, a família achava que tinha lucrado muito porque havia vendido quase todos os produtos. “No entanto, na hora de calcular todos os custos, como o tempo de trabalho de cada um, eles perceberam que o lucro não tinha sido tão grande”, exemplifica a orientadora.

O custo do tempo trabalhado de cada familiar também pesou no processo de transformação do bar em mercearia e veio de outra lição do Telecurso TEC. O tempo dedicado para cada cliente em um bar é muito maior do que aquele destinado a clientes de um mercado. E a aplicação prática das lições não parou mais. Nas aulas de planejamento estratégico, Elivelton precisou analisar como estava a empresa diante do ambiente externo. Para isso, ele aplicou a análise FOFA através da qual identificou as forças, as oportunidades, as fraquezas e as ameaças à organização. Foi quando o estudante percebeu uma fraqueza em seu empreendimento, uma mesa de sinuca. “A mesa deixava o estabelecimento cheio e atrapalhava o mercado”, afirma Elivelton. Além disso, a mesa de sinuca arranhava uma imagem que os administradores estavam tentando construir: a de um ambiente familiar. “Crianças não entravam, porque os pais mandavam comprar em outro lugar”, lembra o estudante empreendedor. Com a retirada da mesa, as coisas mudaram e os freqüentadores, também, aumentando os lucros.

Hoje, com as aulas do Módulo 2, Elivelton continua aprimorando a administração e está registrando os desafios da empresa em um plano de negócios. Seus fornecedores, por exemplo, são avaliados e recebem notas conforme a qualidade do serviço, preços e prazos de entrega. Assim, ele já seleciona os melhores e descarta os que causam dores de cabeça. O jovem empresário analisa agora a possibilidade de contratar um novo fornecedor muito especial. Colega da mesma TEC Sala, o estudante Douglas Henrique Fernandes de Souza, ajuda a sua mãe a fabricar chocolates caseiros. No momento, a empresa familiar de Douglas precisa de um ponto de venda, o que pode transformar os estudantes empreendedores em parceiros nos negócios.



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08/06/2009
A idéia que se transformou numa empresa http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=93 Fábio Reynol
Aos 17 anos, Marcos teve uma idéia que não saiu mais da cabeça e, com apoio de investidores, transformou-se num empresário aos 19 anos de idade.

Ele tinha pouquíssimo tempo livre quando começou a faculdade.

Marcos Aurélio Ribeiro Passos Filho , 17 anos
Marcos Aurélio Ribeiro Passos Filho , 17 anos

Aos 17 anos, Marcos Aurélio Ribeiro Passos Filho iniciou o curso de Ciência da Computação, numa universidade no interior do estado do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo começou um estágio de meio período. O pouco tempo que lhe restava tinha que ser usado para estudar. Não sobrava espaço para um de seus passatempos favoritos, a leitura. Por isso, durante uma viagem de fim de semana, o estudante havia prometido a si mesmo que terminaria de ler um livro que gostava muito mas, quando chegou ao destino, Marcos percebeu que havia se esquecido de levar o livro. A frustração acabou lhe dando uma idéia, “se o livro estivesse disponível na internet, eu poderia baixá-lo em qualquer lugar e terminar de lê-lo”, recorda Marcos o momento de seu insight.

A idéia de disponibilizar livros na rede jamais o deixou. “Fiquei com aquilo na cabeça”, afirma Marcos que desde muito jovem já se enveredava pelo mundo virtual. Aos 13 anos, ele costumava se divertir construindo sites através uma engenharia reversa própria: ao visitar uma página na internet, ele tentava descobrir como ela tinha sido feita e procurava aperfeiçoar recursos que ela não tinha. “Naquele tempo, eu nem sabia que isso [o desenvolvimento de sites] era uma especialidade profissional”, confessa Marcos que só descobriu a importância desse ramo quando ingressou na faculdade.

Um ano depois daquela viagem, ele decidiu colocar sua editora virtual na internet. Em abril de 2008, publicou a home page Bookess, um espaço para novos autores disponibilizarem gratuitamente seus livros. O projeto visava um nicho de mercado pouco trabalhado. “Para publicar hoje, um novo autor tem que bancar boa parte da edição e não adianta nada ele ter 15 livros na estante sem ter leitores”, expõe Marcos. A proposta da Bookess é gerar leitores on-line que podem ler novos talentos gratuitamente na rede e só pagam se quiserem ter um exemplar impresso do livro.

Porém, o que deu profissionalismo e porte ao serviço, foi a vontade de Marcos de atrair investidores interessados em seu negócio. Para isso, o estudante elaborou um projeto de negócios e o enviou para empresas de investimento. Entre as que se interessaram pela idéia, estava a Floripa Angels, um dos grupos pioneiros no Brasil de investidores anjo (veja matéria). “O profissionalismo do grupo e a qualidade de vida de Florianópolis pesaram na escolha dos parceiros”, afirma Marcos. Com os investimentos da Floripa Angels, a Bookess ganhou seis empregados fixos, um conselho administrativo e, é claro, transformou-se numa empresa que abriga atualmente cerca de 3 mil escritores e recebe diariamente por volta de 500 leitores.

site da Bookess
Site da Bookess

Na Bookess, o autor só paga se quiser ter sua obra impressa e registrada. Nesse caso, é ele quem escolhe o preço de capa. Através de uma gráfica digital, a Bookess manda imprimir o livro. O autor fica com 80% do lucro e a Bookess, com os 20% restantes. O valor cobrado pelo serviço de registro já inclui a impressão de uma cópia da obra para o autor. A empresa ainda aproveita os recursos da web para criar novos modos de publicação, como por exemplo, a criação coletiva de um livro. Um grupo de amigos ou de especialistas espalhados por cidades diferentes podem criar uma única obra que vai sendo disponibilizada à medida em que for sendo escrita. Os livros individuais também podem ser postados em capítulos, como um folhetim, conforme o autor for escrevendo.

Marcelo Cazado, da Floripa Angels, explica o potencial vislumbrado na Bookess. “É uma idéia inovadora e com capacidade de internacionalização, pois os livros podem ser lidos e postados em qualquer lugar do mundo”, explica o investidor. Outro ponto que atraiu os olhares da Floripa Angels para a Bookess foi o compartilhamento de valores com o seu jovem empreendedor. Além de estar disposto a encarar sacrifícios pessoais, o empresário que recebe um investimento anjo deve estar pronto a partilhar o controle da empresa. Marcos faz agora parte de um conselho administrativo e não tem mais todas as rédeas do negócio. Em troca, através da injeção de investimentos a sua empresa ganhou tamanho cresceu em profissionalismo. Com isso, a empresa já chegou a um patamar que ele levaria anos para atingir se trabalhasse sozinho, mostrando que partilhar idéias pode ser um ótimo meio de fazê-las ganhar vida.



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01/06/2009
Estudantes aprovados no Exame do Telecurso TEC dão dicas para a realização de uma boa prova http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=92 Fábio Reynol
Além do estudo, é preciso manter a calma e prestar atenção para passar nos Exames

Calma e atenção.
É o que aconselha Orientadores de Aprendizagem do Telecurso TEC e os alunos aprovados no Exame presencial aos estudantes que ainda vão realizar a prova. Muitos dos que não passaram tinham um bom domínio da matéria, mas acabaram se deixando levar pelo nervosismo. “Vários alunos cometeram erros bobos porque ficaram tensos. Por isso, manter a calma ajuda muito”, ensina o orientador Lucas Perdigão Pereira, que coordena uma TEC Sala na Escola Estadual D. Pedro I, em São Miguel Paulista. Ele notou que muitos estudantes estranharam o Exame que foi uma experiência nova para a maioria. A duração maior que as provas do Ensino Médio e a aplicação feita por uma pessoa desconhecida deram um clima de “vestibular”. “Isso fez com que muitos se retraíssem”, observou o orientador.

Os alunos que passaram em dezembro valorizaram a calma, comprovando a observação de Pereira. “Muito do que caiu na prova é o que eu já tinha visto nos textos, mas foi preciso prestar atenção”, a estudante Bruna Carolina de Souza, aprovada no Exame. Para ela, que estuda na E.E. Anecondes Alves Ferreira, em Diadema, a prova envolveu interpretação de textos a toda hora, o que exigiu uma cabeça tranquila para resolver as questões. Como preparação, a estudante repassou os textos em casa e também manteve um grupo de estudo com os colegas, além de participar ativamente dos encontros semanais. Jessica Aline Santana Costa, aluna de uma TEC Sala na E.E. Leda Guimarães Natal, em Parelheiros, teve a mesma atitude durante as provas: “foi só prestar atenção e ficar calma”, diz a estudante revelando o segredo que a fez estar entre os aprovados. A estudante Vanessa Ferreira Macedo, da E.E. Eng. Pedro Viriato Parigot de Souza, em São Miguel Paulista, concorda que o principal desafio da prova foi a interpretação das questões.

Calma e atenção são a chave para fazer uma boa prova.
Calma e atenção são a chave para fazer uma boa prova.

“A prova foi bem elaborada, achei algumas questões mais complicadas, mas consegui dominar a tensão”, conta Vanessa que também teve um bom desempenho no Exame de dezembro. Para se preparar, ela estudou sozinha em casa e comparecia a cada encontro semanal em sua TEC Sala.

A orientadora de aprendizagem de Vanessa, Adriana Ruescas, está preparando seus alunos através de provas comentadas, tanto do módulo 1 como do módulo 2 do Telecurso TEC. Além disso, em sua TEC Sala os capítulos do módulo 2 são sempre relacionados aos do primeiro módulo, uma maneira que Adriana encontrou para reforçar o que já foi aprendido. O importante, segundo a orientadora, é que os alunos que não passaram na prova de dezembro não desanimem. “Agora, que eles já conhecem o Exame, eles vão ficar mais tranquilos”, prevê Adriana apostando que a motivação individual pode trazer ótimos resultados.

Já que calma e atenção são a chave para fazer uma boa prova, a orientadora de aprendizagem Ana Flávia Cavalcante, da E.E. Maria de Lourdes Vieira, em São Miguel Paulista, passa aos seus estudantes dicas práticas para ter um bom desempenho no Exame. O primeiro passo, segundo ela, é mudar a idéia de que prova é um “bicho papão”. “Para muitos a prova significa exclusão, quando a nossa proposta é justamente o contrário, a inclusão”, explica Ana Flávia. Em outras palavras, a prova é um meio de você mostrar o que aprendeu e não uma armadilha que quer apanhar você. Outras dicas da orientadora são: tenha uma boa noite de sono, alimente-se bem no dia da prova e respire pausada e profundamente pouco antes de começar. “Quando estamos nervosos ficamos ofegantes. Respirar devagar ajuda a acalmar e assim manter a concentração”, ensina Ana Flávia que reitera que alunos extremamente competentes acabaram não passando na última prova por não conseguirem focar nas questões. Portanto estude, respire fundo, concentre-se e vá confiante.



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25/05/2009
Os deveres que todo administrador tem, mas nem todos sabem http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=91 Fábio Reynol
Por ignorar o sistema tributário ou planejar mal seus negócios, muitos empreendedores podem perder seus bens pessoais e até ser presos

Nos últimos meses, muitas manchetes de jornais e revistas falaram de executivos de grandes empresas que foram parar atrás das grades acusados de crimes de evasão fiscal, ou seja, de não pagar devidamente os seus impostos. O que pouca gente leva em conta, inclusive alguns administradores, é que planejar mal o seu negócio pode ser tão perigoso quanto agir de má fé, pois também pode trazer vários problemas com a Justiça.

 

Quem responde primordialmente pela empresa perante o fisco é o administrador, seja ele sócio ou não do negócio. Por isso, o nome de quem vai administrar é especificado no contrato social da empresa, o documento que equivale à certidão de nascimento da pessoa jurídica. “O administrador é subsidiariamente responsável pela empresa que administra, ou seja, se a empresa não tiver como pagar suas obrigações, ele poderá pagá-las com o seu patrimônio pessoal”, alerta o advogado empresarial Eduardo Garcia de Lima, da De Lima, Emmanoel, Blanes e Advogados Associados. Por isso, na hora de abrir uma empresa é preciso ter na ponta do lápis uma estimativa de todos os custos, incluindo os tributos. Nesse início é recomendável consultar um bom contador e um bom advogado para auxiliar na abertura. “É muito comum administradores que só percebem o tamanho de sua responsabilidade na hora em que a empresa quebra”, conta o advogado.

 

 

Hoje a Receita tem ferramentas muito eficientes para detectar irregularidades.

Uma falha grave do administrador de primeira viagem é tentar sonegar impostos. Muitos que estão acostumados a forjar informações no seu imposto de renda de pessoa física e tentam fazer o mesmo na declaração de pessoa jurídica. Ambas as práticas são criminosas, alerta Lima. No caso das empresas, porém, a malha fina é muito mais rigorosa. “Hoje a Receita tem ferramentas muito eficientes para detectar irregularidades como o cruzamento de bancos de dados, e até o nível de especialização da fiscalização das empresas é muito maior comparado à aplicada no imposto de pessoa física”, afirma o advogado que chama a atenção para o preço para quem é pego, a multa mínima é de 75% do valor sonegado e pode chegar até 150%, isso sem contar os juros e do drama de ter de responder criminalmente pela sonegação.

 

Só que os problemas tributários não são excluvidade dos administradores que agem por má fé. Muitos até por desconhecimento se metem em arapucas judiciais desnecessárias. Entre os casos mais comuns estão os de empresas que param de funcionar, mas não encerram seus registros, é a chamada dissolução irregular. “Abrir uma empresa é fácil. Fechar é difícil, burocrático e até mais oneroso”, diz o advogado tributarista Maurício Salim da Gouvea Vieira Advogados. Quando uma empresa quebra, a última coisa que sobra é dinheiro, por isso alguns administradores preferem encerrar suas atividades sem dar baixa nas inscrições municipal, estadual e no CNPJ. Virar as costas, porém, não elimina o problema, pelo contrário, “para todos os efeitos, aquela empresa é considerada aberta e por isso sujeita a todos os impostos e encargos legais”, afirma Salim. Portanto, vale a pena enfrentar a burocracia e dar andamento na papelada de fechamento.

 

Bom mesmo é fazer um planejamento tributário antes de começar a empresa. O enquadramento como micro empresa, por exemplo, dá direito ao imposto simples que é vantajoso para a maioria dos pequenos negócios, mas cada caso deve ser estudado individualmente. Após aberta a firma é preciso saber administrar minimizando os impostos. Esse plano, chamado de elisão fiscal, é bem diferente da evasão fiscal e ajuda não somente a sobrevivência da empresa como também pode gerar muita economia. A elisão consiste em reduzir impostos de maneira legal como começar a fabricar produtos enquadrados em uma faixa tributária menor, por exemplo. Outra atitude que pode dar grandes retornos é manter a precisão na apuração da carga tributária, segundo o tributarista. “Muitas empresas perdem dinheiro pela simples falta de organização de seu planejamento tributário”, atesta.

 

Para que isso não ocorra, a palavra de ordem é planejar. Para Salim, o bom administrador não precisa decorar a legislação tributária. No entanto, ele recomenda uma lista mínima de informações que o bom administrador deve ter:

 

a) conhecer todos os impostos que incidem sobre a sua atividade,

b) conhecer os fatos geradores de tributos e as suas respectivas alíquotas,

c) ter em mente o quanto, porcentualmente, a empresa vai pagar em impostos no fim do mês

d) saber quais são as declarações que a empresa vai ter que apresentar e seus respectivos prazos.

 

O administrador não vai fazer o papel do contador, essas informações são para acompanhar de perto o desempenho da empresa e ter um planejamento fiscal sempre apurado. Por fim, o advogado Eduardo Garcia de Lima lembra que qualquer atividade econômica está sujeita à tributação, “é por conta do tributo que o Estado cumpre a sua missão”, ensina. Por isso, pagar devidamente seus impostos é um gesto de cidadania que ajuda o país, mas é preciso planejar para que todos saiam ganhando.



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18/05/2009