Telecurso TEC - Últimas Notícias http://www.telecursotec.org.br/ http://www.telecursotec.org.br/img/logo_frm.gif Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/ pt-br Você sabe estudar a distância? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=127 Por Agência Palavra-Chave
Veja dicas e comentários de um especialista na modalidade para melhorar seu desempenho. Disciplina, participação e repouso na hora certa são ingredientes fundamentais

“Um bom aluno de um curso a distância de qualidade leva vantagem sobre um bom aluno de um curso presencial”. A afirmação é do professor Roberto De Fino Bentes (foto), membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e coordenador de Tecnologia e Mídias Educacionais do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

O motivo é, segundo ele, que o primeiro tipo de estudante precisa desenvolver habilidades extras, como proatividade, disciplina e criatividade para construir o conhecimento a partir de mídias alternativas e interagir virtualmente com tutores e colegas.

Alcançar o sucesso na educação a distância (EAD) pode não ser fácil. Como ocorre também no Telecurso TEC, são muitos os que conciliam as aulas com o curso do Ensino Médio e um trabalho. Ou que só têm o fim de semana para encontros presenciais e dividem o computador com toda a família.

Mas vale a pena perseverar. “Afinal, o mercado vem reconhecendo mais o valor da capacitação a distância. E até quem nunca foi autodidata pode alcançar um bom desempenho. Basta que seja bem orientado e conte com um material didático que o envolva”, acredita Bentes.

 

Mudando a rotina

Arthur Santos, aluno de Gestão de Pequenas Empresas do Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) de Joaíma, em Minas Gerais, está fazendo a sua parte. Deixou os treinos de voleibol de lado por um tempo e passou a acordar três horas mais cedo por causa do Telecurso TEC.

“Nunca estudei em sistema semipresencial antes. Mas estou com pique, pois entrei no curso ao concluir o Ensino Médio. Todos os dias, de 7h às 11h, estudo sozinho no meu quarto e só paro para lanchar ou ir ao banheiro”, conta Arthur. Longe da TV, mas ouvindo músicas relaxantes, ele diz que não falta concentração.

“Meu problema é quando falto à aula por causa do emprego. Tenho que correr atrás do conteúdo e acabo atrasando a entrega das atividades individuais”, confessa.

Se preparar para manter os estudos em dia é sempre um desafio para os alunos de EAD. Mas será que existe uma fórmula ideal para aprender no modelo a distância?

 

Confira, abaixo, algumas dicas e comentários do especialista da Abed:

 

Caia na rotina sem medo – “Organização e método aumentam a produtividade. Por menor que seja o tempo disponível, o aluno sabe que, naquele momento, estará concentrado e no melhor local possível para absorver o conhecimento a que se propôs”, observa Bentes.

Realize seus exercícios com antecedência – “Você terá tempo de refazê-lo, se quiser, e estará com o conteúdo da aula ainda fresco. Isso melhora o nível das respostas.”

Use e abuse do Orientador de Aprendizagem – Entender é a chave para aprender e aplicar o que foi aprendido. Não tenha receio de incomodar ao pedir esclarecimentos extras.

Compartilhe suas dúvidas – “Envie perguntas pelo ambiente virtual, não troque e-mails particulares com o professor. Assim, todos aprendem e a instituição gestora consegue acompanhar o tempo de resposta e a qualidade do retorno dado pelo tutor.” 

Estude uma matéria de cada vez – Se for preciso rever conteúdos de matérias diferentes no mesmo dia, comece pelos assuntos que requerem atenção especial, pois você ainda estará com a "cabeça fria". Refaça este cronograma semanalmente.

Não existe memória fraca – Treine-a, parando periodicamente a leitura e revendo mentalmente os pontos principais do que acaba de ser lido. Ao final, olhe novamente o texto “em diagonal” para uma rápida revisão. Tome notas (curtas) após cada capítulo e crie elos de ligação com seu cotidiano.

Saiba a hora de relaxar – Pare de 20 a 30 minutos se estiver cansado, não aborrecido. Tarefas tediosas costumam se tornar mais tediosas ainda depois de um intervalo de descanso – “Ouça uma música ou folheie uma revista sem compromisso para distrair-se. E faça um alongamento físico, tão importante quanto as pausas mentais”.

Tenha o corpo são – Mantenha uma alimentação balanceada e não sacrifique noites de sono para correr atrás do tempo perdido. Doentes ou enfraquecidos não estamos predispostos ao estudo.

Escolha um local agradável para estudar – O ideal é que você não seja interrompido. Se não dispuser de um ambiente assim onde mora, por falta de espaço ou excesso de pessoas, procure uma biblioteca com equipamentos multimídia. 

Defina metas ousadas para seu aprendizado – “Se pensarmos que vamos atingir além do que foi pedido e porventura não conseguirmos, ficaremos na média, o que é algo bom.”

Chat educacional não é bate-papo – “Conheça bem o conteúdo para saber o que vai teclar e leve suas dúvidas. Aproveite a rica troca cultural com eventuais participantes de outras cidades. Pergunte onde cada um estuda e aprenda sobre outros mercados de trabalho.”

Mãos à obra e bons estudos!
 



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09/03/2010
Mais do que ensinar, é preciso avaliar http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=126 Por Agência Palavra-Chave
Alunos opinam sobre o Telecurso TEC em pesquisa para medir satisfação com o projeto

"O Telecurso TEC está sendo um ótimo período de aprendizagem, me trouxe muitas oportunidades de emprego”.

O depoimento é de um estudante da Escola Estadual Benedito Fagundes Marques, de Franco da Rocha (SP), um dos muitos coletados na Pesquisa de Satisfação de Alunos do Módulo III – 2009.

Os participantes colocaram no papel as impressões sobre o curso, infraestrutura da TEC Sala, material didático e o desempenho dos Orientadores de Aprendizagem (OA). A proposta do estudo encomendado pela Fundação Roberto Marinho era conhecer essas percepções para aperfeiçoar ainda mais o trabalho que, pelo constatado, agrada (e muito) aos estudantes.

Os Coordenadores de Aprendizagem (COA) aplicaram os questionários durante a Visita Técnica do Módulo III, entre os dias 14 de novembro e 05 de dezembro de 2009. Ao todo, 454 alunos de 37 turmas e 35 escolas da Grande São Paulo responderam.

A opinião geral sobre o Telecurso TEC foi das melhores. “Quando solicitada aos alunos uma avaliação global do projeto, considerando todos os aspectos da pesquisa, os resultados apontaram que 92% estão satisfeitos”, comenta Patricia Itala, consultora da ID Projetos Educacionais e responsável pelo levantamento.

Para 98% dos entrevistados, as atividades são de extrema relevância para a vida pessoal. É o que demonstra declaração de um estudante da Escola Estadual Reverendo Jacques Orlando Caminha d’Ávila, na capital paulista:

"O Telecurso é muito abrangente e informativo e trouxe qualificações necessárias para a melhoria pessoal, social e profissional.”

Material didático tem boa avaliação

"O curso oferece grande estrutura de aprendizagem”. Foi assim que outro aluno, da Escola Estadual Professora Neuza de Oliveira Prévide, em Osasco, avaliou o projeto. E, pelo que a pesquisa revelou, sua opinião parece ser compartilhada por boa parte dos entrevistados:

  • 85% afirmaram estar satisfeitos com a infraestrutura e a comodidade da TEC Sala;
  • 94% dos alunos classificaram o material didático como “excelente” e “bom”, conforme gráfico abaixo:

A aprovação ao desempenho dos OA foi quase total: 99% dos alunos entrevistados não pouparam elogios. E as principais qualidades destacadas nestes profissionais foram:

  • Disposição em esclarecer dúvidas;
  • Criação de espaço para perguntas;
  • Interesse pelas opiniões da turma;
  • Acompanhamento das atividades de perto.

Alunos dão sugestões

Apesar de o material didático ter chegado pontualmente para 42% dos alunos, 58% iniciaram o Módulo III sem esse subsídio. Outros 7% indicaram não o terem recebido até o momento da pesquisa.

A solução apresentada pela ID Projetos Educacionais foi a reorganização dos cronogramas de entrega pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEESP) e pela Fundação Roberto Marinho.
 
Entre os estudantes, 7% reclamaram da demora na divulgação de informações do projeto, como data e horário do exame e aprovação. A proposta da ID é estabelecer um plano de comunicação e um cronograma detalhados para melhorar esse fluxo entre todos os participantes.

Como o objetivo era coletar também as ideias dos entrevistados, a pesquisa continha uma questão discursiva. Neste espaço, os alunos deixaram a imaginação fluir e até propuseram atividades, como:

  • Visita a empresas e estabelecimentos comerciais (17%);
  • Aulas mais dinâmicas e práticas (11%);
  • Palestras de profissionais dos ramos estudados nas TEC Salas (8%).

Neste trecho do levantamento, os estudantes colocaram ainda suas expectativas para o projeto. Um deles, da Escola Estadual Professor Amadeu Olivério, em São Bernardo do Campo (SP), diz torcer pela continuação do Telecurso TEC.

“Foi de extrema importância em minha vida e acredito que será uma ótima oportunidade para outros”.

 


 



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22/02/2010
Telecurso TEC abre 30 mil vagas no interior paulista http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=125 Por Agência Palavra-Chave
Escolas de 21 Diretorias Regionais de ensino oferecerão qualificação em Assistente de Planejamento

A partir de março, o sonho de investir em formação técnica de nível médio e ingressar no mercado de trabalho ficará um pouco mais próximo dos jovens do interior de São Paulo. Escolas de 21 Diretorias Regionais de Ensino paulistas estão adotando a metodologia do Telecurso TEC e passarão a oferecer aulas presenciais do 1º Módulo a estudantes de 151 cidades.

Alunos do Telecurso TEC formados em Gestão de Pequenas Empresas, em 2009

O conteúdo, desenvolvido em 16 semanas, inclui noções de planejamento de recursos humanos, patrimônio e contabilidade e capacitará os alunos a atuarem como Assistentes de Planejamento.

Este é considerado o módulo básico do programa. Uma vez concluído, os participantes poderão dar continuidade aos estudos na modalidade aberta e obter certificação em três habilitações: Técnico em Administração Empresarial, Técnico em Gestão de Pequenas Empresas e Técnico em Secretariado e Assessoria.

Algumas das 30 mil vagas destinadas ao interior irão para o município de Taubaté, na mesorregião do Vale do Paraíba. Lá, 160 alunos da Escola Estadual Monteiro Lobato já estão inscritos para o curso, que acontecerá de segunda a sexta, à tarde e à noite.

“O colégio é bem central, recebe estudantes de todos os bairros da cidade e de municípios vizinhos. Será nossa primeira experiência com ensino técnico e acho que este diferencial poderá atrair ainda mais alunos para cá”, acredita a diretora da instituição, Nilza Bernardes Gil.

Ansiosa pelo treinamento dos professores que atuarão como Orientadores de Aprendizagem do projeto, ela aposta na empregabilidade proporcionada pela qualificação técnica.

“Taubaté tem muitas empresas e um comércio grande. Seja em departamentos financeiros, de pessoal ou de material, estes alunos já poderão ser aproveitados”, diz Nilza.

Localização estratégica

Em bairros carentes e com baixo acesso à cultura – como Bosque dos Lenheiros, em Piracicaba, onde funciona a Escola Estadual Dom Aniger de Maria Melillo – esta formação se faz ainda mais necessária.

“Nosso alunos só dispõem de cursos pagos e, mesmo assim, no centro da cidade. Eles têm baixa autoestima e poucos vão buscar esta formação em municípios vizinhos. Por outro lado, precisam trabalhar para ajudar suas famílias, mas não conseguem arranjar emprego facilmente”, avalia Daniela Guion, diretora da escola que, aos sábados, abrigará as aulas do Telecurso TEC.

Além de ajudarem o estudante a descobrir áreas de potencial interesse – antes do ingresso em uma faculdade, por exemplo –, os cursos técnicos, comprovadamente, têm sido portas de entrada para o mundo do trabalho.

Apenas no universo das instituições técnicas federais, 72% dos ex-alunos formados entre 2003 e 2007 estão empregados, 65% deles na área em que estudaram. De cada dez, seis têm salário na média de sua categoria, segundo pesquisa da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.

Em São Paulo, a chegada do Telecurso TEC é mais um incentivo para a expansão destes números. A concentração de jovens é imensa neste que é o estado mais populoso do Brasil, e tende a aumentar. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas (Ipea), até o final de 2010, o país terá cerca de 51 milhões de jovens (com idade entre 15 e 29 anos).

Quem não tem acesso às TEC Salas do projeto pode acompanhar o curso individualmente, pela TV e com o apoio de livros e outros recursos didáticos (ambiente virtual, materiais impressos e CD-ROM), e se inscrever para os exames presenciais em São Paulo e Goiás (saiba como).

Confira os municípios que passarão a fazer parte do Telecurso TEC neste semestre:


A: Agudos, Arealva, Avaí, Arthur Nogueira, Águas de São Pedro, Altinópolis, Arujá, Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Álvaro de Carvalho, Alvilândia, Americana, Américo Brasiliense, Anhumas, Araraquara
B: Balbinos, Bauru, Batatais, Brodósqui, Bertioga, Bady Bassit, Boa Esperança do Sul
C: Cabrália Paulista, Campinas, Cristais Paulista, Campo Limpo, Cordeirópolis, Cosmópolis, Charqueada, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Cubatão, Cedral, Caçapava, Caiabu, Corumbataí
D: Duartina, Descalvado, Dourado
E: Engenheiro Coelho, Epeúna, Echaporã, Expedito,
F: Fernão
G: Guarujá, Guapiaçu, Gália, Garça, Gavião Peixoto, Guararema
H: Hortolândia
I: Iacanga, Itirapuã, Itatiba, Itupeva, Iracemápolis, Ibirá, Icem, Ipiguá, Ibaté, Igaratá, Indiana, Itanhanhém, Itirapina
J: Jaguariúna, Jeriquara, Jarinu, Jundiaí, Jacareí, Jambeiro, Júlio Mesquita
L: Lençóis Paulista, Louveira, Limeira, Luís Antônio, Lagoinha, Lupércio
M: Marília, Martinópolis, Matão, Mirissolândia, Mongaguá, Monterio Lobato, Motuca
N: Natividade da Serra, Nova Europa, Nova Granada, Nova Odessa
O: Onda Verde, Orindiúva, Ocauçu, Oriente, Oscar Bressane
P: Pirajuí, Piratininga, Presidente Alves, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Paulista, Piracicaba, Palestina, Paraíbuna, Paulínia, Peruíbe, Pirapozinho, Pompéia, Potirendaba, Praia Grande, Presidente Prudente
R: Reginópolis, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, Rio Claro, Ribeirão Preto, Redenção da Serra, Regente Feijó, Ribeirão Bonito, Rincão
S: São José da Bela Vista, Santa Gertrudes, Saltinho, Santa Maria da Serra, São Pedro, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa do Viterbo, Santo Antonio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Santos, Santa Bárbara d'Oeste, Santa Branca, Santa Isabel, Santa Lúcia, Santo, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Luís do Paraitinga, São Vicente, Sorocaba, Sumaré
T: Taciba, Taubaté, Trabiju
U: Ubirajara, Uchô
V: Valinhos, Vinhedo, Várzea Paulista, Vera Cruz



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12/02/2010
Dedicação que vale ouro http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=124 Por Agência Palavra-Chave
Alunos e professores mostram experiências de sucesso no Vale do Jequitinhonha, lembrado pelos baixos indicadores socioeconômicos

Desde que a opulência econômica do período colonial ficou para trás, a população dos 75 municípios do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, convive com uma fama nada agradável. Foram-se o ouro e o diamante, veio o apelido de “Vale da Miséria”, tornando a paisagem da região ainda mais árida no imaginário nacional.

A baixa urbanização, o intenso fluxo migratório e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de 0,5% – comparável ao de nações pobres da África – são alguns dos fatores responsáveis por este cenário.


Mas o estigma incomoda gente como o educador Flaviere Ferreira (foto), que viveu 32 de seus 34 anos no município de Jequitinhonha.

“Temos um rio que nos banha o ano todo, um povo hospitaleiro, embora humilde, e um artesanato em barro e tecelagem reconhecidos internacionalmente. A cultura é nosso maior patrimônio. Temos fartura, neste sentido”, frisa Flaviere.

Ao ingressar no Programa de Educação Profissinal – EJA, como Orientador de Aprendizagem do Telecurso TEC (OA), o professor de Matemática abraçou um novo desafio profissional. E, na prática, vem auxiliando os jovens de sua cidade a explorar toda esta riqueza, aproveitando oportunidades no mercado de trabalho local. O momento, segundo ele, é favorável.

“A ausência de indústrias sempre afastou a juventude de Jequitinhonha. Apenas o comércio e os bananais a absorviam. Com o aumento dos cursos técnicos, há novas perspectivas de vida se abrindo e vemos profissionais liberais da Saúde, Educação e do Direito voltando da capital para cá”, observa.

De caixa a gerente

Para ensinar a lidar com o dia a dia dos negócios, Flaviere não abriu mão dos trabalhos de campo e pesquisas de mercado. Sua turma analisou propagandas e programação de TV, entre outros temas, e entrevistou comerciantes da cidade para saber se seguiam um planejamento.

“Alguns lojistas nunca tinha sido perguntados sobre missão ou público-alvo e ficaram muito entusiasmados. Por conta deste contato, ofereceram estágios aos alunos”, comemora o OA.

Na turma, Geraldo Góis é um dos que já está colhendo os frutos de tanto estudo. Empregado há quase dez anos como caixa de supermercado, ele sempre ajudou com as entregas, controle de estoque e até como gerente, quando sua chefe estava fora. Agora, está a um passo de ser formalmente promovido.

“Administrar bem é dar valor a detalhes que podem render uma grande economia no balanço final. Desperdiçar água na limpeza, deixar a luz do depósito acesa ou produtos mal guardados, com pacotes rasgados ou amassados, é prejuízo na certa”, exemplifica.

Após ingressar no projeto e aprender a mexer em planilhas, ele se sente mais preparado para a expansão do mercado, que está se informatizando. E esbanja intimidade com sua matéria favorita.

“Adoro Marketing. É algo que praticamos ao arrumar uma simples prateleira na seção de biscoito. O produto tem que ficar embaixo, ao alcance das crianças, que vão determinar a compra”, confirma Geraldo.

Reforço na autoestima

Cansaço para encarar a maratona de três horas diárias de curso após o trabalho? “Nem pensar. O orientador não deixa a aula ficar cansativa. Em casa, minha família também se envolveu. Ficamos mais organizados, anotamos tudo para nunca ter mais despesa que receita”, revela.

Coordenadora dos OA de Jequitinhonha, Carmem Silva explica que os roteiros das aulas não são amarras e devem, justamente, permitir a realização de atividades relevantes para cada região.

“A autonomia do professor para relacionar as sugestões dos roteiros com o cotidiano dos seus alunos é um dos fatores de sucesso do Telecurso TEC”, aponta Carmem. “No caso dos municípios do Vale, percebo que os OA têm conseguido organizar um espírito empreendedor nas turmas e tornar os alunos mais abertos ao debate, com mais iniciativa e confiantes em si mesmos”, avalia.



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05/02/2010
Telecurso TEC chega à Academia http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=123 Por Agência Palavra-Chave
Programa vira estudo de caso em dissertação de mestrado sobre a eficácia do ensino semipresencial

A proposta do Telecurso TEC de apoiar o desenvolvimento do país pela qualificação profissional de jovens e adultos – suprindo carências do ensino presencial e apostando na interatividade e na construção coletiva do conhecimento – virou assunto na Academia.


Foi de Paulo Roberto Bernardo (foto), professor do Centro Universitário Radial - Estácio, em Santo Amaro (SP), a iniciativa de usar o programa como estudo de caso para compreender as contribuições e os desafios da Educação a Distância (EAD).

A investigação sobre a eficácia desta modalidade resultou na dissertação de mestrado que ele defendeu em novembro passado, no curso de Tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS).

“Como o Telecurso TEC ainda estava em fase piloto, optei por abordar o ponto de vista do Orientador de Aprendizagem (OA) sobre este modelo de ensino, tão diferente do que ele está habituado nas disciplinas de núcleo comum do Ensino Médio”, explica Paulo Roberto.

Seu objetivo era responder a três questões: se o aluno do programa consegue desenvolver as competências exigidas pelo mercado de trabalho; se os mecanismos de avaliação da aprendizagem são eficazes; e se os docentes se sentem aptos para atuar no Telecurso TEC.

Além da pesquisa teórica, Paulo analisou o conteúdo dos programas de TV e livros oferecidos aos alunos e submeteu os OA a um questionário on-line sobre sua realidade e expectativas. O balanço final da tese foi positivo.

“De fato, as habilidades de integração ao convívio social e profissional são despertadas nos alunos e as avaliações são eficazes. O material didático é contextualizado com o linguajar e a realidade deles, com a vantagem da penetração massiva da televisão no Brasil”, elogia. Algumas demandas dos docentes em relação à capacitação também foram percebidas.

“Eles gostariam de estudar mais a metodologia SOS (Sistematização, Organização e Sensibilização) e de usar o ambiente virtual do projeto para interagir também com a turma. A EAD exige grande autonomia e responsabilidade dos alunos, e alguns precisam de um incentivo extra”, observa Paulo.

Agarrando oportunidades

A relevância do Telecurso TEC para seu público-alvo foi outro aspecto que chamou a atenção do mestre durante a pesquisa. Paulo acompanhou a avaliação formativa da turma de Gestão de Pequenas Empresas da Escola Estadual José Lins do Rêgo, em Santo Amaro, que consistiu em apresentações de planos de negócios.

Baseando-se em empreendimentos da comunidade onde vivem, como locadoras e salões de beleza, os alunos identificaram problemas e oportunidades de crescimento, demonstrando boa base teórica e muita empolgação.

“A maioria deles é de baixa renda, alguns têm históricos de violência familiar, outros chegam a percorrer 3km a pé para assistir ao curso, que acontece todo sábado, às 7h. Mas eles não carregam estes problemas sociais para a sala de aula, são articulados, comprometidos e muito entusiasmados”, analisa Paulo.

A perspectiva de se posicionar mais rapidamente no mundo do trabalho, ou de ingressar em uma faculdade, diz o pesquisador, é o que mais atrai os jovens e adultos que participam do programa. Quanto ao fortalecimento da EAD no país, Paulo acredita que o caminho é sem volta.

“É difícil encontrar uma instituição de ensino que não tenha um curso ou algumas disciplinas dentro dele sendo oferecidas a distância. Mas não porque a modalidade seja mais barata. Para suprir ao máximo a ausência do professor, é necessário muito estudo dirigido, boa infraestrutura, um modelo pedagógico sólido”, enumera ele, reconhecendo o enorme potencial da EAD para atender regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.

“Acima de tudo, ela tem o mérito de tornar possível o crescimento pessoal do indivíduo. É uma fonte de informação e cidadania, e não apenas de formação profissional”, conclui.



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29/01/2010
Missões possíveis http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=122 Por Agência Palavra-Chave
Alunos de Joaíma, em Minas Gerais, realizam maratona de eventos para arrecadar fundos e aprender a trabalhar em equipe

A rotina da cidade mineira de Joaíma, de apenas 20 mil habitantes, está cada vez menos pacata. Com a chegada da metodologia do Telecurso TEC, implementada junto ao PEP EJA, ao município do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do País, em setembro passado, moradores e alunos do curso de Gestão de Pequenas Empresas passaram a interagir em cursos, bingos, jogos beneficentes e até em uma feijoada.

A ideia era que os estudantes aprendessem, na prática, o valor do planejamento e da liderança para o sucesso de um projeto. Assim, os encontros foram a forma que os 40 alunos da turma encontraram para viabilizar os “Trabalhos-Desafio” propostos pela Orientadora de Aprendizagem Heloísa Borborema. As missões? Organizar um curso, planejar uma viagem, comprar uniformes para a turma e adquirir um data show (projetor multimídia), sempre usando conhecimentos dos capítulos estudados.

Heloísa Borborema orienta alunos de Joaíma - MG

Heloísa Borborema orienta alunos de Joaíma - MG

“Os próprios alunos elegeram estes temas e trabalharam uns para os outros. O objetivo era que eles trilhassem os passos de um planejamento (tático, operacional e estratégico) usando noções de marketing e pesquisa de mercado, mas também explorando seu espírito de equipe e experiências individuais de trabalho”, resume Heloísa.

Tarefas e lucros repartidos

O grupo responsável pelo data show, por exemplo, assumiu a limpeza do local onde seus colegas promoveram cursos (de marketing, vendas e técnicas de negociação, crediário e cobrança) e uma palestra de motivação abertos à comunidade. Ajudaram a financiar a empreitada vendendo pacotes de participação a comerciantes locais e, por sua vez, ficaram com parte do caixa para a compra do equipamento.

“A palestra ‘Paixão por Vencer’ foi um sucesso, atraiu até gente de fora da cidade. Pela primeira vez, uma consultoria foi contratada para falar destes temas em Joaíma. Por ter um custo elevado e exigir um nível de organização que nunca tínhamos pensado em fazer, este evento foi nosso maior desafio”, revela Daiana Quaresma, líder do Grupo Data Show.

Alugar o projetor para eventos, gerando receita, e doá-lo à escola onde funciona o Telecurso – o Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) – estão entre os planos da equipe. Com o reinício das aulas, outra ideia é usar o cinema da cidade e a parceria com um grupo de teatro local para montar um espetáculo infantil, a preços populares.

Aos 25 anos, Daiana é mãe e trabalha desde os 13, mas conta que só agora voltou a sonhar com a faculdade de Administração. Enquanto isso, ela aguarda a efetivação como assistente de um laboratório de análises clínicas – vaga para a qual foi indicada pela Orientadora de Aprendizagem.

“Os alunos são muito capazes, mas sofriam de baixa auto-estima, como a maioria nesta região tão carente de Minas. Agora isso mudou, eles ficaram em evidência e vêm recebendo propostas profissionais. Acredito que o PEP EJA e o Telecurso TEC irão mantê-los empregados no mercado local”, aposta Heloísa.

Bom para a turma, melhor para a cidade

Além de revelar e reter os talentos de Joaíma, o curso de Gestão de Pequenas Empresas está rendendo iniciativas inovadoras para o município e seu entorno. Para custear o último “Trabalho-Desafio” a ser concluído, o Grupo Viagem vendeu ferro e papelão e planeja montar a primeira usina de reciclagem local.

“Nossa atividade econômica é a agropecuária, não temos indústria, então focaríamos em resíduos residenciais, como papelão e plástico. Vou me dedicar a pesquisar sobre reciclagem nas minhas férias. Quem sabe não montamos uma associação de catadores de papel?”, anima-se o servidor público e líder da equipe Whilton Souza, de 47 anos.

Como Daiana, ele garante que o jogo de cintura para buscar boas parcerias será fundamental para o grupo concluir sua tarefa. O primeiro passo foi fazer contato com a gerência de Marketing da fábrica de chocolates Garoto, no Espírito Santo.

“Nosso plano é visitar uma grande empresa ou cidade com bom nível cultural. Vila Velha é um dos destinos possíveis, além de Ouro Preto e Montes Claros. O escopo da viagem vai depender de conseguirmos negociar hospedagem e transporte gratuitos. Precisamos de, no mínimo, quatro mil reais para começar”, calcula o novo empreendedor.



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14/01/2010
Autores da própria história http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=121 Por Agência Palavra-Chave
Em prosa, verso e dramatização, formandos de Gestão de Pequenas Empresas fazem registro emocional de seu aprendizado

Matemática financeira, técnica de vendas, gestão de pessoas e planejamento. Será possível aprender esses conteúdos por meio do teatro, da meditação e até da poesia? Para os alunos da TEC Sala da Escola Estadual Tarcísio Álvares Lobo, na Zona Norte de São Paulo, a combinação de arte e Gestão de Pequenas Empresas não tem nada de improvável.

A metodologia inusitada do Orientador de Aprendizagem Adilson Lopes, aliás, foi o que encantou os frequentadores das aulas presenciais do curso naquela unidade, realizadas aos sábados. Muitos conheciam o mestre das aulas do Ensino Médio de Geografia, História e Sociologia. E até pensavam que o exigente Adilson andava mais descontraído no curso técnico.

“Era justamente o contrário. Usando a técnica de seminários, em que os próprios alunos preparavam as aulas e montavam slides, atribuí a eles mais autonomia e responsabilidade, sem que notassem”, revela o orientador.

Para melhorar a autoestima e a capacidade de comunicação e expressão dos futuros empreendedores, Adilson fez do teatro da escola a sua sala de aula e buscou inspiração no filme Escritores da Liberdade (Freedom Writers, de Richard LaGravenese).

Na história, uma professora norte-americana transforma as relações de adolescentes considerados “problemáticos” ao criar cadernos em que eles passam a escrever sobre suas vidas, visões de mundo e interações comunitárias.

Na TEC Sala do bairro do Limão, os alunos de Adilson passaram a redigir relatórios pessoais após cada aula, registrando a relação das dinâmicas teatralizadas com o tema estudado, eventuais dificuldades com os textos e opiniões sobre a aplicação prática dos conteúdos.

Batizados de protocolos, os relatórios eram lidos de forma espontânea pelos alunos durante a meditação que marcava o encerramento dos encontros.

Estímulo ao hábito da leitura

O exercício da livre escrita fez bem mais do que ajudar a fixar ensinamentos técnicos: revelou inclinações literárias, fortaleceu vínculos interpessoais e aperfeiçoou habilidades de comunicação.

Leitura influencia escolhas de Jéssica Araújo, 17 anos.

Leitura influencia escolhas de Jéssica Araújo, 17 anos.

A ideia de transformar os mais de trinta protocolos produzidos este ano em livro animou a formanda Jéssica Araújo, de 17 anos.

“Entrei no curso por indicação de amigos, só para não ficar parada, e me apaixonei. Nem nos importávamos em acordar cedo em pleno fim de semana, pois cada sábado era diferente do outro”, recorda a moradora da Freguesia do Ó, na periferia da capital.

A experiência fez Jéssica adquirir o hábito da leitura – em poucos dias, ela devorou os quatro livros da série “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer. E também dá sinais de influenciar sua escolha por uma graduação.

“Nunca gostei de ler por obrigação, achava chato. Passei a ler mais, a escrever melhor e a me preocupar em falar corretamente. Tive vontade de colocar o que estava sentindo no papel. Além disso, reacendi meu espírito de liderança e aprendi a dividir melhor o meu tempo”, diz ela, que está em dúvida entre cursar Moda, Decoração ou Letras.

Dicas de postura

As aulas de Adilson Lopes também contaram com a ajuda de Renan Oliveira – seu ex-aluno formado em Letras e organizador do grupo de teatro –, que deu orientações sobre correção ortográfica e coesão textual dos protocolos.

“Usando a encenação, o Renan também nos ajudou a discutir temas fundamentais para quem pensa em montar uma empresa. As dinâmicas mostraram aos alunos como o fator comportamental impacta no fluxo de trabalho, como lidar com dilemas éticos e por que encarar os setores de uma companhia como engrenagens interdependentes”, exemplifica Adilson.

Além de corrigir o ‘tá ligado?’ e o ‘foi mal’, termos comuns no vocabulário dos jovens, também foram oferecidas dicas de postura e de apresentação pessoal. “Nossa roupa, nosso andar e nosso falar precisam transmitir uma mensagem adequada ao local onde trabalhamos”, resume o orientador.



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06/01/2010
Trampolim para o primeiro emprego http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=120 Por Agência Palavra-Chave
Alunos contam como aproveitaram as aulas para se colocar no mercado de trabalho

O final da adolescência é uma fase de muitas incertezas e expectativas em relação ao futuro. Afinal, é o período em que muitos jovens têm que tomar a decisão sobre qual carreira seguir no mercado.

Cristina Oliveira, aluna de Gestão de Pequenas Empresas

Cristina Oliveira, aluna de Gestão de Pequenas Empresas

É o caso de Cristina Oliveira, de 18 anos. Aluna de Gestão de Pequenas Empresas, na TEC Sala Padre Giuseppe, em Jandira, interior de São Paulo, ela conta que o curso lhe ajudou a definir qual profissão pretendia exercer.

Em sala de aula, Cristina teve seu primeiro contato com conceitos de planejamento estratégico de uma microempresa, além de lições de empreendedorismo, marketing, gestão financeira e de recursos humanos, entre outras.

Foi aí que surgiu o interesse em ingressar no mercado corporativo, algo impensável em sua vida até então. Hoje, a jovem trabalha numa agência de recrutamento e seleção de estagiários, onde diz colocar em prática o que aprendeu em sala de aula.

Para ela, tão importante quanto as aulas sobre gestão de pessoas – indispensáveis para sua atual rotina - foi o amadurecimento que conquistou ao longo do curso.

“Me senti mais segura. E isso foi fundamental para eu passar na entrevista para o meu primeiro emprego. Aprendi muito mais do que saber administrar uma pequena empresa”, garante.

Caminho complicado

Cerca de 90% da turma da TEC Sala Padre Giuseppe já está empregada. Ainda assim, por trás da satisfação de Cristina Oliveira, existe uma difícil realidade encarada por jovens de todo o País na busca pelo primeiro emprego.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego para a faixa etária de 16 a 24 anos gira em torno de 20%. O índice é mais alto entre os jovens porque falta qualificação e experiência – justamente os dois elementos que mais dificultam sua inserção no mercado de trabalho.

Camilla Valéria tinha 17 anos quando começou o curso de Gestão de Pequenas Empresas, também em Jandira. Nas aulas, interessou-se por administração de empresas. Hoje, ela é assistente administrativa na segunda maior rede varejista do mundo e já planeja fazer faculdade.

“As aulas não só me ajudaram muito a se interessar por administração, mas também contribuíram para o meu crescimento profissional”, avalia.

Filha de segurança aposentado e de dona de casa, Camilla conta que sua experiência tem estimulado amigos a buscarem a formação técnica como um primeiro passo na busca por trabalho. E reconhece que o tempo que passou se dedicando aos estudos foi valioso.

“Vejo que valeu a pena ter deixado de lado o violão e os passeios com os amigos para me dedicar ao curso”, conclui.



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23/12/2009
Aprendendo com a prática http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=119 Por: Agência Palavra-Chave
Aluna do Telecurso TEC conta sua experiência em montar plano de negócios para uma microempresa

Stephany Sousa: plano de negócios e visão empreendedora.

Stephany Sousa: plano de negócios e visão empreendedora.

Filha de donos de uma pequena loja de materiais de construção, Stephany Sousa, de 18 anos, lembra jamais ter pensado em assumir o negócio dos pais. No máximo, atendia alguns clientes, apenas para ajudar. Trabalhar com comércio nunca, de fato, lhe encheu os olhos.

Talvez por isso que a ideia de ingressar no curso de Gestão de Pequenas Empresas, na TEC Sala Padre Giuseppe, em Jandira, no interior de São Paulo, tenha surgido de maneira bem despretensiosa. Na época com 16 anos, a então aluna do Ensino Médio conta que procurou o curso apenas “porque era de graça e aos sábados”.

“No início, meus pais não deram muito crédito. Achavam que era fogo de palha, como tudo o que eu fazia”, conta ela, que, aos poucos, foi tomando gosto pelo curso.

Tanto que passou a pensar, pela primeira vez, em fazer uma faculdade. Se concretizada, a opção será uma novidade em sua casa. Afinal, ela seria a primeira a dispor de diploma de nível superior na família.

“Adquiri uma visão estratégica sobre empresas e também para a minha vida. Hoje, tenho planos para o meu futuro, como fazer uma faculdade. Antes, isso nem passava pela minha cabeça”, afirma.

Stephany diz não sonhar em trabalhar com os pais. Mas, ainda assim, reconhece que hoje é o melhor lugar para se iniciar no mercado. Com o que aprendeu no curso, ela espera poder ajudá-los nos negócios, levando novos conhecimentos para o dia a dia da loja.

Postura profissional

Stephany Sousa diz que amadureceu durante os 18 meses de aulas do curso de Gestão de Pequenas Empresas.

Ela lembra com clareza dos módulos em que, junto com outros colegas de turma, elaboraram um plano de negócios para microempresas. O tema, aliás, é bastante sensível no Brasil, onde 50% delas vão à falência nos dois primeiros anos de vida, segundo o Sebrae. A má gestão financeira é apontada como a grande vilã dessa estatística.

O grupo de Stephany ficou responsável por analisar e produzir um diagnóstico para uma lanchonete da cidade. Na época, a loja enfrentava problemas de fluxo de caixa e corria risco de fechar as portas.

Seis meses após o início do trabalho, Stephany conta que, com o auxílio do grupo, a dona do negócio conseguiu sair do vermelho. E ainda contratou três funcionários, reformou a loja e, hoje, já dispõe de capital de giro para novos projetos.

A mudança no estabelecimento foi marcante. E foi isso que encantou Stephany a se interessar cada vez mais pelo tema. Hoje, ela divide o tempo entre o trabalho na loja dos pais e os estudos para fazer vestibular.

“O mais importante após o curso foi crescer profissionalmente, amadurecer e adquirir noções de mercado até então desconhecidas para mim”, conclui.



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18/12/2009
Semana do Empreendedorismo Cultural http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=117 Por Andréa Pineda
Alunos de MG promovem evento que reunirá inclusão social e conhecimento

Entre os dias 14 e 18 de dezembro, acontecerá a I Semana do Empreendedorismo Cultural do CESEC Poeta Murilo Mendes, no bairro Floresta em Belo Horizonte (MG).


Idealizada pelos três Orientadores de Aprendizagem do PEP EJA, que usam a metodologia do Telecurso TEC, a proposta da Semana é discutir e apresentar produtos e serviços para um público que identificaram ter grandes demandas: grupos socialmente excluídos.

“A idéia é que alunos criem planos de negócios com uma visão social e inclusiva”, explica o Orientador de Aprendizagem Leandro Augusto Álvares Azevedo, um dos mentores da Semana. Apesar de idealizada pelos orientadores, a Semana é totalmente desenvolvida pelos alunos. “Estamos trabalhando tudo com a participação dos alunos e há uma integração muito forte com a direção da escola e outros participantes da rede normal (de ensino)”, explica.

Para Ailton Geraldo Gomes, de 43 anos, aluno de Administração Empresarial, esta é uma experiência inovadora. “Pelo contato com essas temáticas, minha visão já mudou muito”, avalia.

Ailton identifica um alinhamento da proposta da Semana com a realidade do mercado: “Nas empresas baseadas na administração contemporânea, os valores são muito presentes, pois investem em responsabilidade social e descrevem sua a visão e a missão”.

O plano de negócios que Ailton está desenvolvendo com outros cinco alunos é um salão-escola especializado em beleza negra, para formar e incluir jovens afro-descendentes no mercado de trabalho.

O senso do IBGE realizado no ano 2000 identificou que 44,7% da população (mais de 80 milhões de brasileiros) se declara preta ou parda, e correspondem a cerca de 65% da população pobre e 70% da população em extrema pobreza. Para Ailton a Semana “é uma oportunidade de desenvolver um projeto social, que aborde a inclusão da etnia afro descendente no mercado de trabalho, e crie empreendedores”.

Para contextualizar e problematizar o projeto, o grupo buscou informações no IBGE e na Internet, e utilizou os conteúdos aprendidos com o Telecurso TEC, como a organização da administração, direção, controle e planejamento.

Solange Augusta de Abreu Ribeiro, de 40 anos e mãe de dois filhos, que também cursa o Módulo I de Administração Ampresarial, acredita que a Semana tem tudo para dar certo. Segundo ela, o evento é uma oportunidade para os alunos aprenderem mais.

Seu grupo, formado por sete alunos, apresentará um plano de negócios para uma escola de inclusão digital para pessoas da terceira idade. “O objetivo é promover a inclusão digital e social da melhor idade”, resume.

Segundo Solange, “o Brasil precisa se preparar para essa realidade; faltam políticas públicas para esta parcela da população”. Um exemplo são as iniciativas de inclusão digital. O grupo observou que no centro de Belo Horizonte não existe nenhum curso de informática voltado pela a terceira idade, e viram aí uma oportunidade. “A idéia é capacitar os idosos e depois incluí-los em empresas”, destaca Solange.

No planejamento, o grupo também considerou as dificuldades que poderão encontrar e já pensaram em alternativas para vencê-las: das 90 pessoas entrevistadas, a maior parte não se interessa em aprender informática. “É uma população muito resistente”, constatou Solange. Na opinião do grupo, “isso é um reflexo da falta de escolas acolhedoras. Nossa escola trabalhará conforme a necessidade de nossos alunos. Mostramos que é importante ter acesso (à tecnologia) para saber utilizar e ter mais independência”, diz Solange.

Além das apresentações dos planos de negócio dos 12 grupos das 3 turmas do Telecurso TEC (Gestão de Pequenas Empresas, Auxiliar de Secretariado e Administração Empresarial), a Semana também terá palestras com especialistas sobre gestão de negócios, administração do tempo e empreendedorismo cultural, consultas com consultores do SEBRAE/MG, Mesa Redonda, Fóruns, "stands" de empresas, atividades culturais e a apresentação de um grupo de Dança Afro.

Serviço:

I Semana do Empreendedorismo Cultural do CESEC Poeta Murilo Mendes

Belo Horizonte (MG)

De 14 à 19 de dezembro

Inscrições pelos sites: www.cesecfloresta.rg3.net e http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDB4RVRDakRfdmR4bUZWazR4VU4wTmc6MA

O evento é gratuito



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04/12/2009
Diversidade e transdisciplinaridade http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=116 Por Andréa Pineda
O conceito de transdisciplinaridade é uma das principais bases conceituais utilizadas no Telecurso TEC. Muito discutida em todo do mundo, esta teoria ganhou força nos últimos anos ao propor uma nova forma de pensar os problemas contemporâneos.

Um exemplo da aplicação transdisciplinar no Telecurso TEC é a diversidade das trajetórias profissionais e formação acadêmica dos Coordenadores de Orientadores e Orientadores de Aprendizagem: marketing, administração, tecnologia da informação, filosofia e educação.

Arlana Campos é pedagoga com especialização em psicopedagogia. Sua experiência profissional sempre foi na coordenação de projetos, e desde julho participa do Telecurso TEC em Minas Gerais. Ela considera a proposta transdisciplinar do Telecurso TEC “fantástica, pois reúne diferentes olhares sobre um mesmo tema”. Segundo ela, “na resolução de um problema, onde uma área tem um limite, a outra avança”.

Foi exatamente isso que Mauro percebeu ao integrar a equipe do Telecurso TEC. Técnico de eletrônica, formado em processamento de dados com mestrado em ciências da informação, o Coordenador de Orientadores Mauro Araujo, de Minas Gerais, teve dificuldades no início com os conceitos pedagógicos do curso, mas logo percebeu que seria uma troca de conhecimentos. “Nas capacitações iniciais, me sentia um peixe fora d’água. Mas, quando começou o Ambiente Virtual, me senti em casa”, lembra. “Nas capacitações pude contribuir com os outros Coordenadores com a parte técnica, que tenho muita facilidade e familiaridade. Já a parte pedagógica, não era um ponto forte na minha formação e agora pude aprender. Foi uma troca muito interessante”, avalia Mauro.

Robson Braga, Coordenador Pedagógico em Minas Gerais também vê de forma positiva esta diversidade de formações. Segundo ele, “a maior colaboração de todos é conseguir juntar visões diferentes sobre o Telecurso TEC”.

Daniel Valadares Macedo, Coordenador de Aprendizagem em Minas Gerais.

Daniel Valadares Macedo, Coordenador de Aprendizagem em Minas Gerais.

Daniel Valadares Macedo, Coordenador de Aprendizagem em Minas Gerais, destaca mais uma vantagem: “a diversidade da equipe traz características culturais, demandas, problemas e soluções muito diferentes para o curso”. Apesar de formações tão diferentes, Daniel encontra unidade na equipe: “Todos têm um viés humanista muito forte e muita sensibilidade para lidar com pessoas. Existe uma preocupação constante com o desenvolvimento humano”.

Para Robson Braga, além da formação acadêmica do Orientador de Aprendizagem, é importante que ele saiba desenvolver nos alunos uma habilidade de pesquisador, que busca, relaciona e associa conhecimentos. “O aluno precisa desenvolver a capacidade de se apropriar de diferentes conteúdos”, ressalta.

Raul de Lemos é Orientador de Aprendizagem no Jardim São Luis, em São Paulo (SP), concorda com Robson. Formado em filosofia, ele identifica no Telecurso TEC uma premissa da filosofia: formar seres pensantes. “Todo capítulo trabalha a partir da construção de conceitos. Esta metodologia incentiva o aluno a pensar e aprender conceitos e valores, como na filosofia”, observa.

Desta forma os alunos do Telecurso TEC também desenvolvem posturas transdisciplinares ao realizarem suas pesquisas. Ao contrário da pesquisa tradicional/disciplinar, a pesquisa transdisciplinar permite relações entre conhecimentos diversos, pois não se prende a um conteúdo único e linear.



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25/11/2009
Sucesso = empreendedorismo + formação técnica http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=115 Por Andréa Pineda
Entre os dias 16 e 22 de novembro acontece a Semana Global do Empreendedorismo.

Realizada simultaneamente em mais de 90 países, a Semana Global do Empreendedorismo pretende despertar a atitude empreendedora nas pessoas.

Mas afinal, o que é empreender? Ter uma atitude empreendedora é pensar diferente, ser proativo, ter um sonho grande e fazer de tudo para realizá-lo. Vale lembrar que toda grande empresa foi pequena um dia e nasceu do sonho de um empreendedor, ou de um grupo de pessoas empreendedoras.

Atualmente, as micro e pequenas empresas representam 98% das empresas brasileiras, geram 67% das ocupações e produzem 20% do PIB. Para Fernando Cunha, coordenador da Semana Global do Empreendedorismo em Sergipe, “o brasileiro é empreendedor por natureza”. Mas, lembra que “além do instinto, é preciso ter capacitação técnica para o negócio dar certo”.

Pesquisa realizada pelo SEBRAE SP em Outubro de 2008 mostrou que 27% das empresas paulistas fecham em seu 1º ano de atividade, e 62% não completam o 5º ano de vida. Estes números ainda são altos, mas melhoraram muito nos últimos anos. Dez anos atrás, 35% das empresas fechavam antes de completar o primeiro ano.

De acordo com o estudo, entre as principais causas do fechamento das empresas estão: a falta de planejamento prévio e a gestão deficiente do negócio. “Depois te ter a idéia, é preciso trabalhar essa idéia, criar um plano de negócios, pesquisar o mercado, buscar informações em instituições como o SEBRAE, o Endeavor e associações comerciais, para então abrir o negócio”, avalia Fernando Cunha.

Foram estes os passos que cinco jovens de Sergipe percorreram antes de criar a Master Web, agência de publicidade e marketing digital. Quando ainda estavam cursando a faculdade, Fabrício Barreto e Aroaldo Junior tiveram a idéia de montar uma empresa de criação para internet, mas ainda de forma amadora. Um ano depois, Fabrício e Junior se uniram a outros três sócios, e então fundaram a Master Web, em Aracaju.

Fabrício Barreto, Aroaldo Junior, Sidney Mota, Glauco Henrique e Rafael Nogueira, sócios da Master Web, na Semana Global do Empreendedorismo 2008.

Fabrício Barreto, Aroaldo Junior, Sidney Mota, Glauco Henrique e Rafael Nogueira, sócios da Master Web, na Semana Global do Empreendedorismo 2008.

Hoje, com três anos de existência, a empresa conquistou espaço no mercado e ampliou sua atividade: já soma mais de 100 clientes em criação para Internet e 15 clientes para publicidade tradicional. Outro reconhecimento foi a conquista do Prêmio Ibest em 2008, com a criação do site da Secretaria de Cultura de Sergipe.

Como bons empreendedores, para o futuro os jovens da Master Web pretendem crescer, mas de forma ordenada e planejada: “Precisamos sempre pensar a frente e ter planejamento. Quando alguma coisa nova acontece, precisamos já estar preparados”, comenta Rafael de Oliveira Nogueira, um dos sócios da Master Web.

Apesar dos bons resultados, eles sabem como é difícil se manter no mercado: “Não é fácil abrir nem manter uma empresa. Por isso vamos continuar sempre estudando. Não pode parar. Se pararmos, o concorrente passa a frente!”, constata Rafael.

O conselho de Rafael para os futuros empreendedores é: “Tentar e arriscar enquanto podem. Nós tivemos a idéia, arriscamos e colocamos a empresa para frente”, lembra.

E para quem quer “arriscar”, a Semana Global do Empreendedorismo é uma ótima oportunidade de aprender, amadurecer uma idéia, trocar experiências e esclarecer dúvidas, seja para abrir ou ampliar um negócio. Informe-se sobre a programação e as atividades que acontecerão em seu estado no site: http://www.semanaglobal.org.br/



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16/11/2009
Ensinando também se aprende http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=113 Andréa Pineda
Orientadores de Aprendizagem descobrem que podem aprender muito ao se ensinar.

Localizado na região Noroeste de Minas Gerais, o município de Unaí possui mais de 74 mil habitantes, mas com poucos locais para se adquirir um bom livro. Esta foi a constatação do Orientador de Aprendizagem Wellington Antonio Tolentino Palma ao decidir investir em um negócio.

Aprendendo e sonhando, o OA e empresário Wellington Palma, abre livraria em Unaí - MG

Aprendendo e sonhando, o OA e empresário Wellington Palma, abre livraria em Unaí - MG

Unaí não é uma exceção entre os municípios brasileiros. De acordo com o Anuário Nacional de Livrarias, publicado em 2008, existem 2.767 livrarias no Brasil, sendo 53% delas estão concentradas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com este nicho de mercado inexplorado, o Orientador estudava a possibilidade de comprar uma livraria, que já existia na cidade, mas tinha dúvidas se seria um bom negócio e, principalmente, se conseguiria gerir a empresa. Ao ter contato com o conteúdo do Telecurso TEC, se sentiu mais seguro e fechou o negócio: “Percebi que essa era a minha chance. O curso me ajudou na tomada da decisão”, lembra.

Ao planejar sua decisão, Wellington identificou o perfil da cidade, e percebeu que existia uma demanda não atendida, agora faz planos de em breve ter artigos de papelaria na loja: “Sempre falo para meus alunos que é importante sonhar. Antes mesmo de comprar a livraria, eu já sonhava com as filiais. Foi este sonho que me fez acreditar que um dia eu conseguiria”.

Com as lições ensinadas (e apreendidas) por ele no Telecurso TEC, foi possível analisar o mercado na região antes de decidir pela compra. Com a ajuda de um contador, estudou os balanços financeiros da empresa. E o curso continua auxiliando na administração do negócio, especialmente os conteúdos sobre as quatro funções da administração: planejar, organizar, dirigir e controlar.

Negócios em expansão

Os ensinamentos do Telecurso TEC também ajudaram a transformar a vida da Orientadora de Aprendizagem Fabiane Sardinha, de São Paulo. Há cinco anos, quando mudaram de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo, para a capital paulista, Fabiane e o marido, o mecânico José Ronaldo Zanelato, já planejavam abrir uma oficina mecânica. Mas, assim como o Wellington, sempre havia o receio se o negócio daria certo.

Quando Fabiane começou a orientar os alunos, surgiu a oportunidade que procuravam: todos os dias ela conversava com o marido sobre os conteúdos do programa, e com isso o incentivou a abrir a tão sonhada empresa. “Com as informações que ela traz do Telecurso TEC, ela ajuda em tudo. O que ela ensina para os alunos, também me ensina. A gente senta e discute os problemas que aparecem. E quando temos dúvidas, pegamos os livros e o CD para consulta”, conta José Ronaldo.

Há um ano José Ronaldo e um sócio abriram a “Masters Vans”, oficina especializada em vans. Hoje contam com dois funcionários e já fazem planos de ir para um espaço maior, onde possam atender mais veículos, além dos seis que a garagem atual comporta. José Ronaldo é um empreendedor que faz o que gosta e Fabiane vivencia na prática o que ensina.

Assim como Wellington, José Ronaldo também acreditou em seu sonho e batalhou muito. “Todo mundo que abre algum negócio é porque acreditou em si mesmo”, avalia.

Para quem está com as mesmas dúvidas e receios como todos eles tiveram, José Ronaldo deixa uma mensagem: “se todo mundo acreditar em si mesmo, todo mundo consegue”.

Fonte: Associação Nacional de Livrarias (ANL) - http://www.anl.org.br



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06/11/2009
Construção coletiva de conhecimento http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=112 Andrea Pineda
Fórum de Produção de Conteúdo permite a construção coletiva de materiais

Interatividade. Este é um dos principais diferenciais do ensino a distância. Sabendo disso, a Coordenação Pedagógica do Telecurso TEC São Paulo e PEP EJA Minas Gerais, estão explorando mais uma funcionalidade do Ambiente Virtual: o Fórum de Produção de Conteúdo.

O Fórum de Produção de Conteúdo é um espaço desenvolvido no Ambiente Virtual, que permite que o Núcleo de Coordenação e Mediação Pedagógica e os Coordenadores de Orientadores produzam de forma colaborativa o conteúdo que será trabalhado no Programa de Formação Continuada.

Robson Braga, Coordenador Pedagógico em Minas Gerais, lembra que sempre houve participação da rede de aprendizado no planejamento das atividades, mas agora esta interação também acontece na elaboração dos materiais: “A ideia é produzir conteúdo de alta qualidade, com a participação dos Coordenadores de Orientadores”.

Este texto base servirá de apoio aos Orientadores de Aprendizagem em suas aulas. Mas, a construção do conteúdo não se encerra aí, pois é parte de uma reflexão constante: “quando participam (do Fórum), já estão repensando a prática pedagógica”, avalia Andréa Primerano, Coordenadora Pedagógica do Telecurso TEC em São Paulo. “O Fórum permite mobilidade e desenvolvimento nos métodos que estão sendo usados. O método de trabalho e a produção de conteúdo se renovam”, acrescenta Robson Braga. 

Outro beneficio da utilização do Fórum de Produção de Conteúdo é a participação direta ou indireta de todos atores do processo. Segundo Andréa Primerano, com o Fórum, a Coordenação Pedagógica trouxe a voz dos Orientadores de Aprendizagem para o debate. Na avaliação de Andréa, a principal vantagem é “o protagonismo de cada nível de trabalho no Telecurso TEC”. Nesse processo estão envolvidos os Coordenadores Pedagógicos, os Mediadores, os Coordenadores de Orientadores, os Orientadores de Aprendizagem e os alunos, cujas demandas são levadas à discussão pelos Orientadores de Aprendizagem. “Na educação a distância, quando você participa as pessoas com essa autonomia, elas trazem experiências e conseguimos incluir os anseios de quem está na ponta. Conseguimos responder às demandas dos alunos”, destaca Andréa.

Marcos Vital, Coordenador de Orientadores, de São Paulo, acredita que a construção colaborativa desenvolve a empatia entre os atores, e diminui a resistência em participar. Mas, alerta que é preciso dar o feedback para o participante, mesmo quando sua contribuição não for aproveitada: “A grande vantagem de quando se ouve é ouvir todos, sentir parte, e fortalecer o espírito de equipe. Quem participa quer fazer a diferença; quer influir nas decisões”.

E assim, alunos, orientadores e coordenadores dão o exemplo de como trabalhar colaborativamente, ouvindo e interagindo com todos, para se obter o material mais completo.



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27/10/2009
Centro Paula Souza oferece 3.250 vagas do Telecurso TEC em 2010 http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=111 Por Andrea Pineda
Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais inscreve até dia 26

Vestibulinho para o 2º semestre de 2009

Vestibulinho para o 2º semestre de 2009

Oportunidade de concluir o Ensino Médio e garantir, ao mesmo tempo, uma formação técnica de qualidade para ingressar no mercado de trabalho. É o que o Centro Paula Souza vai oferecer, adotando a metodologia do Telecurso TEC, em 51 Escolas Técnicas (Etecs) a partir do primeiro semestre de 2010. Os interessados devem se inscrever até o dia 26 de outubro no Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais. São oferecidas 3.250 vagas.

As inscrições são aceitas exclusivamente pela internet, no site www.vestibulinhoetec.com.br. No último dia, o prazo termina às 15 horas. Para efetivar a inscrição é preciso imprimir o boleto bancário e pagar a taxa de R$20, em dinheiro, em qualquer agência bancária. A prova será aplicada no dia 29 de novembro.

Há três opções de cursos técnicos semipresenciais, na modalidade de Educação a Distância, que combinam 40% de atividades de aprendizagem desenvolvidas em encontros presenciais e 60% em situações não-presenciais. São eles Administração Empresarial; Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria.

Os cursos fazem parte do Programa Telecurso TEC, uma parceria do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Centro Paula Souza, e da Fundação Roberto Marinho. O programa realiza a inclusão social e cidadã de jovens e adultos estudantes e/ou trabalhadores que não dispõem de condições de frequentar os cursos presenciais por questões de horário, distância, custos para locomoção ou oferta limitada de vagas.

Os cursos são constituídos de três módulos desenvolvidos no período de um ano e meio (três semestres), conforme o mesmo calendário letivo dos cursos presenciais das Etecs. Em cada módulo, o curso se desenvolverá em 20 semanas, cada uma delas com 6 horas-aula semanais de trabalho presencial e 8 horas de trabalho a distância.

Nas TEC Salas, onde ocorrem os encontros presenciais, os alunos desenvolvem atividades com a mediação de um Professor Orientador de Aprendizagem, que os auxiliará a desenvolver as competências profissionais, organizando e sistematizando conhecimentos, habilidades e atitudes, trabalhados presencialmente ou nas horas de atividades não presenciais.

A aprovação nos três exames presenciais (um por módulo) bem como a conclusão do ensino médio darão direito à Habilitação Profissional Técnica de nível médio.O curso é certificado pelo Centro Paula Souza.

As aulas presenciais serão realizadas aos sábados pela manhã, das 7 às 12h15min. O aluno poderá estagiar em empresas, se desejar.

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16/10/2009
Feijoada TEC: uma festa e um bom negócio http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=110 Por Andrea Pineda
Alunos mostram os resultados de trabalhar em equipe.

Fazer a diferença. Essa é a principal mensagem que o orientador Marco Silva, da TEC Sala Antonio Manoel Alves de Lima, de São Paulo, quer passar para seus alunos do Telecurso de administração: “Sempre digo para eles: é preciso fazer a diferença o tempo todo”. Para que vivenciem os conceitos de cooperação, protagonismo e trabalho em equipe que estudam em aula, o orientador sempre realiza dinâmicas.

Com as dinâmicas do Módulo II, os alunos aprenderam as etapas necessárias para a construção de um projeto, desde a elaboração do plano de negócios, passando pelo planejamento e os roteiros de atividade, até a execução da ação. Porém, sentiam falta de aplicar na prática o que estavam aprendendo. Foi então que, a partir de uma atividade proposta, o diretor Claudenir de Queiroz e o orientador Marco tiveram a ideia de montar uma empresa de Buffet na escola.

Para colocar a empresa em funcionamento, os alunos se dividiram em grupos, conforme suas áreas de afinidade: alguns alunos identificaram-se com o departamento de marketing, outros, com habilidades para cálculo, foram para o setor financeiro. Cada grupo representaria os setores de uma empresa real.

William Chagas Santos escolheu o departamento jurídico, pois este era um tema que chamava sua atenção nas aulas, e viu na experiência do Buffet uma oportunidade de conhecer melhor o assunto. “Queria me aprofundar mais nessa área para o futuro. Em tudo usamos direitos, deveres leis”, explica William . Releu este conteúdo no livro do Telecurso TEC e seguiu as indicações de sites e filmes no final do capítulo. Junto com os outros alunos do grupo, elaborou um contrato social, formalizando direitos e deveres de cada uma das partes.

Todo o conhecimento adquirido foi compartilhado pela TEC Sala: “quando todos os grupos já estavam com as ideias no papel, fizemos uma reunião para trocar experiências. Recebemos opiniões sobre os valores que estávamos usando no contrato e demos sugestões para outros setores”, relembra William.

Alunos decoram a escola para Feijoada TEC

Alunos decoram a escola para Feijoada TEC

O Buffet recebeu o nome de EEAMALTEC (Escola Estadual Antonio Manoel Alves de Lima TEC) e realizou seu primeiro evento no último dia 27 de junho: a Feijoada TEC, uma feijoada na escola, com direito a sobremesa e lembrancinhas. Preparada pelos alunos, com a colaboração de professores e funcionários do colégio, foram servidas mais de 150 pratos, para pais, alunos, professores e funcionários e a comunidade.

Para a coordenadora, Eliana Barion “o importante foi que os alunos entenderam o funcionamento de uma empresa e seus vários setores na prática”. Já os alunos destacam o valor do trabalho colaborativo: “aprendemos como é importante trabalhar em grupo. Você pega mais responsabilidades. Se um não ajudasse o outro, a feijoada não teria saído”, destaca a aluna Karoline Mariano Silva, que atuou no setor de compras. “Aprendemos como é estar em uma empresa mesmo. Depender do outro, cooperar, ter horário, deveres,... Para o trabalho final dar certo, todos precisam participar. Eu faço meu trabalho aqui, mas dependo que todos façam seus trabalhos também. Um precisa do outro para chegar ao mesmo resultado”, avalia William.

Para William, que trabalha em uma empresa de aviação, esta experiência é muito valorizada pelo mercado de trabalho: “isto é o que as empresas querem: não um trabalho individual, e sim a integração das pessoas”. Karoline, que trabalha como auxiliar-admistrativo, concorda: “Conviver em uma empresa não é fácil. É preciso estar preparado para tudo. E no evento também foi assim.”

Concluídas as atividades, o objetivo foi atingido: “colocamos em prática na Feijoada TEC tudo que aprendemos nas aulas do TEC”, avalia a aluna Caroline. A proposta agora é continuar com a empresa e fazer os trâmites legais para reconhecê-la juridicamente, e já pensar as próximas atividades. “Agora no módulo III, os alunos já estão me perguntando o que vamos fazer!”, comenta o orientador Marco, que comemora: “os alunos foram maravilhosos. Eles perceberam a importância do planejamento e foram extremamente comprometidos”. Certamente, esses alunos fazem a diferença!



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09/10/2009
Nunca é tarde para recomeçar http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=109 Por Andrea Pineda
Alunos de Minas Gerais mostram que sempre é possível aprender

As aulas do Telecurso TEC em Minas Geraiscomeçaram no último dia 14 de setembro, integrando mais de 24 mil alunos de 479 escolas, distribuídas por todo Estado. Ao contrário das turmas de São Paulo, as TEC Salas mineiras são formadas por alunos de EJA – Educação de Jovens e Adultos. Diante de tantas dificuldades e desafios, fica a questão: o que motiva essas pessoas a procurarem um curso profissionalizante?

Segundo a orientadora Dóra Prieto, da Escola CSEC Dr. Tancredo de Almeida Neves, no município de Machado, a grande motivação dos alunos é ampliar suas habilidades profissionais: “O mercado procura um técnico capacitado, que tenha uma boa formação, e os alunos viram esta oportunidade no TEC.”

A escolha da disciplina pode ser o início de uma nova carreira, ou uma forma de se aprofundar na área que já atuam.Raquel Ramos, aluna da CESEC Poeta Murilo Mendes, em Belo Horizonte, se matriculou em Secretariado/Assessoria, pois já trabalha como freelancer em cerimoniais de eventos e sentia falta da teoria: “Tenho certeza que o curso pode me ajudar em meu trabalho com eventos”, constata.

Por serem alunos de EJA, as TEC salas de Minas Gerais reúnem histórias e realidades muito ricas e interessantes. Raquel é um exemplo disso.

Sua mãe sempre se esforçou para que os filhos estudassem. Chegou a matricular Raquel em um colégio particular, para que tivesse mais oportunidades, mas ela infelizmente não soube valorizar. Ao contrário de seus irmãos, que hoje possuem curso superior e bons empregos, Raquel reprovou de ano várias vezes, até abandonar os estudos aos 16 anos.

Ramos, aluna da CESEC Poeta Murilo Mendes, em Belo Horizonte

Raquel Ramos, aluna da CESEC Poeta Murilo Mendes, em Belo Horizonte

“Fui criada tendo tudo e não soube aproveitar. Perdi muito tempo, mas agora estou correndo atrás. Minha mãe sempre falou para eu estudar. É a pessoa que mais me incentiva. Falava todos os dias para eu voltar a estudar. Metade do meu incentivo é ela”, reflete.

Fora da escola, trabalhou por sete anos em uma grande empresa, com carteira assinada, até ser demitida, depois de uma redução de funcionários. Aos 27 anos voltou a estudar já na modalidade EJA. Agora, cursando o TEC, enxerga uma oportunidade de recomeçar: “Tenho 29 anos e nenhum curso profissionalizante. Sei que o mercado está cada vez mais exigente. Depois dos 30 não se consegue mais emprego, ainda mais sem curso profissionalizante. Agora já posso colocar este curso no meu currículo”. Raquel faz planos de prestar vestibular e cursar faculdade quando concluir o TEC e o EJA.

A história de vida de Raquel é bem diferente das vidas de muitos alunos que cursam o TEC. A maior parte deles trabalha e tem filhos. Isto é o que também demonstrou a aluna Quételis Martíria Alzira Batista, do município de Raul Soares, em sua postagem no Blog “Tô Dentro TEC”: “Estou cursando administração, vejo como uma oportunidade única de começar de novo: agora não sou mais uma adolescente, sou mãe e é pelas minhas filhas que eu vou lutar e continuar até o final… ESSA OPORTUNIDADE É ÚNICA PARA MIM!!!!”

Segundo a orientadora Dóra Prieto, para os que vivem na Zona Rural, as dificuldades são ainda maiores: “Eles tem tantas necessidades que agente até esquece que chegam à aula depois de um dia todo de trabalho, muitas vezes até sem comer, porque não dá tempo. Chegam tão animados que parece que passaram o dia deitados na rede, e não trabalhando! Mesmo com o trabalho, a escola e os filhos, são muito responsáveis, colocam a aula como prioridade”, avalia a professora.

Mesmo com histórias tão diferentes, todos têm uma certeza: nunca é tarde para recomeçar.



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30/09/2009
Visão estratégica http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=108 Por Turu Goulart de Andrade
Com os avanços nas áreas organizacional e tecnológica, empreendedores precisam estar adaptados às demandas profissionais

Para sobreviver num mercado competitivo, é fundamental que o gestor entenda o cenário e o contexto no qual seu negócio está inserido. Além disso, também é necessário que o negociante anteveja quais são as tendências para médio e longo prazo, para sair na frente de seus concorrentes. Até pouco tempo atrás, por exemplo, pensava-se que a preservação do meio ambiente era um empecilho para a obtenção de lucro. Hoje a prática de atitudes sustentáveis são pilares indispensáveis para que as companhias continuem em cena. “A partir do entendimento maduro sobre o mercado, o empreendedor vai ter de lançar mão de estratégias de competitividade”, diz o professor Alfredo Colenci, que atua na área de pós-graduação do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. “E essas estratégias passam pelas perspectivas econômica, social, ambiental, dos processos internos, dos clientes e da inovação. Os cursos técnicos de gestão empresarial representam uma grande contribuição para a aquisição de maturidade gerencial.”

Ricardo Romeiro, gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)

Ricardo Romeiro, gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)

Segundo Ricardo Romeiro – gerente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), instituição da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) -, a carência de profissionais formados com qualificação técnica gera um profundo impacto negativo na indústria brasileira, pois as empresas têm que investir em treinamento interno de novos funcionários. “O papel das escolas técnicas é fundamental para a formação dessa mão-de-obra. Porque, com o crescimento que o Brasil passa, vai ser essencial para alavancar a inovação”, afirma Romeiro. “Esse é o grande desafio: além de se adaptar às mudanças, os jovens têm que ter veia empreendedora e capacidade para inovar, de uma maneira que nunca foi solicitado.”

Atualmente é praticamente impossível pensar no sucesso de um empreendimento que não se valha da tecnologia da informação (TI). Determinados softwares possibilitam um controle maior do empreendimento como um todo. O Excel, por exemplo, permite que o empreendedor quantifique materiais e preveja custos, entre outras coisas, de maneira simplificada. Ou seja, é uma ferramenta que facilita a gestão de projetos. Em busca da redução de gastos, cada vez com mais freqüência telefonemas dão lugar ao e-mail. “A tecnologia permite que você coordene trabalhos sem se preocupar com fronteiras. Eu posso fazer uma reunião aqui em Brasília com pessoas de outros países através de vídeo-conferência”, aponta Romeiro.

Além de ser um meio de fazer contatos e buscar oportunidades profissionais, as redes sociais de relacionamento (como o Orkut) também servem como instrumento para pesquisa de mercado. Muitas empresas vêm adotando essa tática: monitoram os hábitos do público e fazem marketing nas redes sociais. “É fundamental que os jovens saibam usar a tecnologia da informação e as redes de relacionamento, mas não só para entretenimento. Têm de usar isso de forma estratégica para compor um bom currículo e para atuar profissionalmente”, orienta Romeiro.



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24/09/2009
Pescando um trabalho http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=107 Por Turu Goulart de Andrade
Confira algumas dicas de como identificar e conquistar oportunidades de emprego

Danilo Carrião dá dicas para um currículo bem elaborado

Danilo Carrião dá dicas para um currículo bem elaborado

Em meio a uma crise financeira global é comum ouvir que a maré não está para peixe, que atualmente os empregos estão escassos. Por outro lado, especialistas afirmam que o mercado de trabalho tem carência de profissionais com qualificação técnica. “Se você tem autoconfiança e conteúdo, consegue ir em frente”, diz o Orientador de Aprendizagem Danilo Carrião, da TEC Sala Alexandre de Gusmão, localizada no bairro Ipiranga, região centro-sul da capital. O primeiro passo para fisgar uma oportunidade é ter uma isca adequada. No caso, um currículo bem elaborado - sem erros de ortografia, claro e com informações relevantes sobre o candidato – funciona como um chamariz. “Se você se comunica bem em público, por exemplo, coloque isso no seu currículo.”

Classificados de jornais e revistas são instrumentos para pesquisar vagas de trabalho. Além disso, há sites da internet que possibilitam o cadastramento de currículo gratuitamente, como o da agência Curriculum. O mercado busca candidatos empreendedores, proativos. Então, de acordo com o ditado, não espere receber um peixe; aprenda a pescar. “Se você realmente quiser um trabalho, marque uma entrevista com o gerente da empresa, se apresente e deixe o currículo”, adverte Danilo. Já o Coordenador de Orientadores de Aprendizagem Marcos Antonio Vital aponta alguns passos para conquistar a realização profissional:



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18/09/2009
Experiência que faz diferença http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=106 Por Turu Goulart de Andrade
Com metodologia do Telecurso TEC, Orientadores de Aprendizagem ampliam conhecimentos sobre educação

Kátia Teixeira se atualiza
visando ensino dinâmico e mediação no aprendizado dos alunos

Kátia Teixeira se atualiza visando ensino dinâmico e mediação no aprendizado dos alunos

Em qualquer área do conhecimento, manter-se atualizado é fundamental para melhor desempenhar determinada função e, consequentemente, abrir os horizontes profissionais. Para os Orientadores de Aprendizagem (OA) do Telecurso TEC isso não é diferente. E eles se atualizam por meio do chamado Programa de Formação Continuada, que tem o objetivo de promover reflexões teóricas e compartilhar experiências práticas entre os OA. “O Programa de Formação Continuada do Telecurso TEC visa preparar o Orientador para desenvolver melhor suas funções no ensino técnico”, diz a Coordenadora de Aprendizagem Silvia Petri Dalla. “Apesar de estar voltado mais para a formação pedagógica, sempre trata do mundo do trabalho, do estágio, do emprego. Assim, ajuda [o OA] a desenvolver o plano de aulas.”

No Ambiente Virtual, uma comunidade digital de aprendizagem, ocorrem essas atividades de capacitação. Porém, a utilização de recursos tecnológicos não está somente vinculada ao Programa de Formação Continuada. Pois os educadores também fazem uso de diferentes tipos de mídia – entre outras, internet, TV e datashow – como método de trabalho em sala de aula. “A tecnologia está sempre sendo usada. A gente utiliza de tudo para complementar determinado tema”, afirma a OA Kátia Aparecida Teixeira – da TEC Sala Augusto Ribeiro de Carvalho, na Freguesia do Ó, região noroeste da capital. “O Orientador tem de ter uma visão dinâmica de ensino porque os jovens são muito dinâmicos, e essas ferramentas os mantêm estimulados.”

Conceito multidisciplinar estimula o protagonismo dos alunos

Conceito multidisciplinar estimula o protagonismo dos alunos

Além de abarcar uma visão multidisciplinar, a metodologia do Telecurso TEC também é baseada no conceito de valorizar a experiência do aluno. Pois, dessa maneira, o estudante deixa de ser mero receptor de informação para ser agente do processo de aprendizagem. Diferentemente do que costuma acontecer num certo modelo tradicional de ensino que ainda influencia muitos educadores. “É muito chato você passar uma imagem de verticalidade, deixa o aluno acuado”, relata Kátia. “Afinal de contas, a construção do conhecimento está sendo feita por ele, com a mediação do Orientador.”

Por outro lado, esse método ainda beneficia os OA. Ou seja, eles também aprendem a partir do momento em que estabelecem essa relação de cumplicidade com os estudantes. Assim, o aprendizado se apresenta como uma via de mão-dupla. “Às vezes, acho que aprendo mais com os alunos do que eles comigo”, conta a OA Iara Sílvia Cabrera, da TEC Sala Zacarias Antonio da Silva, em Cotia, região metropolitana de São Paulo. “Depois que passei a ser Orientadora de Aprendizagem, comecei a observar pequenas empresas a minha volta. Hoje, acredito que eu poderia investir num negócio.” Embora seu empreendimento ainda não tenha se concretizado, Iara diz que a experiência que adquiriu no Telecurso TEC já lhe abriu muitas portas como educadora. “Eu aprendi muito, e uso isso nas aulas que dou no ensino médio.”



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09/09/2009
Jovem filósofo, Orientador de Aprendizagem http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=105
Aos 25 anos, Francis de Almeida explica os paralelos que encontrou entre ensino da filosofia e a metodologia do Telecurso TEC

Para os educadores envolvidos no Telecurso TEC, ser Orientador de Aprendizagem é ao mesmo tempo uma oportunidade profissional e também um desafio. Isso porque trabalhar com a metodologia do programa amplia as formas e possibilidades da prática educacional e exige o compromisso de reflexão e produção de conteúdo por meio do PFC – Programa de Formação Continuada.

Francis de Almeida, Orientador de Aprendizagem na cidade de Uberaba, Minas Gerais

Francis de Almeida, Orientador de Aprendizagem na cidade de Uberaba, Minas Gerais

Francisco Silva de Almeida é professor da Escola Estadual Quintiliano Jardim, na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Aos 25 anos, formado em Filosofia, possui seis meses de experiência em docência e já encara o papel de Orientador de Aprendizagem. “Além do desafio da docência tem agora o desafio do Telecurso TEC. Vou utilizar todo esse gás de início de carreira para eu poder contribuir”.
No Telecurso TEC, educadores das mais diferentes áreas do conhecimento são desafiados a empregar sua experiência pedagógica no ensino de conteúdos específicos dos cursos de Gestão de Pequenas Empresas, Secretariado e Administração. Uma das faces mais complexas do projeto é essa perspectiva transdisciplinar. Mas como se sente um jovem professor de filosofia diante desse desafio? Francis, como é chamado pelos amigos, não hesita e logo identifica uma afinidade entre a sua especialidade profissional e a proposta pedagógica do Telecurso TEC: “o curso é muito característico, você vem da filosofia, uma carreira que tende a uma postura reflexiva, pensar bastante sobre a realidade como ela é tentar transformá-la de alguma maneira”. Para ele, a reflexão não é uma prerrogativa apenas de áreas com a filosofia. “Todos nós, em qualquer que seja nosso ambiente de trabalho, temos a capacidade de desenvolver um pensamento crítico e reflexivo sobre a nossa vida, sobre a nossa atualidade, nosso tempo presente”.
Ter começado a sua carreira como educador na EJA – Educação de Jovens e Adultos – ajudou Francis a perceber e valorizar a capacidade crítica dos seus alunos e a tirar proveito dessa característica para tornar mais estimulantes as suas aulas: “o adulto que está na EJA consegue observar de um modo muito mais claro os problemas do seu tempo presente, aquilo que o incomoda, e ele consegue fazer de um modo muito mais facilitado o questionamento desse problema, elaborar as questões-problema que são o objeto da filosofia”, completa.
É com base em “questões-problema” que Francis desenvolve um trabalho de formação de comunidades de investigação filosófica. Ele identifica uma forte semelhança entre a forma de trabalho pedagógico que vem utilizando e a metodologia didática do Telecurso TEC, baseada em etapas complementares de Sensibilização, Organização e Sistematização: “Na filosofia nós utilizamos quatro passos fundamentais na investigação filosófica que são: a sensibilização, que é sensibilizar o aluno, fazê-lo perceber os problemas do seu tempo presente, depois problematizar, tomar como objeto de investigação um desses problemas, um desses fenômenos que provocam incômodo nele. Depois nós passamos ao passo da investigação e por último da conceituação”.



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02/09/2009
Porta de entrada para o mundo profissional http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=104 Por Turu Goulart de Andrade
Políticas públicas, como a Lei de Aprendizagem, oferecem aos jovens uma possibilidade a mais de ingressar no mercado de trabalho

A passagem da adolescência à vida adulta costuma ser uma fase de grande apreensão e expectativa em relação ao futuro. Justamente porque é, na maioria das vezes, o momento em que os adolescentes buscam uma profissão. No entanto, conquistar o primeiro emprego pode não ser tarefa das mais fáceis. Pois, dada a grande competitividade, a falta de experiência acaba sendo um empecilho para ingressar no mercado de trabalho. Diante desse fato, o governo federal criou a Lei de Aprendizagem há cerca de nove anos. Essa legislação determina que empresas de grande ou médio porte – que atuam na área industrial, de serviços ou comércio - devem destinar de 5% a 15% de suas vagas à formação profissional de jovens com idade entre 14 e 24 anos. Em contrapartida, há uma diminuição no FGTS, de 8,5% para 2,5%.

Dessa maneira, cabe a empresa contratante ensinar a prática do ofício ao jovem. Já a formação teórica do aprendiz, que ocorre paralelamente, fica a cargo de instituições do Sistema S (como o Senai e o Senac, por exemplo), ONGs e escolas técnicas de educação. “A empresa que vai contratar um aprendiz pode ir por vários caminhos. Ela própria pode selecionar o jovem ou então entrar em contato com alguma instituição [formadora]”, diz Gláucia Cavalcante, responsável pelo conteúdo do site Conexão Aprendiz - um projeto da ONG Cidade Escola Aprendiz que foi criado para divulgar e esclarecer a Lei de Aprendizagem. “Para quem cursa ensino fundamental, a formação não pode passar de seis horas diárias. Quem já concluiu o ensino fundamental, o contrato de aprendizagem pode chegar até oito horas diárias.” De acordo com o site Placar do Aprendiz, mais de 147 mil adolescentes já foram contratados. Esse número representa 18% da meta estabelecida pelo governo. A duração do aprendizado é de no máximo dois anos, e após esse período o empregador não é obrigado a efetivar o iniciado.

Aos moldes do projeto federal, o governador José Serra lançou o Aprendiz Paulista no último dia 20. O programa visa facilitar a contratação de estudantes do Centro Paula Souza, incluindo os alunos do Telecurso TEC, por meio do Portal Emprega São Paulo. A previsão é de que essa ação acelere a inserção de 15 mil jovens no mercado. O contratado terá direito a vale-transporte, a registro em carteira, ao FGTS, ao 13° salário, a férias e aos demais benefícios concedidos aos outros empregados. Outra iniciativa do governo estadual é o Jovem Cidadão – Meu Primeiro Trabalho, cujo objetivo é proporcionar empregos a estudantes de 16 a 21 anos, matriculados na rede estadual de ensino. Assim, são oferecidos estágios remunerados com duração de seis meses – sendo que metade da bolsa-estágio é paga pelo Estado, a outra metade, pela empresa contratante.

Mayra Aparecida França 
da Hora

Aluna da Tec Sala José de Oliveira Orlandi, Mayra conseguiu seu primeiro estágio há cerca de um mês

Estagiar também pode ser uma maneira de conseguir um lugar ao sol. É o caso da aluna Mayra Aparecida França da Hora – da TEC Sala José de Oliveira Orlandi, em Itaquera -, que aos 16 anos entrou em seu primeiro estágio. Remunerado, diga-se de passagem. Ela atua na área de telemarketing há aproximadamente um mês. Cursando o Módulo II de Gestão de Pequenas Empresas, Mayra explica que o Telecurso TEC foi fundamental para que ela exerça sua atividade – voltada para o setor de cobrança. “Aprendi bastante sobre juros e porcentagem no curso, e preciso disso para fazer as negociações. Essa empresa só tem estágio para aluno que esteja fazendo curso técnico.” Além disso, a garota diz que a sala de aula lhe ofereceu mais do que simplesmente conteúdo teórico. “Não é só teoria, a gente também aprende como se comportar quando for procurar emprego. A professora falava que eu tinha que demonstrar um pouco mais de segurança. Isso me ajudou bastante na hora da entrevista, porque eu era muito tímida.”

 



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26/08/2009
Orientadores de Aprendizagem de Minas Gerais participam do primeiro Encontro de Formação http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=103 Maíra Moraes e Robson Braga
Temas como Material Didático, Ambiente Virtual e o papel do Orientador de Aprendizagem são discutidos no encontro de formação

Mais de 500 educadores da rede estadual de Minas Gerais participaram d 1º Encontro de Formação de Orientadores de Aprendizagem do Telecurso TEC, entre os dias 18 e 21 de agosto. Este é o momento em que Coordenadores e Orientadores de Aprendizagem se conhecem e dialogam sobre diferentes aspectos da sua atuação: papéis e funções do Orientador, metodologia didática, uso do Ambiente Virtual e a participação nas atividades do Programa de Formação Continuada que dá segmento ao apoio pedagógico iniciado no encontro.

No mesmo período, 92 Técnicos e Inspetores da Secretaria da Educação reuniram-se para discutir a dinâmica de monitoramento do programa, que visa o acompanhamento dos processos e dos resultados alcançados.

A metodologia do Telecurso TEC será implantada em todo Estado de Minas Gerais, integrada ao currículo da EJA – Educação de Jovens e Adultos. Mais de 24 mil alunos poderão optar pelos cursos de Secretariado e Assessoria; Administração e Gestão de Pequenas Empresas, em 400 escolas que fazem parte do PEP - Programa de Educação Profissional.

Edmar de Almeida, orientador de aprendizagem em Divinópolis.

Edmar de Almeida, orientador de aprendizagem em Divinópolis

Para o Orientador de Aprendizagem Edmar de Almeida, da cidade de Divinópolis, a metodologia do Telecurso TEC, pautada na valorização da experiência do aluno, combina muito bem com a educação que se pratica com jovens e adultos. “No Ensino Regular a gente está tentando transmitir para o aluno uma coisa que para ele ainda falta ter experiência, na EJA o aluno já despertou o interesse dele, quando você fala que a área de um quadrado é lado vezes lado ele já fala do jardim que ele terminou, do caminhão de areia que ele teve que comprar”, afirma o educador.

Tênnica Mendes, orientadora de aprendizagem em Poços de Caldas.

Tênnica Mendes, orientadora de aprendizagem em Poços de Caldas.

 A metodologia do Telecurso TEC tem o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. Para a Orientadora Tênnica de Fátima Mendes, da cidade de Poços de Caldas, esta proposta é muito adequada às necessidades dos alunos da EJA, principalmente pelos recursos disponibilizados ao educador. “A bagagem de recursos, de material oferecido não deixa a aula cansativa. O aluno não enjoa da sua cara, porque cada dia é uma novidade, uma coisa diferente, mais tranqüila e gostosa de ser trabalhada. Você esta dando uma formação e não impondo”, conta Tennica.  

Durante as oficinas, os educadores compartilham experiências voltadas para estimular o protagonismo de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Cria-se assim um ambiente de co-participação e solidariedade no qual todos estão dispostos a ensinar e aprender. “O professor que entra na sala da EJA e não esta a fim de aprender não vai para frente, porque ele vai aprender muito. Em determinadas turmas, se a gente deixar, eles [os alunos] vão dar aula”, destaca Edmar.



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20/08/2009
Futuro de Possibilidades http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=102 Por Dinah Feldman
Para economizar tempo e dinheiro, muitas pessoas optam em investir na sua formação e desenvolvimento profissional à distância

Lilian, Alcir e Alessandra não se conhecem. Mas têm muito em comum. Os três concluíram cursos do Telecurso TEC em dezembro de 2008 e estudaram conteúdos similares, em horários e lugares diferentes, durante o mesmo período.

Lilian Coelho, formada
pela Modalidade Aberta do Telecurso TEC

Lilian Coelho, formada pela Modalidade Aberta do Telecurso TEC

Lilian Brito Coelho, 30, graduada em informática, atua como secretária de duas diretoras. Sentindo que precisava de um reforço para melhorar seu desempenho, ela escolheu o Telecurso TEC pela chance de fazer seu próprio horário de estudo. Comprou o livro, fez a prova e logo ficou sabendo que a segunda prova já tinha data. “Tive um mês e meio para estudar. Assistia às aulas pela manhã, estudava pelo livro e seguia as dicas de pesquisa. Tem que estudar todo dia um pouco. E não comprar o livro e deixar guardado”. Durante o ano, Lilian já sentiu o resultado. “Tinha muitas dicas e me ajudou a me organizar melhor”. Mesmo não sendo uma exigência da empresa, os cursos ficam registrados. Com o DRT em mãos, ela planejava uma pós-graduação.

Também foi a economia de tempo, que motivou Alcir Ravanini Jr, 41, a fazer o curso de Secretariado. “Não dá mais para ir até uma escola. O jeito é encaixar o estudo na correria do dia-a-dia”, explica o servidor público da Prefeitura de Leme. Alcir conhece bem a jornada em busca do conhecimento. Morador de Leme, fez o curso de Economia em Limeira, a 50 km da sua casa, em seguida pós-graduação em São Paulo, aos sábados, durante um ano e meio. Além do tempo, Alcir pesou também a redução de custos com viagens: “Hoje faço a minha agenda e rende bem. Não é todo dia que a gente está com a cabeça boa para estudar”, revela.

Alessandra Ferreira Terra, 31, formada e pós-graduada em fisioterapia, nunca conseguiu emprego na área. Como sempre fez inglês, começou a dar aulas informalmente, fez licenciatura em Letras e, depois, curso de intérprete. “Eu trabalhava na Bolsa de Valores como intérprete no setor de visitas e comecei a ter cada vez mais trabalho na área administrativa. Senti falta de conhecimento e fui atrás”, lembra. Escolheu o Telecurso TEC para conciliar o trabalho “de segunda a segunda” e o estudo. Passou a gravar os programas e estudar sozinha à noite. “Não tem cobrança externa, então tem que ter autodisciplina e se cobrar os resultados, para não desistir na primeira dificuldade”. O reconhecimento pelo investimento pessoal veio rapidamente. Alessandra perdeu o emprego no auge da crise financeira em fevereiro deste ano. “Em menos de um mês consegui um emprego. Hoje trabalho como secretária numa empresa de engenharia”. E ainda faz pós-graduação em administração, também online.

Juntos, apesar da distância, os formados da modalidade aberta do Telecurso TEC dizem que disciplina, compromisso e dedicação são ingredientes fundamentais para quem quer estudar sozinho. E, com esse comprometimento, eles construíram  um futuro repleto de possibilidades.



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12/08/2009
Exame Presencial: Estudante encara resultado negativo como estímulo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=101 Diego Dacax
A avaliação pode servir para o aluno identificar as suas dificuldades

Turma agitada, exercícios de revisão, simulados, aumento no ritmo de estudo, dúvidas e, quando chega a hora, o inevitável frio na barriga. Época de prova é quase sempre assim. E com o pessoal que fez o Exame Presencial do Telecurso TEC não foi diferente. Segundo Maria Inês Benvenuti, Coordenadora de Orientadores de Aprendizagem do curso, as turmas semi-presenciais estavam em polvorosa antes da avaliação. “Conforme o dia se aproximava, a ansiedade do povo aumentava”, conta.

 

Apesar de comum, o nervosismo pode prejudicar na hora do teste, fazendo com que muita gente erre questões que sabe e se atrapalhe até mesmo na leitura e compreensão do conteúdo do Exame. Para desmistificar a prova e deixar a turma mais segura, Inês lembra que os orientadores aplicam simulados no período que precede o Dia D. De acordo com ela, isso também é feito para familiarizar os estudantes com o que vem pela frente.

 

Aparecida Domingas Valentim se prepara para o próximo Exame Presencial

Aparecida Domingas Valentim se prepara para o próximo Exame Presencial.

Mesmo assim, para muitos não foi fácil conter as expectativas. Aparecida Domingas Valentim revela que a ansiedade e o tempo de duração da avaliação foram fatores decisivos para que ela não acertasse o número suficiente de questões para ser aprovada. Mas isso não a desanima. “Em dezembro eu vou prestar de novo. Agora que eu sei como é, vai ser mais fácil”, diz. Para Domingas, como é conhecida entre os colegas, o resultado negativo não serviu de desestímulo, pelo contrário. “Eu não desisti, não, eu vou é estudar mais para a próxima vez”, afirma.

 

É comum que as pessoas fiquem chateadas quando não vão bem em uma prova. “Independente disso, a avaliação deve servir para que o aluno identifique quais são as suas dificuldades e tire as dúvidas com os orientadores”, aconselha a psicóloga Carolina Azevedo. Pensando assim, Domingas chegou à conclusão de que o seu ponto fraco foi a matemática. Ela diz que se dedicará mais à matéria nas aulas de reforço ministradas ao longo do semestre.

 

Segundo a Coordenadora Inês, haverá uma retomada das disciplinas para os alunos que farão o teste novamente em dezembro. Concomitante a isso, é possível ir cursando o segundo módulo do Telecurso TEC. Enquanto a data não chega, Maria das Neves de Cavalcante, uma das alunas aprovadas, dá uma dica a quem for prestar o próximo Exame: “Fazendo uma revisão semanal, o conteúdo não acumula e quando chega a hora da prova você não se desespera com o tanto de coisas que tem para rever.

 

Estudar regularmente, como orienta Maria, é uma boa forma de se manter em dia com as matérias. Também é importante encarar as coisas como Domingas, que identificou as suas dificuldades e viu o resultado do Exame como um motivo para se dedicar mais aos estudos. Se espelhando nas experiências das alunas, fica mais fácil encarar os estudos e superar os obstáculos.

 



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05/08/2009
Adoçando a renda familiar com chocolate http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=100 Turu de Andrade
Aos 17 anos, aluno do Telecurso TEC põe em prática lições aprendidas em sala

Cerca de dois anos atrás, a família do estudante Douglas Henrique Fernandes de Souza se encontrava em uma amarga situação financeira. Nessa época, enquanto seu pai saia às ruas em busca de trabalho, a receita para sobreviver e driblar a crise veio de dentro da cozinha da própria casa. A mãe do rapaz começou a fazer trufas de chocolate, com o intuito de levantar dinheiro para pagar as despesas domésticas. A partir daí era responsabilidade de Douglas – aluno do TEC Sala da Escola Estadual D. Pedro I, em São Miguel Paulista - comercializar os quitutes.

Douglas vende doces, representando 50% da renda familiar.

Douglas vende doces, representando 50% da renda familiar.

Com faro de negociante, esse jovem de 17 anos analisou aquela que provavelmente seria sua principal concorrente: a cantina do colégio. “Procurei saber se lá também vendia trufas, mas só tinha chocolate em tablete”, diz. “Então, comecei a vender trufas na escola. Foi dando certo, e até hoje continuo.” A pesquisa de mercado não parou por aí. Em pouco tempo ele percebeu que ainda havia uma demanda não atendida, e que poderia negociar outro produto. Dessa maneira, o estudante acrescentou pão de mel ao seu cardápio de vendas. Hoje em dia o negócio e a família – que vive no Jardim Pantanal, Zona Leste de São Paulo - vão bem, obrigado. O pai de Douglas conseguiu emprego em uma loja de departamento, e seu filho vende em torno de meia centena de doces por dia – o que representa cerca de 50% da renda familiar.

 

Buscando fidelizar seus compradores, o rapaz faz promoções como estratégia para lucrar mais. Por exemplo, enquanto uma trufa é vendida por R$ 1,25, quem compra duas ou mais paga R$ 1 em cada unidade. “Faço de tudo para agradar e não perder o cliente”, revela. “A pessoa que é bem atendida fala para outras.” Outro caso que exemplifica seu espírito de negócio se deu no último Dia dos Namorados. Foi quando Douglas ofereceu um serviço diferenciado. O freguês que comprasse uma trufa levava de brinde um correio elegante, escrito em cartolina vermelha com formato de coração. Inclusive, cabia ao jovem empreendedor a entrega dos galanteios.

 

Outra dica para realizar boa negociação, segundo o estudante, é divulgar o trabalho. “Você tem que saber se vender para o mercado. Se vende alguma coisa, tem que falar disso. Daí a rede de contatos aumenta, e isso abre portas.” Ou seja, essa teia de relacionamentos - o chamado networking – possibilita que cada vez mais pessoas saibam de seu empreendimento. Afinal de contas, o “boca-a-boca” pode ser uma importante ferramenta de marketing para o negociante.

 

Atualmente Douglas, juntamente com alguns colegas de TEC Sala, elabora um plano de negócios. A inspiração para isso vem, além da própria experiência de vida, de um case de êxito: a Cacau Show. Nascida em 1988, essa empresa cresceu e hoje se destaca na fabricação de chocolates. Apesar do projeto dos estudantes ainda estar em fase inicial, eles já deram um nome ao empreendimento: Chocone. “Se você não sonhar, não almeja o futuro. E eu sonho, sim, que essa marca vai conquistar sucesso”, conta Douglas.

 

Dessa maneira, ele já vislumbra firmar uma parceria com seu amigo de Telecurso TEC Elivelton Rodrigues dos Passos, cuja família tem um estabelecimento em Itaim Paulista. Embora Elivelton venda chocolate em seu mercado, ainda não comercializa trufas. Mas parece que isso irá mudar em pouco tempo. Pois há uma articulação para que Douglas se torne seu fornecedor. “É de nosso interesse, e eu e ele já estamos discutindo. Só que aí ele precisa produzir mais e conseguir um preço de atacado para mim. Porque assim ele tem o lucro dele e nós, aqui do estabelecimento, o nosso”, explica Elivelton. Quando indagado sobre sua maior satisfação, Douglas diz: “É sair com a bolsa cheia [de doces] e voltar com ela vazia.” Adaptando um provérbio à realidade de Douglas, pode-se dizer que a necessidade estimula o talento; e o sabor, os clientes.



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29/07/2009
Conteúdo aliado à prática: sucesso garantido http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=99 Andréa Pineda
Aula do Telecurso TEC incentiva aluna a abrir sua própria pizzaria

Diferentemente das meninas de sua idade, Mariane de Almeida Kolchrailver, de 17 anos, praticamente não tem tempo para lazer, mas não se arrepende.

Mariane de Almeida Kolchrailver: pizzaiola e empreendedora
Mariane de Almeida Kolchrailver: pizzaiola e empreendedora

Aluna do terceiro ano do Ensino Médio da E.E. Herculano de Freitas, no Alto da Riviera, São Paulo, também é monitora na sala de informática da escola de segunda-feira à sexta-feira, e aos sábados pela manhã cursa o segundo módulo do Telecurso TEC. Mas, sua atividade preferida acontece todas as noites: é pizzaiola na pizzaria Delamari, que comprou em sociedade com sua mãe.

 

Tudo começou há três anos, quando Mariane começou a trabalhar como atendente em uma pizzaria. Duas semanas depois de iniciado o trabalho, o dono da pizzaria precisou de um novo pizzaiolo, e como Mariane tinha interesse em aprender, se ofereceu para a vaga. Desde esse dia, nunca mais parou de abrir e rechear massas de pizza.

Em agosto de 2008, quando já cursava o primeiro módulo, convenceu sua mãe a abrir uma pizzaria e ela seria a pizzaiola. Porém, a sociedade da mãe com uma conhecida não deu certo. Na avaliação de Mariane, o principal problema foi a má administração. Mesmo assim, seu lado empreendedor não desistiu da idéia.

 

Em abril deste ano, quando retomaram as aulas após as férias, Fabiane Sardinha, orientadora da TEC Sala, levou um texto para os alunos debaterem. O texto contava a história de pessoas presas na masmorra de um castelo, que tinham a opção de escolher uma entre duas portas, sabendo que uma delas levaria à morte. Temendo o que teria atrás da porta desconhecida, a maior parte do grupo optava pela porta da morte. Exceto um deles, que arriscou e escolheu a porta desconhecida. Para surpresa de todos, atrás dela encontravam a liberdade.

 

O texto convidava os alunos a refletirem sobre a postura empreendedora diante dos desafios. Essa era a mensagem que Mariane precisava ouvir para motivar sua mãe a confiar nela e abrirem uma nova pizzaria. “Quando contei a historia para minha mãe, ela logo comprou a idéia”, lembra. Juntas pesquisaram o preço e as condições de uma pizzaria que estava à venda no bairro - justamente por falta de pizzaiolo - e decidiram comprar.

 

Segundo Mariane, os conhecimentos adquiridos no Telecurso TEC têm contribuído muito na administração da pizzaria: no controle do caixa, atendimento aos clientes, negociação com fornecedores, e divulgação. Com a leitura dos textos sobre marketing Mariane aprendeu a importância de uma boa divulgação. “Fiz folhetos e distribui pelo bairro. Agora estou pensando em fazer imãs de geladeira, assim as pessoas não perdem nosso telefone”, lembra ela.

 

Na aula de pesquisa de mercado ela aprendeu que um bom negócio precisa ter diferenciais em relação aos seus concorrentes. Por isso, a pizzaria Delamari é a única do bairro que abre às segundas-feiras e tem a borda das pizzas recheada. O salão com cinco mesas também é um atrativo que apenas mais uma pizzaria do bairro possui. Por sugestão dos colegas de classe, agora Mariane estuda a viabilidade de colocar um karaokê no salão. “Os jovens do bairro têm poucas opções de lazer, por isso um Karaokê poderia ser um atrativo da pizzaria”, observa Fabiane.

 

Fabiane, a professora que motivou Mariane com o texto sobre as portas, é uma grande incentivadora de seus alunos se orgulha dos avanços deles: “Alguns já trabalham e outros fazem cursos extras também”. Sempre traz textos e materiais complementares, e são de Mariane a maioria dos exemplos discutidos em aulas. “A Mariane é uma aluna muito inteligente. A gente torce para que tudo dê certo, porque ela é merecedora mesmo”, reconhece a orientadora.

 

Além de uma vitória pessoal, a experiência de Mariane também é um exemplo para os colegas e organizadores do Telecurso. Para Eliana Barion, coordenadora pedagógica desta TEC Sala, “é muito válido para os alunos que estão acompanhando, que estão vendo acontecer. O orientador falar é uma coisa, mas quando eles vêem de perto, é totalmente diferente”, avalia. Ana Maria de Almeida, mãe de Mariane, também compartilha dos conhecimentos do curso: "Até chorei no dia que ela começou a me mostrar no livro que tinha aprendido como montar uma empresa. Fiquei emocionada de ver a dedicação dela e o jeito que me ensinou".

 

Mariane se inscreveu no Telecurso TEC por interesse em conseguir um emprego melhor. Agora, irá concluí-lo como uma das comerciantes do bairro.



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22/07/2009
Telecurso TEC será implementado na rede pública de ensino de Minas Gerais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=98 Monique Melo
Chega em Minas Gerais o Telecurso TEC integrado ao PEP

O Telecurso TEC chega em Minas Gerais integrado ao Programa de Educação Profissional para a Educação de Jovens e Adultos (PEP EJA), oferecido pelo Governo do Estado de Minas Gerais. O PEP EJA será integrado ao Ensino Médio e terá a duração de dois anos e meio. O objetivo é a formação profissional em nível médio de jovens e adultos. O currículo das aulas será integrado e a certificação, única.

Mais de 400 educadores participaram da apresentação do Telecurso TEC em Minas Gerais
Mais de 400 educadores participaram da apresentação do Telecurso TEC em Minas Gerais
A primeira reunião técnica do PEP EJA aconteceu no dia 14 de julho, em Belo Horizonte. Na ocasião, os 484 diretores das escolas envolvidas, além de diretores e técnicos das superintendências regionais de ensino e da Secretaria de Estado de Educação receberam as orientações sobre o funcionamento do programa.
Durante o evento, a secretária de Estado de Educação Vanessa Guimarães Pinto pontuou alguns dos desafios que envolvem os estudantes do Ensino Médio. “O PEP EJA pode ser a ante-sala de um desafio maior”, disse, referindo-se aos alunos que continuarão os estudos no ensino superior.
A secretária de Educação destacou, ainda, que o programa pode ser também uma última oportunidade para aqueles que já trabalham e contribuem para o sustento familiar, ou chefiam as suas famílias, e necessitam de profissionalização. Para Vanessa Guimarães, esses jovens pedem uma resposta. “É nosso dever fazer o máximo para muitos e por essa razão também abrir perspectiva para a educação profissional que atenda o EJA”, disse.
Utilizando a metodologia do Telecurso TEC, o PEP EJA irá contemplar 24.120 alunos de 479 escolas estaduais de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O treinamento de professores será iniciado na primeira semana de agosto e as aulas terão início no dia 24 do mesmo mês. O objetivo é ampliar a porta de entrada no mercado de trabalho para os jovens que concluírem a formação. O PEP EJA abrange 275 municípios mineiros e, com sua implantação, o Governo de Minas Gerais manterá mais de 100 mil alunos em cursos de educação profissional.
O Telecurso TEC é um programa da Fundação Roberto Marinho, voltado para a formação técnica em Gestão Empresarial nas seguintes áreas: Gestão de Pequenas Empresas, Administração e Secretariado / Assessoria. Os conteúdos foram desenvolvidos em parceria com o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, referência no país em educação profissional.


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16/07/2009
Alunos aplicam aulas do Telecurso TEC em pequenas empresas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=97 Fábio Reynol
Estudantes de escola Hugo de Aguiar, em Guarulhos, perceberam na prática o valor da formação profissional na hora de gerir uma empresa

Uma coisa é aprender teorias e decorar fórmulas, outra bem diferente é aplicar o que aprendeu em algo prático e importante para a vida. Esta última experiência esteve presente entre os alunos do Telecurso TEC que estudam na Escola Estadual Hugo de Aguiar, no bairro Vila Isabel em Guarulhos (SP). A TEC Sala coordenada pela orientadora Elisabete Cardoso Alves teve vários de seus alunos envolvidos na administração de empresas após ser estimulados a pôr a mão na massa e aplicar o que aprenderam.

 

Logo no começo do módulo 1 do programa, os estudantes de administração de pequenas empresas foram convidados a sair pelo próprio bairro e conhecer a região. A atividade abriu os olhos de muitos deles para as necessidades que as pessoas de suas comunidades tinham. Isso estimulou a criação de novos negócios empreendidos pelos estudantes. Foi o caso de Ana Caroline Costa Petri que enxergou uma oportunidade numa brincadeira muito praticada entre as crianças do bairro, soltar pipas. Foi um passo para ela ter uma idéia empreendedora: fazer pipas para vender. A empresa começou a produzir as primeiras unidades e foi se aprimorando à medida que o curso avançava.

 A orientadora Elisabete Alves estimula seus alunos a administrarem.
A orientadora Elisabete Alves estimula seus alunos a administrarem.

“A empresa foi se organizando e, após o capítulo sobre pesquisa de mercado, eles foram às ruas perguntar às crianças o que elas queriam”, conta a orientadora Elisabete Alves. Surgiram pipas de novos tamanhos e cores, baseadas na demanda dos jovens consumidores.


Como uma empresa socialmente responsável, a fábrica de pipas não ficou somente na produção e nas vendas. “Eles promoveram uma campanha entre as crianças para não utilizar o cerol”, orgulha-se a orientadora ao se referir à pasta de cola e vidro que muitas crianças passam na linha e é um risco à segurança, especialmente dos motoqueiros e ciclistas. Além de conscientizar os soltadores sobre os problemas do cerol, a empresa de Ana Caroline ainda promoveu outras orientações de segurança, como a escolha de locais adequados para a brincadeira, campo abertos longes de rodovias e de redes elétricas. O sucesso da empresa foi sentido em pouco tempo, quando suas pipas começaram a ser vendidas em papelarias do bairro.

 

As aulas também ajudaram empreendimentos familiares que já existiam, mas que precisavam de uma ajudinha de conhecimentos técnicos para crescer. Foi o caso da fábrica de gravatas da família do estudante Felipe Groscopp Ferreira. Por já estar atuando no negócio familiar, Felipe já tinha conhecimentos práticos de administração e compreendeu rápido o conteúdo do programa do curso. Como resultado, a gestão pequena confecção foi sendo aprimorada. O planejamento estratégico e a organização dos custos foram detalhados e colocados em planilhas. A fabricação foi reorganizada e uma consulta aos clientes garantiu a produção de gravatas mais voltadas aos desejos dos clientes. Resultado: aumento de produtividade e de vendas.

 

História semelhante teve a estudante Kelly Dani de Oliveira, da mesma TEC Sala de Felipe e Ana Carolina. No início do curso de administração do Telecurso TEC, ela tornou-se sócia com o pai de uma estamparia. Ele já tinha conhecimento técnico da produção, mas ela teria que participar com o que estava aprendendo sobre administração. O curso foi muito útil, “no começo, eu tinha dúvidas sobre contabilidade, notas fiscais, impostos”, relembra Kelly. A teoria aprendida nos encontros semanais na TEC Sala, aliada à prática nos negócios trouxe ainda outros resultados à vida da estudante, que diz ter descoberto a sua vocação, “quero continuar a estudar administração na faculdade”, empolga-se ela mostrando a motivação de quem uniu teoria e prática.

 



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06/07/2009
Alunos do Telecurso TEC contam suas experiências http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=96 Fábio Reynol
Depoimentos de estudantes serão compartilhados na rede de aprendizagem do programa

Há pouco mais de um ano a estudante Fernanda Alves Kobayashi, aluna do ensino médio da Escola Estadual Sidronia Nunes Pires, em Cotia (SP), era tímida e enfrentava dificuldades para trabalhar em equipe. Hoje, Fernanda se considera outra pessoa, “apresento trabalhos falando em público e reconheço a importância de interagir com o grupo. Minha visão de mundo também mudou muito”, atesta. A transformação da estudante deu-se ao longo dos encontros semanais do Telecurso TEC.

 

Experiências como a de Fernanda podem ser referências para outros alunos do curso e por isso serão transformadas em conteúdo para o Programa de Formação Continuada (PFC) dos orientadores de aprendizagem.

 

O bate-papo que se transformou num vídeo
O bate-papo que se transformou num vídeo.

Utilizando a estrutura da Rede do Saber, um portal digital da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, voltado à formação de professores, seis alunos reuniram-se para um bate-papo informal. A conversa transformou-se em um vídeo, que tem como o objetivo ser uma ferramenta de interação e estímulo para Orientadores e alunos compartilharem as experiências de vida e profissional desenvolvidas ao longo do programa.

 

O vídeo é uma ferramenta didática, como frisa a coordenadora pedagógica Andréa Primerano. “As perguntas que elaboramos para os alunos procuram descobrir as transformações que estão se dando na vida desses estudantes, como o seu desempenho escolar e suas posturas em provas e avaliações após iniciarem o curso, por exemplo”, explica Andréa.

 

“Melhorei na escola, os meus conhecimentos aumentaram muito e hoje encaro os estudos de maneira mais profissional”, comemora Diego Amaral Martins Piau, aluno da Escola Estadual Miss Browne, em São Paulo. Diego tem obtido desempenhos excelentes tanto nas matérias do ensino regular como no Telecurso TEC. “Agora, a escola para mim tem muito mais valor”, atesta o estudante. Responsabilidade e capacidade de trabalhar em grupo foram os principais frutos colhidos por Erica de Jesus Debroi, aluna da escola Anecondes Alves Ferreira, em Diadema (SP). “Agora eu tenho hora certa para cada coisa, para estudar, ver televisão, etc. e aprendi a respeitar e escutar a opinião dos colegas, que antes, eu nem gostava de ouvir”, confessa.

 

Já Juliana Rubim, colega de Diego na escola Miss Browne, teve sua visão de mundo ampliada. “Hoje vejo tudo de uma maneira diferente: fiquei mais crítica e meu mundo se ampliou muito. Observo coisas que eu não via antes,” espanta-se. Juliana hoje se diz mais pró-ativa, “nos trabalhos escolares eu estou pesquisando muito mais por conta própria”, diz e, como a colega Erica, ela conta com uma agenda que organiza suas tarefas e até o seu lazer.

 

O Telecurso TEC deve promover ainda mais efeitos no futuro de cada um dos alunos. Erica pretende ser uma empreendedora, quer abrir um pet shop e fazer um curso superior de farmácia. Diego está se decidindo entre uma faculdade de administração ou um curso ligado à tecnologia da informação e Fernanda Kobayashi sonha em cursar design ou educação física na universidade. Juliana Rubim quer fazer um teste vocacional para ajudar em sua escolha entre administração e artes cênicas, mas mantém a certeza de uma coisa, “o que eu aprendi durante o Telecurso TEC vou usar para o resto da vida!”, aposta a estudante.



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29/06/2009
Prêmios podem ser vitrines para o seu talento http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=95 Fábio Reynol
Fique por dentro das premiações voltadas para a sua área de atuação, pois a sua participação pode render visibilidade, novos conhecimentos e até contatos.


Aquela idéia que você teve transformou-se numa empresa e o seu negócio vai de vento em popa? Por que não contar essa história de sucesso para todo mundo, increvendo-se num concurso? Mesmo que você ainda não tenha tirado o seu projeto do papel, ele pode ganhar corpo e até prêmios em competições acadêmicas ou empresariais.

Este ano, os alunos na modalidade semipresencial do Telecurso TEC, poderão participar de concursos como  Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (FETEPS) e o Prêmio Técnico Empreendedor do MEC.

A FETEPS é dividida em três espaços, o primeiro é a mostra de projetos os quais são julgados por professores do Centro Paula Souza. O segundo espaço é destinado a ações sociais que se destacam. “Temos, por exemplo, uma unidade que recolhe pilhas para reciclagem, outra que mantém um banco de alimentos e outra que incentiva o artesanato regional de sua comunidade”, exemplifica Márcia Fumanti, do Centro Paula Souza. O terceiro espaço é aberto a empresas parceiras ou que exerçam atividades ligadas aos projetos e disciplinas do Centro Paula Souza. Por tudo isso, a FETEPS é uma oportunidade para conhecer novos projetos, ampliar horizontes e reforçar o seu networking.

Outro evento importante para os jovens que se iniciam no empreendedorismo é o Prêmio Técnico Empreendedor. Iniciado em 2002 pelo Ministério da Educação, hoje o prêmio conta com parceiros de peso como o Ministério da Agricultura, o Banco do Brasil e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O evento é dividido entre as categorias técnico (nível médio) e tecnólogo (nível superior). As inscrições podem ser feitas até o dia 7 de julho em qualquer unidade do Sebrae e o concurso se inicia na etapa regional a qual seleciona os trabalhos para a nacional. Ambas as etapas envolvem prêmios em dinheiro para os alunos e para o professor orientador do projeto.

Os trabalhos são inscritos em três categorias: tema livre, cooperativismo e inclusão social. Na etapa nacional concorrem três trabalhos em cada categoria.

Denise Marques, coordenadora nacional do Programa Técnico Empreendedor
Denise Marques, coordenadora nacional do Programa Técnico Empreendedor

 “É o espaço para o jovem mostrar o seu talento empreendedor e ver como isso pode contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma Denise Marques, coordenadora nacional do Programa Técnico Empreendedor do Sebrae. No ano passado, o Prêmio reuniu 300 trabalhos, o dobro do número de participantes de 2007, este ano os organizadores esperam triplicar o número de inscritos.

Participar desses eventos é muito mais do que apresentar propostas e soluções. É mostrar a sua cara ao mercado. Além disso, novas idéias, bons negócios e pessoas que serão importantes para a sua carreira estão reunidos nesses concursos. Por isso, participe increvendo-se e, mesmo se você não for classificado, vale a pena fazer uma visitinha.


 



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15/06/2009
O bar que virou mercado http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=94 Fábio Reynol
Aluno do Telecurso TEC faz o negócio da família crescer ao aplicar aquilo que aprendeu

Assim que começou o curso no Telecurso TEC, o estudante Elivelton Rodrigues dos Passos recebeu uma missão de seu padrasto, ajudá-lo a administrar o bar que acabara de abrir em Itaim Paulista, onde moram. Não demorou muito para o garoto começar a aplicar no negócio da família o que havia aprendido durante o curso.

Elivelton Rodrigues dos Passos, aluno do Telecurso TEC
Elivelton Rodrigues dos Passos, aluno do Telecurso TEC

Após ler o capítulo Pesquisa de Mercado do livro do Módulo 1, Elivelton começou a olhar melhor o seu bairro, conhecer as necessidades da vizinhança e viu que muita coisa poderia ser aprimorada. Sua análise de demanda foi categórica, “percebi que havia muitos bares no bairro, mas os moradores tinham que andar muito para chegar até um mercado”, conta o estudante. Foi então que propôs ao padrasto ampliar o negócio e oferecer produtos de limpeza e gêneros alimentícios no estabelecimento.

Para a surpresa da família, a mudança fez o faturamento aumentar muito mais do que o esperado a ponto de o mercado tomar cada vez mais espaço e ultrapassar o bar em lucratividade. “Coloquei minha visão ao meu padrasto e ele concordou em aumentar a área do mercado”, lembra Elivelton. O empreendimento acabou virando um case para a TEC Sala da Escola Estadual D. Pedro I, em São Miguel Paulista, onde Elivelton estuda. “A classe adotou o caso e os colegas começaram a participar analisando e assessorando a administração da empresa”, conta a orientadora Adriana Ruescas que lembra como foi importante a aplicação do controle financeiro no empreendimento. Às vezes, a família achava que tinha lucrado muito porque havia vendido quase todos os produtos. “No entanto, na hora de calcular todos os custos, como o tempo de trabalho de cada um, eles perceberam que o lucro não tinha sido tão grande”, exemplifica a orientadora.

O custo do tempo trabalhado de cada familiar também pesou no processo de transformação do bar em mercearia e veio de outra lição do Telecurso TEC. O tempo dedicado para cada cliente em um bar é muito maior do que aquele destinado a clientes de um mercado. E a aplicação prática das lições não parou mais. Nas aulas de planejamento estratégico, Elivelton precisou analisar como estava a empresa diante do ambiente externo. Para isso, ele aplicou a análise FOFA através da qual identificou as forças, as oportunidades, as fraquezas e as ameaças à organização. Foi quando o estudante percebeu uma fraqueza em seu empreendimento, uma mesa de sinuca. “A mesa deixava o estabelecimento cheio e atrapalhava o mercado”, afirma Elivelton. Além disso, a mesa de sinuca arranhava uma imagem que os administradores estavam tentando construir: a de um ambiente familiar. “Crianças não entravam, porque os pais mandavam comprar em outro lugar”, lembra o estudante empreendedor. Com a retirada da mesa, as coisas mudaram e os freqüentadores, também, aumentando os lucros.

Hoje, com as aulas do Módulo 2, Elivelton continua aprimorando a administração e está registrando os desafios da empresa em um plano de negócios. Seus fornecedores, por exemplo, são avaliados e recebem notas conforme a qualidade do serviço, preços e prazos de entrega. Assim, ele já seleciona os melhores e descarta os que causam dores de cabeça. O jovem empresário analisa agora a possibilidade de contratar um novo fornecedor muito especial. Colega da mesma TEC Sala, o estudante Douglas Henrique Fernandes de Souza, ajuda a sua mãe a fabricar chocolates caseiros. No momento, a empresa familiar de Douglas precisa de um ponto de venda, o que pode transformar os estudantes empreendedores em parceiros nos negócios.



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08/06/2009
A idéia que se transformou numa empresa http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=93 Fábio Reynol
Aos 17 anos, Marcos teve uma idéia que não saiu mais da cabeça e, com apoio de investidores, transformou-se num empresário aos 19 anos de idade.

Ele tinha pouquíssimo tempo livre quando começou a faculdade.

Marcos Aurélio Ribeiro Passos Filho , 17 anos
Marcos Aurélio Ribeiro Passos Filho , 17 anos

Aos 17 anos, Marcos Aurélio Ribeiro Passos Filho iniciou o curso de Ciência da Computação, numa universidade no interior do estado do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo começou um estágio de meio período. O pouco tempo que lhe restava tinha que ser usado para estudar. Não sobrava espaço para um de seus passatempos favoritos, a leitura. Por isso, durante uma viagem de fim de semana, o estudante havia prometido a si mesmo que terminaria de ler um livro que gostava muito mas, quando chegou ao destino, Marcos percebeu que havia se esquecido de levar o livro. A frustração acabou lhe dando uma idéia, “se o livro estivesse disponível na internet, eu poderia baixá-lo em qualquer lugar e terminar de lê-lo”, recorda Marcos o momento de seu insight.

A idéia de disponibilizar livros na rede jamais o deixou. “Fiquei com aquilo na cabeça”, afirma Marcos que desde muito jovem já se enveredava pelo mundo virtual. Aos 13 anos, ele costumava se divertir construindo sites através uma engenharia reversa própria: ao visitar uma página na internet, ele tentava descobrir como ela tinha sido feita e procurava aperfeiçoar recursos que ela não tinha. “Naquele tempo, eu nem sabia que isso [o desenvolvimento de sites] era uma especialidade profissional”, confessa Marcos que só descobriu a importância desse ramo quando ingressou na faculdade.

Um ano depois daquela viagem, ele decidiu colocar sua editora virtual na internet. Em abril de 2008, publicou a home page Bookess, um espaço para novos autores disponibilizarem gratuitamente seus livros. O projeto visava um nicho de mercado pouco trabalhado. “Para publicar hoje, um novo autor tem que bancar boa parte da edição e não adianta nada ele ter 15 livros na estante sem ter leitores”, expõe Marcos. A proposta da Bookess é gerar leitores on-line que podem ler novos talentos gratuitamente na rede e só pagam se quiserem ter um exemplar impresso do livro.

Porém, o que deu profissionalismo e porte ao serviço, foi a vontade de Marcos de atrair investidores interessados em seu negócio. Para isso, o estudante elaborou um projeto de negócios e o enviou para empresas de investimento. Entre as que se interessaram pela idéia, estava a Floripa Angels, um dos grupos pioneiros no Brasil de investidores anjo (veja matéria). “O profissionalismo do grupo e a qualidade de vida de Florianópolis pesaram na escolha dos parceiros”, afirma Marcos. Com os investimentos da Floripa Angels, a Bookess ganhou seis empregados fixos, um conselho administrativo e, é claro, transformou-se numa empresa que abriga atualmente cerca de 3 mil escritores e recebe diariamente por volta de 500 leitores.

site da Bookess
Site da Bookess

Na Bookess, o autor só paga se quiser ter sua obra impressa e registrada. Nesse caso, é ele quem escolhe o preço de capa. Através de uma gráfica digital, a Bookess manda imprimir o livro. O autor fica com 80% do lucro e a Bookess, com os 20% restantes. O valor cobrado pelo serviço de registro já inclui a impressão de uma cópia da obra para o autor. A empresa ainda aproveita os recursos da web para criar novos modos de publicação, como por exemplo, a criação coletiva de um livro. Um grupo de amigos ou de especialistas espalhados por cidades diferentes podem criar uma única obra que vai sendo disponibilizada à medida em que for sendo escrita. Os livros individuais também podem ser postados em capítulos, como um folhetim, conforme o autor for escrevendo.

Marcelo Cazado, da Floripa Angels, explica o potencial vislumbrado na Bookess. “É uma idéia inovadora e com capacidade de internacionalização, pois os livros podem ser lidos e postados em qualquer lugar do mundo”, explica o investidor. Outro ponto que atraiu os olhares da Floripa Angels para a Bookess foi o compartilhamento de valores com o seu jovem empreendedor. Além de estar disposto a encarar sacrifícios pessoais, o empresário que recebe um investimento anjo deve estar pronto a partilhar o controle da empresa. Marcos faz agora parte de um conselho administrativo e não tem mais todas as rédeas do negócio. Em troca, através da injeção de investimentos a sua empresa ganhou tamanho cresceu em profissionalismo. Com isso, a empresa já chegou a um patamar que ele levaria anos para atingir se trabalhasse sozinho, mostrando que partilhar idéias pode ser um ótimo meio de fazê-las ganhar vida.



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01/06/2009
Estudantes aprovados no Exame do Telecurso TEC dão dicas para a realização de uma boa prova http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=92 Fábio Reynol
Além do estudo, é preciso manter a calma e prestar atenção para passar nos Exames

Calma e atenção.
É o que aconselha Orientadores de Aprendizagem do Telecurso TEC e os alunos aprovados no Exame presencial aos estudantes que ainda vão realizar a prova. Muitos dos que não passaram tinham um bom domínio da matéria, mas acabaram se deixando levar pelo nervosismo. “Vários alunos cometeram erros bobos porque ficaram tensos. Por isso, manter a calma ajuda muito”, ensina o orientador Lucas Perdigão Pereira, que coordena uma TEC Sala na Escola Estadual D. Pedro I, em São Miguel Paulista. Ele notou que muitos estudantes estranharam o Exame que foi uma experiência nova para a maioria. A duração maior que as provas do Ensino Médio e a aplicação feita por uma pessoa desconhecida deram um clima de “vestibular”. “Isso fez com que muitos se retraíssem”, observou o orientador.

Os alunos que passaram em dezembro valorizaram a calma, comprovando a observação de Pereira. “Muito do que caiu na prova é o que eu já tinha visto nos textos, mas foi preciso prestar atenção”, a estudante Bruna Carolina de Souza, aprovada no Exame. Para ela, que estuda na E.E. Anecondes Alves Ferreira, em Diadema, a prova envolveu interpretação de textos a toda hora, o que exigiu uma cabeça tranquila para resolver as questões. Como preparação, a estudante repassou os textos em casa e também manteve um grupo de estudo com os colegas, além de participar ativamente dos encontros semanais. Jessica Aline Santana Costa, aluna de uma TEC Sala na E.E. Leda Guimarães Natal, em Parelheiros, teve a mesma atitude durante as provas: “foi só prestar atenção e ficar calma”, diz a estudante revelando o segredo que a fez estar entre os aprovados. A estudante Vanessa Ferreira Macedo, da E.E. Eng. Pedro Viriato Parigot de Souza, em São Miguel Paulista, concorda que o principal desafio da prova foi a interpretação das questões.

Calma e atenção são a chave para fazer uma boa prova.
Calma e atenção são a chave para fazer uma boa prova.

“A prova foi bem elaborada, achei algumas questões mais complicadas, mas consegui dominar a tensão”, conta Vanessa que também teve um bom desempenho no Exame de dezembro. Para se preparar, ela estudou sozinha em casa e comparecia a cada encontro semanal em sua TEC Sala.

A orientadora de aprendizagem de Vanessa, Adriana Ruescas, está preparando seus alunos através de provas comentadas, tanto do módulo 1 como do módulo 2 do Telecurso TEC. Além disso, em sua TEC Sala os capítulos do módulo 2 são sempre relacionados aos do primeiro módulo, uma maneira que Adriana encontrou para reforçar o que já foi aprendido. O importante, segundo a orientadora, é que os alunos que não passaram na prova de dezembro não desanimem. “Agora, que eles já conhecem o Exame, eles vão ficar mais tranquilos”, prevê Adriana apostando que a motivação individual pode trazer ótimos resultados.

Já que calma e atenção são a chave para fazer uma boa prova, a orientadora de aprendizagem Ana Flávia Cavalcante, da E.E. Maria de Lourdes Vieira, em São Miguel Paulista, passa aos seus estudantes dicas práticas para ter um bom desempenho no Exame. O primeiro passo, segundo ela, é mudar a idéia de que prova é um “bicho papão”. “Para muitos a prova significa exclusão, quando a nossa proposta é justamente o contrário, a inclusão”, explica Ana Flávia. Em outras palavras, a prova é um meio de você mostrar o que aprendeu e não uma armadilha que quer apanhar você. Outras dicas da orientadora são: tenha uma boa noite de sono, alimente-se bem no dia da prova e respire pausada e profundamente pouco antes de começar. “Quando estamos nervosos ficamos ofegantes. Respirar devagar ajuda a acalmar e assim manter a concentração”, ensina Ana Flávia que reitera que alunos extremamente competentes acabaram não passando na última prova por não conseguirem focar nas questões. Portanto estude, respire fundo, concentre-se e vá confiante.



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25/05/2009
Os deveres que todo administrador tem, mas nem todos sabem http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=91 Fábio Reynol
Por ignorar o sistema tributário ou planejar mal seus negócios, muitos empreendedores podem perder seus bens pessoais e até ser presos

Nos últimos meses, muitas manchetes de jornais e revistas falaram de executivos de grandes empresas que foram parar atrás das grades acusados de crimes de evasão fiscal, ou seja, de não pagar devidamente os seus impostos. O que pouca gente leva em conta, inclusive alguns administradores, é que planejar mal o seu negócio pode ser tão perigoso quanto agir de má fé, pois também pode trazer vários problemas com a Justiça.

 

Quem responde primordialmente pela empresa perante o fisco é o administrador, seja ele sócio ou não do negócio. Por isso, o nome de quem vai administrar é especificado no contrato social da empresa, o documento que equivale à certidão de nascimento da pessoa jurídica. “O administrador é subsidiariamente responsável pela empresa que administra, ou seja, se a empresa não tiver como pagar suas obrigações, ele poderá pagá-las com o seu patrimônio pessoal”, alerta o advogado empresarial Eduardo Garcia de Lima, da De Lima, Emmanoel, Blanes e Advogados Associados. Por isso, na hora de abrir uma empresa é preciso ter na ponta do lápis uma estimativa de todos os custos, incluindo os tributos. Nesse início é recomendável consultar um bom contador e um bom advogado para auxiliar na abertura. “É muito comum administradores que só percebem o tamanho de sua responsabilidade na hora em que a empresa quebra”, conta o advogado.

 

 

Hoje a Receita tem ferramentas muito eficientes para detectar irregularidades.

Uma falha grave do administrador de primeira viagem é tentar sonegar impostos. Muitos que estão acostumados a forjar informações no seu imposto de renda de pessoa física e tentam fazer o mesmo na declaração de pessoa jurídica. Ambas as práticas são criminosas, alerta Lima. No caso das empresas, porém, a malha fina é muito mais rigorosa. “Hoje a Receita tem ferramentas muito eficientes para detectar irregularidades como o cruzamento de bancos de dados, e até o nível de especialização da fiscalização das empresas é muito maior comparado à aplicada no imposto de pessoa física”, afirma o advogado que chama a atenção para o preço para quem é pego, a multa mínima é de 75% do valor sonegado e pode chegar até 150%, isso sem contar os juros e do drama de ter de responder criminalmente pela sonegação.

 

Só que os problemas tributários não são excluvidade dos administradores que agem por má fé. Muitos até por desconhecimento se metem em arapucas judiciais desnecessárias. Entre os casos mais comuns estão os de empresas que param de funcionar, mas não encerram seus registros, é a chamada dissolução irregular. “Abrir uma empresa é fácil. Fechar é difícil, burocrático e até mais oneroso”, diz o advogado tributarista Maurício Salim da Gouvea Vieira Advogados. Quando uma empresa quebra, a última coisa que sobra é dinheiro, por isso alguns administradores preferem encerrar suas atividades sem dar baixa nas inscrições municipal, estadual e no CNPJ. Virar as costas, porém, não elimina o problema, pelo contrário, “para todos os efeitos, aquela empresa é considerada aberta e por isso sujeita a todos os impostos e encargos legais”, afirma Salim. Portanto, vale a pena enfrentar a burocracia e dar andamento na papelada de fechamento.

 

Bom mesmo é fazer um planejamento tributário antes de começar a empresa. O enquadramento como micro empresa, por exemplo, dá direito ao imposto simples que é vantajoso para a maioria dos pequenos negócios, mas cada caso deve ser estudado individualmente. Após aberta a firma é preciso saber administrar minimizando os impostos. Esse plano, chamado de elisão fiscal, é bem diferente da evasão fiscal e ajuda não somente a sobrevivência da empresa como também pode gerar muita economia. A elisão consiste em reduzir impostos de maneira legal como começar a fabricar produtos enquadrados em uma faixa tributária menor, por exemplo. Outra atitude que pode dar grandes retornos é manter a precisão na apuração da carga tributária, segundo o tributarista. “Muitas empresas perdem dinheiro pela simples falta de organização de seu planejamento tributário”, atesta.

 

Para que isso não ocorra, a palavra de ordem é planejar. Para Salim, o bom administrador não precisa decorar a legislação tributária. No entanto, ele recomenda uma lista mínima de informações que o bom administrador deve ter:

 

a) conhecer todos os impostos que incidem sobre a sua atividade,

b) conhecer os fatos geradores de tributos e as suas respectivas alíquotas,

c) ter em mente o quanto, porcentualmente, a empresa vai pagar em impostos no fim do mês

d) saber quais são as declarações que a empresa vai ter que apresentar e seus respectivos prazos.

 

O administrador não vai fazer o papel do contador, essas informações são para acompanhar de perto o desempenho da empresa e ter um planejamento fiscal sempre apurado. Por fim, o advogado Eduardo Garcia de Lima lembra que qualquer atividade econômica está sujeita à tributação, “é por conta do tributo que o Estado cumpre a sua missão”, ensina. Por isso, pagar devidamente seus impostos é um gesto de cidadania que ajuda o país, mas é preciso planejar para que todos saiam ganhando.



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18/05/2009
As vantagens das cooperativas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=90 Fábio Reynol
Seja para trabalhar, produzir ou mesmo adquirir produtos, a organização em cooperativa evita atravessadores e maximiza os ganhos

Quando estavam fazendo o curso de pós-graduação, a engenheira Maria Bernardete Berlim de Mello e seus colegas notaram que muitas empresas estavam procurando a universidade em busca de soluções na área de informática. Os estudantes não perderam a oportunidade, eles se uniram e fundaram a Atrium, uma cooperativa de trabalho que já tem 20 anos e conta hoje com um grupo de 26 cooperados. “Desenvolvemos softwares e temos vários clientes de grande porte”, orgulha-se Maria Bernardete. Graças ao modelo de cooperativa adotado pelos fundadores da Atrium, todos os 26 participantes são considerados proprietários, a administração é feita por um conselho colegiado, ou seja, membros com iguais poderes decidem desde os cursos que vão ser feitos internamente até as compras de equipamentos, por exemplo. E, como na cooperativa não há a figura do patrão, os ganhos são maximizados e distribuídos na proporção do trabalho de cada um.

 

Um caso semelhante ocorreu quando a divisão de transmissões da Eaton, multinacional sediada em Valinhos (SP), decidiu terceirizar o seu departamento de ferramentaria. Antes que uma empresa externa viesse apresentar uma proposta, os 48 ferramenteiros da Eaton se uniram e propuseram continuar a prestar o serviço só que em uma cooperativa gerida por eles. Assim nasceu a Cooperfer, Cooperativa de Produtores de Artigos de Ferramentaria. As máquinas foram adquiridas em regime de comodato (tipo de empréstimo) e a cooperativa alugou um local ao lado da fábrica de Valinhos para facilitar a logística. O negócio deu tão certo que a Cooperfer agregou mais tarde os departamentos de afiação e matrizaria da Eaton e passou a atender muitas outras indústrias. Em apenas cinco meses, a cooperativa tinha 64 participantes. “Hoje somos 89 cooperados, já vamos completar dez anos e estamos instalados em uma sede própria”, comemora Vanildo Biasotto, conselheiro administrativo da Cooperfer que vai completar dez anos em 2009.

 

A Atrium e a Cooperfer são exemplos de um tipo de organização que surgiu em 1844 entre trabalhadores ingleses. Na época, 28 tecelões se uniram, dessa vez não para oferecer trabalho, mas para conseguir condições mais vantajosas para a compra de produtos básicos. Os trabalhadores perceberam que unidos eles teriam maior poder de negociação e conseguiriam comprar alimentos direto dos produtores, eliminando atravessadores.

Paulo Vieira da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo
Paulo Vieira da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo

“Essa foi a origem de todos os tipos de cooperativas que temos hoje”, informa o advogado Paulo Vieira, assessor jurídico da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp).

 

As cooperativas podem ser divididas em consumo, como no exemplo britânico e de trabalho, como é o caso da Cooperfer e da Atrium. “A cooperativa nada mais é do que uma organização de pessoas para o exercício de uma atividade econômica de proveito comum e sem objetivo de lucro”, define Vieira que também assessora o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de São Paulo (Sescoop/SP). São exemplos de cooperativas de consumo as habitacionais, em que mutuários se organizam para adquirir imóveis; as de crédito, em que os cooperados podem obter empréstimos a juros menores que os de mercado e as educacionais, em que pais se unem para montar uma escola para seus filhos, entre outras.

 

Entre as cooperativas de trabalho são bem conhecidas as de transporte (formadas por motoristas de vans e de táxis), as cooperativas médicas que dão origem a planos de saúde e as agropecuárias. “Quando os pequenos produtores rurais se unem em cooperativas, eles podem negociar um preço bem melhor com as grandes usinas e eliminar intermediários para vender a sua produção”, esclarece Vieira, que alerta para um dado importante: na cooperativa não há relação de emprego. O cooperado é um dos proprietários e como tal é co-responsável pela gestão.

 

Segundo a lei 5.764 de 1971 que regulamenta as cooperativas no Brasil, para se abrir uma cooperativa é necessário ter no mínimo 20 participantes. As despesas da organização devem ser rateadas entre todos os cooperados, pode ser uma quantia fixa ou 10% do valor do serviço. No fim do ano, se houver sobras de dinheiro, é tirado 15% desse montante (10% vai para o fundo de reserva e 5% para o FATES - Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social), os 85% restantes são rateados entre os cooperados na proporção em que cada um contribuiu ao longo do ano.

 

A cooperativa pode ser um bom negócio para quem quer adquirir produtos ou serviços, porque elimina atravessadores o que diminui os preços, e também pode ser uma ótima opção para um grupo de profissionais com espírito empreendedor e colaborativo se inserir no mercado. Como não há patrão, os ganhos são maximizados e ela pode ser bem competitiva em relação a outras pessoas jurídicas. “A cooperação existe desde que os primeiros seres humanos surgiram,” conta Vieira. No mundo dos negócios, cooperar faz todos crescerem juntos.



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07/05/2009
Chances de sucesso são maiores para quem se associa http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=89 Fábio Reynol
O consultor Nilson de Paiva analisou pesquisas sobre empreendedorismo e avaliou que o associativismo pode contribuir muito para o sucesso de uma empresa

Um índice costuma impressionar e inibir os futuros empreendedores brasileiros. No país, cerca de 60% das empresas quebram em seu primeiro ano de vida. O consultor em gestão e professor universitário Nilson de Paiva tem se debruçado sobre dados de vários setores e desconfia que o fato de estar inserido em uma associação pode contribuir muito para o sucesso de um empreendimento. A diferença básica estaria na qualidade das empresas que se formam dentro e fora das associações.

 

Há dois tipos de empreendimentos, os que surgem por necessidade, quando o empreendedor precisa de uma fonte de renda, e aqueles que nascem de oportunidades, nesse caso o empresário fareja nichos interessantes antes de começar. “Ainda não há dados a respeito, mas posso apostar que a maioria desses 60% de negócios que quebram no primeiro ano foram iniciados por necessidade”, arrisca Paiva. Isso acontece porque os empreendedores por necessidade tendem a ser menos seletivos na hora de abrir seu negócio, de acordo com o consultor. Geralmente são ex-empregados pegos de surpresa por uma demissão e procuram uma nova fonte de renda abrindo uma empresa. O problema é que a pressa acaba engolindo etapas importantes como pesquisas de mercado e a busca por boas oportunidades.

 

Por outro lado, o empreendedor por oportunidade constrói o seu negócio em um setor previamente selecionado e voltado a preencher uma demanda de mercado, ou seja, ele já sabe que alguém está precisando de seu produto ou serviço. É neste ponto que o associativismo pesa para quem está se lançando no mercado empresarial. Baseadas no tripé relacionamento, representatividade e capacitação, as associações geram condições especiais para seus membros. O resultado é que enquanto o país viu nascer 52% de empresas por oportunidade e 48% por necessidade, dentro da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), por exemplo, apenas 11% dos novos negócios surgiram por necessidade, segundo apurou Paiva que também é assessor do Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo (FJE ACSP).

 

Ao oferecer capacitação, as associações empresariais não tratam somente de cursos de reciclagem, que são muito importantes, mas também oferecem informações preciosas através de informes e palestras. “Trouxemos aqui na ACSP o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, para mostrar o seu parecer sobre a crise,” exemplifica Paiva, “sozinho, o empresário não teria a chance de ouvi-lo”. Conhecer os rumos da economia em primeira mão é só uma das vantagens dos associados. A “carteirinha” abre portas para assistir a depoimentos de casos de sucesso e assim aprender com erros e acertos de quem já se lançou no mercado.

 


Associações geram condições especiais para jovens empreendedores

As vantagens não param aí. Reunir vários empresários sob o mesmo teto também favorece o surgimento de uma rede de relacionamentos. Nesse ambiente é comum alguém estar precisando de um serviço ou de uma inovação e encontrar um colega especializado em sua necessidade. Muitas empresas por oportunidade nascem desses bate-papos. “Esses empreendimentos [por oportunidade] estão muito relacionados à inovação”, afirma Paiva, “o que é excelente para o país”. Descobrir algo novo seja um processo de fabricação, um produto ou um serviço é o melhor motor do desenvolvimento segundo muitos economistas. E quem o descobre tem muito mais chances de sucesso do que aqueles que oferecem o mesmo que a concorrência.

 

O próximo passo de Paiva é aprofundar sua pesquisa para enxergar com mais detalhes a relação entre associativismo e sucesso empresarial, mas já aconselha os jovens empreendedores. “É como o ditado: ‘sozinho eu vou mais rápido. Junto, eu vou mais longe. Quem se associa, vai bem mais longe”, afirma.

 

 

Conheça mais sobre associação de jovens empreendedores:

 

www.conaje.com.br - www.facespjovem.com.br - www.fjeacsp.com.br



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24/04/2009
Os negócios que prosperam na crise http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=88 Fábio Reynol
Pensar que crise é sinônimo de prejuízos para todos é um grande erro. Há muita gente prosperando porque observam oportunidade quando todos reclamam dos dias ruins.

A empresária Lígia Franceschi viu de repente a clientela de sua butique, a L’Atelier, cair cerca de 20% no início deste ano. O sumiço de um quinto das vendas foi atribuído à crise financeira a qual teria feito as pessoas comprarem menos roupas. No entanto, o impacto no caixa da loja não foi tão grande graças a um outro serviço que ela oferece, o de consertos e de customização de roupas que aumentou cerca de 15% desde dezembro. “As peças de roupa que as pessoas encontravam no armário e costumavam dar, agora estão voltando para a loja para se transformar em uma nova peça”, conta Lígia. A procura não é só pela calça que vira bermuda. 


Lígia Franceschi customiza roupas e supera a crise

A personalização, ou customização, transforma uma calça velha em outra completamente diferente ao mudar bolsos de lugar e instalar acessórios como rendas, passantes de couro e até cristais.

A maior atração é o preço. Em vez de gastar R$200,00 num jeans novo, por exemplo, com até R$50,00 é possível dar uma cara completamente nova à velha calça da gaveta. Peças que saem de moda também estão chegando às costureiras da loja. Paletós de dois botões são transformados em peças de um só botão e às vezes ao colocar botões mais arrojados já deixa a roupa 100% moderna. Até bolsas entram na dança da reforma. “Antes era mais fácil jogar a bolsa fora e comprar uma nova. Hoje, muita gente está trazendo bolsas para trocar o forro,” comemora a empresária o expressivo aumento dos serviços de costura.

A reforma também tem sido a solução encontrada por empresários do transporte quando os pneus de ônibus e caminhões ficam carecas. Bom sinal para a Recapex, rede de reforma e venda de pneus com sede em Taquaritinga, região central do estado de São Paulo. Isaías Fernandes, encarregado de uma das unidades da empresa, notou uma ligeira queda na venda de pneus pesados novos no mês de fevereiro, porém, os serviços de reforma mantiveram o ritmo. A diferença de preço explica a escolha. Um pneu novo de ônibus custa em torno de R$1.100,00, enquanto a reforma sai por cerca de R$400,00. O gerente administrativo da rede, Antonio Tafuri, diz que ainda é preciso esperar o início da safra da cana-de-açúcar para ver se a frota de caminhões vai preferir reformar ou substituir seus pneus, mas tudo indica que a reforma de pneus pode ter uma participação maior que a do ano passado no balanço da empresa.

No mercado de pneus de automóveis, no entanto, a venda de novos cresceu. O encarregado comercial de uma unidade da Recapex, David Vicente, explica, “este ano as pessoas que trocavam de carro quando os pneus estavam gastos, agora estão preferindo ficar com o carro e comprar pneus novos”. O mesmo tem acontecido com itens de suspensão e freios, os quais a rede também comercializa. “O início deste ano foi, pelo menos, 10% melhor que o início do ano passado”, comemora Vicente.

Outro empreendedor que não tem motivos para reclamar da crise é Messias Correa Filho que dirige o Unicursos, um cursinho preparatório para concursos públicos. A busca por um salário melhor e pela estabilidade, além do desemprego agravado pela crise, fez a procura pelo Unicurso aumentar este ano 20% em relação ao início de 2008. “Tivemos que alugar mais salas. Isso nunca aconteceu em janeiro”, espanta-se Correa, explicando que a procura pelos cursos ocorria geralmente somente após o carnaval.

Serviços que geram economia e que atuam na recolocação profissional são só alguns exemplos de negócios que prosperam mesmo no meio da tempestade financeira. Um bom empreendedor sabe farejar oportunidades em qualquer situação até no meio de tempos ruins. Não é à toa que na língua chinesa “crise” e “oportunidade” são a mesma palavra.



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16/04/2009
Publicações personalizadas falam direto a um público específico http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=87 Fábio Reynol
Muitas empresas investem nas custom publishing, publicações voltadas a um público específico e que podem ser uma ótima ferramenta de relacionamento e fidelização de clientes

Está cada vez mais comum entrar num escritório, consultório ou mesmo num supermercado e encontrar uma revista com matérias que nos interessam e que não é distribuída em bancas de jornais. São publicações projetadas para um público específico e mantidas por empresas que pretendem criar laços com fornecedores, empregados e especialmente com seus clientes. Por trazer um conteúdo sob medida, elas são conhecidas no meio empresarial como “custom publishing“, ou “publicações personalizadas”, em português.

Não confundir com as revistas ou jornais internos das empresas, os chamados house organs, que trazem matérias do cotidiano da corporação e às vezes publicidade de produtos ou serviços daquela companhia. As custom publishing são mais do que isso. Na verdade, elas são uma evolução das publicações empresariais internas, de acordo com Tatiana Engelbrecht, diretora editoral do Núcleo de Customizados do Grupo Spring de Comunicação. “[A publicação customizada] não é só um veículo institucional, pois traz também assuntos gerais que são de interesse do leitor”, esclarece Tatiana.

O Grupo Spring edita a Revista Rossi voltada aos clientes da construtora que dá nome à publicação. Recebe a revista quem adquire um imóvel da Rossi. “Trazemos matérias sobre arquitetura, decoração e outras voltadas à família como viagens e gastronomia”, detalha a diretora. Com uma tiragem de 27 mil exemplares e periodicidade bimestral, a revista Rossi goza de prestígio entre seus leitores. “Já tivemos casos de clientes que se mudaram e pediram para continuar recebendo a revista”, conta Tatiana, “o cliente se sente presenteado”.

Nem sempre as customizadas são voltadas ao consumidor final. A Spring também é responsável pela Docol Magazine, uma revista distribuída a cerca de 30 mil profissionais entre designers, arguitetos e engenheiros. Além de arquitetura e design, essa publicação costuma trazer matérias sobre sustentabilidade e meio ambiente, o que imprime uma imagem “verde” à fabricante de metais sanitários Docol.

Ricardo Feldman
Ricardo Feldman

As publicações customizadas são uma ferramenta do marketing de relacionamento que procura alimentar um elo constante com o cliente, identificando-o com a marca e desse modo mantendo-o fiel. As companhias aéreas estiveram entre as pioneiras na utilização dessas publicações como meio de fidelização de clientes, como lembra o empresário Ricardo Feldman, da Editora Livre, “por ser periódica, a revista de bordo já buscava manter uma relação e aproveitar um momento”. No caso, a companhia aproveita o tempo que o passageiro está a bordo para entretê-lo com textos que lhe interessem.

A segmentação de público pode ainda ser muito mais profunda. Há casos em que a própria custom publishing pode se dividir em várias outras publicações, cada uma voltada a um segmento ainda mais selecionado. Isso já ocorreu com a revista Diálogo Médico, publicada pela companhia farmacêutica Roche e editada pela equipe de Feldman. A publicação já saiu com dez versões diferentes de uma mesma edição, cada uma delas voltada a uma especialidade médica, uma vez que o público preferencial da revista são os profissionais de saúde. Essa segmentação interna é uma constante na revista da rede de lojas Riachuelo, outra publicação sob a responsabilidade da Editora Livre, que mantém duas versões diferentes, uma direcionada ao norte e outra ao sul do país, considerando as peculiaridades e o clima de cada região, este um item importante para uma empresa do ramo de vestuário.

Além das revistas
“Antes, custom publishing era sinônimo de custom magazines”, conta Feldman afirmando que já se foi o tempo em que só se pensava em revista para fidelizar clientes. “Hoje, a revista não funciona sozinha”, afirma. Segundo o empresário, a marca deve ir além do papel e ser também um portal na internet e até nomear eventos como um concurso, por exemplo. As companhias aéreas perceberam isso e muitos de seus passageiros já podem ouvir uma rádio customizada ou até assistir a um canal de TV produzido especialmente para ser apreciado no interior das aeronaves além, é claro, da revista de bordo que ainda se mantém em forma como uma mídia que conquista o cliente a cada edição.



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08/04/2009
E-mail do trabalho não é para brincadeiras http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=86 Fábio Reynol
Usar de modo inadequado o e-mail que a empresa lhe dá pode gerar problemas sérios como demissão e até processos judiciais.

Um novo emprego geralmente vem com um e-mail novo e a primeira reação de muitos recém-contratados é espalhar aos amigos o seu endereço com o nome da empresa depois da “@”. Porém, misturar a caixa postal eletrônica da empresa com a pessoal é um dos erros mais comuns e que tem trazido sérios problemas a muita gente. Não revisar o texto, não verificar o destinatário, enviar correntes ou arquivos piratas e escrever em linguagem inadequada são outras encrencas que as empresas enfrentam em seus correios eletrônicos. Para não passar por isso, preste atenção nos conselhos dos especialistas.

Primeira dica, “o endereço de e-mail que você recebe no trabalho não é seu, é da empresa. É uma ferramenta como um computador ou uma enxada que o trabalhador recebe para trabalhar. Quando você sai da empresa essas coisas não vão com você,” compara o consultor Bruno Russo. Por isso, use-o estritamente para o trabalho. Para as mensagens pessoais use outro endereço. Russo também aconselha a ficar atento às regras utilizadas na sua empresa. A maioria já conta com normas para utilização de e-mail e de internet. É muito importante conhecer essas regras antes de começar a trabalhar. “Há empresas mais liberais e outras menos”, afirma Russo, portanto, talvez não seja uma boa idéia você trocar receitas pelo mail da empresa só porque seu último patrão não se importava com isso, por exemplo.

Russo lembra ainda que o e-mail da empresa não é programa de bate-papo, por isso não use abreviações nem a linguagem que você costuma usar com os amigos. Jamais repasse correntes e cuidado ao enviar arquivos anexados. “Se você não souber a capacidade do destinatário não envie arquivos com mais de 10Mb”, aconselha o consultor. Há ainda empresas que abrem espaços eletrônicos específicos para os seus colaboradores, como, por exemplo, canais para anunciar a venda de carros ou imóveis, fóruns de debates, etc. Caso você trabalhe numa empresa assim, respeite as regras e use esses espaços nos limites especificados.

Patrícia Peck Pinheiro
A advogada Patrícia Peck Pinheiro dá dicas para o bom uso de e-mails corporativos.
Há ainda um aspecto muito sério do correio eletrônico e que poucos se dão conta, o e-mail é um documento legal. “Cada vez mais as pessoas estão documentando o que elas pensam”, afirma a advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em direito digital, “e no meio jurídico a prova escrita é mais forte que a oral”. Isso quer dizer que uma piada racista postada num blog, enviada por torpedo ou transmitida por e-mail pode gerar um processo judicial contra o remetente. Nem é preciso ir tão longe. Um simples elogio pode assumir outro sentido no e-mail. “Uma coisa é você olhar para a sua colega de trabalho e brincar: ‘nossa! Como você está bonita!’ Essa mesma frase por escrito pode dar a conotação de assédio sexual”, alerta a advogada, “pois máquinas não têm contexto.”

É preciso ter muito critério com o que vamos escrever. “A chamada ‘rádio corredor’ agora é a ‘rádio e-mail’”, conta Patrícia se referindo às conversas na hora do cafezinho que migraram para o correio eletrônico. O problema é que muitos falam mal do chefe, contam fofocas ou criticam colegas por e-mail. Não é raro essas mensagens irem parar nos computadores das pessoas envolvidas. “Não temos controle do destino das mensagens”, lembra a especialista que coleciona histórias desagradáveis provocadas por falta de bom senso no uso das mensagens eletrônicas. Entre os casos mais comuns estão os de profissionais que reclamam por e-mail da postura de colegas num grupo de trabalho. Essa mensagem acaba sendo retransmitida várias vezes e seu conteúdo vai permanecendo na parte de baixo, no histórico das conversas, e uma hora chega à caixa postal do criticado gerando mal estar entre os envolvidos.

Patrícia Peck ainda chama a atenção para outro item importantíssimo, verificar sempre o destinatário da mensagem, especialmente quando for enviar documentos confidenciais. O preenchimento automático de endereços pode causar enganos e por causa de uma letra trocada a mensagem pode parar em mãos erradas. Caso isso aconteça, a advogada aconselha a enviar uma mensagem de correção para quem a recebeu, informando o erro de destinatário, deixando claro que o documento não deve ser lido, mas apagado imediatamente. Esse e-mail de correção deve ser guardado em meio eletrônico (pen drive, por exemplo) como prova do remetente.

Hoje, muita gente já sabe que pornografia em computadores da empresa, por exemplo, pode gerar demissão por justa causa. Porém, poucos se importam com outras atividades mais corriqueiras como enviar um filme ou mesmo um arquivo MP3 pelo e-mail corporativo. No entanto, caso a empresa seja periciada, ela poderá responder por pirataria e até ser multada. “O empregado além de ser demitido, pode ser acionado judicialmente para pagar o prejuízo que deu à empresa”, alerta Patrícia.

No mais, é preciso ter sempre em mente que quando mandamos uma mensagem no nosso e-mail corporativo não somos somente nós que falamos, mas também a empresa que está com o nome naquele endereço. Nas palavras de Patrícia Peck, “e-mail corporativo é papel timbrado digital”. Daí a importância de não se cometer erros de português, evitar mensagens de duplo sentido e usar o endereço somente para assuntos profissionais da corporação. “Jamais mande um currículo para outra empresa pelo e-mail corporativo,” exemplifica a advogada. Lembre-se sempre de que a empresa tem o direito de ler todas as mensagens que contém o seu nome depois da arroba, e muitas decisões judiciais já garantiram isso. Falta de privacidade? No e-mail profissional, sim. Patrícia compara essa situação a outra bem corriqueira. “É como as câmeras nos elevadores, ao mesmo tempo em que você perde a privacidade, você se protege dos maus usuários”.

 



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27/03/2009
Para atingir metas, contrate um coach http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=85 Fábio Reynol
Profissão importada do esporte, o coach, ou treinador, é o especialista em acompanhar desempenhos e direcioná-los a objetivos específicos.

Quer emagrecer, aumentar suas vendas, melhorar o relacionamento com os colegas, desenvolver capacidade de liderança...? Há um profissional especializado em ajudar você a conquistar metas, sejam elas pessoais ou profissionais. O coach (treinador, em inglês) é aquela figura dos filmes norte-americanos que orienta o atleta, comanda os seus exercícios, identifica seus pontos fracos e traça estratégias para conquistar medalhas e troféus. Foi uma questão de tempo para as pessoas adotarem o coach visando objetivos longe do esporte e para as empresas perceberem que ali estava uma ferramenta poderosa para atingir metas e solucionar problemas. Assim nasceu o business coaching.

O processo do coaching de negócios é simples e similar ao que acontece no mundo dos esportes. Para começar, o coach faz uma primeira reunião com o cliente, chamado de “coachee”. “Esse encontro é mais demorado, é nele que são identificados os objetivos, traçadas as metas e estabelecidos os indicadores de sucesso”, explica a coach Fernanda Mendonça, da UP9 Desenvolvimento Humano. Segundo a profissional, os critérios de avaliação de sucesso têm que ser claros e objetivos. Se a meta é melhorar o relacionamento com os colegas, um questionário a ser respondido por eles pode dar esse retorno (feedback). Caso o coachee esteja almejando aumentar sua produtividade, um bom meio de aferir resultados seriam relatórios do tipo “antes, durante e depois”. “O importante é que se saiba claramente se os objetivos estão sendo atingidos”, afirma Fernanda.

Para que o programa dê certo, é necessária uma sintonia entre coach e coachee, que vão se encontrar e se comunicar periodicamente. “Se o cliente não se adapta ou se o coach percebe que as coisas não estão caminhando, qualquer uma das partes pode pedir para parar o processo ou substituir o coach”, conta Fernanda, ressaltando que a troca do treinador é uma prática comum e não tem a ver com a competência do coach ou com as capacidades do couchee, “na maioria das vezes é uma questão de empatia, mesmo”. Não é para menos, faz parte do treinamento a confidencialidade e ninguém se abre com alguém em quem não confia ou com quem não têm afinidade. Esse sigilo é útil, segundo a profissional, especialmente aos altos executivos que não têm com quem partilhar decisões delicadas e acabam se sentindo solitários, o que aumenta o estresse da profissão. Por outro lado, esse caráter sigiloso faz muita gente confundir coaching com um processo psicoterapêutico. Fernanda esclarece, “o coach não é psicoterapeuta, não é conselheiro, nem mentor. É um profissional que aplica ferramentas específicas para atingir determinadas metas”.

Cleudo Lopes dá dicas sobre o processo do coaching.
O coach Cleudo Lopes, que atua como autônomo em Curitiba, PR, cita algumas dessas ferramentas que utiliza em seu trabalho. “Traçamos as chamadas ‘forças sabotadoras’” as quais nada mais são do que os obstáculos que atrapalham as conquistas. Do mesmo modo, há uma espécie de análise custo-benefício aprofundada em caso de sucesso e também no caso de não se atingir os objetivos, essas informações são usadas no coaching. “Uma possível dor futura, por exemplo, pode ser um potente estimulante para o coachee se aplicar”, conta o profissional. E como nada é conquistado sem esforço, uma agenda de tarefas com prazos bem definidos fará parte da rotina do coachee.

O sucesso dos serviços de coaching podem ser percebidos em grandes algarismos. “No Brasil, o número de profissionais tem crescido 300% ao ano. Nos Estados Unidos, o coaching movimentou 2,4 bilhões de dólares no ano passado.” revela o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC), Villela da Matta. O segredo do sucesso, segundo ele, está nas características do coaching. Primeiro, o seu trabalho é por resultado e caso ele não esteja sendo atingido dá para perceber logo nas três primeiras sessões, dando oportunidades para ajustes. Outra vantagem é o tratamento personalizado o que o faz ser mais eficiente do que os treinamentos empresariais comuns. “Em média, 88% das informações de um treinamento não são utilizadas. No coaching, a retenção da informação é de 92%,” garante Villela. São esses resultados, segundo ele, que a indústria e as pessoas comuns procuram quando contratam o serviço de coaching.

Para os interessados em atuar como coach, as facilidades são atraentes. O curso não é demorado e após as primeiras 80 horas já é possível atuar como coach life, modalidade que atende pessoas fora do mundo corporativo, desde estudantes que visam o vestibular até gente que quer emagrecer, aprender a tocar um instrumento, dominar um novo idioma ou vencer a timidez, só para citar alguns exemplos. Após a experiência no life, o profissional adquire bagagem para passar para o business coaching, que conta com cursos específicos que abordam a realidade do mundo empresarial. Para ser um coach não é necessário ter uma formação específica. Há coachs psicólogos, administradores de empresas, engenheiros, advogados, arquitetos, etc. O enorme sucesso dessa área também tem trazido alguns problemas, como o surgimento de vários cursos de coaching, muitos deles superficiais e incompletos, segundo revela Villela. “É muito importante procurar referências e conhecer o histórico da escola antes de se matricular num curso”, alerta, “como todo setor em franco crescimento, há no coaching pessoas mal intencionadas que fazem promessas que não podem cumprir”.

O coaching é uma poderosa ferramenta para alcançar sonhos e objetivos e faz isso sistematizando os esforços e incentivando o cumprimento de metas. Basicamente, o coach auxilia o coachee a arregaçar as mangas e se aplicar em suas prioridades. Ou, como o coach Cleudo Lopes gosta de dizer aos seus clientes: “não somos o que falamos. Somos o que fazemos e aquilo em que acreditamos”.



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18/03/2009
Fique atento ao que o mercado de trabalho quer http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=84 Fábio Reynol
Para cada momento da vida profissional há um curso adequado que ajudará você a crescer como profissional e como pessoa. Por isso, é importante estar alerta aos sinais à sua volta e manter-se atualizado.

Você acabou de conseguir o primeiro emprego e na área em que você sempre quis e estudou para isso. Agora é só ser um bom empregado que o destino se encarrega do resto, certo? Errado. Se você parar de estudar, outros mais capacitados vão ser promovidos em seu lugar e poderão até ocupar a sua vaga. É o que alertam os especialistas em recolocação profissional, que estão mais do que acostumados a ver a capacitação constante, ou reciclagem, tornar-se cada vez mais importante para as empresas.

Em cada momento da carreira é preciso ficar atento ao que o mercado está exigindo e o que pode fazer você se diferenciar dos demais ou, pelo menos, competir em pé de igualdade. “Para o jovem que entra agora no mercado de trabalho, por exemplo, é fundamental saber usar um editor de textos e de planilhas eletrônicas no computador”, assegura Paulo Roberto Teixeira, contato empresarial da Global Empregos, empresa presente em 13 cidades do Brasil e que recebe cerca de 50 mil currículos por mês. Teixeira também ressalta a importância de ter noções de inglês e de saber redigir pequenos textos em português, como cartas comerciais, dependendo da empresa em que estiver trabalhando.

Conhecer o lugar onde trabalha, por sinal, é o primeiro passo para traçar os cursos que devem ser feitos. É o que aconselha Luiz Simões, diretor da Supre Recursos Humanos, “não se limite à sua área. Se você estiver no RH, vá conhecer o chão de fábrica, o setor comercial, a expedição...” O especialista conta que as empresas valorizam os colaboradores que as conhecem a fundo. Além disso, conhecer a companhia e a chefia também auxilia a descobrir os melhores cursos a fazer e quando cursá-los. Simões alerta ainda que há empresas que torcem o nariz para cursos que comprometem o expediente. “Se o horário do curso prejudicar o do trabalho, a empresa não vai gostar”, assegura.

Depois de esmiuçar a empresa, Simões aconselha o profissional a ampliar ainda mais os horizontes. “Conheça os concorrentes da sua marca, os seus fornecedores e os seus clientes”, ensina. A internet pode ajudar muito nesse ponto. Quanto mais informações sobre o seu negócio você conseguir, melhor. Se a empresa tiver uma fábrica ou clientes na China, por exemplo, aprender mandarim (o principal idioma chinês) pode garantir uma boa colocação.

É importante que o profissional tenha em mente que o estudo também é um investimento. Por isso, parte do salário deve ser aplicado em educação. “Se você fizer uma faculdade desconhecida, pode escolher uma pós-graduação de primeira linha”, opina Simões. Para isso, é preciso estar disposto a investir quantias crescentes na própria reciclagem à medida que o salário também for aumentando. Mas nem toda educação custa dinheiro. O especialista cita a importância da leitura de livros, revistas e até jornais diários, que muitas vezes estão disponíveis nos escritórios ou em bibliotecas. Alguns sites na internet ainda oferecem cursos gratuitos nas mais diversas áreas. Então, se estiver sem grana, você também pode arregaçar as mangas, pois aprender sozinho também dá bons resultados.

Renato Ricci: os cursos devem ser uma oportunidade de aprender aquilo que o profissional ainda não viu.
Se o profissional mostrar com seus certificados e diplomas que está ampliando seus conhecimentos, melhor, segundo pensa o consultor Renato Ricci, que há oito anos trabalha com transição de executivos. “Um profissional formado em administração com pós-graduação em marketing me chama mais a atenção do que alguém formado em administração e pós-graduado no mesmo curso”, revela Ricci. Para ele, os cursos devem ser uma oportunidade de aprender aquilo que o profissional ainda não viu. Para um profissional de RH, por exemplo, uma especialização em psicologia pode ser importante. Do mesmo modo, um curso de comércio exterior pode dar peso ao currículo de um administrador que atua no setor comercial de uma grande empresa.

Apesar de a atualização ser importantíssima, os três especialistas ouvidos são unânimes em um ponto, tão importante quanto ter uma boa bagagem de conhecimentos é ter atitudes e comportamentos positivos no trabalho. Ser proativo (fazer antes que alguém peça), generalista (saber e fazer um pouco de tudo) e dedicado (deixar claro que você está lá para o que der e vier) são pontos tão fundamentais que há sempre uma seleção em qualquer contratação que procura candidatos com esses pontos. Portanto, estude sempre para não ficar para trás e mostre determinação e profissionalismo para obter bons resultados. O segredo para isso, Luiz Simões resume numa frase: “trabalhe com o que lhe dá prazer”.



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09/03/2009
Família que foi viver num barco ensina como realizar sonhos http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=83 Fábio Reynol
Planejamento, coragem, persistência e muitas outras qualidades do empreendedorismo foram utilizadas pela família Do Vale para a conquista de um sonho

Até 2005, Rodrigo do Vale era diretor financeiro de uma divisão mundial em uma grande corporação. De uma imponente sala envidraçada de um arranha-céu em Londres, Inglaterra, ele controlava as finanças de unidades espalhadas por todo o planeta. Porém, ele sentia a falta da realização de um antigo sonho, ele queria viver num barco. O fim daquele ano foi o momento de colocá-lo em prática.

 

Família Do Vale: lições de empreendedorismo para ser feliz.

Não. Vale não foi demitido e também não estava deprimido com a vida que levava. Apenas sentiu que havia chegado a hora de mergulhar de cabeça no sonho que foi cuidadosamente planejado havia oito anos. Não foi somente um projeto pessoal, pois ele já estava casado e com filhos pequenos de dois e cinco anos de idade. “Meu primeiro desafio foi conquistar a equipe”, brinca Vale referindo-se à esposa, Márcia do Vale. Com a adesão da companheira, o casal começou a planejar a empreitada. Iniciaram uma poupança e leituras sobre navegação, uma área em que ambos eram completamente inexperientes.

 

Oito anos depois, chegou a hora mais difícil, mergulhar de corpo e alma no projeto. Trocar a vida bem sucedida que tinham em Londres, por um futuro duvidoso pelos mares soaria como loucura para a maioria das pessoas. De onde veio a coragem? “Nessas horas, a gente não abandona a razão, mas dá ouvidos àquela voz interior, a intuição, que nos diz o caminho”, responde Vale. E assim foi. A família vendeu os seus bens em Londres e voltou para o Brasil, onde compraram um veleiro e o batizaram de Cavalo Marinho.

 

Ao embarcar, veio o primeiro obstáculo, a convivência em um espaço reduzido. O estresse causado pelas limitações de espaço teve que ser trabalhado logo nos seis primeiros meses, quando a família ficou ancorada em Paraty, numa espécie de estágio para lidar com o barco e aprender sobre o mar. Depois disso, o casal de tripulantes e seus dois pequenos passageiros içaram velas rumo ao norte, contornando a costa brasileira.

 

A vida a bordo trouxe outra lição importantíssima, a necessidade de ser leniente, ou flexível. “Às vezes planejamos um trajeto e temos que cancelar porque as condições do tempo mudam”, conta Vale. Também é preciso aceitar e se adaptar aos poucos recursos existentes. No mar, não há supermercado, farmácia ou assistência técnica ao alcance. A adaptação a esse novo jeito de viver pode causar desânimo no princípio. Aqui entra a qualidade que os empreendedores de sucesso conhecem bem, a perseverança. “Para dar certo, é preciso acreditar no sonho e querer continuar”, ensina Vale.

 

Lidar com incertezas foi uma habilidade também desenvolvida a bordo, garante Vale, “a gente nunca tem certeza de nada, mas a bordo é ainda mais difícil pois temos poucos parâmetros”, o que torna tudo ainda mais desafiador. Isso trouxe outra lição, para o mundo corporativo, “nunca espere ter certeza de tudo, ou você nunca vai sair do lugar!”, exorta o navegador.

 

Após o primeiro ano no litoral brasileiro, chegou a hora de singrar novos

mares. Ainda em 2006, o Cavalo Marinho zarpou para o Caribe onde navegou até o ano passado, abrigando-se na Venezuela durante a temporada de furacões caribenhos. No fim de 2008, a saudade bateu e os Vale voltaram ao Brasil para passar o Natal com os familiares em terra firme. Uma vez aqui, a família começou a ser assediada por jornalistas e consultores para entrevistas e palestras. O casal farejou então um filão de mercado promissor e além de palestras motivacionais para executivos, eles montaram um curso para treinamento de equipes a bordo de veleiros que eles mesmos ministram. Mostraram assim, mais uma atitude empreendedora, aproveitar as oportunidades.

 

Será que eles não se arrependem de ter deixado a confortável vida cosmopolita para abraçar uma existência frugal no mar? “De maneira alguma”, enfatiza Vale, “hoje sou outra pessoa, tenho outros valores, sou muito mais feliz”. Financeiramente, também, o casal navega em águas tranquilas enquanto boa parte do mundo corporativo sofre as turbulências da crise. E mesmo com as entrevistas, cursos e palestras, o casal Do Vale não quer que essas atividades sejam o porto final da jornada. O barco ficou em Curaçao, no Caribe, de onde sairá em breve para continuar sua jornada, afirma o empreendedor-navegador. Se vão contornar o mundo? “Quem sabe? Sempre dá cócegas quando pensamos nisso,” brinca Vale já traçando projetos para a realização do próximo sonho.



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03/03/2009
Saiba como administrar bem o seu dinheiro http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=81 Fábio Reynol
Para quem não planeja o próprio orçamento, sempre é tempo de crise.

Assim como nas empresas, em casa o orçamento deve ser administrado com responsabilidade, caso contrário, você estará mais exposto a crises e ao endividamento. Algumas dicas e conselhos básicos podem ajudar você a ser um bom administrador do próprio bolso. Além de protegê-lo de muitos imprevistos, esse planejamento vai auxiliá-lo na carreira e influenciar na qualidade de vida que você vai ter.

 

Valdemir Aparecido Pires: especialista em finanças pessoais
O primeiro passo é entender o conceito de equilíbrio financeiro. Para a maioria das pessoas, ter equilíbrio financeiro é simplesmente igualar as receitas e as despesas, de modo que não se gaste mais do que se recebe. Porém, para o economista da Universidade Estadual Paulista de Araraquara, há um item a ser acrescentado nessa conta. Segundo ele, o equilíbrio financeiro só é atingido quando a pessoa mantém um mínimo de poupança. O motivo é simples, “todo mundo sofre imprevistos na vida”, alerta Pires, “um remédio para uma enfermidade de última hora, um conserto urgente em casa, a perda do emprego. São gastos que precisam ser cobertos de imediato e se não existir uma reserva, a pessoa entrará em situação de desequilíbrio financeiro”, ensina.

 

Essa poupança para precaução, ou precautória, é formada quando se coloca na ponta do lápis todas as despesas e receitas que se tem. Ponha no papel os seus gastos de subsistência, ou seja, as despesas obrigatórias para você viver como transporte, alimentação, moradia... Depois, veja quais são os seus gastos extras, geralmente é neles que estão os maiores problemas de endividamento. O ideal é que você troque um gasto supérfluo por um depósito mensal na poupança precautória. Para o economista Pires, um bom “colchão” para os imprevistos equivale a três vezes o salário. “Se você perder o emprego, por exemplo, terá três meses de tranquilidade, enquanto tenta se recolocar no mercado”, coloca o especialista.

 

A maior dificuldade em poupar e em não contrair contas demais está em resistir às tentações do mercado, segundo José Nicolau Pompeu, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “O mercado é tentador e trocar o celular pelo que toca música, tira fotos e faz mil coisas pode terminar em um financiamento com taxas de juros que estão entre as mais altas do mundo”, alerta Pompeu, explicando que o consumo de produtos não essenciais deve ser muito bem pensado. “Quando alguém financia um fogão, por exemplo, a pessoa está comprando dois produtos, o fogão e o dinheiro do financiamento que é bem caro”, explica. Por isso, segundo ele, muitas lojas preferem a venda a prazo e desestimulam o consumidor a pagar à vista.

 

Pompeu também alerta para os custos de manutenção que cada tipo de produto exige. O especialista dá o exemplo de uma pessoa que ganha mil reais e gasta seiscentos em suas despesas básicas. Ela pode achar que os quatrocentos que sobram podem pagar um financiamento de um carro, por exemplo, mas ela não está levando em conta os demais gastos que aquele bem vai lhe trazer como combustível, manutenção, impostos, seguro, etc. No caso do celular, é preciso levar em consideração os gastos com as ligações.

 

Os especialistas ainda aconselham um investimento no qual nem todo mundo presta atenção, a educação. Pires afirma que é preciso fazer cursos que vão melhorar a posição no mercado através de um aumento, uma promoção ou um emprego melhor. “Estudar também é trabalhar”, garante o economista ressaltando que o tempo que gastamos estudando esperamos recuperar lá na frente, através de um trabalho mais valorizado. “Quando você paga um médico, você está pagando o que ele estudou”, exemplifica.

 

Para o especialista, a palavra chave do momento é cautela, “contenha o seu ímpeto de consumo”. As crises são periódicas e como esta virão outras. Com ou sem elas, é preciso saber gastar e guardar para ter uma vida tranquila.



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13/02/2009
Gerenciamento de crises salva a imagem da empresa http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=80 Fábio Reynol
Empresas bem preparadas mantém de prontidão uma equipe treinada para lidar com situações inesperadas e difíceis.

Em outubro de 1996, um avião modelo Fokker 100 da TAM caiu ao decolar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, 99 morreram. Sem ter um plano prévio de ação, a TAM se viu no meio de um turbilhão de problemas. Para piorar, a empresa começou a ser contatada por inúmeras pessoas entre jornalistas, autoridades e parentes das vítimas, todos ávidos por informação. Em meio ao caos, a empresa pegou emprestado às pressas um manual de crise de uma companhia aérea norte-americana. O episódio serviu de lição para a TAM e para muitas outras corporações brasileiras que passaram a se prevenir e a montar planos e equipes para cuidar de crises.

Quem conta essa história é o jornalista Eduardo Vieira, sócio-diretor da Agência Ideal, que oferece em seu pacote de serviços o gerenciamento de crises. “O advento de novas mídias, como a internet, aumentou o tempo de exposição das empresas as quais perceberam que, quanto mais estão expostas na mídia, mais satisfação elas têm que dar ao público”, conta Vieira. Segundo ele, o gerenciamento de crises se desenvolveu no Brasil há pouco mais de uma década e o incidente com a TAM foi um divisor de águas dessa área, a qual visa dar uma resposta sem demora à sociedade.

“Em momentos como esse [de crise], a imprensa é mobilizada para atacar algum alvo. Aí você precisa ser rápido para mostrar a versão do cliente”, ensina o jornalista Carlos Brickmann, da Brickmann e Associados, agência de comunicação que também presta serviços de gerenciamento de crises. Mas como se deve agir nessas horas? Não se calar e não esconder nada são premissas importantes levantadas pelo jornalista.

Além disso, como lembra Vieira, uma série de ações devem ser tomadas baseadas em procedimentos previamente estabelecidos e, de preferência, registrados em um “manual de crise”. As experiências ruins de muitas companhias serviram de base para a construção de uma metodologia para lidar com crises a qual é adaptada para cada empresa, mas que possui algumas regras gerais. Uma delas é centralizar as informações e estabelecer apenas um porta-voz. “Se o diretor ‘A’ diz que a camisa é ‘branca’ e diretor ‘B’ declara que a camisa é ‘alva’, a imprensa poderá dizer que há uma contradição nas declarações da empresa”, ilustra Brickmann. Por isso, é importante estabelecer de antemão quem vai falar pela corporação toda. Geralmente, é o chamado “gerente de crise”. Ele pode ser qualquer pessoa treinada para a função, desde um funcionário bem articulado até o próprio presidente da empresa. Ele será a voz da companhia, quando algo sair dos eixos. “A equipe de crise funciona como a brigada de incêndio, é um pessoal treinado para atuar em momentos específicos”, compara Vieira.

E, como no caso dos incêndios, melhor do que “apagar” crises é evitá-las. Mas prevenção é algo com que muitas empresas brasileiras ainda não estão acostumadas, segundo Carlos Brickmann. Certa vez, ele foi atender um cliente do ramo sucroalcooleiro que estava sendo acusado de praticar trabalho escravo. O jornalista averiguou que o caso tinha sido motivado por condições inadequadas de alojamento e de alimentação dos trabalhadores, algo que demandava um investimento muito pequeno, o que evitaria um desgaste enorme para a imagem da companhia. “Se a empresa está vendo que algo está errado, por que esperar uma crise para resolver o problema?”, exorta Brickmann.

O serviço de gestão de crises tem como objetivo proteger um bem valioso da empresa, o seu nome. Para isso, agilidade e transparência são predicados fundamentais do gestor, pois, como garante Brickmann, se não houver rapidez, a versão divulgada nos jornais é a que vai prevalecer e se o profissional tentar enganar a opinião pública, ele estará dando um tiro no próprio pé. “Só se mente uma vez”, afirma o jornalista, “depois disso, um repórter começa a falar para outro, não fale com ele, pois não é de confiança!”




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02/02/2009
Ponha a sua cara profissional na internet http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=79 Fábio Reynol
Sites e comunidades virtuais voltadas a negócios e carreiras são poderosos aliados de quem sabe utilizá-los

Você passa horas atualizando o seu perfil e visitando as páginas dos amigos em comunidades virtuais? Que tal fazer o mesmo nos sites em que profissionais se encontram para procurar oportunidades de negócios, descobrir empregos e garimpar talentos? Pois quem os utiliza já colheu frutos importantes e dão as dicas de como mostrar seu perfil na internet de maneira profissional e positiva a ponto de atrair a atenção de potenciais interessados em seu trabalho.

O primeiro passo é fazer uma “limpeza” nas comunidades de que você já participa. É o que aconselha o consultor Thomas Reaoch, da RC Invest. Muitos empregadores vasculham a internet antes de contratar um funcionário, por isso, não é bom que você participe de comunidades malucas ou apresente um perfil imaturo ou irresponsável. “Na internet você diz ao mundo empresarial qual é a sua cabeça”, alerta o consultor. A diretora de novos negócios da revista Trip, Adriana Naves, confirma. “Eu acesso o Orkut antes de contratar um empregado para ver se a pessoa participa de comunidades do tipo ‘Adoro matar velhinhas!’”, brinca a executiva que considera as comunidades de relacionamento pessoal boas fontes de informação sobre o perfil de candidatos a postos de trabalho.

A própria Naves já teve retornos positivos por manter uma imagem profissional na rede. “Um headhunter [especialista em recolocação de executivos] chegou a me contatar após ter encontrado meu currículo na internet”, conta a profissional. O headhunter encontrou o CV de Naves no LinkedIn, uma das maiores comunidades profissionais da internet. O LinkedIn possui mecanismos para garantir a confiabilidade e o profissionalismo da comunidade. “Ele não é um Orkut, apesar de ser muito útil para encontrar antigos contatos”, ressalta Thomas Reaoch alertando que comunidades profissionais não podem ser utilizadas para brincadeiras.

Criar um bom perfil profissional em sites pode ajudar na carreira.
A cada ano, a nossa imagem na internet torna-se cada vez mais importante, especialmente no mundo profissional. É o que averiguou o empresário Luiz Ojima Sakuda. “Nós não fazemos idéia do quanto a nossa imagem é vista na internet. Muitas pessoas, ao me verem pessoalmente, já sabiam sobre mim através da rede”, conta o empresário que é sócio da Globond, uma associação internacional voltada a profissionais de diversas áreas. Além do cuidado com o material que é postado a nosso respeito na rede, Sakuda aconselha o uso de um site profissional adequado para cada momento da carreira. Para quem está começando no mercado de trabalho, o empresário aconselha a elaboração de um bom perfil em sites como o www.curriculum.com.br. Conforme o profissional for galgando novos degraus, é interessante que ele apareça também em comunidades profissionais como as brasileiras Peabirus e Via6. Por fim, a conquista de um boa colocação dentro de uma empresa, por exemplo, pede que o profissional figure em comunidades internacionais como o LinkedIn, Naymz ou Ecademy.

Outra vitrine virtual importante são os grupos de discussão profissionais. Participar deles também ajuda a se manter atualizado sobre o que acontece em sua área de atuação. O jornalista Dal Marcondes, diretor de redação da revista digital Envolverde, modera dois grupos de discussão e faz questão de participar de vários outros fóruns, grupos e blogs relacionados à sua área, o jornalismo ambiental. Com quase 30 anos de carreira, Marcondes presenciou o impacto que a internet teve no mundo profissional e procura tirar o máximo proveito da rede para o seu trabalho. “Especialmente os mais jovens precisam ter em mente que a internet não é só para a paquera, ela é uma grande rede profissional, na qual eu posso encontrar clientes, fornecedores e profissionais”, opina o jornalista. Para ilustrar o que está dizendo, Marcondes gosta de lembrar a história do ex-colega de faculdade Ernesto Paglia, hoje empregado da Rede Globo. “No início de sua carreira, o Ernesto ficou sentado dias no degrau da porta da rádio Jovem Pan, até conseguir uma entrevista com o diretor da rádio para mostrar o seu trabalho”, conta Marcondes, “hoje, um jovem talentoso como ele pode mostrar o seu potencial na internet, sem sair de casa”. Atualmente, para subir degraus na carreira não é mais preciso sentar neles antes, se o profissional souber usar a internet.


Endereços relacionados

Curriculum
www.curriculum.com.br

Via6
www.via6.com

Peabirus
www.peabirus.com.br

LinkedIn
www.linkedin.com

Naymz
www.naymz.com

Ecademy
www.ecademy.com


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26/01/2009
Benchmarking: para crescer, fique de olho nos outros http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=78 Fábio Reynol
Aprender com os melhores do seu ramo e de outros é uma estratégia inteligente para encontrar um atalho para o sucesso

A galinha do vizinho sempre é mais gorda, já dizia um velho ditado. Na verdade, no mundo corporativo sempre vão existir “galinhas mais gordas” do que as nossas, ou seja, sempre haverá alguém que produz melhor ou lucra mais do que a nossa empresa. E para aprender o segredo de quem está na frente, foi desenvolvida uma ferramenta que pode ajudar muito o crescimento de uma empresa, o chamado benchmarking.

Benchmarking é, basicamente, uma ferramenta de comparação de métodos ou resultados que pode ser aplicado entre empresas, instituições e até entre setores dentro de uma mesma corporação. Seu início se deu na década de 1970, na companhia norte-americana Xerox. Assustada com o avanço das concorrentes japonesas, a Xerox começou a praticar “engenharia reversa” que nada mais é do que desmontar o produto do concorrente para extrair dele inovações e avanços que poderiam ser incorporados nos próprios produtos.

No entanto, a Xerox percebeu que havia muito mais a aprender do que somente a engenharia envolvida no produto rival. Como ele foi produzido? Como é a logística de distribuição? Como funciona o controle de qualidade na empresa concorrente? Todas essas perguntas, e mais algumas, também tinham a ver com o sucesso dos oponentes, por isso também precisavam ser respondidas. É o que conta o facilitador de benchmarking industrial, João Carlos Pinto, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), “começou então uma cultura de compartilhar o conhecimento através da comparação de práticas e resultados”. Nascia o benchmarking.

João Carlos Pinto atua no Programa Melhores Práticas para Excelência Industrial, uma metodologia desenvolvida pelo Instituto Euvaldo Lodi, de Santa Catarina, para a aplicação do benchmarking no setor industrial. O programa conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do governo federal e possui um enorme banco de dados de mais de 1.400 empresas de vários setores e do mundo inteiro. Ao se iniciar no programa, a empresa recebe um questionário que deve ser respondido em conjunto por colaboradores de diferentes setores da empresa. O facilitador de benchmarking analisa então o questionário e emite um parecer com os pontos fortes, nos quais a empresa está próxima aos líderes do setor, e os pontos fracos que devem ser sanados.

“Roberto Debom: diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Cristália, indústria química e farmacêutica.”
A partir desse relatório, a empresa monta uma equipe multissetorial para acompanhar, sugerir e aplicar as mudanças necessárias. Para áreas específicas, podem ser contratadas consultorias especializadas a fim de auxiliar no processo. A partir daí, o trabalho de benchmarking pode ser resumido em melhorar os pontos fracos e manter os fortes. “Na maior parte das vezes é mais difícil manter o que está bem do que melhorar as deficiências”, revela Roberto Debom, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Cristália, indústria química e farmacêutica de Itapira, interior de São Paulo. A Cristália realizou uma avaliação em novembro passado, e vai passar o ano de 2009 trabalhando as mudanças apontadas no processo de benchmarking. No fim do ano, a companhia vai se submeter a uma nova avaliação comparativa e averiguar o que foi conquistado.

O benchmarking ainda produz efeitos muito maiores do que as mudanças a que ele se propõe fazer. “A discussão estimulada entre os setores promove uma integração muito rica dentro da empresa”, afirma Debom revelando um dos efeitos colaterais positivos do benchmarking. Outra vantagem colateral trazida no processo é o que João Carlos Pinto chama de criação de um ambiente propício a mudanças. “Muitas vezes as pessoas sabem o que deve ser feito, mas simplesmente as decisões não são tomadas”, afirma, “o benchmarking funciona nesses casos como aquela reforma de casa que primeiramente era só na área de serviço, depois passa para a cozinha e finalmente percebemos que a casa toda precisa de uma arrumação”, exemplifica.

É importante ressaltar que o benchmarking não serve somente ao setor industrial. Empresas de serviços, estabelecimentos comerciais, administrações públicas e até instituições do terceiro setor, como as organizações não-governamentais (ONGs), podem aplicar a comparação entre seus pares para aprimorar e crescer. As contribuições ainda podem “cruzar” áreas diferentes. “Uma empresa de eletrônicos, por exemplo, pode adotar uma estratégia de produção de uma indústria química”, ensina Pinto. Por tudo isso, o benchmarking tem se consolidado como uma importante ferramenta de desenvolvimento o que o torna um processo permanente para muitas empresas, como é o caso da Cristália. “Tudo indica que ele veio para ficar”, anima-se Debom. Afinal, para manter as galinhas gordas, é preciso alimentá-las sempre e saber qual a ração que o vizinho está usando.

 



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19/01/2009
Reforma ortográfica deve ser absorvida com empenho e gradualmente http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=77 Fábio Reynol
As novas regras ortográficas não precisam ser aprendidas às pressas, mas conhecê-las pode ser um sinal de arrojo e ajudar na carreira.

O ano de 2009 começou com novidades para os povos que usam a língua portuguesa. Desde 1º de janeiro, passaram a vigorar novas regras de acentuação e de hifenização, as quais já estão preocupando muita gente. Mas os especialistas aconselham calma nesse momento de transição por dois motivos. Primeiro, porque ainda existem detalhes a serem acertados nas novas regras e, depois, teremos quatro anos de adaptação à nova ortografia, período em que a velha escrita não será considerada errada.

Vanessa Alves Pinto: Professora de Língua Portuguesa
E qual a melhor maneira de absorver essas mudanças na escrita? “Guardando as mais fáceis, em primeiro lugar,” responde a professora de Língua Portuguesa, Vanessa Alves Pinto. O trema, por exemplo, sumiu. Aqueles dois pontinhos que serviam para dizer quando a letra “u” deveria ser pronunciada não têm mais lugar na escrita. Portanto, escreva agora “sequestro” e “pinguim”. Outra regra fácil de assimilar, de acordo com a professora, é o fim do acento circunflexo na 3ª. p. do plural do presente dos verbos “ler”, “crer”, “ver” e “dar”  (eles leem, creem, veem, que eles deem) e também no hiato “oo”, como é o caso de “enjôo” que virou “enjoo”. E vale a pena guardar também que desapareceram os acentos nos ditongos abertos “éi” e “ói” somente nas paroxítonas (palavras com acento tônico na penúltima sílaba), como “plateia” e “jiboia”.

No entanto o que mais preocupa nas mudanças são as regras de uso do hífen. O velho “tracinho” tem sido a dor de cabeça para profissionais, estudantes e especialmente para quem ensina Português. “Imagine entrar numa sala de aula hoje e dizer que ‘infraestrutura’ agora é junto e ‘micro-ondas’ deve ser separado por hífen,” exemplifica a professora Vanessa, que leciona em três colégios diferentes. Para saber como e quando usar o hífen, a profissional afirma que não existe mágica, deve-se consultar sempre um bom material atualizado, seja ele um dicionário, uma gramática ou mesmo o texto oficial das novas regras.

O problema é que ainda não é um bom momento para se adquirir esses livros. O próprio material oficial, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), publicado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), ainda não foi lançado com as mudanças, o que deve ocorrer em fevereiro. Até lá, tudo o que se publica são interpretações passíveis de erros. “Eu mesma ainda não comprei um material de referência”, afirma a professora que aconselha a consulta aos sites da ABL (www.academia.org.br) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (www.cplp.org).

O problema que Vanessa enfrenta nas salas de aula, a consultora Laila Vanetti encara dentro das empresas. Laila ministra cursos de comunicação in company e já prevê alguns tropeços nesse período de transição. “Escrever um currículo de acordo com a nova ortografia pode passar uma postura arrojada de um candidato”, afirma a especialista. Por outro lado, ela alerta que o tiro pode sair pela culatra caso o avaliador não esteja tão atualizado nas mudanças quanto o candidato. “Ao ler num currículo ‘ideia’ sem acento, por exemplo, ele pode pensar que o profissional se descuidou do português”, acredita. Uma boa maneira de contornar o problema é incrementar o português em todo o currículo, pois, segundo a especialista, uma estrutura um pouco mais elaborada faz o avaliador pensar duas vezes antes de julgar um possível erro gramatical.

Laila também lembra que a reforma diz respeito somente à escrita. “Já há absurdos como gente dizendo que a reforma determina mudanças na pronúncia das palavras”, alerta a consultora que afirma que, mesmo na grafia, a mudança é muito pequena. “Para o Brasil, ela afeta somente cerca de 0,5% da nossa gramática”, pontua. Por isso, ela aconselha tranqüilidade e a absorção gradual das novas regras, porém com empenho. Mostrar interesse em aprender as novas regras pode render dividendos na carreira. Num mundo cada vez mais dependente de corretores ortográficos eletrônicos, uma hora de transição da gramática é o momento de mostrar que o ser humano ainda é a mais eficiente das máquinas.



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09/01/2009
O novo ano requer planejamento e autoconfiança http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=76 Fábio Reynol
As conquistas pessoais estão ligadas diretamente ao que acreditamos, por isso, antes de batalhar por algo é fundamental conhecer a si mesmo e fazer planos coerentes.

Há seis meses, quatro adolescentes em vias de prestar o vestibular estavam completamente desmotivados para estudar e o medo os fazia achar que jamais iriam passar. Como eram colegas de classe, resolveram buscar ajuda juntos. Formaram um grupo de autoconhecimento sob a orientação da psicopedagoga Rita de Cássia Vital. Através das atividades no grupo, os estudantes começaram a descobrir as áreas de que realmente gostavam e a partir daí estabeleceram uma agenda, um plano de estudos e uma rotina de organização que simplesmente não existia até então. Resultado, os quatro passaram nas provas, cada um na área que escolheu.

O segredo desse sucesso não foi exatamente as técnicas de estudo, mas em descobrir por que eles não se sentiam confiantes o bastante para passar. “Por conta disso, eles se auto-sabotavam. Sentiam muito sono e os estudos eram completamente desorganizados”, conta a psicopedagoga. Essa sabotagem dos próprios planos costuma ocorrer quando as pessoas não acreditam em seus sonhos ou quando tomam para si metas que não são delas. Um exemplo típico são pais e mães que impõem uma carreira aos filhos em vez de deixá-los escolher. Por isso, segundo os especialistas, o primeiro passo para a autoconfiança é o autoconhecimento.

José Ciccone Neto: consultor e psicoterapeuta
Além de descobrir o que realmente queremos, ao nos conhecer podemos traçar metas coerentes com as nossas capacidades. É o que afirma o consultor e psicoterapeuta José Ciccone Neto. “Não adianta eu querer ser hoje o presidente de uma empresa, mas já está ao meu alcance ser um bom funcionário e subir aos poucos na carreira, degrau após degrau”, exemplifica o especialista. Outro fruto do autoconhecimento é a consciência dos próprios limites. É impossível ser bom em tudo. Tendo isso em mente, aconselha Ciccone, é preciso orgulhar-se dos pontos fortes mesmo sabendo que não somos perfeitos.

A partir daí, é possível tomar parte das competições, aceitando vitórias e derrotas. Segundo Rita Vital, um dos sintomas da falta de autoconfiança é a recusa em competir. “A pessoa simplesmente não disputa, não enfrenta. Prefere ficar de fora”, explica Vital. No entanto, sair do páreo só piora o quadro, pois o processo competitivo também nos diz quem somos. “É somente em grupo que obtemos critérios de comparação com o mundo”, afirma Ciccone, “estamos sempre checando capacidades em relação ao meio, ao grupo em que vivemos”. É assim que sabemos em que áreas somos melhores e em que pontos somos mais fracos.

Há outras interferências que também pesam no grau de autoconfiança de cada pessoa. Como a história de vida de cada um. “Um garoto que sempre ouviu a mãe dizer que ele não daria certo, terá que reprogramar toda essa parte negativa que absorveu para poder acreditar em si mesmo”, afirma Vital. Para esse jovem, um bom recomeço seria não dar ouvidos a essas vozes contrárias. Segundo a psicopedagoga, a maioria dos jovens tem uma postura passiva diante das adversidades e acabam reclamando das atitudes negativas dos pais, por exemplo, em vez de mudar a si mesmos. “Um estudante pode reclamar: ‘minha mãe vai para a praia durante o meu vestibular’. Sim, mas quem é que vai prestar o vestibular? Você ou a sua mãe? Pare de esperar uma atitude da sua mãe e tenha a sua”, alerta a profissional que costuma passar um conselho importante, a história do outro não serve como motivação, temos que nos basear em nossa própria vida se quisermos ter sucesso.

Um exercício que Vital recomenda para quem quer começar a mudar é a visualização criativa. Essa atividade nada mais é do que se imaginar já tendo conquistado os seus objetivos. Por exemplo, você quer um emprego em marketing? Imagine-se trabalhando em uma grande empresa do setor. O princípio desse exercício é simples, você vai registrando em seu subconsciente uma mensagem nova, com o tempo, esses novos registros substituem as mensagens de medo e insegurança que atrapalhavam o seu progresso.

Por fim, o psicoterapeuta Ciccone revela o item fundamental na bagagem de qualquer pessoa de sucesso: projetos. “Viva sempre com projetos”, exorta o especialista, “nada vem por acaso ou acontece por pura sorte. Trace seus objetivos e planeje como alcançá-los”. Agora é uma época propícia para isso. No início de cada ano, há um sentimento de renovação interior que deve ser aproveitado. Pense no que você gostaria de conquistar nesses próximos doze meses, estipule metas simples e vá realizando e aumentando aos poucos os seus sonhos. As pequenas conquistas servirão de estímulo para as maiores. Com o tempo, você aprenderá a usar os sucessos anteriores para se motivar e a não se abalar com os fracassos. Pois, como ensina Ciccone, “o importante é aprender a gostar de si mesmo, ter orgulho de seus quesitos e a plena consciência de que você não é perfeito”.

 



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31/12/2008
Empresas voltadas a poucos eventos anuais também dão duro o ano inteiro http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=75 Fábio Reynol
É possível manter um negócio focado em poucos eventos ou voltado somente para determinadas épocas do ano. Mas para isso é preciso ter um bom planejamento e, ao contrário do que muita gente pensa, suar a camisa o ano todo.

Feliz é o Papai Noel que trabalha só uma vez por ano. Essa anedota mostra o desejo de todo mundo de trabalhar por um curto espaço de tempo e passar o resto do ano só usufruindo dos lucros. Porém, assim como Papai Noel, esse tipo de atividade é um mito no mundo dos negócios, pois até as empresas que se dedicam a uma ou duas datas específicas durante um ano todo, têm que batalhar durante doze meses se quiserem continuar existindo.

Said Aiach Neto da Ecomotion Outdoor Sports Marketing
Que o diga Said Aiach Neto, diretor da Ecomotion Outdoor Sports Marketing, empresa voltada à produção de corridas de aventura, um esporte em que atletas atravessam regiões naturais desempenhando várias modalidades como escalada, caiaque, mountain bike e trekking, por exemplo. O problema é que essas competições exigem uma logística gigantesca e um grande tempo de preparo, por isso a empresa realiza apenas duas grandes corridas por ano. O Ecomotio-Pro, produzido no fim do segundo semestre de cada ano, é a maior corrida de aventura da América Latina reunindo atletas do mundo inteiro.

Mas como sustentar uma empresa focando-se basicamente em apenas dois eventos anuais? “Mantendo um custo fixo muito baixo”, responde Aiach. “Por mais que você ganhe num evento, o risco também é muito alto”, revela. A Ecomotion conta com apenas três trabalhadores fixos, entre eles o próprio Aiach. Nos períodos de preparação das provas, empresas terceirizadas e free-lancers começam a ser contratados e durante a realização do evento, cerca de 400 pessoas formam a equipe de trabalho. Isso não quer dizer que não existe serviço no resto do ano. Durante os doze meses, a empresa faz prospecção de patrocínios e se dedica a trabalhos de fortalecimento da própria marca, como o licenciamento de produtos, por exemplo. Para tudo funcionar como se deve, é fundamental, logicamente, um bom planejamento. “É preciso planejar o ano para cobrir os meses deficitários, pois as despesas existem, mas aí não tem a receita dos patrocínios”, explica Aiach.


Administrar assim pode ser loucura para alguns, mas foi justamente a opção que fez Joel Scolari há 25 anos, quando sua família trocou um comércio atacadista para se dedicar a montar cestas de natal. No primeiro ano em que as cestas foram feitas, uma grande empresa encomendou 4 mil unidades. No ano seguinte, o número aumentou para 7 mil e a família percebeu ali um nicho de mercado pouquíssimo explorado e resolveu se dedicar unicamente às cestas. Desde então, sua marca, Alcamp, estaria associada ao Natal.


A decisão foi impulsionada também pelo contexto econômico da década de 1980, como explica o próprio Scolari. “Naquela época, a inflação era altíssima e comprar alimentos para estocar era um excelente investimento”. Depois de algum tempo produzindo cestas natalinas, a Alcamp passou a também oferecer cestas-alimentação a pedido de suas empresas clientes. Hoje, mesmo montando cestas o ano todo, o Natal continua sendo o carro-chefe da companhia com previsão de vendas para este ano de 1,3 milhão de cestas de natal, 100 mil a mais que no ano passado. O mercado de “boas festas” é tão expressivo que movimenta a empresa o ano inteiro, com encomendas de importações, confecção de catálogos e fechamento de contratos com clientes. Para dar conta das encomendas, 350 trabalhadores são contratados nos meses que antecedem o Natal, quantidade que supera a de funcionários fixos, 250.


Se o Natal é importante para a Alcamp, para a Cipolatti ele é a própria razão da existência. A companhia de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, é a maior empresa da América Latina de decoração natalina de prédios. Este ano ela decorou mais de 100 locais como aeroportos, teatros, lojas, hotéis e principalmente shopping centers, em cinco países: Argentina, Chile, México e Uruguai, além do Brasil.


Porém, quem acha que a Cipolatti só tem serviço entre novembro e janeiro, engana-se. “Em fevereiro, abrimos o nosso show room” explica a diretora comercial da empresa, Ana Cecília Cipolatti. A partir daquele mês, as empresas começam a contratar os serviços e as oficinas da planta de Taboão da Serra com costureiras, marceneiros, escultores, serralheiros e outros artesãos que começam a confeccionar as peças. No fim do ano, o número de trabalhadores salta de 380 para cerca de 2 mil. A maioria dos temporários é contratada na cidade onde será feita a decoração. É o caso dos alpinistas, chamados para montar estruturas como árvores de natal gigantes ou adereços que ficam a vários metros do chão.


Os empreendedores interessados em atuar em mercados sazonais devem estar preparados para manter estrutura organizacional bem dinâmica, especialmente em recursos humanos, que são expandidos nas épocas cruciais para os negócios. E o planejamento financeiro deve ser seguido à risca, principalmente porque nesses setores as receitas costumam apresentar uma grande variação ao longo do ano. Quem trabalha como Papai Noel sabe bem o que é isso.

 



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24/12/2008
Novas perspectivas após oito meses de Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=74 Fábio Reynol
Vocações descobertas, motivação para estudar e até uma vitória sobre a timidez são alguns dos frutos que o Telecurso TEC trouxe a uma TEC Sala de Itapecerica da Serra.

No início do ano, quando as amigas Paloma e Ivanielle souberam que o curso no qual estavam matriculadas seria aos sábados e iria durar seis horas, tiveram a mesma reação: “ninguém merece!”. O receio, no entanto, se dissipou no primeiro encontro e hoje, oito meses depois de terem começado o Telecurso TEC, as duas não só sentem falta dos encontros aos sábados como também perceberam no dia-a-dia as mudanças que o curso provocou em suas vidas.

Paloma, Ivanielly, Wesley e Marcela: alunos do Telecurso TEC

“Eu nunca planejava nada, metia as caras e pronto”, lembra Ivanielle Vieira Barros da Silva que, como a colega Paloma Régio, é aluna da TEC Sala da escola estadual Professora Natércia Cremm de Moraes Pedro, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo. Ivanielle afirma ter mudado o seu jeito de pensar e hoje faz projetos para sua vida para curto, médio e longo prazos. Segundo ela, isso tudo é fruto das lições sobre planejamento estratégico do Telecurso TEC e chegou a interferir até no encontro de fim de ano da família da estudante. Nessa época, todos iriam visitar Alagoas, terra natal da família e onde mora a avó da estudante. Mas o planejamento estratégico de Ivanielle mudou a agenda. “Quando fui fazer as contas, ficava bem melhor pagar a passagem para a minha avó vir para cá do que pagar três passagens para Alagoas”, conta a menina. Com o dinheiro economizado, Ivanielle ainda planejou passeios para a família toda e a proposta dela foi aceita na hora pelos parentes.

O comércio também ganhou uma consumidora mais ponderada e consciente. “Eu comprava roupas na primeira loja em que eu entrava. Hoje pesquiso antes sempre e encontro produtos e preços bem melhores”, orgulha-se a estudante com sua nova postura. Ivanielle planeja agora um estágio para o ano que vem, no qual espera atuar numa área de atendimento ao público. “Adoro ouvir e conversar com as pessoas”, conta.

Provocar a orientação vocacional é um dos efeitos colaterais do Telecurso TEC, segundo a colega de Ivanielle, Paloma Régio. “Eu me identifiquei com o curso”, declara Paloma que se diz apaixonada pelas aulas a ponto de não querer sair da TEC Sala e esperar ansiosamente pelos encontros durante a semana com os colegas para realizar as atividades propostas. “Não faltei em nenhum sábado”, espanta-se a estudante que antes do curso achava que não iria suportar ficar seis horas na escola a cada sábado. “Para a gente, o Telecurso TEC é se reunir, trabalhar e se divertir”, afirma.

Paloma visa agora um estágio e depois uma faculdade. Ambos, é claro, na área de administração. Até nas horas de lazer, ela e seus colegas conversam sobre o tema. A turma montou uma comunidade virtual e troca mensagens eletrônicas com opiniões a respeito das aulas. As mudanças foram notadas até pelos professores das disciplinas do núcleo comum que sentiram uma postura mais participativa nos alunos que cursam o Telecurso TEC, segundo atesta o professor de História, Luciano Rodrigues da Silva, que também é orientador de aprendizagem da turma de Paloma e Ivanielle. O segredo do sucesso, na opinião de Silva, é a metodologia empregada. “O material tem a linguagem do jovem e o curso é muito dinâmico”.

Outro efeito que o curso trouxe, de acordo com o orientador, foi um envolvimento maior dos alunos com a comunidade escolar. A criação de uma empresa fictícia proposta no curso foi transformada em um grupo de ação com o objetivo de modificar a escola. Entre as iniciativas do grupo está o Cineplay, sessões de cinema na escola exibidas nos fins de semana. Uma pesquisa é feita entre todos os alunos da escola para escolher o filme e eles mesmos lotam a sala de exibição com as famílias. Para isso, foi feito um intercâmbio com o projeto Escola da Família, que estimula a participação da comunidade através de atividades aos domingos dentro das escolas.

Para Silva, porém, a maior revolução que o Telecurso TEC promoveu foi na vida de cada um dos estudantes. “Uma das alunas, a Marcela, no começo do ano era extremamente tímida a ponto de não fazer perguntas na frente dos colegas”, lembra o orientador, “recentemente eles tiveram que apresentar um projeto, imagine a minha surpresa quando eu vi a Marcela se oferecendo para fazer a apresentação. Isso é uma enorme recompensa para mim!”, comemora.


Conheça o blog "TecSala do Natercia":
 
http://tecsalanatercia.blogspot.com/

 



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17/12/2008
Blogs podem ajudar nos negócios e na carreira http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=73 Fábio Reynol
O conceito de “diário eletrônico” atribuído aos blogs foi muito ampliado. Hoje eles são fóruns, bancos de dados e até fontes de informações valiosas. Mas é preciso saber usá-los.

Nascidos a partir das chamadas páginas pessoais da internet, os blogs vingaram por causa da sua facilidade de administração e, principalmente, por que as pessoas gostam de se ver e de serem vistas. Hoje, o antigo diário pessoal da internet é muito mais que um espaço para relatos individuais, eles compõem uma ampla rede de informações úteis que podem auxiliar nos negócios e na carreira. Porém, é preciso critério para não levar gato por lebre na blogosfera.

Como confiar nas informações de um blog? A primeira dica é: conheça o blog primeiro, antes de acreditar em seu conteúdo. “Nos blogs, a credibilidade costuma ser conquistada com o tempo, durante o processo de interação naquele espaço”, explica a antropóloga Maria Elisa Máximo, professora de Meios e Internet da Associação Educacional Luterana Bom Jesus IELUSC, em Joinville (SC). Em seu doutorado, Máximo pesquisou blogs e percebeu que alguns conquistam uma reputação tão elevada que acabam exercendo uma influência muito grande sobre seus leitores. Segundo a pesquisadora, quando um blog conquista credibilidade, ele costuma formar uma rede de opiniões ao seu redor.

Essa comunidade pode fazer o papel de medidor de confiabilidade, ou até mesmo ser um mecanismo para averiguar a lisura do blogueiro e repelir mentirosos ou mal intencionados. Foi o que aconteceu com o blog de um casal nos Estados Unidos, como ilustra a professora de Mídia Corporativa Digital da Univesidade Tuiuti do Paraná, Cláudia Irene de Quadros, “algumas pessoas que acessavam o blog do casal, descobriram que o site estava sendo apoiado por uma associação de funcionários de uma rede de hipermercados dos Estados Unidos”. Isso fez cair por terra muitas informações em que o casal citava o nome do estabelecimento e afetou a credibilidade do blog.

Para evitar constrangimentos como este, as grandes corporações estão investindo em profissionais que vasculham a blogosfera (termo que inclui todas as comunidades na internet e não somente os blogs) para ter um feedback (retorno) de sua imagem perante o público. De acordo com Quadros, a fabricante de cosméticos O Boticário foi uma das empresas que notaram a importância de navegar pelas comunidades virtuais. “A empresa registrou uma diminuição dos contatos para a sua central de atendimento e, por outro lado, acabou descobrindo que havia várias comunidades virtuais discutindo amplamente sobre seus produtos”, relembra a professora. A blogosfera acabou virando uma poderosa fonte de informações sobre a percepção e o desejo do público consumidor.

Colher essas informações e sugerir medidas para a melhoria da imagem corporativa é um filão de mercado recém-aberto e explorado por empresas como a E.life, de São Paulo. Para o diretor geral da empresa, Alessandro Barbosa Lima, a influência da blogosfera no processo de decisão de uma compra é bem grande. “Ainda que você não seja um leitor de blog, quando quiser informações sobre determinado produto, você vai fazer uma busca na internet e vai acabar se deparando com muitas páginas de blogs falando sobre aquilo”, explica o profissional. Lá estarão informações que vão além do produto, pois incluem também dados do pós-compra, ou seja, se o produto apresentou problemas, se a empresa resolveu os defeitos, se o tratamento da loja foi satisfatório, entre outros.

Luis Nassif: jornalista

Se para empresas os blogs são vitrines relevantes, para o profissional, eles podem trazer informações importantes para a carreira e até notícias que não estão nos jornais nem nas revistas. “Quando houve o acidente com o avião da Gol, o meu blog trouxe informações mais consistentes e que só foram divulgadas pela imprensa mais um mês depois”, afirma o jornalista Luis Nassif, que montou uma comunidade em torno de seu blog com mais de duas mil pessoas. No caso do acidente citado, o blog foi acessado por engenheiros de vôo, engenheiros aeronáuticos e pilotos de avião, entre outros especialistas, os quais apontaram as possíveis causas e até denunciaram erros crassos que a imprensa estava reproduzindo. “A imprensa ainda se baseia muito nas fontes oficiais, e os maiores absurdos são cometidos por fontes oficiais”, diz Nassif. Sob esse aspecto os blogs vieram ser um contraponto de peso à grande imprensa, pois formam uma vasta rede de observadores, tornando a informação muito mais apurada e debatida, uma vez que o número de fontes ouvidas é bem maior.

E se você é um blogueiro, trate seu blog com responsabilidade se quiser apresentar uma boa imagem profissional. “Já há empresas que na hora de contratar uma pessoa verificam se ela tem um blog, pois o blog pode informar muito mais sobre uma pessoa do que o currículo dela,” afirma o consultor e articulista Max Gehringer para quem o blog deve ser construído com personalidade, contudo sem nunca perder o bom senso. Por isso, aconselha o articulista, cuidado ao descarregar a raiva contra o chefe ou desafetos profissionais na blogosfera, atitudes exacerbadas, infantis ou anti-profissionais podem sair caro para a carreira. Como blogueiro ou leitor, o importante é utilizar esse meio da melhor forma possível para nos ajudar como consumidores, profissionais e mesmo como pessoas. “Leio muito mais blogs do que artigos acadêmicos. Eles retratam o cotidiano em que nós vivemos,” assegura Gehringer.



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11/12/2008
Telecurso TEC aplica exame final para formar os primeiros técnicos http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=72 Fábio Reynol
No domingo, dia 14, os estudantes do Telercurso TEC farão o exame do Módulo 3 a fim de obter o título de técnico.

Dezembro começa com expectativa para os estudantes do Telecurso TEC. Neste mês, eles farão os exames presenciais que atestarão a sua qualificação. Esses estudantes, que adquiriram o material didático e acompanharam as aulas pela TV ou na modalidade presencial, estão na reta final e se forem aprovados no exame do domingo, dia 14, vão receber o título de técnico de nível médio em uma das três áreas escolhidas: “Administração Empresarial”, “Gestão de Pequenas Empresas” ou “Secretariado e Assessoria”. Cada estudante fará a prova na unidade de ensino do Centro Paula Souza mais próxima de sua residência.

O auxiliar técnico Jusabe Hesede Alves Coutinho, que está se preparando para o exame, acredita que a qualificação profissional do Centro Paula Souza irá lhe abrir novas oportunidades. “Durante o curso recebi várias propostas de estágio. Eu acho que com o diploma deve vir outras”, acredita o profissional que mora em Ribeirão Preto e estudou principalmente com o auxílio do material didático e da internet. Coutinho está confiante em seu desempenho no exame final, ele conquistou o conceito “Muito bom” na prova do 1º Módulo e “Bom” na avaliação do 2º Módulo.

Para Júlia Falivene Alves, coordenadora do Núcleo Pedagógico do Centro Paula Souza no Telecurso TEC, não há motivo para nervosismo, pois o exame todo é baseado no conteúdo do material didático. Isso não quer dizer que não é preciso estudar. “As questões são, basicamente, estudos de casos e situações-problema que não são iguais às do livro, mas para resolvê-las os alunos devem aplicar o que foi aprendido”, explica a coordenadora. Segundo ela, os alunos vão ter que ler, interpretar e analisar cada questão proposta antes de assinalar a alternativa correta. Isso porque os testes avaliam competências profissionais, não memorização.

Serão ao todo 30 questões que deverão ser respondidas ao longo de três horas. “Os alunos deverão aproveitar todo esse tempo para fazer a prova. Não dá para resolvê-la rapidamente”, adianta Alves.  Para ser aprovado, o estudante tem que acertar, no mínimo, 16 questões. Abaixo disso, ele recebe o conceito “I”, ou insuficiente. Ao acertar entre 16 e 20 questões, receberá o conceito “regular” (R). Entre 21 e 25 corretas, o aluno terá conceito “bom” (B) e será considerado “muito bom” (MB) se responder corretamente mais de 26 questões.

Para esses estudantes, prestes a fazer o terceiro e último exame, a perspectiva de melhorar o currículo abre novas esperanças. É o caso da auxiliar de escritório Rosângela Corona Scarparo, de São Paulo, que no dia 14 vai fazer a prova para obter o título de técnica em Gestão de Pequenas Empresas. “Acho que tudo que agrega valor ao currículo é muito bom para a carreira”, afirma a profissional. E, às vezes, o próprio curso em si já é uma experiência motivadora e importante como atesta o estudante José Montanha Filho. “Eu tive um problema sério de saúde e o estudo foi uma maneira de eu retomar a minha vida”, conta Montanha que trabalha como assessor administrativo. Para ele, a habilitação profissional que vai obter será mais do que um diferencial curricular, vai ser um atestado de que a vida continua e que ele ainda tem muito a conquistar.
 





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03/12/2008
Você já exercitou o seu cérebro hoje? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=71 Fábio Reynol
Especialistas dão conselhos para manter a cabeça em forma, mesmo com a avalanche de dados que nos soterra diariamente.

Aulas, provas, vestibulares, compromissos. A vida moderna nos bombardeia com toneladas de informações e exige muito da nossa cabeça. O resultado é ansiedade, estresse e esquecimento. Para os especialistas ouvidos, não existe mágica para turbinar a memória, mas usar a cabeça de maneira produtiva pode eliminar lapsos e ainda melhorar o desempenho escolar.

No caso específico do aprendizado escolar, o neurologista Jayme Maciel Júnior, oferece um conselho importante, não fique restrito à escola. As atividades de campo estimuladas pelo Telecurso TEC são exemplos de aprendizado que dificilmente são esquecidos. Isso acontece, segundo o especialista, porque o cérebro recebe estímulos de diferentes meios e órgãos do sentido. Quanto mais diferentes e numerosas forem as fontes de informação, melhor o conteúdo é gravado na memória. Por isso, os alunos que relêem a matéria em casa e procuram informações sobre ela em outras fontes apreendem melhor o conteúdo. “O aprendizado é sempre uma escada em que construímos um degrau após outro”, afirma Maciel, “toda vez que aprendemos algo novo, comparamos com o que já temos guardado”. Por esse motivo, quanto melhor aprendemos hoje mais fácil vai ser aprender no futuro.

“Eu só aprendi a estudar depois que entrei na faculdade”, confessa o psiquiatra e psicoterapeuta Geraldo Possendoro, professor de Medicina Comportamental da Unifesp. Para ele, é fundamental saber trilhar a montanha de informações que recebemos. “Devemos perguntar, o que é mais importante? E, dentro dessas prioridades escolhidas, o que é mais importante?”, aconselha. Será nessas respostas que o aluno deverá se debruçar para praticar o segundo conselho: a repetição. Ao repetir várias vezes e de diversas formas, o estudante vai reforçando as conexões no cérebro que vão guardar as informações. Fazer diagramas pessoais durante a aula, para as pessoas que tem facilidade com estímulos visuais, é outra dica. Caso o aluno absorva melhor aquilo que ouve, um mini-gravador digital tipo MP3 pode ser uma importante ferramenta para repassar a aula em casa.

Aprender, porém, não é só armazenamento de informações, nossa carga emocional também pesa, afirma Possendoro. “Alguém que sempre ouviu que uma disciplina é difícil pode ter dificuldades nela sem saber o porquê”, diz. Também é bom tomar cuidado com um componente comum nas horas de prova, a ansiedade. Um pouco dela é bom para estimular a memória, mas em doses maiores, a ansiedade tem efeito contrário e pode prejudicar o desempenho em uma prova.

Como o resto do corpo, o cérebro também necessita de exercícios para se manter em boa forma e não falhar nas horas em que mais é exigido. “Eu me obrigo a escrever à mão”, diz o neurologista Maciel. Seu objetivo é promover estímulos diferentes em seu cérebro. Efeitos positivos também são conseguidos em atividades lúdicas como montar um quebra-cabeça, fazer palavras-cruzadas e a prática da leitura. “Devemos ler muito e ler coisas diferentes, de romances a jornais e livros técnicos”, aconselha Maciel.

A neurocientista Silvia Helena Cardoso, do Instituto Edumed, concorda. Para ela, a leitura é um ótimo exercício também para desenvolver uma outra habilidade ligada ao aprendizado, a atenção. Precisamos colocar a nossa atenção no que queremos aprender e a leitura é uma maneira de praticarmos isso. “Assim como os músculos, o cérebro cresce e se desenvolve quando utilizado”, afirma a neurocientista explicando que esses exercícios mentais formam novas redes e conexões no cérebro (veja a lista de dicas da especialista no quadro abaixo).


Não há remédios milagrosos para manter o cérebro “malhado”. Além da prática dos exercícios já citados, apenas durma bem e alimente-se adequadamente. O sono faz o trabalho de fixação de conhecimentos e a alimentação balanceada garante um bom suprimento energético e químico para o cérebro e o restante do corpo funcionarem direito. Por isso, para manter a cabeça em ordem, coma, durma e, acima de tudo, faça-a funcionar muito.



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26/11/2008
Um anjo pode ajudar você a impulsionar a sua empresa http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=70 Fábio Reynol
Muito conhecidos nos Estados Unidos, os investidores-anjos ajudaram empresas de fundo de quintal a se tornarem grandes corporações. Saiba o que eles podem fazer por você.

Yahoo, Google, Amazon, Apple e muitas outras mega-empresas atuais se tornaram gigantes não somente pelas inovações que apresentaram ao mundo, mas especialmente porque encontraram pessoas que acreditaram e fizeram altos investimentos quando elas ainda engatinhavam. Esses investidores que caçam novas idéias para aplicar o seu dinheiro são motivados por ganhos muito acima do mercado financeiro e se orgulham de seu faro para encontrar empreendimentos embrionários e transformá-los em outros “Googles”. Para o pequeno empreendedor, que muitas vezes têm a idéia, mas não tem o dinheiro, esses investidores são verdadeiros “anjos”.

No Brasil, os investidores anjo (do inglês angel investors) ainda não são muitos, porém o seu número está crescendo. Das pouco mais de meia dúzia de associações de investidores anjo, a grande maioria surgiu nos últimos anos. É o caso da Floripa Angels, que iniciou suas atividades em 2007 e já está analisando 15 empresas para potenciais investimentos.

Marcelo Cazado, diretor da Floripa Angels

“O anjo nada mais é do que uma pessoa física que está disposta a aplicar parte de seu portfólio [conjunto de aplicações financeiras] em um investimento de alto risco”, explica Marcelo Cazado, diretor da Floripa Angels. Segundo ele, o surgimento das associações de investidores anjo é bom para os dois lados. O empreendedor tem uma porta onde bater e apresentar o seu projeto e o investidor recebe o auxílio de um grupo que o ajuda a analisar as empresas nos mais variados aspectos: financeiro, logístico, produtivo, potencial de retorno e avaliação de seu valor (valuation).

O anjo torna-se um sócio da empresa e passa a tomar parte em decisões e até no controle do negócio. Muitas vezes, o anjo torna-se participante majoritário, ou seja, com mais poder administrativo do que o empreendedor que criou a empresa. “A idéia é simples, é preferível ter uma parte de uma empresa milionária do que ser dono de uma empresa pequena”, diz Cazado. No Brasil, esse tipo de pensamento ainda não é comum, segundo o diretor estadual do Núcleo de Jovens Empreendedores da Ciesp (Confederação das Indústrias do Estado de São Paulo), Marcos Andrade. “O empresário brasileiro é muito patrimonialista”, afirma Andrade, “ele não quer abrir mão do controle da empresa”. O empreendedor que recebe um investidor anjo tem que estar preparado para um novo nível de governança ou, em bom português, ele vai mandar menos.

Esse tipo de obstáculo fez o Brasil sair com dez anos de atraso nesse nicho de investimentos, de acordo com Cazado. Até países com economias menores que a brasileira, como a Suécia, por exemplo, chegam a ter cerca de 40 redes de investidores anjo. No Brasil, para que mais gente se interesse em investir e em receber recursos através de participação societária é preciso aumentar a divulgação e a cultura dos anjos. Esse é parte do trabalho da Endeavor, organização sem fins lucrativos que presta auxílio a empreendedores em mais de dez países. Os empreendedores e investidores precisam saber a diferença entre ter, ou ser, um investidor anjo ou participar de um fundo de investimento, por exemplo. “Nos fundos são especificados o prazo de investimento, o retorno esperado e como o fundo vai sair do investimento (venda, ações na bolsa, etc.), explica Bianca Martinelli, gerente de Busca e Seleção da Endeavour, “no caso dos anjos não há horizonte de saída e o sócio vai participar mais ativamente da gestão”, compara. Por outro lado, segundo a especialista, os fundos costumam ser muito mais exigentes com a formalização da parte financeira. Entre os parceiros do investimento anjo, segundo Martinelli, é muito importante que haja um alinhamento de expectativas entre o empreendedor e o investidor. “Eles têm que compartilhar objetivos: vão vender a empresa para um concorrente depois de valorizá-la? Conquistar tal fatia do mercado? Obter tais ganhos?” exemplifica a profissional.

Mesmo com as adversidades, os investimentos anjos começam a ganhar espaço e a figurar entre as alternativas de investimentos e de capitação de recursos. No dia 1º de dezembro, a Endeavor vai publicar em seu “Guia de Fundos GVcepe-Endeavor”, encartado no jornal Gazeta Mercantil, uma lista de associações de investidores anjos.
 
Se você se animou em ter um anjo como sócio é bom levar em conta algumas dicas dos especialistas. Esse tipo de investimento está muito ligado a inovações e a novas idéias, portanto negócios mais criativos levam vantagem. Exportabilidade, ou a capacidade de vender para o exterior, é outra característica de peso na avaliação dos anjos. E é preciso também ser bom no arroz com feijão empresarial: administração séria com balanços em dia, contabilidade detalhada e RH estruturado são tão importantes para o avaliador quanto uma idéia promissora. Se o seu negócio se encaixa nesses pontos, um anjo pode aparecer no seu caminho.



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18/11/2008
Saiba como fazer um bom currículo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=69 Fábio Reynol
Ao colocar a sua carreira em uma folha de papel, você pode atrair ou afastar oportunidades de trabalho

O primeiro currículo que Natasha Fernandes Triais enviou para uma empresa não havia sido feito por ela. Estudante do ensino médio, ela procurava uma vaga de estágio de auxiliar administrativo, mas no documento ela preencheu apenas os campos de escolaridade e dados pessoais.

Natasha Fernandes Triais

“Todos os outros espaços do currículo já vinham preenchidos e eram iguais para todos, inclusive o do objetivo profissional”, lembra a estudante que encomendou o serviço de redação num bazar perto de sua casa. Logo Natasha percebeu que era importante fazer ela mesma um resumo de sua vida escolar e profissional. Além de escrever totalmente o próprio currículo, ela também preencheu fichas de inscrição em sites de instituições de apoio a estágios. Foi através de uma delas que Natasha foi chamada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) onde começou a atuar no setor de atendimento a estudantes. Em pouco tempo, ela subiu um degrau e hoje trabalha no suporte ao estudante. “Tiro dúvidas dos estagiários apoiados pelo Nube” explica Natasha que é aluna do Telecurso TEC e da escola estadual Luiz Gonzaga Pinto e Silva, no Jardim São Luiz.

Especialistas reafirmam aquilo que Natasha descobriu: um bom currículo é fundamental para alcançar seus objetivos profissionais. Para isso, é importante não só o conteúdo, como também a maneira como ele é colocado no papel. “Nos currículos de hoje, todo mundo é ‘dinâmico’ e ‘pró-ativo’, são as palavras da moda”, brinca Liliane Guedes Paulo, instrutora de aprendizagem do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). “Se você não tem certeza disso, é melhor não colocar, é muito fácil descobrir numa dinâmica de grupo, por exemplo, que a pessoa não é pró-ativa”, alerta a especialista. Por isso, ela começa suas dicas num ponto fundamental, a sinceridade. Não invente, nem aumente qualidades só para fazer volume, se o entrevistador notar que algum ponto não bate com a realidade, toda a credibilidade do currículo será questionada.

Outra dica da especialista é apresentar um objetivo bem delineado. “Tem gente que costuma colocar ‘estou à disposição da empresa’, isso indica falta de foco e de objetividade”, afirma Guedes, além de atrapalhar a seleção, pois, para preencher uma vaga, as empresas procuram palavras-chave nos objetivos e na formação profissional. Na hora de colocar os dados pessoais, o candidato também deve atentar para não adicionar informações supérfluas, como pretensão salarial e números de documentos como CPF e RG. Esses itens só devem figurar no currículo quando forem solicitados. O mesmo vale para fotografias, só anexe a foto se a empresa pedir e, mesmo assim, a imagem é sempre de rosto estilo 3 x 4 cm como as de documentos. Por outro lado, é fundamental, segundo Guedes informar dados como telefones celular e residencial e o endereço “que deve ser o mais completo possível”, afirma o analista de treinamento do Cedep (Centro de Desenvolvimento Profissional), Alexandre Koike. “Se o nome da sua rua não for muito conhecido, coloque o nome do bairro. É importante que a empresa saiba onde você mora”, diz o profissional. Outra dica, em vez de colocar a data de nascimento, escreva a sua idade e jamais escreva “Currículo” ou “Curriculum Vitae”, deixe que apenas o seu nome apareça no topo do documento.

Tanto Koike como Guedes já trabalharam com recrutamento e seleção e usam suas experiências para aconselhar estudantes e profissionais sobre o que inserir e o que evitar num currículo. Ambos alertam para o e-mail o qual deve ter um nome apresentável e profissional. Em outras palavras, evite os apelidos. Já passaram pelas mãos dos dois especialistas e-mails como “gatinha@...” o que não fica nada bem numa seleção profissional.

Se você está começando a carreira, Koike dá dicas para preencher o campo “experiência profissional”. “Você pode colocar algum trabalho voluntário relevante, uma festa que você organizou no bairro, alguma atividade que você coordenou na igreja, etc.”, exemplifica o analista. As empresas, segundo ele, valorizam os resultados obtidos nas experiências passadas, por isso, é importante deixar claro quais eram as suas atribuições e os resultados que você conquistou. Por exemplo: “atendimento e encaminhamento de mais de 50 pessoas por dia” ficaria bem num currículo para recepcionista. Koike ensina que a experiência profissional pode ser resumida em três itens que formam a palavra CAR: contexto (onde você atuou), ação (o que você fez lá) e resultados (o que você conseguiu para a instituição).

A formação acadêmica deve começar no ensino médio e não se esqueça de citar cursos técnicos ou relacionados à área na qual você quer atuar. Se você estiver fazendo o curso, cite a data prevista para a conclusão. Como no campo “experiência profissional”, a formação deve ser apresentada da mais recente à mais antiga. Idiomas e informática merecem itens específicos. Em “idiomas” é preciso colocar o seu nível de conhecimento da língua: básico, se você tem noções das palavras mais usuais; intermediário, se você consegue participar de diálogos do cotidiano e avançado se você estiver apto a tratar de assuntos profissionais nesse idioma. Apresentar o nível de fluência é melhor do que citar  cursos já feitos, pois há pessoas que conseguem diplomas de idiomas, mas acabam esquecendo o que aprenderam. Em todo o caso, se você estiver estudando, ou tiver concluído um curso recentemente, coloque no currículo. No caso de informática, especifique os programas com os quais você sabe trabalhar.

No mais, mantenha sempre uma cópia atualizada de seu currículo, pois nunca se sabe quando ele vai ser solicitado. William dos Santos Carneiros, aluno do Telecurso TEC da escola Mário Francisco de Amorim, em Embu Guaçu, na Grande São Paulo, está atualizando o seu currículo para conseguir um estágio. Ele começou há algumas semanas um curso intensivo de inglês e já o inseriu em sua folha corrida. “O currículo é a primeira impressão que a empresa tem da gente. Um bom currículo pode garantir uma entrevista e até uma vaga”, acredita o estudante. Os especialistas Koike e Guedes concordam.


Conheça algumas dicas para montar seu currículo e participar de dinâmicas:

http://www.nube.com.br/estudantes/dicas
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/09/09/ult880u7353.jhtm


Dicas em Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=glofSn7xLDw



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12/11/2008
Conheça os grupos focais e saiba como eles podem ser úteis http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=68 Fábio Reynol
Técnica de pesquisa qualitativa é amplamente empregada em vários setores inclusive no Telecurso TEC

Em uma pequena cidade no interior de Minas Gerais, um candidato a prefeito que havia perdido as duas últimas eleições tentava mais uma vez chegar à prefeitura. Este ano, porém, ele contratou uma empresa de pesquisa que formou grupos de pessoas para discutir em uma sala sobre o que pensavam a respeito do candidato. Através dessas conversas, foi detectado que faltava ao político uma imagem de confiança e de vínculo com a cidade. O material de propaganda foi adaptado para mostrar esses pontos e o candidato, que havia começado a campanha em segundo lugar, reverteu o quadro e ganhou as eleições do último dia 8 de outubro.

O exemplo acima é apenas uma aplicação de uma poderosa ferramenta de levantamento de dados chamada de grupo focal. Colocar pessoas para debater determinado tema é uma técnica que surgiu das entrevistas em grupo, mas é bem diferente delas, como explica a psicóloga Sônia Gondim, professora da Universidade Federal da Bahia e especialista em psicologia social. “Não é o indivíduo que está sendo analisado, mas o processo, como o grupo se manifesta e as opiniões que cada um dá”, explica Gondim. As discussões são coordenadas por um moderador e posteriormente transcritas e os argumentos e contra argumentos utilizados no debate são analisados. Os resultados obtidos são qualitativos, ou seja, dá para saber como um novo produto vai ser visto pelo seu público consumidor, em quais pontos uma empresa pode melhorar sob o ponto de vista de seus empregados, por que um candidato tem tal taxa de rejeição ou mesmo como está o andamento de um programa de formação como o Telecurso TEC, por exemplo.

Joaquim Gonçalves: Consultor Educacional

Sim. O Telecurso TEC também lança mão de grupos focais para aferir a sua eficiência. A cada módulo são formados grupos com coordenadores, orientadores de aprendizado e com os próprios alunos. “Nas reuniões são colocados temas objetivos e pré-definidos sobre os quais queremos saber como, por exemplo, material didático, apoio dos diretores das escolas, evasão escolar, etc.” esclarece Joaquim Gonçalves, consultor contratado para avaliar o desempenho do Telecurso TEC. Os grupos focais não envolvem todos os educadores e estudantes, é feita uma amostragem na qual são representados participantes de diferentes regiões. A fala de cada participante é confidencial e, após a atividade, a consultoria faz uma análise e elabora um relatório sobre o que foi detectado. “Os grupos focais são fundamentais para averiguar a qualidade dos trabalhos”, afirma Gonçalves, “é mais uma ferramenta que completa o monitoramento do curso o qual também inclui as visitas às TEC Salas, as reuniões, os registros no ambiente virtual, entre outros”. Para o consultor, o grupo focal é uma das melhores maneiras de investigar um problema previamente levantado e de descobrir as suas causas.

A aplicação do grupo focal é útil para se ir além dos dados quantitativos. “Muitas vezes sabemos os números, as quantidades, mas precisamos saber o porquê daquilo”, diz o cientista social Thiago Guadalupe, da Logos Consultoria, que atuou na campanha política citada no início desta matéria. No exemplo da eleição, o consultor afirma que às vezes a rejeição de um candidato pode até ser grande, mas por um motivo fraco, um problema que pode ser facilmente reparado se devidamente detectado nos grupos focais. Além de campanhas políticas, a Logos já empregou a técnica de grupos focais em pesquisas internas em empresas e instituições como numa rádio e na APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Manhuaçu (MG). Agora, a empresa levará a técnica para dentro das cadeias, num programa social do governo do estado de Minas Gerais. “Com isso, vamos levantar os interesses dos presos e como eles vêem os projetos sociais voltados para eles”, conta Guadalupe ressaltando que muitos programas fracassam por não levar em consideração o ponto de vista da população carcerária.

Seja para elaborar um programa de governo, lançar um novo creme dental, avaliar a política interna de uma empresa, tentar ganhar uma eleição ou monitorar um projeto de grandes proporções como o Telecurso TEC, os grupos focais são ferramentas úteis sempre quando se precisa conhecer as causas de um problema. Se duas cabeças pensam melhor do que uma, essa técnica mostra que várias cabeças enxergam ainda melhor e podem dar um retrato bastante fiel da realidade.

 



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05/11/2008
Quem pára de estudar fica para trás no mercado de trabalho http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=67 Fábio Reynol
Nunca a capacitação e o nível de escolaridade foram tão valorizados pelas empresas. Em várias áreas, há mais vagas do que profissionais capacitados.

Gino Rossi tem um problema. Ele é gerente de recursos humanos do CPqD, empresa que desenvolve tecnologias da informação e da comunicação (TIC), e não encontra pessoal qualificado para preencher várias vagas na  empresa. Há vagas de níveis médio e superior que permanecem vazias por absoluta falta de gente capacitada para o trabalho. Rossi, que também é professor no curso de pós-graduação de gestão de pessoas do Senac, vê o problema se repetindo em várias outras companhias, até mesmo nas micro e pequenas. “Um amigo meu tem uma pequena empresa e também não encontra profissionais qualificados para trabalhar lá”, assusta-se o especialista.

As empresas estão cada vez mais dependentes de gente bem treinada para poder crescer. Por isso, o grau de escolaridade exigido tem aumentado ano após ano. O diploma de nível médio está se tornando o pré-requisito mínimo para se trabalhar na maioria das empresas de grande porte e se o profissional tiver uma especialidade técnica passará na frente de muitos concorrentes. Caso demonstre disposição para continuar aprendendo e reciclando conhecimentos, ele terá ótimas condições de progredir na carreira.

Esse é o panorama de empresas como a MWM International, fabricante de motores a diesel com plantas em Canoas (RS) e na capital paulista. Nessa multinacional, só é contratado quem tem diploma de ensino médio. “A gente percebe que aqueles que têm mais estudo aproveitam melhor os cursos, entendem mais e conseguem se preparar mais rapidamente”, justifica o gerente de treinamento, desenvolvimento e comunicação da MWM, Cid Vieira. Por isso, a empresa mantém uma política contínua de incentivo aos estudos. Os empregados de nível médio são motivados a fazer cursos técnicos, e os técnicos são incentivados a se diplomar como tecnólogos ou engenheiros. O maior incentivo oferecido é o recrutamento interno. Quando uma vaga é aberta na MWM o pessoal da empresa recebe prioridade na hora de preenchê-la. “Temos um analista financeiro que já foi montador na linha de produção”, exemplifica Vieira salientando o esforço dos trabalhadores em continuar estudando.

A empresa ainda promove internamente aulas de disciplinas técnicas para os funcionários interessados e em horários após o expediente. Para os que quiserem fazer engenharia, a MWM fez um convênio com uma universidade próxima à sua fábrica de São Paulo para que os empregados tivessem um desconto nas mensalidades. E até os engenheiros são estimulados a não parar de se qualificar. “Fizemos uma parceria com a Unicamp e com o ITA para promover um curso de mestrado para os nossos engenheiros”, explica o gerente. Os interessados fazem um projeto de pesquisa e o submetem à direção da MWM. Caso seja aprovado, eles têm a sexta-feira livre para se dedicar às aulas de pós-graduação.

Isis Fortunato, orientadora de aprendizagem: preocupação com alunos e mercado de trabalho.

Mesmo com todo esse esforço em capacitação, a MWM não está livre do problema da falta de mão-de-obra qualificada. “Ficamos cerca de seis meses sem conseguir preencher seis vagas no setor de manutenção”, afirma Vieira. Uma das causas desse problema é a falta de valorização que alguns brasileiros ainda têm pelos estudos. Atraídos pelo primeiro emprego, muitos trocam a escola ou o curso técnico por um salário rápido. A troca pode sair cara em pouco tempo, segundo Gino Rossi, do CPqD.“Os jovens têm que botar na cabeça que não dá mais para parar de estudar. Trabalho e estudo não se excluem e sair da escola sem um diploma é um suicídio profissional, pois o mercado é muito dinâmico e a pessoa ficará para trás em poucos anos”, afirma o especialista em recursos humanos.

Que o diga a orientadora de aprendizagem do Telecurso TEC Ísis Castro Fortunato da escola estadual Arthur Weingrill em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ísis já perdeu três de seus alunos que deixaram o curso de Gestão de Pequenas Empresas para trabalhar. “É uma pena, pois eram alunos brilhantes”, lamenta a educadora. Para evitar outros casos assim, Ísis tem orientado seus estudantes, tanto os do Telecurso TEC como os do ensino médio, a tentar conciliar a escola e o trabalho e a procurar as empresas que valorizam o ensino. “Claro que ganhar dinheiro é bom e, muitas vezes, é obrigatório para a sobrevivência, mas o aluno tem que pensar também no seu futuro e o quanto ele vai perder ao abrir mão de um diploma”, aconselha. Os profissionais de recursos humanos concordam.



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29/10/2008
A união faz a diferença para o jovem empreendedor http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=66 Fábio Reynol
Associações de jovens empreendedores espalham-se pelo país e oferecem capacitação e rede de relacionamentos a baixo custo ou mesmo gratuitamente

Você acabou de fazer um curso de gestão de pequenas empresas e quer abrir o próprio negócio. Quando isso acontece, surgem novas dúvidas e desafios, só que não há mais um orientador para sugerir as soluções. O que fazer nessa hora? A resposta pode estar na união com outros jovens que também decidiram enfrentar o desafio de criar e manter o próprio empreendimento. As associações de jovens empreendedores oferecem auxílio e se baseiam em três pilares: capacitação, ao oferecer cursos e informações continuadamente; relacionamento, ao promover o contato com outros colegas, e representatividade, ao defender os interesses de quem está começando.

Alessandra Ferreira

“Durante todo o período de formação, o jovem conta com apoios, como o dos professores, dos diretórios acadêmicos e dos próprios colegas. Mas na hora de entrar para o mercado de trabalho ele fica sozinho e sem referência”,afirma Alessandra Ferreira para explicar a motivação em se criar as associações de jovens empresários. Alessandra preside a Facesp Jovem, um braço da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo dedicado especialmente a coordenar as iniciativas regionais voltadas aos jovens que se propõem a conquistar um lugar no mercado abrindo a própria empresa. Entre as vantagens de se associar a esses grupos, segundo Alessandra, está a capacitação contínua, o que mantém os empresários sempre atualizados para um cenário cada vez mais dinâmico. A troca de experiências dentro do grupo também serve de atalho para soluções, e todos ganham ao partilhar erros e acertos.

As associações também dão força e voz aos interesses do grupo. Fazer o poder público e a sociedade atentar para a importância das novas empresas só é possível unindo esforços. Propor leis para o desenvolvimento das pequenas empresas, por exemplo, é um de seus trabalhos.
Marcelo dos Santos

“Ao nos unir, ganhamos representatividade” (sic), garante Marcelo dos Santos, presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários, Conaje, sediada em Brasília. Em São Bernardo do Campo, por exemplo, o Núcleo de Jovens Empreendedores da associação comercial da cidade, a Acisbec, propôs um projeto de lei municipal para criar o “mês do empreendedor”. O objetivo, segundo o coordenador do núcleo, Valter Moura Júnior, “é promover a qualificação e legalização do empreendedor através de feiras, seminários e rodadas de negócios”.

Santos, da Conaje, também explica o importante papel social das associações. Entre os projetos que promovemos está a Escola Modelo de Empresa, que leva formação empresarial a alunos da rede pública de Santa Catarina. Outro projeto semelhante serve toda a rede pública de Goiás, onde a as aulas de administração fizeram cair a evasão escolar para zero e diminuir consideravelmente os índices de repetência. “O Brasil perde talentos de empreendedorismo por falta de incentivo, com isso muitos desses jovens acabam usando suas habilidades para o crime”, lamenta Santos. Para que esses talentos não sejam desperdiçados, o Núcleo de Jovens Empreendedores da Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos realiza visitas periódicas a escolas de ensino médio da cidade. “Além de palestras, também promovemos gincanas e outras atividades voltadas para esses estudantes”, conta Paulo Futami, coordenador do núcleo.

Ao jovem empreendedor associado, os núcleos de Guarulhos e de São Bernardo do Campo promovem cursos e seminários além de visitas técnicas a empresas, durante as quais os empresários que estão começando conhecem por dentro o funcionamento de uma grande empresa. Além disso, ao se associar, o empresário iniciante forma uma importante rede de relacionamentos. Os colegas associados acabam se tornando muitas vezes clientes, fornecedores ou fontes de indicação de bons negócios.

Quanto custa tudo isso? Muitas associações não cobram para o jovem empresário se associar. Há também cursos gratuitos ou com valores subsidiados, nos quais o participante conta com um bom desconto. Para não ficar sozinho, procure a associação comercial de sua cidade ou a mais próxima de você e informe-se sobre os núcleos de jovens. A união pode ajudar a impulsionar o seu negócio.


Saiba mais:

Conaje: www.conaje.com.br
Conselho Estadual de Jovens Empreendedores: www.facespjovem.com.br
14° Congresso Nacional de Jovens Lideranças: http://centrodosnegocios.com/



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21/10/2008
Centro Paula Souza abre TEC Salas para os próprios funcionários http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=65 Fabio Reynol
Instituição oferece os cursos de secretariado e gestão de pequenas empresas para funcionários

Começaram nesta semana duas novas turmas do Telecurso TEC. A novidade é que elas são formadas por funcionários do Centro Paula Souza. O curso é a continuação de um trabalho de capacitação que começou na década de 1990, quando a instituição ofereceu aos seus empregados aulas de disciplinas dos ensinos fundamental e médio através do programa Telecurso, mantido pela Fundação Roberto Marinho. Hoje, o Centro Paula Souza é um dos parceiros do Telecurso TEC ao lado da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo e da Fundação Roberto Marinho. Foi um caminho natural que os seus funcionários, muitos deles com diplomas de ensino médio conquistados através do Telecurso, voltassem à sala de aula para se aprimorar num curso profissionalizante.

Eva Pereira Canil e Maria Inês Benvenuti: orientadoras de aprendizagem do Telecurso TEC no Centro Paula Souza.

As turmas são orientadas por Maria Inês Benvenuti e Eva Pereira Canil. Maria Inês é do quadro de coordenadores de orientadores do Telecurso TEC da rede pública do Estado de São Paulo e Eva foi a educadora pioneira nos cursos oferecidos aos funcionários do Centro Paula Souza. Pedagoga, com ampla experiência na educação de adultos, Eva foi contratada no início da década de 1990 para dar cursos de alfabetização aos funcionários. “Na época, os concursos públicos tinham somente provas práticas de aptidão e o candidato tinha apenas que escrever o próprio nome”, explica Eva. Depois de alfabetizados, eles não pararam mais de estudar. A eles, se juntaram outros trabalhadores do Centro que não tinham completado o ensino fundamental e, disciplina após disciplina, eles foram conquistando o seu diploma através do material do então Telecurso 1º Grau. O diploma do ensino médio também não demoraria com o lançamento, na época, do Telecurso 2000.

Canil, que participou de todas essas etapas, observa o salto na qualidade de vida dos funcionários formados e os efeitos positivos que a formação trouxe ao ambiente de trabalho. “Eles começaram a executar tarefas que não conseguiam fazer antes do curso, como operar um computador e um caixa eletrônico, por exemplo, e com isso ganharam autoconfiança”, conta orgulhosa a pedagoga. A capacitação possibilitou até promoções. Muitos dos funcionários que atuavam na limpeza foram realocados para áreas administrativas. O serviço de limpeza passou a ser terceirizado e até esses novos trabalhadores puderam usufruir dos cursos ministrados por Eva com material do Telecurso 2000.

Foram esses frutos que levaram o Centro Paula Souza a continuar investindo na formação e na capacitação de seus recursos humanos com o Telecurso TEC. “Se já tivemos resultados tão bons com o Telecurso 1º Grau e com o Telecurso 2000, por que não oferecer o Telecurso TEC, do qual fazemos parte, aos nossos próprios empregados?”, coloca Elenice Belmonte Rodrigues de Castro, chefe de gabinete do Centro Paula Souza, ressaltando que o Telecurso TEC é uma capacitação para o próprio trabalho. A instituição abriu, então, o convite a todos os funcionários e recebeu resposta de 70 interessados, boa parte deles formada por ex-alunos de Eva Canil. Com esse grupo, o Centro Paula Souza montou duas turmas. As aulas, de duas horas, acontecerão duas vezes por semana e a instituição empresta o material aos alunos. Além disso, as orientadoras de educação vão manter plantões diários para tirar dúvidas. Em reconhecimento à alta qualidade do curso, até funcionários com nível superior se interessaram em participar. Eles não estarão nas aulas presenciais, mas terão o material didático para estudar na modalidade aberta e acesso ao plantão de dúvidas.

A aposta em bons resultados que Elenice faz no Telecurso TEC é baseada no que o Centro Paula Souza já conseguiu com os cursos anteriores. “É impressionante como aumentou a auto-estima e a responsabilidade daqueles que fizeram os cursos”, admira-se a chefe de gabinete. Segundo ela, não é mais preciso dizer aos alunos não faltar às aulas e se dedicar ao curso, pois os frutos que eles colheram com as outras capacitações os estimulam a levar o projeto a sério.

Para que o Telecurso TEC fosse realizado no Centro Paula Souza também foi fundamental o reconhecimento de sua importância por parte das chefias dos departamentos. “Para que o funcionário participasse, era obrigatória uma autorização assinada por seu chefe”, explica Elenice. “As chefias tinham total liberdade para não autorizar a participação do empregado no curso, mas nenhuma negou”, conta a chefe de gabinete. Foi o caso de Regina Ferreira de Freitas Pereira, diretora de Serviços da Etesp (Escola Técnica de São Paulo), que terá quatro de seus subordinados estudando nas TEC Salas do Centro Paula Souza. Por que abrir mão de quatro horas semanais de trabalho de cada um? “Porque vale a pena. Essas horas que eles vão ficar a menos no setor durante o curso vão se reverter em qualidade de trabalho amanhã”, responde Regina. A auxiliar de serviços gerais da Etesp Maria das Neves é uma das estudantes das novas TEC Salas e concorda: “temos que renovar sempre o nosso conhecimento para crescer”, afirma a funcionária que também aposta no diploma do Telecurso TEC como um diferencial. “Se houver uma oportunidade [de promoção] no futuro, as chances de quem fez o curso serão muito boas”, acredita a profissional.



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14/10/2008
Os benefícios de fazer um estágio http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=64 Fabio Reynol
Para aprender, descobrir a própria vocação e mostrar o seu potencial, o estágio é a atividade ideal

O estudante Fábio José da Silva foi pré-selecionado e disputou uma vaga com cerca de 600 candidatos numa dinâmica de grupo. Na segunda etapa, ele teve que fazer uma apresentação e uma redação entre 80 concorrentes. Por fim, uma entrevista peneirou os 12 finalistas que conquistaram uma vaga de estágio de 12 meses. Silva estava entre eles. O concorrido processo seletivo mostra como o estágio tem se valorizado e não é para menos. Essa atividade visa complementar a educação formal do estudante, mas também pode ser um passaporte para o mercado de trabalho, um teste vocacional prático e uma rica escola que ensina a se relacionar com outras pessoas e a assumir novas responsabilidades.

Fábio José da Silva
Foto: Rodrigo Freire

Silva nem sonhava com tudo isso no primeiro semestre deste ano, quando começou o curso de Gestão de Pequenas Empresas do Telecurso TEC. Hoje, reconhece o quanto tem crescido com o estágio. “Aprendi até mesmo no processo seletivo. Hoje eu sei o que é uma dinâmica de grupo e como é uma entrevista”, conta animado. “O estágio dá mais segurança, pois a gente já faz o trabalho e, por isso, sabe como é”, assegura o estudante.

Com o início dos estágios de seus estudantes, a orientadora de aprendizagem Ana Vladia Alves tem sentido mudanças em sua TEC sala na Escola Estadual Therezinha Closa Eleutério, em Guarulhos. “No início do curso, os alunos não sabiam muito bem onde pisavam. Com o estágio, eles estão vendo como aplicar o que aprenderam e estão dando mais valor ao curso e a si mesmos”, comemora a educadora que considera o estágio a experiência prática que a escola não consegue passar. Isso acontece também com os estudantes universitários, como atesta o estagiário Jonas de Faria Alves, aluno de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. “Na sala de aula temos que entregar trabalhos ao professor, mas no estágio trabalhamos com projetos, processos e prazos reais, o que traz uma responsabilidade muito grande”, atesta o estudante.

As mudanças não ficam somente no campo profissional, quem começa a fazer estágio costuma até mudar comportamentos. Foi o que aconteceu com Karen Cristina Alves, aluna do Telecurso TEC que começou seu estágio há pouco mais de uma semana e já sentiu várias mudanças. “O pessoal do trabalho corrige o meu jeito de falar e eu estou parando de usar gírias, isso não acontecia na escola. As roupas também mudaram um pouco, no estágio eu uso mais roupa social”, conta a menina que está estagiando na Defensoria Pública de Guarulhos. A vaga foi conquistada através de sua inscrição no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) e, como Fábio Silva, Karen também passou por um processo seletivo antes de assinar o contrato de estágio.

Se para o aluno, o estágio é uma escola, para a empresa, ele também é uma vitrine da atuação do estagiário. “É importante que o estagiário não ache que tudo já foi conquistado, pois ele está sendo avaliado”, ensina Marina Landulfo Novais, profissional do setor de Atendimento a Empresas do Nube. Marina conta que entre as maiores queixas das empresas em relação aos estagiários estão a dificuldade em se adaptar às regras da companhia e a falta de interesse demonstrada pelo estagiário. Para não fazer feio e não prejudicar a própria imagem, a coordenadora de treinamentos corporativos da ONG Cedep (Centro de Desenvolvimento Profissional), Carmem Alonso, dá algumas dicas. “Ser pró-ativo, demonstrar interesse em aprender e assumir as novas responsabilidades são atitudes bem vistas pelas empresas”, lista a especialista. (Leia a todas as dicas no quadro abaixo).

Carmem também lembra que, principalmente para os alunos do ensino médio, o estágio serve como um bom teste vocacional. “O estágio é uma bússola para a carreira”, compara. Para ela, é durante o estágio que o estudante deve perceber os setores e as atividades de que mais gosta e direcionar a sua carreira. Carmem fala com conhecimento de causa, “foi durante um estágio de ensino médio num departamento de recursos humanos que eu decidi estudar psicologia para trabalhar nessa área”, conta a profissional.




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08/10/2008
Nova lei vai oficializar o trabalho de pequenos empreendedores http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=63 Fabio Reynol
Lei que deve ser votada pelo Senado em outubro cria a figura do micro empreendedor individual e pode abrir as portas do mercado formal a 10 milhões de brasileiros

Abrir uma empresa hoje não é fácil. Um candidato a microempresário tem que enfrentar uma maratona burocrática e os gastos de abertura, bancar mensalmente vários tributos além de pagar um contador. Essas dificuldades afastam milhões de empreendedores da formalidade. São pequenos vendedores, micro industriais, artesãos, mecânicos, encanadores, marceneiros, eletricistas, entre inúmeros outros profissionais que têm um campo de trabalho restrito, pois não têm condições de manter uma empresa. Foi pensando nessas pessoas que o projeto de lei complementar número 02/07 cria uma nova pessoa jurídica, o micro empreendedor individual (MEI).

André Spínola
Foto: Márcia Gouthier / ASN

De acordo com o projeto, para ser um MEI é preciso ter uma renda anual de, no máximo, R$36 mil e o cidadão não pode atuar em uma profissão regulamentada por lei como os médicos, advogados, engenheiros etc. Como benefícios, o profissional terá a sua atividade devidamente legalizada pagando mensalmente 11% do salário mínimo de INSS, o que equivale hoje a R$45,65, mais um real de ICMS e cinco reais de ISS. Ou seja, se a lei estivesse valendo hoje, o micro empreendedor individual pagaria exatamente R$51,65 por mês, independentemente de seu faturamento. “É preciso ressaltar que os R$45,65 do INSS é uma contribuição previdenciária o que garante ao empreendedor todos os direitos fornecidos pela Previdência Social como aposentadoria por idade, auxílio-doença, auxílio-reclusão, etc.”, frisa André Spínola, analista de políticas públicas do Sebrae.

A estimativa é de que a lei, que aguarda votação no Senado, traga ao mercado formal cerca de 10 milhões de brasileiros. Para incentivar a adesão, os contabilistas não cobrarão pela abertura de registro dos MEI e nem pela sua primeira declaração anual. “Para ter acesso ao anexo III do Simples [tabela com menores custos tributários], os contabilistas terão que fazer a abertura de firma dos MEI gratuitamente”, explica o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Sescon-SP), José Maria Chapina Alcazar, informando que a própria entidade sindical deverá apoiar e realizar esse serviço aos micro empreendedores. “Trata-se de um projeto de cunho social muito importante e merece o apoio das entidades de classe”, diz Alcazar que também preside a Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon-SP).

Estuda-se ainda a possibilidade de os tributos serem cobrados nas contas de luz, facilitando o pagamento. Em caso de aprovação, a lei entrará em vigor a partir de julho de 2009 e deve ajudar a impulsionar a economia do país. “Atualmente esses empreendedores participam de um mercado limitado, pois não podem prestar serviços para muitas empresas, porque a maioria exige a nota fiscal”, expõe Spínola, do Sebrae, afirmando que a lei é uma forma de inclusão no mercado formal de trabalho além da inclusão previdenciária. O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entende que a lei também é um resgate da cidadania. “Esses trabalhadores vão poder comprovar renda e assim ter acesso a créditos, o que não ocorre hoje quando tentam financiar um carro ou mesmo um eletrodoméstico”, exemplifica.

        Marcel Solimeo
        Foto: Fabiano Accorsi
Solimeo conta que o projeto de lei teve um embrião dentro da ACSP, chamado “Projeto Pré-empresa”. A idéia é que o micro empreendedor individual tenha condições mais favoráveis de crescer e de se transformar em uma empresa de maior porte. Por essa ótica, o sistema do MEI será um bom começo para os brasileiros que querem ter o seu próprio negócio, mas não têm condições de começar com uma micro empresa. Por isso, a lei também prevê que o micro empreendedor individual possa ter, no máximo, um empregado. Esse item deve ajudar a maioria dos candidatos a MEI a crescer, segundo uma pesquisa citada por Spínola, “88% desses trabalhadores informais não têm nenhum empregado e 19% tem apenas um”, revela o analista do Sebrae.

Apesar de todos os avanços que traz, o projeto de lei é discriminatório por excluir as profissões regulamentadas, segundo afirma o presidente da Comissão Especial de Assuntos Tributários da OAB-SP, o advogado Walter Cardoso Henrique. “O artigo 146 da Constituição Federal [no item que determina tratamento diferenciado a micro e pequenas empresas] não faz restrição a profissões, portanto também a lei não pode fazer”, afirma o especialista que organizou um expediente na OAB paulista o qual referendou esse parecer que foi encaminhado ao Conselho Federal da OAB em Brasília, para que também seja votado. Para a OAB-SP, todo e qualquer profissional que tenha renda de até R$36 mil anuais, segundo determina o projeto de lei, tem o direito de se tornar um micro empreendedor individual. “A idéia do MEI é ótima: atrair para o sistema quem está excluído”, afirma o advogado ressaltando que esse é mais um motivo para a lei não excluir ninguém.



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01/10/2008
Nova lei deve beneficiar estagiários, escolas e contratantes http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=62 Fábio Reynol
Carga horária menor, férias remuneradas e estagiários contratados por profissionais liberais são algumas das novidades que devem aumentar a qualidade do estágio e a quantidade de vagas

Complementação do ensino e até porta de entrada do mercado de trabalho para muita gente, o estágio é uma importante fase na formação do estudante. Até o fim deste mês, essa atividade que une empresas e escolas terá uma nova legislação que deve aumentar o número de vagas disponíveis e melhorar a qualidade da formação dos estagiários.

 

A lei já passou pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e aguarda a sansão do presidente Lula, o que deve ocorrer até o próximo dia 29. Direito a férias remuneradas após um ano de estágio, redução da jornada para seis horas diárias e trinta semanais para estagiários de ensino médio e superior e a possibilidade de profissionais liberais registrados contratarem estagiários são algumas das novidades trazidas pela nova lei. Além disso, para estudantes de cursos que não exigem estágios para conclusão, o vale-transporte e bolsa auxílio passam a ser benefícios garantidos.  

 

A regulamentação dos benefícios fez algumas pessoas acreditarem que o estágio poderia ficar mais caro para as empresas que perderiam o interesse em manter estagiários. “Pelo contrário”, rebate Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), “a nova lei traz mais segurança jurídica às empresas e assegura benefícios como a bolsa e o vale-transporte que já costumam ser oferecidos por companhias privadas”, argumenta. Para Mencaci, o maior avanço trazido pela nova lei foi a redução da jornada do estágio para seis horas diárias. “O aluno vai ter tempo de se dedicar aos estudos e o estágio não vai atrapalhar o seu rendimento escolar”, explica. Luiz Gustavo Coppola, superintendente de atendimento regional do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) vê outra vantagem, a padronização da jornada. “Até agora cada escola e cada curso determinava uma jornada diferente, a lei vai padronizar isso e facilitar o trabalho de todos”, elogia.

 

A nova lei também ajudará as empresas do ponto de vista jurídico. “Hoje, um auditor tem dificuldade em saber a diferença entre um estagiário e um empregado da empresa”, explica Coppola, “isso acontece porque ele não sabe exatamente quais são as atividades dos estagiários das diversas áreas”. Para resolver isso, a nova legislação prevê um plano de estágio aprovado pela instituição de ensino. Este documento dará subsídios ao auditor e protegerá as empresas de mal entendidos ao deixar claras as funções do estagiário. Para Coppola, esse ponto deve servir de estímulo para empresários que não contratam estagiários atualmente por receio de problemas trabalhistas.

 

Outro impulso trazido pela lei é a possibilidade de profissionais liberais contratarem estagiários. Para isso, o profissional precisa estar registrado em seu órgão de classe como a Ordem dos Advogados do Brasil e os conselhos regionais em geral. “Na verdade, isso vai trazer à legalidade muitos estágios que são feitos de forma ilegal”, afirma Mencaci, do Nube, que destaca a grande quantidade de estagiários que não possuem contrato por atuarem em escritórios e consultórios de profissionais liberais. Para Coppola, o estímulo deve provocar um aumento considerável das vagas de estágio. Só no CIEE, a expectativa é que o aumento atual de 5% de vagas por ano deverá saltar para 10%, o que equivale a dez mil novas vagas abertas graças à nova lei.

 

Para o estagiário, a notícia não poderia ser melhor. “Eu acho ótimo os benefícios da bolsa e do vale-transporte, pois tem muito estudante que mora longe e não tem como pagar ônibus para ir ao estágio”, opina Fábia Cristina da Silva Souza, estudante da Escola Estadual Dr. Joaquim Silvado, em Pirituba, e aluna do Telecurso TEC. Fábia acaba de conseguir um estágio que deve começar no dia 1º de outubro. Como ela, milhares de outros estudantes vão se beneficiar da nova lei que está sendo comemorada pelos dois lados. O estagiário complementa os seus estudos num ambiente que a escola não consegue reproduzir.  A empresa, por sua vez, além do serviço recebido, mantém um laboratório de talentos para selecionar seus futuros empregados através da melhor avaliação que existe: o trabalho diário.

 



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25/09/2008
Competência social, o novo nome da boa postura no trabalho http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=61
Falar, vestir-se e relacionar-se com os colegas de maneira adequada são atitudes cada vez mais valorizadas pelas empresas.

A maioria dos profissionais considera que o domínio da sua área de atuação é o suficiente para se obter sucesso na carreira. No entanto, o mercado de trabalho se mostra muito mais exigente e tem desligado muitas pessoas com boa competência técnica, mas que não se portam adequadamente dentro da empresa. “De cada quatro demissões ocorridas, três são por problemas de atitude e relacionamento pessoal”, divulga a consultora de etiqueta empresarial, Lígia Marques. A importância do assunto cresceu a ponto de se tornar matéria obrigatória em muitos cursos superiores sob um novo nome: competência social. É o que revela Lícia Egger Moellwald, professora da nova disciplina na Universidade Anhembi Morumbi, e como Lígia, também é contratada por inúmeras empresas para ensinar aos profissionais as regras básicas de conduta e postura no trabalho.

Roupas
Preste atenção na sua aparência, pois 75% do que vão pensar de você virá da sua imagem. “Nesse ponto, a roupa tem um peso enorme”, afirma Lícia Moellwald. Para ela, um grande problema é que muitas pessoas não entendem que a imagem profissional é diferente da imagem pessoal. Como solução, ela propõe um guarda-roupa só para o trabalho. Isso não implica, necessariamente, altos gastos com roupas, “uma calça de sarja costuma ser mais barata do que uma jeans”, exemplifica Licia. A maioria das empresas mantém uma imagem tradicional, isso significa que não pega bem ir trabalhar de tênis, camiseta, jeans ou boné, por exemplo. Há poucas exceções, segundo as consultoras, como as empresas de publicidade, por exemplo, que contam com um ambiente mais descontraído e permitem um visual informal. Mas a maioria dos profissionais deve ir ao batente de sapatos, calça e camisa social. As mulheres devem deixar de lado decotes, transparências e as tradicionais sandálias rasteirinhas, “elas dão um ar de praia e não caem bem num ambiente de trabalho”, assegura Lícia (veja mais detalhes no quadro abaixo).

Os cabelos devem ser bem cortados e, no caso dos homens, a preferência é pelo cabelo curto. Tatuagens só em locais discretos do corpo, para que não apareçam, o mesmo vale para os piercings. “Muitas pessoas têm aflição com piercings. Por isso, toda vez que ela pensar em você, vai relembrar do desconforto que ela sentiu ao ver o seu piercing”, alerta Lícia. Também, nada de exageros nos acessórios. Homens devem evitar correntes e anéis, reserve-os só para a balada.

As gírias não são bem aceitas. Comece a prestar atenção no seu vocabulário e procure trocar as gírias por sinônimos. “Em vez de ‘amanhã vai rolar uma reunião’, diga ‘amanhã vai haver uma reunião’”, exemplifica Lícia Moellwald. Às vezes durante uma entrevista de emprego, por exemplo, o entrevistador pode começar a usar gírias, mesmo assim “o candidato ao emprego não deverá imitá-lo nem se sentir à vontade para isso”, alerta Lígia Marques que lembra que a informalidade deve ser banida também dos e-mails profissionais.

Higiene é fundamental
Outro item importantíssimo de que muitos profissionais se descuidam é o asseio pessoal. “As pessoas parecem não perceber que estão com o desodorante vencido e isso causa muitos problemas de relacionamento”, diz Lígia Marques. Além do desodorante, é preciso também ficar atento ao mau hálito e manter as unhas limpas e bem cortadas.

Alguns alunos do Telecurso TEC já notaram a importância da competência social. Quando a postura profissional foi trabalhada no módulo preparatório do Telecurso TEC, a turma do orientador de educação Francisco Roberto de Oliveira, da escola Miss Browne, em Perdizes, resolveu inovar. Os estudantes fizeram uma dramatização sobre condutas impróprias no local de trabalho. A atividade foi filmada e deu origem a quatro cenas curtas. “Os alunos retrataram uma secretária que deixa o cliente esperando enquanto trata de assuntos particulares ao telefone além de problemas com fofoca e de preconceito no ambiente de trabalho”, detalha Oliveira. Os vídeos ainda abordaram a questão sobre as roupas inadequadas e deram oportunidade para os estudantes perceberem por que a competência social também faz parte da competência profissional.




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15/09/2008
Endomarketing: porque o funcionário também é um cliente http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=60 Fabio Reynol
Os primeiros clientes de uma empresa são os seus empregados. Eles precisam acreditar na filosofia da companhia e ser seus maiores fãs. Para isso, foi criado o endomarketing.

A recepcionista de uma empresa recebe três pessoas que não marcaram hora e querem falar com o diretor responsável por vendas. Eles representam um possível grande cliente, mas a moça sabe que o diretor está em uma reunião importante. Se ela tiver jogo de cintura o suficiente para informar o diretor sobre os visitantes, talvez ela consiga ajudar a fechar um ótimo negócio. Porém, a reação mais comum é a resposta: “marque uma hora e volte outro dia”.
A diferença entre as duas atitudes é que a primeira é de uma recepcionista que luta pelos interesses da empresa. Esse gesto de “vestir a camisa” da companhia é um trabalho para o endomarketing.

O exemplo acima é usado pela publicitária Elizabeth Vansan para explicar a importância desse ramo do Marketing voltado para dentro da empresa. “Em última análise, todos dentro de uma companhia, do porteiro ao presidente, trabalham para o departamento de vendas”, explica Elizabeth esclarecendo que o endomarketing visa motivar e treinar todo o quadro de empregados para que se tornem também vendedores da marca. Antes mesmo dos clientes, são os trabalhadores que devem acreditar e “comprar” a filosofia da empresa, de acordo com a publicitária.

Na indústria de cosméticos Avon, essa atitude é levada ao pé da letra. Cerca de 80% de seus empregados são também representantes comerciais da marca. “O operador de empilhadeira fornece os produtos da empresa para a sua esposa e para a sua mãe. É o ápice do endomarketing”, exalta Leandro de Campos, diretor de arte da Simbiose Brasil, empresa de comunicação que presta consultoria à Avon. Mas para que isso se concretizasse foi preciso muito treinamento. “Primeiro, o empregado tem que se tornar um fã da empresa”, detalha Campos, “depois ele precisa ter uma atitude consultiva, ou seja, ele tem que ser um especialista na marca e nos produtos que vende”.

Um dos primeiros trabalhos de uma campanha de endomarketing é apresentar a empresa aos seus empregados. Se todos conhecem, pelo menos minimamente, os negócios da companhia eles podem se tornar multiplicadores da marca e aproveitar oportunidades de vender a empresa mesmo quando envolver áreas em que o empregado não atue diretamente. “Se eu sou responsável pela área de fabricação de cadernos, mas sei que a minha empresa também faz consultoria em RH, se surgir uma oportunidade nesse tipo de serviço eu vou poder oferecer”, exemplifica Campos. Para que o empregado conheça a empresa, é preciso que ele saiba os três pilares da companhia: missão (o que a empresa faz?), visão (o que ela quer ser?) e valores (o que ela acredita ser importante para atingir seus objetivos?). “Sem saber esses pontos todos ficam perdidos”, afirma Campos.

O endomarketing também melhora o clima no ambiente de trabalho. “Um dos conceitos importantes é o de tratar os demais departamentos como clientes da empresa”, ensina Elizabeth Vansan. Com isso, as diferenças e dificuldades de relacionamento entre os departamentos, que dependem um do outro, se amenizam consideravelmente. Desse modo, mesmo os colegas mais chatos são vistos como clientes, ou seja, chatos ou não, eles devem ser atendidos da melhor forma possível e quem sai ganhando é a empresa.

Uma ferramenta de endomarketing bem famosa é a chamada PLR (participação nos lucros e resultados) que nada mais é do que a partilha dos resultados conquistados entre todos os empregados. “É uma maneira de você dizer a cada um: ‘você foi responsável por isso’”, coloca Elizabeth. Uma empresa que aplica bem o endomarketing é reconhecida pelo “presenteísmo” que nada mais é do que o estímulo sentido pelos empregados de querer comparecer ao trabalho, bem diferente de companhias que tentam somente diminuir o absenteísmo, ou seja, a quantidade de faltas.

Os resultados obtidos com o endomarketing podem ser impressionantes. A ProPay, especializada em elaboração de folhas de pagamento e um dos clientes de Leandro de Campos, tinha uma rotatividade muito alta entre seus empregados. Através de um trabalho de comunicação com os cerca de 350 colaboradores, a empresa começou a ser vista com outros olhos pelos que nela atuam. “Hoje, não só a rotatividade decresceu como os empregados começaram a indicar outras pessoas para trabalhar lá. Um sintoma da valorização que sentem em relação à empresa”, orgulha-se Campos.



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04/09/2008
Alunos do Telecurso TEC cuidam do meio ambiente e transformam suas comunidades http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=59 Fabio Reynol
Fabricar sabão e implantar uma campanha de reciclagem de lixo foram dois projetos idealizados por estudantes do curso e que estão mudando a vida de suas comunidades.

Ao estudar o capítulo sobre meio ambiente, os alunos de duas TEC salas da Escola Estadual D.Pedro I, em São Miguel Paulista, foram pesquisar o problema do descarte do óleo de cozinha no entorno do colégio. Ao saírem a campo, entraram em bares e restaurantes e descobriram que a maior parte do produto era jogada no esgoto após ser utilizada. Inconformados com a situação, eles aproveitaram a proposta do módulo preparatório, no qual são estimulados a montar uma empresa fictícia, para dar uma resposta ao problema. Após muita pesquisa na internet, descobriram que do óleo usado podia ser feito sabão, encontraram vídeos e textos que ensinavam como fazê-lo e resolveram pôr a mão na massa.

Logo de início, eles se depararam com um obstáculo, era preciso dinheiro para comprar as outras matérias-primas para a fabricação do sabão. “Os próprios alunos se reuniram e decidiram levantar recursos recolhendo e vendendo latas de alumínio”, conta a orientadora de aprendizagem das duas TEC salas envolvidas, Adriana Ruescas. E assim foi. Com o dinheiro das latinhas, foi possível comprar o material necessário. Estava tudo pronto para a Emprerecicla, nome dado ao empreendimento, entrar em ação.

A empresa foi organizada em departamentos. O pessoal de compras foi encarregado de recolher o óleo e adquirir os insumos para a produção. A contabilidade organizou os números registrando todo o fluxo de caixa. Os que se dedicaram à produção utilizaram luvas, óculos e todos os demais equipamentos de proteção individual necessários para lidar com produtos químicos. Outros alunos fizeram o marketing e montaram um site da empresa (www.emprerecicla.webnode.com). A Emprerecicla contou até com um departamento de recursos humanos que organizou e distribuiu as tarefas. “Essa divisão de funções foi muito bem feita, pois respeitou as características individuais de cada aluno”, elogia Adriana, “o estudante que tinha habilidade com os números foi para a contabilidade e assim por diante”, diz ressaltando que, com isso, cada aluno descobriu o seu talento.

Toda a comunidade do D.Pedro I foi envolvida. Pais de alunos, vizinhos e estabelecimentos comerciais começaram a enviar para a escola litros de óleo usado que iriam para o esgoto. Adriana calcula que na primeira etapa, em junho, foram reciclados uns 50 litros do produto e agora há muito mais já estocado na escola. A próxima etapa é vender o sabão produzido pelos alunos para os moradores do bairro e assim reinvestir na Emprerecicla. “Contribuímos com o meio ambiente, construímos um conhecimento importante e ainda aumentamos a auto-estima desses meninos e meninas”, orgulha-se Adriana.

A preservação ambiental também motivou o projeto dos alunos de outras duas TEC salas da Escola Estadual Deputado Geraldino dos Santos. Sob a supervisão de Marcos Roberto Tenório da Silva e Sérgio Luiz de Souza, orientadores de aprendizagem, os alunos se uniram para elaborar um projeto para a reciclagem de lixo dos bairros próximos ao colégio, que fica na zona leste da capital paulista. Batizaram o trabalho de “Projeto Verde Novo” e incluía amplas ações ambientais como palestras de conscientização da população e coleta seletiva de lixo. Para tentar viabilizar a sua aplicação, os alunos se inscreveram no Programa Aprendiz Comgás (PAC), um concurso organizado pela empresa de distribuição de gás e que visa selecionar projetos sociais elaborados por estudantes de 14 a 24 anos do ensino médio e técnico. Os alunos do Telecurso TEC concorreram com mais de duzentos trabalhos e o “Verde Novo” ficou entre os primeiros dez selecionados.

Integrantes do "Projeto Verde Novo":
Darlene, Barbara, Ana, Priscila, Murilo
Fotografia: Marcos Roberto T. da Silva
“É importante ressaltar que essa conquista foi fruto do talento dos alunos”, afirma o orientador Marcos Roberto da Silva, “reciclagem não é novidade, o que chamou a atenção dos selecionadores foi a capacidade demonstrada pelos alunos do Telecurso TEC em empreender o projeto”, salienta. Segundo Silva, os estudantes foram considerados extremamente preparados durante o processo de seleção que incluiu uma exposição oral do trabalho.

E além de levar a auto-estima das turmas às alturas, a vitória garantiu também uma grande mudança na vida dos estudantes. “Agora eles estão fazendo um curso na Comgás como apoio ao projeto”, conta Silva. Com isso, um mundo novo se abriu para eles, de acordo com o orientador. “Muitos garotos, que nunca saíram do bairro, estão pegando metrô para o centro da cidade para fazer o curso, e recebem uma ajuda financeira, vales transporte e alimentação”, explica ressaltando que a nova realidade alimenta esperanças e serve de combustível para a autoconfiança dos estudantes. Através do apoio conquistado, o Verde Novo deverá beneficiar bairros como o Jardim Santo André, Parque das Flores e Jardim São Francisco.

Além de colaborar com a preservação ambiental, o projeto Verde Novo e a produção de sabão dos alunos do Dom Pedro I também trazem novos conhecimentos e, principalmente, novos horizontes para meninos e meninas que descobriram o quanto são capazes.

Emprerecicla
www.emprerecicla.webnode.com

Projeto Aprendiz Comgás
http://www.aprendizcomgas.com.br/



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27/08/2008
Por que devemos ler, afinal? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=58 Fabio Reynol
Desenvolver o espírito crítico, adquirir a habilidade de interpretar dados e situações, trabalhar emoções e formar bagagem cultural são apenas alguns benefícios trazidos pelos livros

Há trinta anos, um livro mudou a vida de José Benedito Anhaia. Na época, ele trabalhava como motorista de ônibus fretado para uma escola particular e ganhou o livro de uma passageira. Depois daquela leitura, seo José, como é chamado entre os amigos, descobriu o mundo da literatura e nunca mais o deixou. Não foi só isso. A leitura o estimulou a estudar inglês, língua em que é fluente hoje, e a terminar o ensino fundamental que ele havia abandonado na sétima série. Atualmente, é motorista do Centro de Estudos de Petróleo da Unicamp, e ainda utiliza o tempo que sobra entre uma viagem e outra para ler. Entre seus autores preferidos estão o norte-americano Ernest Hemingway e a britânica Rosamunde Pilcher.
José Benedito Anhaia
“Eu fiquei fascinado pelas histórias e nunca mais parei de ler”, conta seo José ressaltando os benefícios que conquistou. “Eu era travado, não conversava com ninguém, mas a leitura traz conhecimentos gerais e em toda história lida a gente aprende alguma coisa”, salienta. Outra vantagem da literatura ressaltada pelo motorista-leitor é a autonomia para aprender diversas matérias sem, necessariamente, precisar de um professor. “Quando tenho uma curiosidade sobre geologia, por exemplo, vou à biblioteca pego um livro e tiro a dúvida”, orgulha-se.

A bacharel em Letras Janete Stela Rossetto acredita que essa autonomia adquirida com a leitura é ainda mais ampla. “Na hora de decidir em quem vai votar, por exemplo, o leitor consegue tirar as próprias conclusões, pois pode consultar e analisar muito mais fontes de informação”, afirma. Janete, que prepara alunos para as redações do vestibular, enumera outras vantagens dos que lêem como o desenvolvimento da crítica, (quando o leitor começa a questionar as informações que lê); a aquisição de habilidades de interpretação (saber quando o escritor está sendo irônico, por exemplo) e a formação de uma boa bagagem cultural. O desenvolvimento dessas novas habilidades e o conteúdo absorvido ao longo do tempo, itens proporcionados pela leitura, podem mudar o modo como a pessoa enxerga o mundo, segundo a professora. “Ler faz você mobilizar todas as informações que adquiriu. Você abre todas as ‘gavetinhas’ da sua cabeça”, explica. Janete acredita que, com o tempo, esse processo vai se tornando cada vez mais automático passando para o nível inconsciente, como conseqüência, o leitor começa a fazer o mesmo em outras áreas da sua vida, ou seja, começa a refletir e a ponderar melhor sobre diversos assuntos. Isso também se reflete no desempenho escolar em outras disciplinas, pois o estudante consegue interpretar plenamente um problema de matemática, por exemplo.


Nunca é tarde para começar a ler. A coordenadora de orientadores de aprendizagem do Telecurso TEC, Juçara Montenegro, passou anos ajudando a formar jovens leitores e passando a eles a paixão pelos textos quando dava aulas de literatura no ensino médio. “É mentira que adolescente não gosta de ler. Nas minhas turmas, os alunos liam Camões e adoravam, chegaram a reclamar quando certa vez não pude continuar as leituras de Os Lusíadas”, testemunha a educadora. Para ela, um conjunto de problemas afeta a relação dos jovens com a leitura. Uma cultura de pouca leitura, a falta de livros e de leitores dentro de casa e até professores que não gostam de ler formam um quadro que, segundo ela, só afasta os estudantes dos textos. Quando a pessoa descobre o prazer por trás das letras, porém, o problema desaparece. “Há alguns anos, no Dia do Professor, recebi uma carta de uma mãe me agradecendo por ter tornado a filha dela uma leitora”, conta com satisfação, “e outra mãe me disse que ficou espantada ao ver o filho entrar numa livraria e comprar um livro para ele, um jovem que nunca tinha lido um livro”, relembra.

Cinema ou livro?

Assistir a um filme baseado numa obra literária substitui a sua leitura? “Essa é uma das perguntas que eu mais ouço de alguns alunos”, revela Juliana de Souza Topan, mestre em Literatura Infanto-Juvenil. Sua resposta é “não”. “Quem assistiu ao filme Harry Potter, por exemplo, e depois leu o livro percebeu que a história escrita é bem mais rica e os personagens, mais complexos do que os mostrados nas telas”, aponta. Segundo Juliana, o aluno esquece que o filme é uma leitura do livro feita por um roteirista e um diretor e, portanto, nada substitui a nossa própria interpretação e compreensão da história. Além disso, é importante ter em mente que um filme jamais será o retrato fiel de uma obra literária. “Sempre haverá cortes e trechos intraduzíveis para a linguagem cênica do cinema”, afirma Juliana, para quem uma leitura não substitui a outra e por isso estimula seus alunos a apreciar tanto o texto escrito como a sua adaptação para a telona. Seo José, por sua vez, não troca seus romances literários por versões cinematográficas, “nos livros a nossa imaginação vai longe”, assegura. De quebra, ele ainda utiliza a cultura adquirida nos livros para alimentar debates com os professores universitários que costuma transportar.



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19/08/2008
O que faz a Mediação Pedagógica? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=57 Fabio Reynol
Um grupo de profissionais dá apoio pedagógico aos coordenadores de orientadores e faz a interface entre o curso e a Coordenação Pedagógica do Telecurso TEC.

Como fazer os 50 mil alunos do Telecurso TEC acompanharem o curso simultaneamente e ainda resolverem os problemas pedagógicos de cada TEC sala? A resposta está sob a responsabilidade de uma equipe que dá apoio aos 40 coordenadores de orientadores do programa, acompanha o andamento do curso e procura dar respostas rápidas a quase todos os obstáculos encontrados: a Mediação Pedagógica. “A chave desse trabalho é o relacionamento humano”, afirma Wallace Roberto Bernardo, um dos mediadores do Telecurso TEC. Formado em Comunicação, Bernardo acredita que o sucesso do curso está diretamente ligado ao relacionamento com toda a equipe. “É importante que eu conheça cada um dos 14 coordenadores de orientadores que eu acompanho, assim eu me comunico com eles respeitando a singularidade de cada um”, conta.

Ursula, Wallace e Vanessa (fundo): equipe de mediação pedagógica do Telecurso TEC
Outro trabalho importante da Mediação é auxiliar a Coordenação Pedagógica e acompanhar o Programa de Formação Continuada (PFC). Para cada capítulo trabalhado nas TEC salas, há um material de apoio que os coordenadores de orientadores podem estudar para subsidiar seus orientadores. “No início desse módulo, por exemplo, nós ajudamos a tirar dúvidas práticas sobre o cadastramento dos alunos e a elaborar um plano de aula”, conta a mediadora Ursula Fernal, que explica que um dos maiores desafios é auxiliar a equipe a trabalhar no mundo virtual. “Damos dicas para montar um fórum on line e para ajudar o coordenador a mediar um debate”, exemplifica.

Um dos resultados do trabalho da Mediação Pedagógica é sentido rapidamente pelos coordenadores de orientadores e tem um efeito multiplicador. “Ao nos passar subsídios e planos eficientes, os mediadores nos transmitem segurança”, atesta a coordenadora Lúcia Helena Campolim. Para ela, esse sentimento passa também aos orientadores e chega até o aluno. Para Lúcia Helena, a responsabilidade da equipe de Mediação Pedagógica é enorme. “Estamos falando de uma nova metodologia de ensino que deve sair do papel,” afirma, “colocar o aluno como protagonista do conhecimento é uma mudança grande e um desafio que a Mediação Pedagógica nos ajuda a enfrentar”. Outro obstáculo mencionado pela coordenadora é a interface da educação a distância, uma novidade para a maioria dos educadores envolvidos no curso. Para Lúcia Helena, o tempo e a relação mediada pelas máquinas traz complicações novas. “Temos que otimizar uma relação que não é a mesma que o contato face-a-face”, diz se referindo às comunicações entre ela e seus orientadores via computador. A também coordenadora de orientadores Neide Gutiyama tem a mesma opinião. “Na educação a distância o tempo de resposta é mais lento, por outro lado, podemos crescer juntos”, afirma Neide, para quem esse tipo de educação é uma grande construção coletiva de conhecimento. “Todo mundo aprende e sai ganhando”, afirma explicando que o conhecimento é partilhado toda vez que o mediador indica um texto, um site ou um livro para aprimorar o curso. O retorno também acontece, segundo ela, quando um coordenador ou orientador sugere um material que depois é partilhado por todos.

Já o coordenador de orientadores Elpídio de Araújo salienta o papel dos mediadores pedagógicos na qualidade do curso e se diz um dos maiores entusiastas do Programa de Formação Continuada. “O programa nos auxilia a refletir sobre o que estamos fazendo e se é isso mesmo que deve ser feito”, explica Araújo que classifica o apoio da Equipe de Mediação Pedagógica como fundamental tanto para o andamento do curso como nas horas de dificuldade. “Qualquer problema que enfrentamos o mediador é o primeiro a ser informado e ele costuma responder com muita agilidade”, elogia. A coordenadora de orientadores Regina Jardim diz que sua motivação para o trabalho é alimentada pela ótima relação que tem com a sua mediadora. “Ela é bem franca e diz os pontos em que eu poderia melhorar e elogia sempre que reconhece um bom trabalho”, diz Regina afirmando que considera o papel da Mediação Pedagógica de extrema importância, “[os mediadores] são a ponte entre o curso e a equipe gestora”, pontua.

Devido ao enorme volume de informação envolvida e um cronograma pré-estabelecido a ser seguido, o trabalho do mediador pedagógico é bem agitado, mas o estímulo também é forte. “Quando vejo um grupo de alunos apresentar um trabalho ou fazer uma visita de campo, por exemplo, sinto que eu também participo daquilo”, diz Bernardo. “Eu me sinto bem por integrar uma enorme equipe que está unida para conquistar um fim comum”, orgulha-se.


 



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14/08/2008
Telecurso TEC é implantado nas escolas da rede pública de São Paulo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=56 Fabio Reynol
50 mil alunos poderão concluir o Ensino Médio com um diploma de nível técnico

No dia 6 de agosto o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou que em breve, todas as escolas de ensino médio do estado terão o Telecurso TEC, depois de assinar o termo de implantação desse programa de ensino técnico profissionalizante em aproximadamente 700 escolas da região da Grande São Paulo.

Com este convênio, 50 mil alunos farão o curso técnico de gestão de pequenas empresas ao mesmo tempo em que concluem o ensino médio, com aulas semi-presenciais orientadas por professores da rede especialmente capacitados. As escolas que oferecem o Telecurso TEC aos seus alunos, receberam conjunto de materiais para uso pedagógico na TEC sala: computadores, projetores, telão e aparelho de dvd.

O presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, disse que o Telecurso TEC vai ajudar não só os alunos, mas também as famílias e comunidades onde estes alunos atuam. A qualificação destes jovens amplia o nível de empregabilidade, pois as empresas precisam de profissionais com atitudes e competências técnicas. “O Telecurso TEC veio trazer agora uma nova opção de educação e muito centrada nas necessidades diárias, nos desafios diários das pessoas”, afirma José Roberto Marinho.  

“É a oportunidade que vai procurar o aluno e não o aluno que vai procurar a oportunidade”, diz o governador José Serra.



Foto: Juan Guerra
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09/08/2008
Muito além do quadro-negro - as novas tecnologias na educação http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=55 Fabio Reynol
Giz e lousa estão dando cada vez mais espaço para blogs, chats e fóruns on line, mas como usar o mundo virtual para aprimorar o ensino?

O professor de matemática decidiu pedir aos alunos uma apresentação sobre “produtos notáveis” em linguagem html, a mesma das páginas da internet. O resultado foi surpreendente. Os estudantes se motivaram e revelaram muitos outros talentos e o aprendizado da matéria foi feito de maneira agradável e empolgante. Essa experiência, vivida no ano passado pelo professor Jaime Pereira Antunes Campos, do Centro de Ensino Fundamental da Vila Planalto, no Distrito Federal, ilustra bem a importância e o espaço que a tecnologia vem ganhando na sala de aula.
As novas ferramentas eletrônicas têm modificado a educação de maneira radical. “Computadores e Internet não combinam com aulas tradicionais, nas quais o professor ‘despeja’ informações e os alunos executam ordens”, escreveram Helen Klering e Sandra Arcaro em seu trabalho no Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Caxias do Sul (RS). Com acesso direto a recursos e fontes, os alunos precisam menos de um especialista e mais de um orientador do conhecimento. Para isso, é importante que o professor também interaja com a tecnologia e a conheça para poder usá-la e aplicá-la da maneira mais adequada.
Éder José Almeida da Silva, um dos coordenadores do Telecurso TEC, considera que uma das dificuldades que alguns orientadores têm é identificar a ferramenta adequada para determinada tarefa. “É preciso saber qual é o momento de utilizar um blog, um chat ou um fórum de discussão”, exemplifica Silva. Para isso, ele dá algumas dicas. O fórum, por exemplo, é uma ferramenta que permite o debate a respeito de um tema previamente escolhido.

Como no fórum as participações não são simultâneas, as intervenções podem ser mais longas, assim como o tempo de duração da própria ferramenta, que pode ser de dias até várias semanas. Ele enriquece o conhecimento através da troca de experiências e de opiniões e auxilia no exercício da argumentação.
Já o chat (bate-papo on line) é mais dinâmico. Ele exige que os participantes estejam conectados simultaneamente. Trata-se de uma ótima ferramenta para organização de trabalhos em grupo e troca de informações.. É uma maneira de ampliar o alcance do conteúdo, uma vez que a conversa é partilhada por todos que acessarem a sala virtual de bate-papo.
Outra ferramenta on line muito popular é o blog. Já chamados de “diários on line”, os blogs se mostraram um pouco mais do que isso. É um espaço virtual multimídia em que podemos apresentar textos, fotos, filmes, sons e links sobre assuntos de que gostamos. Como se fosse um “super-cartaz” exibido 24 horas na internet, o blog é um ótimo meio de divulgação do próprio trabalho. Vários coordenadores, orientadores e alunos do Telecurso TEC têm aberto blogs em conjunto com os estudantes e postado neles os principais trabalhos feitos por suas turmas (veja lista de blogs abaixo). A publicação serve de fonte de inspiração para outras TEC salas o que acaba promovendo uma rica troca de experiências entre grupos geograficamente distantes.
Para ficar por dentro das novas tecnologias, o professor tem um mestre bem próximo: o próprio aluno. “É inegável que esses meninos, que já nasceram nesse contexto da tecnologia, têm mais habilidade em usar as novas ferramentas do que muitos de seus professores”, afirma João Roberto Moreira Alves, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional e do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação. Para ele, o professor tem que perder o preconceito de aprender com os alunos e entender que o conhecimento é um bem público e a aprendizagem deve ser contínua e para todos: professores e alunos. Para ele, aprender sobre as novas ferramentas on line é um campo em que, definitivamente, os alunos podem ajudar os professores. O orientador do Telecurso TEC, Luciano Rodrigues da Silva, concorda. “Os alunos são bem mais próximos da tecnologia do que a minha geração, eles lidam com os novos aparelhos de celular, por exemplo, com muita rapidez”, admite o educador que testemunha que o uso da internet no ensino empolga os estudantes. Mesmo assim, João Roberto Alves reconhece que muitos professores ainda resistem às tecnologias e ao novo modelo de ensino, mas é otimista. “Depois que Gutemberg desenvolveu a imprensa, levou cerca de cem anos para os professores aceitarem o livro dentro da sala de aula”, conta, “a resistência à informática não vai durar tudo isso”.

Conheça alguns blogs de alunos e orientadores do Telecurso TEC

http://tecempreendedor.netfirms.com/
 
http://nossoblogaodotelecursotec.blogspot.com/2008/06/primeira-turma-de-coordenadores-do.html
 
http://protagonistasdogregorio.blogspot.com

 



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05/08/2008
Entenda o mercado de créditos de carbono http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=54 Fabio Reynol
Você já deve ter ouvido falar no mercado de créditos de carbono. Afinal, o que ele vende e para que serve?

Estão vendendo créditos de um gás?
É isso mesmo. Essa foi uma das propostas para a redução de um problema ambiental bem famoso, o aquecimento global. O alerta surgiu no IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), um departamento da ONU, Organização das Nações Unidas. Os cientistas do IPCC descobriram que, se a emissão de poluentes continuar no ritmo atual, o planeta poderá ficar até 4º Celsius mais quente no ano 2100. Parece pouco, mas é o suficiente para atingir o meio ambiente de maneira irreversível. Esse calor faria o oceano subir por causa do derretimento de parte das geleiras polares e inundaria várias cidades litorâneas e à beira de rios ligados ao mar.

Preocupados com o problema, representantes de países do mundo todo se reuniram na cidade japonesa de Kyoto, em 1997, para debater soluções. O CO2 , um dos principais gases geradores do chamado efeito estufa (que não deixam o calor sair da atmosfera), ficou na berlinda daquele encontro. A convenção de Kyoto decidiu que a emissão de gases de efeito estufa (GEE) deveria diminuir 5,2% no mundo todo até 2012 em relação aos níveis medidos em 1990. Surgiu então um impasse. Os países em desenvolvimento não teriam a chance de expandir suas indústrias sem aumentar consideravelmente as emissões de carbono. Os países ricos, por sua vez, que emitem GEEs desde o século XVIII, estariam em vantagem. Como solução, foi concebido um mercado diferenciado: os países em desenvolvimento não precisariam reduzir suas emissões, mas, para cada tonelada de carbono que eles deixassem de emitir ou retirassem da atmosfera, receberiam o valor de um crédito de carbono que seria comprado por empresas de países desenvolvidos que não conseguissem reduzir suas emissões.

Os demais gases de efeito estufa seriam também transformados em créditos, de acordo com o seu efeito de aquecimento em relação ao carbono. O metano (CH4), por exemplo, cujos impactos equivalem a 21 vezes a mesma quantidade de CO2, teria a sua tonelada valendo 21 CERs (Certificado de Redução de Emissão, em inglês). 

foto: Latin Stock / Corbis

O CER virou então uma espécie de “moeda” do novo mercado, a ser comercializada nas recém-criadas “bolsas de carbono”. Esse mercado é tão novo que a primeira venda desses créditos na América Latina tem menos de um ano, foi em setembro do ano passado em São Paulo.

Como o Brasil pertence ao grupo de países em desenvolvimento, qualquer empresa brasileira que emite gases de efeito estufa pode, potencialmente, vender créditos de carbono caso tenha um projeto de redução de emissões, chamado de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). “Para isso, é preciso fazer um estudo de viabilidade para ver se os ganhos da venda dos créditos vão compensar a implantação do projeto”, explica Arthur Moraes, diretor da Carbotrader, empresa que presta consultoria nesse ramo. O trabalho de Moraes é executar esse estudo, acompanhar a implantação e fazer o monitoramento do projeto. Caso se verifique que é vantajoso entrar nesse mercado, a empresa terá uma maratona burocrática pela frente, que passa por uma auditoria independente credenciada pela ONU, pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e finalmente pela própria ONU que dá a aprovação dos créditos. Quando tudo isso termina, é hora de tirar o projeto do papel e colocá-lo em prática.

Para algumas empresas, o negócio vale muito a pena. É o caso do maior aterro sanitário do país, a Essencis CTR (Central de Tratamento de Resíduos), localizada em Caieiras, Grande São Paulo, que está entre os três maiores do mundo em quantidade diária processada, recebendo de 10 a 12 toneladas por dia de lixo da Grande São Paulo. O projeto do aterro envolve, basicamente, a queima do metano cuja produção superou as previsões iniciais. “Estavam previstos dois milhões e 800 mil créditos, mas já estamos com quase um milhão a mais, com três milhões e 600 mil CERs produzidos atualmente”, divulga Luzia Galdeano, gerente da CTR Caieiras. Esse aumento provocou uma aceleração no cronograma, “O segundo flair [queimador dos gases] estava previsto para entrar em operação no ano que vem, mas vamos ativá-lo já em agosto”, comemora Luzia.

Embora o ganho financeiro para algumas empresas seja indiscutível, a eficácia ambiental do mercado de carbono não é consenso entre os pesquisadores. A geóloga italiana Teresa Isenburg, da Universidade de Milão, critica as bolsas de carbono dizendo que foi uma saída mais para movimentar o mercado financeiro do que para salvar o meio ambiente. “Alternativas como a taxação sobre emissões nem foram discutidas em Kyoto, porque atingiam os interesses de grandes corporações”, dispara a especialista. Larry Lohmann, autor do livro Carbon Tradind – a critical conversation on climate change, privatization and power (Comércio de Carbono – um debate crítico sobre mudança climática, privatização e poder), é ainda mais contundente. Para ele, graças à venda dos créditos “os setores industriais [dos países ricos] mais responsáveis pela crise climática estão ganhando enormes pacotes grátis de recém-criados direitos de poluir, que eles podem transformar em enormes lucros”.


Saiba mais:

http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=22

http://educacao.uol.com.br/atualidades/credito-de-carbono.jhtm

http://carbotrader.com/inicial_port.htm

http://www.essencis.com.br



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28/07/2008
A rede de aprendizado do Telecurso TEC http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=53 Fabio Reynol
A construção dos conhecimentos necessários para a aquisição das competências almejadas na proposta pedagógica do Telecurso TEC passa, inevitavelmente, pela maneira de engajar o aluno como elemento ativo, crítico e autônomo.

Da mesma forma que o aluno deve ser protagonista e construtor do próprio conhecimento, o orientador de aprendizagem é o personagem que colabora para que este aluno desenvolva suas habilidades e competências. Trabalhando junto a este orientador, tem-se um coordenador de orientadores que apóia as atividades pedagógicas e conversa, continuamente, com uma equipe de mediação pedagógica, que conduz um programa de formação continuada direcionado para todos estes agentes da rede.

Além desses personagens, diretores e supervisores de ensino da rede pública estadual também fazem parte de um processo acadêmico que visa o aprendizado e qualificação de 50 mil alunos do Telecurso TEC.

Como todas essas centenas de pessoas podem ter acesso às informações que garantem a qualidade do curso?

Segundo Kassandra Brito, coordenadora da mediação pedagógica, os eventos de capacitação são as principais ferramentas para que esta rede mantenha-se constantemente conectada. “Nos eventos conseguimos reunir e padronizar as informações com diretores, supervisores, coordenadores e orientadores de aprendizagem. É um momento de preparar a todos sobre questões metodológicas, avaliar os procedimentos e definir o papel de cada um no processo”.

Todos os pontos dessa rede são importantes e devem estar conectados dentro do mesmo objetivo e as capacitações garantem isso através do diálogo entre os profissionais envolvidos.

Entre os dias 7 e 10 de julho, mais de 670 diretores de escolas da rede pública de ensino do estado de São Paulo conheceram a dinâmica do Telecurso TEC e foram convidados a participar ativamente da próxima etapa do curso, o Módulo 1 profissionalizante, que começa em agosto. No evento, os diretores conheceram o papel das diversas estruturas criadas para o desenvolvimento do curso como a equipe de mediação pedagógica. “Também ressaltamos aos diretores a necessidade de eles colaborarem e apoiarem o andamento do curso, oferecendo condições e envolvendo toda a comunidade escolar nesse projeto”, explica Juçara Montenegro, uma das coordenadoras de orientadores do Telecurso TEC que participou do encontro.

Também foi um momento de troca de experiências em que os envolvidos puderam passar suas impressões sobre o curso. Maria de Lourdes Pereira, diretora da Escola Estadual Odarico Oliveira Nascimento, de Mairiporã, disse que uma grande mudança foi notada no comportamento dos alunos, percebida por professores, pais e pelos próprios estudantes. A proposta do Telecurso TEC de centralizar a construção do conhecimento do próprio estudante, o chamado protagonismo do aluno, deixou-os mais motivados e criativos, de acordo com Maria de Lourdes. “Em minha opinião, essa metodologia deveria ser absorvida pelo currículo comum. Se os alunos forem instigados a resolver situações-problema e a descobrir por si as respostas, eu acredito que ficariam mais motivados com a escola”, aposta ela.

Ainda em julho, entre os dias 14 a 17, mais de mil orientadores de aprendizagem foram preparados para o início do Módulo 1, em agosto. Para Wallace Bernardo, mediador pedagógico, as capacitações fortalecem a rede do Telecurso TEC . “Por meio delas, ruídos são eliminados e evitados, o que garante mais precisão e acerto no fluxo de informações e ações em prol do sucesso do projeto. Além disso, tais capacitações permitem o encontro das mais diversas esferas de ação desta rede: orientadores de aprendizagem, coordenadores de orientadores, mediadores, coordenadores pedagógicos, gestores, entre outros, o que faz com que o projeto tenha ‘cara’ e ‘coração’”.

No Telecurso TEC, as mídias, fundamentais em EAD, são usadas como um meio facilitador das interações humanas, mas isso não substitui estas interações, daí a importância das capacitações presenciais para o sucesso do projeto.

 



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22/07/2008
Conheça o tecnoestresse e não deixe que as máquinas dominem a sua vida http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=52 Fabio Reynol
A tecnologia que facilita a sua vida também pode deixar você maluco, por isso é preciso saber usá-la

Você já ficou irritado no supermercado numa fila que andava a passos de tartaruga? Já xingou um amigo porque ele não atendeu o celular? Já teve vontade de chutar a impressora quando ela travou? Já preferiu ficar no MSN a sair com os amigos? Se respondeu “sim” a pelo menos uma dessas perguntas, talvez você esteja sofrendo de um mal que seus avós nem sonhavam em ter, o tecnoestresse. O computador, o celular, as câmeras digitais, os caixas eletrônicos e todas as informações que essas máquinas modernas nos trazem à velocidade da luz e em quantidade avassaladora nos tornam cada vez mais semelhantes a elas e menos parecidos com gente de carne e osso. Quem paga por isso é a nossa saúde.

 

Ele não queria mais comer, dormir nem sair do próprio quarto. Tudo o que ele desejava na vida estava em cima da sua escrivaninha, o seu computador ligado à internet. Esse quadro é de um garoto de oito anos atendido pela psicopedagoga Rita de Cássia Vital. “Nos desenhos que eu pedia para ele fazer, só havia o seu mundo: a escrivaninha, o mouse e o computador,” conta a especialista. Como ele, Rita tem observado muitos outros casos de crianças e adolescentes atingidos pela obsessão por tecnologia, o que a fez impor aos próprios filhos limites de tempo na internet. Os casos extremos são preocupantes, mas o tecnoestresse também pode assumir outras formas.

 

A psicóloga clínica Lucia Novaes já teve um paciente que utilizava dois celulares e chegava a ficar atônito se um deles descarregasse a bateria. “Há pessoas que se sentem desamparadas sem a tecnologia ou sem a informação que ela proporciona”, explica Lúcia, que também é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e presidente da Associação Brasileira de Stress. O desrespeito à privacidade é outro mal que a especialista identificou no uso da tecnologia. “Se não respondemos um e-mail ou não atendemos o celular, as pessoas ficam revoltadíssimas. Isso não deixa de ser uma invasão da nossa privacidade”, analisa.

 

Outra conseqüência comum da convivência com as máquinas modernas é o imediatismo. Não aceitamos mais esperar para solucionar os problemas, queremos tudo para agora, o resultado é a ansiedade. “A gente não pode apressar o tempo que o ovo leva para cozinhar”, brinca Lúcia Novaes, “do mesmo modo as máquinas nos condicionam a assumir um tempo que não é o nosso”. Atender o celular dirigindo é um dos sintomas disso. Segundo Lúcia, as pessoas não estão mais conseguindo deixar de atender ao telefone nem de desligá-lo, todos querem resolver os problemas imediatamente.

 

O primeiro psicólogo a chamar a atenção para o tecnoestresse foi o americano Larry Rosen que publicou um livro sobre o tema na década de 1980. Ainda hoje, Rosen chama a atenção para um paradoxo. “Os avanços que, teoricamente, vieram para agilizar nossas tarefas e nos proporcionar mais tempo livre, acabaram nos ocupando cada vez mais”, disse certa vez numa entrevista. Ele tem razão. Ao chegar em casa, ouvimos a secretária eletrônica e ligamos o computador para ler e-mails e algumas dessas mensagens nos pedem mais tarefas. Até o lazer é afetado. Está cada vez mais comum viajar com notebooks e os celulares já estão em praticamente todos os bolsos e bolsas. Com isso, acabamos levando trabalho para os nossos fins de semana e até para a praia onde deveríamos relaxar.

 

Como escapar disso? Os especialistas concordam que rejeitar totalmente a tecnologia não é a solução. Afinal as máquinas devem cumprir seu papel de nos ajudar, mas para isso devemos ditar o nosso próprio ritmo para não deixar que elas o façam. “Comece observando a sua rotina e como você lida com a tecnologia e imponha limites de tempo”, aconselha Lúcia Novaes. A psicóloga também ressalta a importância de fazer coisas que não dependem da tecnologia como conversar face a face com os amigos, ler uma revista ou fazer uma caminhada. Mas deixe o celular e o MP3 em casa! Essas atividades “à moda antiga” darão prazer por si só e farão um enorme bem à saúde.

 



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14/07/2008
Seis Sigma: se você quiser crescer, vai ter que conhecer http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=51 Fabio Reynol
Ferramenta que se tornou rotina nas multinacionais se espalhou pelas gigantes brasileiras e já contamina as médias e pequenas empresas

Você é dono de uma pizzaria e desenvolveu uma pizza que deve ser assada à temperatura média de 500 graus Celsius. As primeiras dez pizzas foram assadas nessa média, mas nenhuma ficou boa. Como isso foi possível? Simples, cinco assaram a 800 graus e queimaram, as outras cinco ficaram na faixa dos 200 graus e saíram cruas.
Esse exemplo mostra que seguir apenas uma medida como padrão não é o suficiente para garantir a qualidade de uma produção. É preciso também estabelecer uma faixa de tolerância (entre 480º e 520º, por exemplo, no caso da nossa pizza) e, além disso, diminuir ao máximo o número de produtos que acabam ficando fora dessa faixa, ou seja, reduzir os erros. Foi com esse objetivo que surgiu, na década de 1980, uma potente ferramenta administrativa chamada Seis Sigma. Hoje, todas as grandes corporações internacionais a adotam e a maioria das gigantes brasileiras também a utiliza. A tendência é que, com o tempo, ela se espalhe da mesma maneira pelas médias e pequenas empresas, por isso, conhecer Seis Sigma pode ser fundamental para a sua carreira.

O conceito surgiu nas linhas de produção da norte-americana Motorola nos anos 80 a partir de uma teoria chamada Deming que estuda a variação de um processo. O engenheiro Mikel Harry, da Motorola, percebeu que quanto menor a variação de um processo (ou, no nosso exemplo, mais estreita a faixa de temperatura de cozimento das pizzas) menos erros ocorreriam. Acontece que, para a matemática, essa variação é chamada de “desvio padrão” e é representada pela letra grega “sigma”. Como a Motorola havia estabelecido como meta registrar apenas 3,4 erros por milhão, isso equivaleria, em estatística, à aplicação de seis sigmas. Estava batizada a ferramenta que, devido ao seu notável sucesso, tornou-se popular entre as grandes empresas.

O Seis Sigma trabalha, basicamente, com fórmulas de estatística, mas também envolve um roteiro de aplicação que deve ser seguido. “Chamamos esse roteiro de DMAIC, uma sigla em inglês para as etapas de implantação da ferramenta: definir, medir, analisar, melhorar e controlar,” explica José Goldfreind, diretor de Seis Sigma da Setec Consulting Group.

Um time de faixas-pretas e faixas-verdes
Para a aplicação do programa Seis Sigma, uma equipe deve ser formada dentro da empresa. Caberá a esse time acompanhar os processos internos durante o curso e aplicar a metodologia. Os participantes só recebem seu título se o projeto for bem sucedido, ou seja, se ele alcançar as metas pré-estabelecidas. Se tiverem sucesso, os profissionais treinados para acompanhar e coordenar os processos receberão o título de “green belt” (faixa-verde), e aqueles preparados para gerenciar e coordenar a implantação serão chamados de black belts (faixas-pretas). “Esses nomes foram emprestados das artes marciais orientais”, explica Goldfreind. Ainda há o chamado master black belt (mestre faixa-preta) que é o profissional habilitado para formar novos greens e black belts. O master black belt também é o responsável por coordenar todo o programa Seis Sigma dentro de uma corporação.

Os resultados obtidos através do programa Seis Sigma explica a sua popularidade no mundo corporativo. “A Motorola registrou uma economia de US$11 bilhões em dez anos de implantação desse programa,” conta Goldfreind. E não são somente as estrangeiras que estão se beneficiando da ferramenta. Desde 2004, quando começou a trabalhar com o Seis Sigma, o Grupo Simões, fabricante da Coca-Cola na região Norte, economizou cerca de R$3 milhões de reais. Os resultados levaram o Grupo, que tem sede em Manaus (AM), a criar em 2006 um departamento exclusivo de Seis Sigma. “As empresas internacionais ‘contagiaram’ as brasileiras”, afirma Ramesh Thadani, gerente de Seis Sigma do Grupo Simões, “hoje não há como competir se não usarmos as mesmas ferramentas para reduzir custos”, justifica.

Se esse programa é importante para as empresas, para os profissionais ele significa um peso e tanto no currículo. “Um green ou um black belt é visto como um profissional capaz de administrar conflitos, gerenciar equipes e fazer a gestão de qualquer projeto”, afirma o consultor Goldfreind. Já Ramesh Thadani é ainda mais enfático, “hoje o título de belt é um diferencial tão importante quanto o inglês num processo seletivo, mas a tendência é que no futuro ele se torne exigência para alguns cargos gerenciais”, prevê o gerente.

A nova geração do Seis Sigma uniu forças com outra teoria, a Lean nascida nas fábricas da japonesa Toyota. Focada na redução de desperdícios e na simplificação dos processos produtivos, o método Lean é apontado como um dos responsáveis pela ascensão da Toyota, que chegou a superar em 2007 a General Motors, tornando-se a maior automobilística do mundo em vendas no início do ano passado.
O casamento bem sucedido do oriente com o ocidente batizado de Lean Seis Sigma é a última tendência da administração atual e vai ajudar a aumentar os faturamentos bilionários das multinacionais.
Mas não é só nas grandes empresas que esta ferramenta é importante. Na gestão de pequenos negócios o Seis Sigma pode orientar o dia-a-dia do empresário. Isto significa que até a sua pizzaria pode vir a jogar fora menos de quatro pizzas a cada um milhão de unidades assadas.



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10/07/2008
Coordenadores de orientadores de aprendizagem visitam as tec-salas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=50 Fabio Reynol
Encontro aumenta a motivação e transforma o relacionamento entre coordenadores, orientadores e alunos.

Era ainda de madrugada quando Ana Cláudia Câmara Pereira pegou o ônibus em Matão, na região de Araraquara.  Seu destino era a Escola Estadual Profª. Isabel Lucci de Oliveira, em Embu das Artes, na grande São Paulo a 300 quilômetros de sua casa. Ana Cláudia faz parte do grupo de coordenadores de orientadores de aprendizagem do Telecurso TEC e sua viagem teve um propósito importante, conhecer de perto algumas turmas do curso que estão sob sua coordenação. Como ela, cada um dos atuais 28 coordenadores visitou pelo menos seis tec-salas durante o primeiro módulo de implementação do programa.

 

“Até conhecer as tec-salas, você não tem rosto”, considera Regina Jardim, coordenadora que mora em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, e auxilia 42 orientadores de aprendizagem nos municípios de Suzano e Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. A reação dos alunos e orientadores nas tec-salas, ao conhecer pessoalmente Regina, demonstrou a importância das visitas. “De repente, eles viram que, realmente, não estão sozinhos, que há mesmo uma pessoa que os acompanha,” admira-se a coordenadora que admitiu que o relacionamento com os orientadores visitados também mudou após as visitas. Segundo ela, o contato ficou muito mais próximo e informal, pois se quebrou o “gelo” inicial das conversas somente através do ambiente virtual.

 

Essa também foi a sensação vivida por Juçara Montenegro que coordena orientadores de tec-salas na região central de São Paulo. “Não há nada como o contato pessoal,” afirma ela. Juçara mora perto da Escola Estadual Miss Browne, onde costuma passar periodicamente para visitar as tec-salas que funcionam nesta escola. “Fiz até amizade com os orientadores,” anima-se. Ela também consegue manter um contato próximo com as outras escolas da região centro e centro-oeste que possuem tec-salas sob a sua coordenação. Essa proximidade a ajuda a obter informações sobre o aproveitamento do curso que não viriam à tona se o contato ficasse restrito apenas ao ambiente virtual. “Foi na hora do cafezinho com os demais professores da escola que descobri que os alunos participantes do Telecurso TEC melhoraram o seu rendimento escolar, ficaram mais responsáveis e aumentaram sua auto-estima”, exemplifica Juçara.

 

Vivenciar as atividades desenvolvidas por cada tec-sala também ajudou os coordenadores a auxiliar as turmas com dificuldades por meio da união e da troca de experiências. A longa viagem de Ana Cláudia para visitar suas tec-salas, por exemplo, não foi em vão. Em uma turma, ela assistiu a uma apresentação sobre lendas e contos locais; em outra, uma técnica de segurança foi convidada para falar sobre sua atividade e promover uma dinâmica sobre segurança no ambiente de trabalho. Juçara, por sua vez, viu que algumas turmas se uniram para visitar um supermercado local e trocaram experiências durante a viagem, por isso, começou a incentivar e apoiar o intercâmbio entre alunos e orientadores das tec-salas.

 

Outra de suas turmas chegou a gravar um vídeo instrucional sobre comportamento no trabalho. Regina Jardim aproveitou as experiências das salas mais dinâmicas para levar como sugestões às turmas com dificuldades e até criou um blog com depoimentos e dados das turmas visitadas (http://tecsalasreginajardim.blogspot.com). O coordenador Marcos Antonio Vital teve ótimas experiências nas tec-salas que visitou em Heliópolis, Embu das Artes e na Vila Mariana. “Fiquei encantado com os projetos apresentados pelos alunos”, confessou.

 

Todos coordenadores concordaram que as visitas às tec-salas são uma atividade fundamental para o desenvolvimento do projeto e importante tanto para os alunos e orientadores como também para o próprio coordenador. “Após colher depoimentos escritos por alunos que dizem ter aprendido a se comunicar e que agora têm esperanças de mudar de vida, eu comecei a ver o meu trabalho com outros olhos”,conta Regina, emocionada. Essa dose de humanidade proporcionada pelas visitas revigora o trabalho de todos. Talvez, seja essa a razão de Ana Cláudia não ter preguiça de enfrentar os 300 quilômetros que separam Matão de Embu das Artes. “Se pudesse, visitaria as salas semanalmente”, afirma.

 



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02/07/2008
Programa Monitorado, aprendizado de qualidade http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=49 Fabio Reynol
Para acompanhar o andamento do Telecurso TEC, um grupo multidisciplinar coleta e avalia diversas informações

O controle de presença, os trabalhos apresentados e até a participação de cada aluno da modalidade semi-presencial do Telecurso TEC não são acompanhados somente pelo orientador na TEC-sala. Uma equipe especializada monitora a distância os encontros e acompanha a participação de cada um dos cerca de 50 mil alunos do Telecurso TEC, além de monitorar o desempenho dos 1200 orientadores e dos 24 coordenadores do curso. Acompanhar esse pessoal todo só é possível com as modernas tecnologias da informação e da comunicação.

Não há câmeras vigiando as TEC-salas. Esse “big brother” é restrito ao andamento do curso. “Precisamos identificar rapidamente qualquer problema que atrapalhe o andamento do Programa”, explica Tatiana Goulart, coordenadora da equipe de monitoramento do Telecurso TEC. Ela lidera um grupo multidisciplinar formado por especialistas em educação, tecnologia e estatística que analisa diariamente os dados recebidos de todas as TEC-salas.

O pessoal do monitoramento começa seu trabalho a partir da fase de inscrição no Programa. No cadastramento são registrados, além dos dados do aluno, a infra-estrutura disponível na TEC-sala, quem é o orientador, a que coordenador ele se reporta e até o responsável pela instituição onde está a TEC-sala, no caso, o diretor da escola. Depois, a equipe de Monitoramento começa a monitorar a entrega do material didático até, finalmente, começar a acompanhar o andamento do curso.

Cada encontro é registrado pelo orientador no Ambiente Virtual (AV) do Telecurso TEC, uma plataforma educacional eletrônica que centraliza todas as atividades referentes ao curso. Nela ficam armazenadas as listas de presença, o registro dos capítulos de livro trabalhados, as atividades desenvolvidas, a síntese das aulas, o envolvimento da turma. O AV também é o canal oficial de comunicação entre o coordenador e os seus orientadores. Correio eletrônico, bate-papos e fóruns de discussão são algumas ferramentas desse ambiente usadas por eles para auxiliar o desenvolvimento do curso.

As informações fornecidas pelo AV são abundantes, mas não são as únicas fontes do monitoramento do Programa. A equipe também acompanha o desenvolvimento dos cursos de formação continuada dos coordenadores e dos orientadores. No contato pessoal, outros problemas podem ser abordados e o trabalho, aprimorado. Outro evento de grande importância para o monitoramento são as visitas periódicas do coordenador às Tec-salas. Cada coordenador tem que visitar pelo menos quatro turmas durante o desenvolvimento de um módulo do Programa. Além de colher experiências, esse encontro é importante para aproximar o coordenador da realidade local e também motivar os grupos.
 
Mas isso não é tudo! O monitoramento ainda recebe dados coletados em entrevistas feitas por amostragem do chamado grupo focal. Nele são entrevistados orientadores e alunos das TEC-salas que encontram maior dificuldade e os grupos mais bem sucedidos. “As experiências dos dois extremos são valiosas para nós,” explica Joaquim Gonçalves, consultor contratado para acompanhar o monitoramento, “assim podemos identificar os obstáculos mais comuns, trabalhá-los e também aprender com o segredo do sucesso de algumas turmas,” revela.

Quando o monitoramento identifica algum problema, ele é imediatamente repassado para a equipe de gerenciamento para ações corretivas. Muitas vezes, o grupo de monitoramento apresenta a informação com uma sugestão para a solução. “A agilidade é fundamental para que as turmas caminhem juntas, mantendo a qualidade da proposta pedagógica”, explica Goulart.



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24/06/2008
Educomunicação: comunicação e educação de mãos dadas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=48 Fabio Reynol
Interface entre as duas áreas vai além das tecnologias utilizadas para educar

O que você escolheria: um gibi ou um livro como um meio de formar leitores? Se ficou com a segunda opção, não errou, mas pode ter sido injusto com a revista em quadrinhos. Para a sua tese de doutorado, recém-defendida, a biblioteconomista Valéria Bari analisou o potencial das histórias em quadrinhos na formação do leitor. Ela averiguou que essas revistas podem ter um papel importante no letramento, habilidade que vai além da alfabetização e indica intimidade e domínio da linguagem escrita. A tese de Valéria se une a outras pesquisas que comprovam que a escola não é a única fonte de formação e que o papel dos veículos de comunicação pode ser muito mais do que simplesmente informar.
Para entender como um gibi ou uma telenovela podem ajudar na educação e como esta pode se beneficiar das tecnologias da comunicação surgiu a educomunicação, um novo campo de estudo nascido de elementos da educação e da comunicação.

O termo começou a ser utilizado no fim dos anos 1990. As primeiras experiências do gênero envolveram grupos sociais como o Greenpeace e os Médicos Sem Fronteiras. “Ao se acorrentarem a navios e árvores, os integrantes do Greenpeace começaram a utilizar a dramatização como estratégia para obrigar os meios de comunicação a cobrir eventos de interesse social,” recorda o professor Ismar Soares, coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicação e Artes da USP.
Nessa mesma época, começaram a surgir as rádios comunitárias. Em várias partes do mundo, rádios e TVs produzidas por cidadãos comuns serviram de motivadores para que seus apresentadores se alfabetizassem e dominassem a linguagem utilizada nesses meios. Ao mesmo tempo, ONGs que utilizavam meios de comunicação para aumentar a auto-estima da população e promover a educação começaram a se destacar. Daí, foi um passo para que comunicação e educação se unissem em uma área acadêmica.

O novo conceito está mudando a cara da educação e dos meios de comunicação nas ONGs, nas políticas governamentais, em instituições de ensino públicas e privadas e na mídia.
Num país como o Brasil, marcado pela exclusão, a educomunicação pode assumir uma importância ainda maior. “Ela dá novas chances para todos os cidadãos se educarem, vinculando os conhecimentos escolares com a vida,” acredita Valéria Bari.
Soares ilustra a força da educomunicação contando que nos últimos meses a cidade de São Paulo sediou quatro grandes congressos internacionais. Em todos eles, estavam presentes seis crianças da periferia fazendo a cobertura jornalística para um programa de rádio na internet. “Todas eram muito pobres, mas tinham a capacidade de fazer a produção da cobertura de um evento internacional! Com certeza aquele momento que elas viveram ali marcou as suas vidas, e farão com que a experiência continue e se multiplique,” admira-se Soares.

Como se pode ver, a inovação não está apenas na sala de aula com televisor e DVD, numa escola com laboratório de informática ou mesmo em um mini-estúdio de rádio ou TV comunitária. “A educomunicação vai além do conceito de tecnologia educativa,” esclarece Soares, “ela inverte a proposta do ensino tradicional, o professor transmitindo informação para o aluno, ela coloca o aluno como construtor do próprio conhecimento.,”
Algo lhe parece familiar? Sim, o Telecurso TEC foi idealizado segundo o conceito da educomunicação, do aprendizado coletivo, inclusive do professor - orientador que deixa para trás a tradicional figura do mestre que domina a matéria.

“A tecnologia em si não transforma a educação”, concorda o cientista social Robson Aurélio Braga, pós-graduado em comunicação e um dos coordenadores do Núcleo de Mediação Pedagógica do Telecurso TEC. Braga lembra outra característica da educomunicação: a contextualização com a vida real do aluno, remetendo à teoria do educador Paulo Freire que defendia a realidade do estudante como um importante componente didático. O aluno vai buscar no seu bairro, na sua rua e entre amigos e familiares os elementos para a construção de seu conhecimento. Por ter essa característica aliada ao chamado protagonismo do aluno, Braga considera o Telecurso TEC um bom exemplo de projeto educomunicacional. “É um encontro feliz entre o Centro Paula Souza, com vasta experiência no ensino técnico, e a Fundação Roberto Marinho e seu reconhecido trabalho de utilizar a comunicação para a educação”, acredita.



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16/06/2008
Ginástica laboral é bom negócio para empregado e empregador http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=47 Fabio Reynol
A prática de atividades físicas e a adoção de hábitos saudáveis são estimuladas pelo exercício durante o trabalho

Uma atividade simples, rápida e prazerosa pode preservar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e gerar uma economia considerável para as empresas.
Prestes a completar quatro décadas no Brasil, a ginástica laboral começou a ser valorizada pelo empresariado brasileiro há poucos anos. Inserido no país no início da década de 1970, o exercício voltado ao trabalho que conhecemos hoje se espalhou lentamente e ganhou força recentemente, quando empresários sentiram no bolso as suas vantagens.

Os afastamentos provocados por lombalgia (dor na parte inferior da coluna) eram comuns numa empresa de autopeças do interior de São Paulo, e para resolver o problema, uma assessoria especializada foi contratada. “Fizemos um laudo técnico e, após um programa que incluiu palestras de conscientização e ginástica laboral, os afastamentos praticamente desapareceram”, conta o fisioterapeuta Fábio Pieragnoli, especialista da Ergocamp, que acompanhou o caso. As vantagens dessa ginástica para a empresa não estão só na diminuição das faltas, mas no bem-estar do funcionário que sem dor trabalha mais e melhor, o que aumenta naturalmente a produtividade.
E se para a empresa, a ginástica laboral representa dividendos, para quem a pratica, ela pode ser a diferença entre levar uma vida normal ou perder a capacidade de fazer atividades simples como levantar um copo.


As doenças provocadas pela inadequação do trabalho ao corpo recebem o nome de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Dependendo no nível, alguns tipos de DORT podem incapacitar permanentemente o trabalhador e ainda trazer conseqüências psicológicas, como explica a especialista Caroline de Oliveira Martins, professora da Universidade Federal da Paraíba e autora de dois livros sobre o assunto, Ginástica Laboral no Escritório e Programa de Promoção da Saúde do Trabalhador (editora Fontoura). “Muitas vítimas de DORT são discriminadas pelos colegas de trabalho que acham que ela está fazendo ‘corpo-mole’ e não quer trabalhar”, explica Caroline. Como resultado, além do drama físico, a pessoa que passa por este problema pode desenvolver também uma severa depressão.


Para quem ainda não se convenceu da sua importância, a prática da ginástica laboral tem mostrado que ela não só evita enfermidades graves como serve para motivar outros hábitos saudáveis. Foi o que descobriu a multinacional origem alemã Siemens. “O bem-estar proporcionado pela ginástica laboral estimula seus praticantes a continuar fazendo exercícios fora do trabalho”, constata a médica Cristina Nader, gerente corporativa de medicina da empresa.
Outro dado interessante averiguado pela gerente é que a prática de exercícios está relacionada ao baixo índice de estresse e inversamente ligada ao hábito de fumar. “Parece que os fumantes costumam fazer menos exercícios físicos”, analisa a doutora Cristina. Aplicada desde 1997 em alguns setores da Siemens no Brasil, a ginástica laboral foi ampliada em 2004 para todas as áreas da empresa e faz parte de uma ampla política de saúde corporativa que inclui, além dos exames médicos periódicos, convênios com academias e campanhas esporádicas, como a de prevenção de câncer de pele e a de detecção de hepatite C.


Apesar de todos os benefícios da ginástica laboral, os especialistas concordam que ela sozinha não é remédio para os males do trabalho. “De nada adianta se exercitar por 15 minutos durante o expediente, se depois o empregado vai passar oito horas em um posto de trabalho inadequado,” afirma Caroline Martins. A especialista alerta para a importância da ergonomia, que é a adequação do trabalho à pessoa, ou seja móveis, equipamentos de trabalho, postura correta e até hábitos saudáveis como a própria ginástica laboral.


A eficácia do exercício também está relacionada à disciplina e à importância que o funcionário dá à sua prática. “Todo profissional deve ter em mente que o seu corpo é o seu maior instrumento de trabalho e que ele precisa de cuidados constantes”, alerta o fisioterapeuta Fábio Pieragnoli. Lubrificar tendões, alongar e relaxar a musculatura fazem parte desses cuidados e merecem alguns minutos de nossa rotina diária.


Quer mais dicas de leitura e de exercícios?

Nos livros do Telecurso TEC você encontra:
Saúde e Segurança no Trabalho – Administração - módulo 3 - capítulo 9.

Qualidade de vida no trabalho – Secretariado - módulo 3 – capítulo 11. O programa número 11 (DVD) também traz informações de como tomar ações preventivas quanto às doenças relacionadas ao ambiente e processos de trabalho.

Visite os websites:
Saúde em Movimento

http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_exibe1.asp?cod_noticia=815

Exercícios de ginástica laboral - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Ministério da Saúde
http://www.anvisa.gov.br/Institucional/anvisa/rh/qv/laboral.htm

Cooperativa do Fitness
http://www.cdof.com.br/gl3.htm


Foto: Divulgação Siemens



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08/06/2008
Aderir às campanhas internas faz bem à carreira http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=46 Fabio Reynol
Entender os objetivos da empresa e participar das campanhas internas ajudam a marcar pontos e alinhar-se aos com os objetivos da corporação


Em março, os funcionários da Eaton, multinacional norte-americana atuante em diversos ramos industriais, tiveram uma quinta-feira inusitada. Na hora do almoço, eles puderam relaxar recebendo uma massagem aplicada por profissionais com deficiência visual. O dia fez parte da 1ª Semana da Diversidade, Inclusão e Equilíbrio Social e Profissional que contou também com outras atividades.
Além do dia de massagem, intitulado Dia da Beleza, eles assistiram a um espetáculo de dança com deficientes físicos, música ao vivo com uma cantora deficiente visual, e também apreciaram uma feira de artesanato a fim de gerar renda para comunidades carentes. A semana foi fechada com um salão de beleza, o qual agradou bastante as mulheres.
A iniciativa também contou com uma palestra sobre inclusão e diversidade. O que a empresa pretendeu com esse evento? “Promover a inclusão e o respeito às diferenças,” responde Milena Kuroda, analista de recursos humanos da Eaton, explicando que se trata de uma campanha mundial da corporação.

As campanhas internas, ou seja, aquelas voltadas aos próprios empregados, revelam um objetivo ou até uma necessidade da empresa. Identificar esse objetivo e ajudar a companhia a conquistá-lo é uma maneira de entrar em sintonia com o espírito da corporação, o que costuma render preciosos pontos na carreira. No caso da Eaton, a Semana da Diversidade procurou fazer seus trabalhadores pensarem sobre o respeito devido a cada pessoa, especialmente se ela for diferente dos nossos padrões de beleza, das nossas características físicas ou mesmo das nossas preferências sexuais.

A empresa busca construir uma ideologia interna alinhada com a tolerância e o respeito mútuo. Os frutos disso são uma imagem externa positiva, um ambiente de trabalho mais harmonioso e até um aumento da produtividade. Numa empresa que adota essa política, se um colaborador costuma demonstrar algum tipo de discriminação dificilmente terá uma oportunidade de promoção, como explica Alberto Pinto, consultor da Txai Consultoria, que auxiliou a campanha da Eaton. “Fazer piadas racistas, sexistas ou homofóbicas (contra homossexuais), por exemplo, não é bem visto pelo mercado de trabalho, que tem se baseado cada vez mais no respeito,” adverte.

Outro objetivo comum em campanhas corporativas é a satisfação do cliente, mesmo quando se trata de uma empresa de distribuição de energia, que não enfrenta concorrência direta. Foi justamente pensando nisso que a paulista Elektro elaborou uma campanha interna. A companhia de energia foi às ruas perguntar aos clientes sobre o grau de satisfação de seus serviços, e os depoimentos positivos e negativos serviram para orientar todos os trabalhadores e para montar um treinamento específico para aqueles que tratam diretamente com o cliente.

Com uma clientela satisfeita, a Elektro tem mais chances de se manter entre as principais empresas do setor no ranking de atendimento ao consumidor. Outro investimento pesado da organização foi na segurança, que, por meio de informativos internos, reuniões e várias atividades envolvendo os funcionários, conseguiu uma resposta positiva. Nos quatro primeiros meses deste ano, foram registrados quatro acidentes com afastamento, média bem menor que a de 2007, quando 26 trabalhadores foram afastados por causa de acidentes. Proteger a saúde e a vida é bom para o empregado e também para o empregador.

Entender o que está por trás de uma campanha e, principalmente, participar dela, pode fazer toda a diferença na carreira. “Esse é o pulo do gato”, revela a gerente de Comunicação e Responsabilidade Social da Elektro, Sheila Zeijden. “A campanha reflete a estratégia da empresa a qual tem o endosso da alta direção. O colaborador que mais cresce é o que mais conhece o que faz e sabe para onde a empresa está indo,”afirma. Portanto, quando você se deparar com uma campanha interna, olhe mais longe e “vista a camisa”.


Foto: Latin Stock/Corbis



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02/06/2008
Em busca do lucro “verde” http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=45 Fabio Reynol
Além de gerar economia, o respeito à natureza pode atrair clientes para o seu negócio

Na entrada da pizzaria há uma faixa: “Lenha ecológica, nossa pequena contribuição à natureza”. O anúncio da “pequena contribuição” ambiental visa um grande retorno: a valorização do restaurante pelo consumidor. O estabelecimento é um entre centenas da grande São Paulo que são abastecidos pela NAC Briquetes, fabricante de lenhas feitas a partir de madeira descartada. Móveis velhos, carrocerias de caminhão, caixotes usados e galhos de podas de árvores são secados, triturados e prensados para se transformar em uma pequena tora chamada briquete. O produto substitui a lenha comum e tem preço equivalente com a vantagem de não depender da derrubada de nenhuma árvore para ser produzido.

 

Carlos Guimarães, que fundou há 12 anos a NAC Briquetes, vê o seu faturamento aumentar a cada ano graças ao crescimento da consciência ecológica. Assim como muitos de seus clientes, Guimarães utiliza o apelo ambiental para vender o seu produto. “Fazemos um serviço à natureza ao absorver um material que iria para o lixo como a madeira da construção civil e a da poda de árvores”, diz o empresário. Bagaço, capim, tecidos e cascas, como a do arroz, também servem como matéria-prima para o briquete. Por isso, muitos dos hotéis, academias de natação e até hospitais que utilizam este material em suas caldeiras aproveitam para divulgar esse diferencial ecológico a fim de atrair clientes. É o que tem acontecido também na região metropolitana de Goiânia, onde está instalada a Eco Industrial, outra produtora de briquetes que oferece seu produto como substituto dos combustíveis fósseis,  a exemplo do gás liquefeito do petróleo (GLP) e os óleos que são queimados em caldeiras industriais.

 

“Posturas ecologicamente corretas estão gerando oportunidades de lucro”, diz Clóvis Rodrigues, analista da Unidade de Acesso à Inovação Tecnológica do SEBRAE Nacional. Há mais de uma década, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) promove a capacitação de consultores enfatizando a gestão ambiental, com foco na redução de desperdício e, conseqüentemente, dos custos. Segundo Rodrigues, mesmo as pequenas empresas, que ainda não possuem uma estrutura mínima para implantar a norma ISO 14000 (que trata da gestão do meio ambiente), podem adotar cartilhas mais simples. Além de gerar economia, a preocupação com a natureza também serve de publicidade. “Uma loja de alimentos congelados conquistou fama no Rio de Janeiro por anunciar medidas ecológicas, como o reaproveitamento da água da chuva”, exemplifica o analista.

 

Há ainda quem encontre oportunidades de negócios durante a adoção de normas ambientais. Foi o caso da pernambucana Reciclar Gerenciamento de Resíduos. A empresa nasceu em 1997 durante a implantação da ISO14001 pela indústria química Petroflex na cidade de Cabo de Santo Agostinho (PE). Hoje a Reciclar recolhe e trata os resíduos de mais de 50 clientes em três estados, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em sua maioria, a clientela é composta por grandes empresas que adotam normas ambientais ou que têm de cumprir uma legislação específica, como é o caso dos hospitais que são obrigados a ter cuidados especiais com o seu lixo.

 

Muitos outros negócios navegam de vento em popa na atual “onda verde”. Um bom exemplo é o da Bike Courier, um serviço de entregas que usa ciclistas como entregadores no lugar dos tradicionais motoboys. O negócio surgiu em 1998 no Brasil e hoje possui unidades similares em grandes capitais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Criado a partir do apelo ecológico, o serviço acabou oferecendo outras vantagens inesperadas em comparação aos concorrentes motorizados. “Em muitas regiões do Centro somos até 20 minutos mais rápidos que os motoboys”, orgulha-se Marcos Lourenço dos Reis, assistente administrativo da unidade paulistana da Bike Courier. Isso acontece onde há calçadões, por exemplo, pois  ali o ciclista segue empurrando o seu meio de transporte, enquanto o motoqueiro tem que encontrar um lugar para estacionar.

 

Para fazer entregas livres dos poluentes que saem dos escapamentos das motos, muitas empresas de grande porte também têm aderido ao serviço dos ciclistas. Na carteira de clientes de Reis há nomes como Votorantim, Banco do Brasil e Banco Itaú. Esses exemplos mostram que a preocupação ambiental tem ocupado um lugar cada vez mais central no mundo dos negócios. Por isso, além de ajudar o planeta, o respeito à natureza pode fazer você economizar e ainda passar na frente da concorrência.

 

Dicas de leituras complementares

 

1. Acesse os sites:

 

Bike Courier - http://www.bikecourier.com.br

 

ECO Insdustrial Briquetes -  http://www.ecoindustrial.com.br

 

NAC Briquetes-  http://www.nacbriquetes.com.br

 

Reciclar Gerenciamento de Resíduos - http://www.reciclaronline.com.br

 

2. Se tiver o livro Protagonistas e Empreendedores, leia a Unidade 2: Ecologia e meio ambiente.

 

 



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26/05/2008
Planejamento e dedicação são a chave do empreendedorismo http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=44 Fabio Reynol
Exemplos de sucesso de quem venceu planejando e trabalhando duro

Quem via o jovem Josenaldo Oliveira dos Santos carregando ferramentas e empurrando um cortador de grama pelas calçadas dos bairros nobres de São Paulo dificilmente imaginaria ali o empresário da Jardim Pronto, empregador de quatro trabalhadores e dono de uma carteira de mais de 40 clientes fiéis. A passagem de jardineiro para dono da própria empresa foi o resultado de muito trabalho e de um instrumento fundamental da administração, o planejamento.

 

Como para a maioria das pessoas, a vida profissional de Santos não começou fácil. Aos dezoito anos, ele foi o último dos doze irmãos a deixar a propriedade rural dos pais em Cajutiba, no interior da Bahia, para tentar a vida em outro lugar. Ele chegou a São Paulo na década de 1980 e depois de ser funcionário em uma fábrica de fertilizantes, faxineiro em uma loja de tecidos, encarregado de uma lavanderia e segurança de um magazine, Santos viu uma oportunidade de carreira. Aconselhado por um irmão, ele investiu suas economias num curso de jardinagem e na compra das ferramentas de trabalho.

 

Seus primeiros clientes foram conquistados batendo de porta em porta. Em pouco tempo, a qualidade de seu trabalho o fez ser recomendado a outras pessoas e a chamada publicidade “boca-a-boca” alavancou o seu negócio. Com o crescimento da freguesia, Santos começou a planejar o seu futuro, investiu na empresa contratando um ajudante e comprando um Fusca. Associou-se a um paisagista e aumentou o seu volume de trabalho. Para garantir uma renda fixa, ele passou a atender alguns condomínios, cujos jardins recebem manutenções mensais.

 

Como autônomo, o empreendedor não se descuidou da segurança financeira, fez um plano de saúde para a família e um seguro de vida em nome de sua mulher. Aos poucos, construiu sua casa e reinvestiu o dinheiro na Jardim Pronto Ltda., que começou a atrair uma clientela mais refinada e exigente. Hoje a empresa usa duas peruas para chegar aos clientes e, para as grandes obras, Santa contrata até oito funcionários extras para ajudar os quatro colaboradores permanentes. Parte do segredo do seu sucesso está no planejamento: “Sempre separei um dinheiro para os dias em que não havia trabalho. Se sobrava dinheiro, eu não gastava tudo, mas investia”, conta o empresário de 38 anos.

 

O planejamento, porém, não é útil só para o início da carreira, mas para todas as etapas da vida como mostra o exemplo do consultor Roberto Spessoto. Aos 71 anos, ele orgulha-se de ainda estar na ativa e de ser um profissional respeitado em sua área. Como no caso de Santos, seu sucesso atual não foi obra do acaso, mas fruto de planejamento. Antes mesmo de se aposentar da Ford do Brasil, empresa em que trabalhou durante 32 anos, Spessoto começou a pesquisar o mercado de consultoria em Recursos Humanos, sua especialidade. Quando chegou a hora de se aposentar, em vez de pendurar as chuteiras, o profissional aumentou sua rede de clientes ao abrir a Roberto Spessoto S.C.Ltda.

 

Com o tempo, a sua experiência na multinacional abriu portas para que outras pessoas o contratassem. Para aumentar sua ação, ele associou-se a outras empresas de consultoria e provou sua competência assumindo casos delicados. Entre as suas especialidades está a intermediação em processos de negociação de campanhas salariais em que fica entre a empresa contratante e o sindicato dos trabalhadores negociando cláusulas de acordo coletivo. Entre seus clientes atuais estão grandes empresas brasileiras, multinacionais e até estatais como os Correios, um dos maiores empregadores do País.

 

Para quem está começando, Spessoto dá uma dica válida para qualquer área: “É fundamental exceder a expectativa do cliente”. Segundo ele, a conquista do cliente é um processo muito demorado e difícil, mas perdê-lo é extremamente fácil. Josenaldo Santos concorda com o especialista em RH sobre a dedicação em agradar. “Não é suficiente fazermos só 100% do trabalho, precisamos fazer 120% ou 150% para que o cliente seja surpreendido e conquistado”, aconselha o empresário da jardinagem. Ambos comprovam que, em qualquer ramo, o trabalho duro e o planejamento devem andar de mãos dadas sempre.

 

Dicas de aprofundamento sobre este assunto

Assista aos programas de TV do Módulo Básico:
Programa 5 – A importância do planejamento

Programa 6Tipos de planejamento

 

Para saber sobre os tipos de planejamento, leia o capítulo 4 do livro Administração, Gestão de Pequenas Empresas, Secretariado e Assessoria – Módulo Básico

 

 



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19/05/2008
Você aprendeu a administrar empresas, mas e a sua vida? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=43 Fabio Reynol
Gestores e profissionais contam como aplicaram seus conhecimentos teóricos não só no trabalho, mas também em casa e em suas carreiras

O administrador de empresas Fernando Alves está radiante. Acaba de se tornar pai e sua filha recém-chegada foi recebida em um apartamento mais amplo comprado há pouco tempo por ele e sua esposa. Isso só foi possível porque ele soube administrar algo que vai além dos negócios; ele planeja a própria vida. Muitos conceitos aprendidos em gestão de empresas podem muito bem ser aplicados em casa e em carreiras pessoais. Um bom começo é perguntar: “onde eu gostaria de estar daqui a um, cinco e dez anos?” Se você ainda não se fez essa pergunta, veja como ela ajudou muita gente a atingir seus objetivos e saiba como as técnicas de gestão podem fazer você alcançar os seus sonhos.

O primeiro passo é ter um sonho, um objetivo. Alves e a esposa Christiane queriam um apartamento maior para abrigar um bebê. Reservaram parte de suas economias para financiar o mínimo possível e assim mudar sem muitas dívidas. E os projetos da família continuam, a filha Giovana já conta com uma poupança para ser aplicada nos estudos e o pai mantém um plano de previdência privada para ter uma aposentadoria mais tranqüila. O casal não quer parar de estudar, “terminei minha pós-graduação no ano passado e minha mulher termina a dela este ano”, conta ele. Empregado no setor de emissão de cartões de crédito de um grande banco, ele explica que não pode ficar parado se quiser crescer na carreira.

Esse é o mesmo pensamento de Jorge Carvalho que no início deste ano assumiu a posição de gerente de contas de grandes empresas do banco Banrisul. Ele e a esposa, que trabalha na área de recursos humanos de outra empresa, investem de 30% a 40% do orçamento da casa em cursos de atualização. Ambos trabalham de olho em seus projetos de curto, médio e longo prazos. No curto prazo, eles já planejaram as férias de 2009 e guardam dinheiro para ela. Carvalho almeja assumir a gerência geral de uma agência bancária, para isso se programou para fazer um curso de gestão de pessoas, e no longo prazo, ele faz uma reserva mensal pensando na aposentadoria. Sua filosofia de vida é fruto de sua administração pessoal: “Acho importante não gastar mais do que a gente ganha,  por isso colocamos tudo na ponta do lápis”, opina.

O empresário Luís Gustavo Franceschi passou o gerenciamento de sua casa para uma ferramenta de administração de empresas, o fluxo de caixa. Ele mesmo explica: “é uma planilha em que você lista, diariamente ou até mensalmente, tudo que você ganha e que gasta, vendo se o dinheiro vai dar ou vai faltar”. Com a esposa Lígia, Franceschi administra um restaurante montado em sociedade com uma terceira pessoa e uma butique. Nos dois negócios da família e na própria casa, eles não gostam de ser pegos de surpresa, por isso controlam os três orçamentos (da residência e dos estabelecimentos comerciais) em planilhas no computador.

Franceschi encontrou também outros ensinamentos da área de gestão de empresas para administrar a sua carreira. Assim, como faz folders, banners e panfletos para o seu restaurante, o empresário nunca sai de casa sem seus cartões de visita. “É preciso sempre enxergar as oportunidades sociais para se cavar oportunidades profissionais”, aconselha o empresário que não se descuida do marketing pessoal. No mais, além de cultivar os sonhos, ele dá uma dica de que considera a autoconfiança valiosa. “Devemos sempre pensar que somos ótimos profissionais e passar isso para as pessoas. Se não acreditarmos em nós mesmos, quem irá acreditar?”


Continue sua leitura!
Nos livros do Módulo Básico dos cursos de Gestão você pode ler mais a respeito da importância do planejamento (capítulo 3); e sobre o orçamento financeiro (capítulo 12).



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12/05/2008
As diversas faces do patrimônio http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=42 Fabio Reynol
Sua poupança, sua casa, uma obra de arte, uma floresta, um prédio antigo e até mesmo a reputação de sua empresa podem ser chamados de patrimônio

No fim de 2001, a gigante multinacional de auditoria Arthur Andersen sofreu um golpe fatal. Naquela época, em meio a fraudes milionárias, faliu a Enron, uma companhia de energia norte-americana e um dos maiores clientes da Andersen. Foi o suficiente para a empresa de auditoria perder o seu maior patrimônio, a confiabilidade. Um bem valiosíssimo, mas que não podia ser guardado em cofres nem negociado em bolsas de valores. Com seu carimbo nos livros contábeis da Enron, a Arthur Andersen começou a perder um cliente após o outro e, em apenas seis meses, a companhia de 85 mil funcionários em todo o mundo estaria completamente arruinada. Se em vez da perda da credibilidade, ela tivesse sofrido um grande desfalque financeiro, talvez tivesse se recuperado e estaria atuando até hoje.

Esse exemplo mostra que o valor de uma empresa não está relacionado somente aos bens materiais que ela possui, os chamados bens tangíveis. A reputação perdida da Arthur Andersen, por exemplo, estava entre os bens intangíveis, aqueles que não podemos tocar com as mãos, mas são reais e podem valer muito.

Para os contabilistas, o cálculo do patrimônio de uma empresa é a soma de seus bens tangíveis, de seus direitos (o que ela recebe) e de suas obrigações (o que ela deve pagar).  “Chamamos essas obrigações de ‘passivos’ e chamamos de ‘ativos’ a soma dos bens e dos direitos”, explica o contabilista Marcos Alves Cruz, da AMR Assessoria Contábil. Se você quiser saber qual é o patrimônio atual de uma empresa é só subtrair os passivos dos ativos e  obterá o patrimônio líquido, ensina Cruz.

No fim do século XIX, porém, os europeus perceberam que havia outros tipos de patrimônios que, embora não pudessem entrar nos livros contábeis, eram muito importantes e precisavam ser preservados. Surgia o conceito de patrimônio histórico. “Naquela época, as cidades européias viam muitos prédios serem demolidos para dar lugar a novas construções e com isso a memória e a própria identidade dos povos estavam sendo perdidas”,conta a historiadora Sílvia Helena Zanirato da Universidade Estadual de Maringá (PR). A partir daí, os estados tomaram para si a responsabilidade de cuidar desses patrimônios que eram, basicamente, obras de arte e prédios ligados a importantes momentos históricos.
 
Com o passar do tempo, segundo a historiadora, o conceito de patrimônio foi ampliado. Já no século XX, especialistas observaram que os templos budistas japoneses tinham de ser constantemente reconstruídos após terremotos. Eles então perceberam que, mais importante do que preservar o edifício em si, era manter a técnica milenar de sua construção que passava oralmente de pai para filho e que não estava escrita em lugar algum. A partir daí, começou a se falar em patrimônio intangível. Mas foi só no começo deste século, em 2003, que foi criada a Convenção Internacional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, assinada pelo Brasil em 2005. Através dela, o País já salvou informações importantes de sua cultura, como o modo de preparo do acarajé de Salvador (BA), uma arte corporal indígena e o samba de roda do Recôncavo Baiano, por exemplo.

Foi também no Brasil que uma idéia ambiciosa conseguiu colocar num museu um patrimônio tão importante quanto imaterial, a nossa língua. Fruto da imaginação de vários especialistas, o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz em São Paulo, já recebeu mais de um milhão de visitantes que entram em  contato, de maneira inusitada, com o português falado e escrito nas várias regiões do Brasil e do mundo. “Um de nossos maiores objetivos é resgatar o orgulho de ser brasileiro”, explica Lucia Basto, gerente de Patrimônio e Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho, uma das instituições que apoiaram o projeto. Fazendo a ponte entre a iniciativa privada, o Estado e a sociedade civil, a Fundação coordenou projetos de preservação de ícones nacionais, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Museu do Futebol no Pacaembu em São Paulo e a Casa da Cultura da histórica Parati, no litoral sul fluminense.

O conceito de patrimônio, porém, não parou no campo imaterial e continuou sendo ampliado. A partir da década 70, a humanidade começou a perceber mais o quanto ela estava destruindo a própria casa. A preocupação com a degradação ambiental deu origem ao chamado patrimônio natural. Regiões como a Serra do Mar foram tombadas com o intuito de impedir o seu desaparecimento.

Exemplos como esses provam que patrimônio pode ser muito mais do que bens, direitos e obrigações. Seja uma fórmula ou técnica de produção, como no caso da Coca-Cola; a imagem que uma empresa tem para o mundo, como o triste exemplo da Arthur Andersen; um santuário ecológico, como Fernando de Noronha; uma construção que sirva como cédula de identidade de um lugar, como o Cristo Redentor carioca e até o apimentado acarajé baiano que, preparado do modo tradicional, também conta a nossa história e nos ajuda a lembrar quem somos.

Continue preservando o seu patrimônio:
Fundação Roberto Marinhowww.frm.org.br

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - www.ibama.gov.br

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - www.portal.iphan.gov.br

Museu da Língua Portuguesa -www.museudalinguaportuguesa.org.br

Revista Patrimônio - www.revista.iphan.gov.br



direitos resevados à Fundação Roberto Marinho
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05/05/2008
Como está o Brasil sem a CPMF? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=41 Fabio Reynol
O fim do imposto provisório desperta discussões sobre mudanças nas operações financeiras

No início da década de 1990, crescia no Brasil a idéia do “imposto único” criada durante a campanha presidencial de 1989 e que serviu de bandeira para muitos candidatos à presidência da República.
Essa nova contribuição incidiria sobre  as movimentações bancárias e tomaria o lugar de todos os outros impostos.
Em 1993, o governo Itamar Franco resolveu colocar a idéia em prática, ou pelo menos parte dela, pois os demais impostos foram mantidos. Nascia o IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) com a finalidade de cobrir os gastos federais com a saúde. Tal tributo  durou até o fim de 1994 e foi ressuscitado em 1996, já no governo Fernando Henrique Cardoso com o nome que conhecemos hoje, CPMF - a palavra “imposto” foi trocada por “contribuição”.

Desde então os brasileiros passaram a conviver com o novo imposto. E quando todos já o considerava permanente, uma surpresa aconteceu no fim do ano passado. Contra todas as expectativas, o Congresso não aprovou a prorrogação da CPMF até 2011, que acabou sendo suspensa. Mas segundo o contabilista Marcos Alves Cruz, da AMR Assessoria Contábil, “o governo teve que compensar a arrecadação perdida com outras medidas”. Sem a CPMF, que representava 8% do total arrecadado pela Fazenda, a solução encontrada foi aumentar a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Sobre o Lucro Líquido) do setor financeiro. O IOF subiu 0,38 ponto percentual e uma das conseqüências disso foi ter deixado os financiamentos mais  altos. “Vão ficar mais caras as novas prestações dos carros, por exemplo, e quanto maior o prazo do financiamento, mais o consumidor pagará de IOF,” alerta Cruz.

O contabilista chama a atenção para futuras medidas que o governo ainda pode tomar. Além da diminuição na arrecadação, o fim da CPMF representou também a perda de uma poderosa ferramenta de fiscalização da Receita Federal. “Através da CPMF arrecadada, o governo sabia quanto havia na conta de cada um e se o valor era compatível com a renda declarada,” explica Cruz, “sem ela, já se comenta a possibilidade de os bancos serem obrigados a informar movimentações acima de cinco mil reais”, analisa. O setor bancário já reclama do grande volume de trabalho e de informações que a medida geraria.

O cancelamento da CPMF afeta também as empresas exportadoras porque o IOF começou a atingir operações cambiais (como trocas de dólares por reais e vice-versa), que eram isentas do tributo, segundo explica o economista Francisco Américo Cassano, da Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo. Para ele, isso pode causar impactos diretos na nossa balança comercial (diferença entre exportações e importações). “O IOF agora está elevando os custos de quem exporta”, completa Cassano.
O economista também prevê diminuição da capacidade brasileira de atrair investimentos externos, pois quando uma empresa estrangeira vai escolher o País onde abrirá uma nova filial, ela leva em conta todos os custos que, no Brasil, ficaram menos atraentes.

E a CPMF vai voltar? “É provável, mas não tão cedo”, acredita Cassano, Mesmo se ela voltar, não haverá garantia de que o IOF baixará ao patamar anterior. Basta lembrar que, mesmo sem a CPMF, o governo arrecadou 20% a mais em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2007. Uma grande arrecadação de impostos é uma tentação para qualquer governo, mas é o caminho inverso do crescimento econômico, segundo Cassano, para quem a redução de tributos é que irá propulsionar a atividade econômica. O importante é ficar atento e se preparar para o que vier.

Para saber mais sobre esse assunto, acesse:
Portal Tributário
http://www.portaltributario.com.br

Banco Central do Brasil
https://www3.bcb.gov.br



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28/04/2008
O 5S pode fazer muito pela sua empresa e até pela sua vida http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=40 Fabio Reynol
Ferramenta japonesa adotada por empresas, escolas e lares tem trazido resultados positivos para muita gente

Numa manhã de sábado, um caminhão estacionou na frente da sede da TV Liberal de Parauapebas (PA), cidade a 700 km ao sul de Belém. Ao contrário dos outros fins de semana, aquele dia seria de expediente para todos os funcionários. O caminhão esperava por toneladas de material desnecessário vindo de cada setor da empresa. A “operação limpeza” aconteceu em 2006 e mudou a postura e o ambiente de trabalho da emissora paraense. O evento foi a primeira atividade prática do sistema 5S, uma criação japonesa que tem auxiliado empresas, escolas e até casas a se organizarem e a funcionarem com eficiência.

Na tradução para o português, os cinco “esses” japoneses viraram cinco “sensos”: utilização (seiri), ordenação (seiton), limpeza (seisou), saúde e segurança (seiketsu) e, por fim, autodisciplina (shitsuke).
O senso de utilização manda separar o material útil ao trabalho do inútil, e nos livrar deste último. É o que fizeram os empregados da TV Liberal naquela manhã de sábado. O material descartado não é necessariamente lixo, são equipamentos e utensílios que podem ser doados e aproveitados por outras pessoas. O que não puder ser reaproveitado deve ser encaminhado para a reciclagem. “Esse senso deve incluir também o lixo eletrônico”, explica Nelson Alves, consultor do setor de qualidade há 13 anos. “E-mails, documentos e pastas que não usamos devem ser apagados do computador”, ensina.

O senso de organização manda classificar e identificar o material que ficou. Isso significa etiquetar o que for preciso e organizar adequadamente os arquivos de seu computador, por exemplo. A terceira etapa, a da limpeza, é simples e objetiva: mantenha seu local de trabalho sempre limpo. Uma vassourada no escritório e uma passada de flanela na mesa não fazem mal a ninguém e ainda mantém o ambiente agradável.
O senso de saúde e segurança nada mais é do que a adoção de atitudes seguras e saudáveis. Parece óbvio? Lembra de quando você sobe na cadeira giratória para alcançar prateleiras altas em vez de pegar uma escada? Nada mais inseguro e incorreto. Esse quarto senso também faz você se recordar de cuidar da saúde. Um alongamento após usar muito o teclado e o mouse, a utilização de mobiliário correto e a ginástica laboral* podem evitar problemas sérios de saúde.

Se você cumpriu todas as etapas anteriores chegou a hora de passar para a última, o senso da autodisciplina, em outras palavras, continuar praticando os quatro primeiros passos. “Parece fácil, mas é um dos pontos mais difíceis do 5S, a empresa tem que reforçar periodicamente a filosofia para que ninguém a esqueça”, explica Alves. Segundo o consultor, o 5S é uma ferramenta que pode ser usada como base para outros tipos de treinamentos, porque ela é fácil de implantar e traz retornos imediatos. Isso é confirmado por Wagner Santos, coordenador de jornalismo da TV Liberal de Parauapebas. “Antes do 5S, nós comprávamos cerca de 20 lâmpadas de alta potência para as filmagens, era o quanto se queimava por mês. Depois que etiquetamos as caixas com a voltagem de cada uma, paramos de perder lâmpadas à toa. Hoje, compramos a mesma quantidade a cada seis meses”, conta ele, ressaltando que as lâmpadas são bem mais caras que as similares domésticas.

Também era comum na emissora a perda de fitas com reportagens. Isso acontecia porque o cinegrafista assinalava a fita de maneira vaga, às vezes só com uma palavra. Assim, muito material simplesmente não era encontrado na hora de ir para o ar. Após o 5S, cada fita recebe uma etiqueta com data e horário da gravação e os nomes do repórter e do cinegrafista, além do título da pauta (assunto). “Nunca mais perdemos fitas”, comemora Santos. Os efeitos foram tão positivos que os novos empregados tomam contato com a prática do 5S já no primeiro dia de trabalho. “Sempre há os mais resistentes às mudanças”, diz o diretor da emissora, Jorge Vieira, “Mas com o tempo a maioria acaba reconhecendo os ganhos e acabam assumindo a filosofia”, afirma.

Essa importante contribuição da cultura japonesa não se restringe ao mundo empresarial. “Há escolas que adotam cedo o 5S”, conta Alves, “além de melhorar o ambiente escolar, o 5S aprendido vai ajudar a criança por toda a sua vida pessoal e profissional”, acredita.
Mesmo se a escola não adotar o 5S, as crianças podem aprendê-lo em casa se os pais o colocarem em prática. Pais que sempre descartam adequadamente coisas que não utilizam mais, que organizam bem a casa e a mantém limpa, que se mostram atentos à segurança e repetem esses hábitos constantemente, passam aos filhos todos os sensos do 5S. Essas crianças vão começar a fazer o mesmo com seus brinquedos, depois com seu material escolar, com suas roupas e, sem perceber, vão acabar incorporando uma filosofia para uma vida mais saudável e eficiente.

* Ginástica laboral é a atividade física orientada, praticada durante o expediente, visando benefícios pessoais no trabalho. Tem o objetivo de minimizar os impactos negativos que decorrem do sedentarismo na vida e na saúde do trabalhador.
No livro Secretariado e Assessoria (módulo 3 – capítulo 11, Qualidade de Vida no Trabalho), você encontra várias dicas de como cuidar de si e alguns exercícios de alongamento que pode fazer em seu local de trabalho.

Para saber mais sobre este assunto, acesse:
http://www.5s.com.br

Em tempo: no dia 18 de junho comemora-se o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, com shows, palestras, comidas típicas, workshops e exposições.
Vale a pena conhecer além do 5S, pois esta cultura tem muito a oferecer!
Visite o site www.centenario2008.org.br

Ilustração: Helena Okada



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22/04/2008
Formação de orientadores de aprendizagem marca o início da implantação do Telecurso TEC na rede estadual de ensino http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=39 Fabio Reynol
Ambiente Virtual e protagonismo do aluno são novidades que geram expectativas para professores

Muito entusiasmo, ansiedade e algumas dúvidas marcaram a formação dos 1250 orientadores do módulo semi-presencial do Telecurso TEC. São eles que desde 07 de abril são responsáveis pela orientação de 50 mil alunos da rede estadual de ensino que participam do primeiro curso de Gestão de Pequenas Empresas. “Fomos desafiados por esse projeto, pois tudo é novo e a expectativa de todos é bem grande”, diz a professora Rosângela Cafasso, justificando a própria ansiedade. Ela leciona Matemática e Física na Escola Estadual Professor Mário Bombassei Filho, em Guarulhos, e agora é uma das orientadoras de aprendizagem do Telecurso TEC.
Como Rosângela, cada orientador recebeu uma formação presencial intensiva de dois dias, ministrada pelos coordenadores de orientadores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza no período de 29 de março a 12 de abril em São Paulo.

Uma das novidades para os orientadores é o chamado Ambiente Virtual, - um ambiente de aprendizagem na internet, especialmente desenvolvido para o projeto, permitindo que coordenadores e orientadores interajam entre si e monitorem o andamento do curso. No Ambiente Virtual serão registrados todos os encontros com os alunos, as listas de atividades, fóruns de discussões e até um sistema de correio eletrônico, tudo para acompanhar passo a passo o desenvolvimento dos protagonistas do projeto. “É natural que existam muitas dúvidas neste início”, afirma Éder José Almeida da Silva, um dos coordenadores de orientadores. “Por isso nós vamos ter que acompanhar de perto e, se necessário, até fazer reuniões presenciais com os orientadores para dar lhes dar mais segurança no começo do curso”, aconselha.

Entretanto, o maior desafio dos orientadores talvez não esteja no mundo virtual, mas na sala de aula. “O papel de orientador é uma revolução, pois se contrapõe ao papel do professor tradicional”, opina o professor de Física e Química Adilson Araújo, um dos orientadores formados. “Como professor, eu levaria um texto para a sala de aula, por exemplo, como orientador eu vou ajudar o aluno a procurar esse texto e esse conhecimento”, exemplifica Araújo.

O chamado “protagonismo do aluno” adotado pelo Telecurso TEC coloca o estudante como autor do próprio conhecimento. O orientador é um facilitador desse processo, ele vai indicar o caminho e acompanhar a sua evolução. Por causa disso, o orientador não precisa ter domínio completo da matéria, o que causa certa apreensão em alguns. “Não entendo nada de gestão e quero saber como vai ser o primeiro encontro”, confessa ansiosa a professora de Língua Portuguesa Sílvia Roberta de Campos, da Escola Pedro Malozze de Mogi das Cruzes. “Aprenderemos juntos”, responde a coordenadora Lúcia Helena Campolim Rodrigues; ressaltando que orientador e aluno se motivarão mutuamente num processo que será de aprendizado para ambos.

Esse otimismo é partilhado pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. “Tenho visto os professores da rede pública e os do Centro Paula Souza extremamente entusiasmados com esse projeto”, anima-se a professora Huguette Theodoro da Silva, assessora técnica da Secretaria de Educação e responsável pela coordenação do projeto na rede pública de ensino.

Para selecionar as escolas participantes, a Secretaria se baseou em uma pesquisa da Fundação SEAD (Sistema Estadual de Análise de Dados) que apontou os locais de maior vulnerabilidade social e juvenil. Com isso, Huguette espera que o projeto abra novos horizontes para esses jovens que, ao se tornarem gestores, também vão beneficiar as suas próprias famílias. Otimista, a professora considera essa primeira etapa do Telecurso TEC na modalidade semi-presencial “o pontapé inicial” de projetos ainda maiores e mais abrangentes, e acredita ainda que ele será um incentivador de novas parcerias.

O Telecurso TEC reúne três parceiros de peso. A Fundação Roberto Marinho elaborou o material didático e a metodologia de ensino, administra o Ambiente Virtual e produziu os programas de TV. O Centro Paula Souza de Educação Tecnológica é responsável pela avaliação e certificação dos participantes e disponibilizou profissionais de seu quadro docente para coordenar o trabalho dos orientadores. Por fim, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo abriu as portas das escolas para o projeto, selecionou alunos e mobilizou professores para participarem dessa “empreitada educacional” que fará a diferença na vida de cerca de 50 mil jovens da região da Grande São Paulo.

Se levarmos em conta o entusiasmo de todos, o projeto já é um sucesso e deve ser o embrião de desafios ainda maiores.

Foto: Fundação Roberto Marinho

 



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14/04/2008
Empresas aumentam o uso de software livre para reduzir custos http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=38 Flávia Gouveia
Apesar de envolver custos indiretos, a solução pode ser vantajosa

Obter de graça e de forma lícita uma ferramenta que se costumava comprar no mercado, muitas vezes a preços elevados, e ainda poder alterar algumas funções de acordo com necessidades específicas parece uma idéia bastante interessante. Essa é a promessa do software livre, que se popularizou na figura do simpático pingüim-propaganda do sistema operacional Linux, um dos mais proeminentes exemplos de desenvolvimento com código aberto.

De fato, nos últimos anos, muitas empresas migraram, ao menos parcialmente, para o software livre, que segundo a Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que mais de 16% dos servidores instalados nas empresas nacionais operavam com o Linux em 2007, e esse percentual cresce a cada ano. Estaríamos diante de uma tendência de redução de preços ou mesmo de desaparecimento dos softwares vendidos e de código fechado, chamados proprietários?

“Infelizmente não é um raciocínio simples assim”, diz o físico especialista em Tecnologia da Informação (TI) Omar Alves Ferreira. “As empresas têm adotado mais softwares livres hoje do que no passado, mas não devem trocar todos os seus programas pelos livres, até porque há softwares mais complexos que sequer possuem equivalentes abertos”. Para Ferreira, o usuário final acostumado com os consagrados softwares proprietários ainda resiste a aprender a utilizar uma nova ferramenta. Isso explica a pirataria como alternativa à compra de softwares, apesar do risco de se cometer um crime e da multa correspondente, que pode chegar a  3 mil vezes o valor do programa.

Segundo Roberto Carlos Mayer, presidente da Assespro-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática), embora tenha aumentado o uso de softwares livres pelas empresas, sobretudo as de menor porte, em que a redução de custos pode ser muito significativa, não haveria uma tendência de crescimento desse mercado. “Há de se considerar não apenas os gastos mensuráveis indiretos, maiores com o software livre do que com o proprietário, como o aumento de despesas com suporte técnico, mais os custos não-mensuráveis de adaptação do usuário”, argumenta o presidente da Assespro. Ele também chama a atenção para o baixo dinamismo tecnológico das soluções livres, em que o trabalho geralmente é voluntário e as inovações, apenas incrementais.

Para tornar o software livre uma alternativa promissora, Ferreira cita alguns parâmetros importantes: disponibilizar ao usuário um bom sistema de suporte e atualização e uma ampla oferta de softwares e máquinas preparadas. E, atualmente, as fornecedoras tradicionais de tecnologia já garantem essas condições.

Os quatro tipos de liberdade para os usuários do software definidas pela Free Software Foundation
• Executar o programa para qualquer propósito (liberdade nº 0).
• Estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1).
• Redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2).
• Aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). 

Para complementar a sua leitura, visite os sites:
Assespro - http://www.assespro-sp.org.br
Linux - http://br-linux.org
Wikipédia – A Enciclopédia Livre: http://pt.wikipedia.org



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06/04/2008
Os cuidados na hora de escolher o seu computador http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=37 Fabio Reynol
Qualidade do equipamento, configuração, assistência técnica e, é claro, o preço devem ser levados em conta na hora de comprar o seu computador

Crédito: Ednei 
Marx
Computadores estão se tornando equipamentos cada vez mais comuns em muitas casas
Eles ajudam muito no trabalho, no estudo, no lazer e agora estão bem acessíveis. Os computadores, que há cinco anos eram artigos de luxo para a maioria dos brasileiros, estão se tornando equipamentos comuns dentro de muitas casas. Isso está acontecendo graças ao barateamento da tecnologia e à redução de impostos, com a tentativa do governo de democratizar a informática.
Porém, comprar computador é bem diferente de adquirir uma TV ou uma geladeira. Os vários componentes internos, os programas instalados e até as maneiras de comprar acabam confundindo o consumidor. Portátil (notebook) ou de mesa (desktop)? Monitor LCD (tela fina) ou CRT (tradicional)?
Qual é o micro ideal para o que você precisa? Os especialistas que ouvimos vão ajudar você a escolher e a comprar.

A primeira pergunta que devemos fazer é “para quê eu vou usar o computador?”
A partir da resposta é que vamos escolher o micro mais adequado para a nossa necessidade. “Se você precisa do computador para estudar, ele terá que navegar na internet e editar textos, basicamente”, explica o coordenador de projetos em tecnologia da informação, Marcelo Rocha. Para essa finalidade o especialista sugere:

  • um disco rígido (HD – que armazena os dados) de 60Gb (gigabytes);
  • memória RAM (que garante a velocidade das operações) de 1Gb,
  • processador (coração da máquina) da linha Celeron;
  • uma placa de rede ou modem (para proporcionar a navegação internet). O modem vai conectar você à internet pelo telefone (forma discada) e a placa de rede é necessária para os serviços pagos de internet banda larga; neste caso é preciso ver se o seu bairro conta com esse serviço e se vale a pena o investimento.

Outra escolha importante e que acaba encarecendo o equipamento são os softwares embutidos, ou seja, os programas de computador que vêm com a máquina. “Quando você compra um micro numa loja, o preço desses programas já está incluído no valor do equipamento”, alerta Rocha. Uma saída mais econômica é procurar micros que trazem softwares gratuitos. “Não precisamos instalar versões piratas, hoje temos alternativas como o Ubuntu, que substitui muito bem o Windows, por exemplo, que é pago”. Até para os programas mais utilizados há versões gratuitas com os mesmos recursos das pagas, Rocha cita como exemplo o BR Office, que substitui o pacote MS Office incluindo os programas Word (textos), Excel (planilhas) e Power Point (apresentações).

Quer outra dica de economia? Não compre equipamentos supérfluos. “A maioria das pessoas usa muito pouco uma impressora para justificar a compra desse periférico, por exemplo” afirma Rocha. Atualmente gráficas rápidas fazem serviços de impressão que podem sair mais em conta do que manter uma impressora em casa.
O monitor também deve ser escolhido com cuidado. Comprar um monitor de raios catódicos (CRT) pode representar uma redução de cerca de R$200,00 em relação às telas finas de cristal líquido (LCD). O profissional só atenta para o fato de que os monitores de LCD são menos prejudiciais à saúde, uma vez que não emitem a radiação típica dos CRT, prejudiciais aos olhos após longos períodos de trabalho.

Notebooks
Ficou tentado pelo preço de um microcomputador portátil? Não feche negócio antes de examinar de perto o produto, é o que recomenda o consultor em informática Rodrigo Gonçalves. “Já vi portáteis com preços bem convidativos, na faixa de R$1.200,00, mas são tão enxutos que não teriam uma vida útil muito longa”, alerta o especialista. Um disco rígido pequeno de 40Gb, por exemplo, ficaria saturado em pouco tempo e não conseguiria receber novos programas e uma memória RAM encolhida de 256 Mb não permitiria o desempenho adequado da máquina, que ficaria lenta. Por isso, não se iluda, desconfie de preços muito baixos. “A partir de R$2.500,00 os portáteis se aproximam muito da configuração dos equipamentos de mesa de mesmo preço, é o momento de pensar na possibilidade de comprar um notebook”, sugere.

Gonçalves também atenta para um detalhe importante, o local de compra. “Escolha uma loja idônea e veja se existe uma rede de assistência técnica local”, aconselha. O especialista admite que os micros de grife (dos grandes fabricantes) levam vantagem nesse aspecto, pois possuem uma rede de atendimento maior e costumam ser mais confiáveis na hora de resolver os problemas. É importante que a loja tenha boas indicações e, mesmo assim, é aconselhável consultar um amigo que entenda de informática. Isso porque o computador é feito de vários componentes e geralmente as lojas anunciam somente a marca do processador. “Se as outras partes como o HD e a placa mãe, por exemplo, forem de segunda linha, a possibilidade de problemas futuros aumenta”, revela o expert no assunto.

No mais, os profissionais ouvidos dão um conselho válido a qualquer outro tipo de compra: pesquise preços antes de comprar. Fazer no mínimo três orçamentos antes de fechar negócio pode trazer uma enorme vantagem sobre aquele consumidor que compra o produto na primeira loja em que entra.

Dicas:
O capítulo 13 do livro Secretariado e Assessoria (Módulo 2) – Editor de Textos – traz ótimas dicas de como escrever textos pelo computador, salvar, imprimir, editar etc.

Para saber mais como comprar, baixar aplicativos e conhecer softwares, visite os sites:
Acessa.com- http://www.acessa.com/informatica/arquivo/dicas/2003/01/02-comprar_pc

BR Office (e outros) - http://baixaki.ig.com.br/categorias/aplicativos.htm

Infowester - http://www.infowester.com/dicascomprapc.php

Ubuntu - www.ubuntu-br.org

Windows - http://www.microsoft.com/brasil/windows

Ilustração: Ednei Marx

 



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31/03/2008
Telecurso TEC forma a primeira turma de coordenadores http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=36 Fabio Reynol
Curso que começa em abril deve atingir 50 mil alunos da rede pública de São Paulo


Crédito: Fundação Roberto Marinho
“Agora vocês irão até o pátio observar o ambiente, ouvir os barulhos, observar as construções e tudo o que está no entorno desta escola”, disse o professor à sala de aula. Nos bancos escolares não havia crianças nem adolescentes, mas 30 educadores com vários anos de experiência e todos habilitados para serem coordenadores de ensino. A atividade fez parte do curso de formação da primeira turma de coordenadores do módulo semi-presencial do Telecurso TEC -, uma parceira entre a Fundação Roberto Marinho, o Centro de Educação Tecnológica Paula Souza e o Governo do Estado de São Paulo. “É importante que eles se coloquem no lugar do aluno para que consigam pôr em prática a filosofia de ensino”, explica o “professor” da turma, o Gerente Geral de Teleducação da Fundação Roberto Marinho, Nelson Santonieri.

Selecionados do quadro docente do Centro Paula Souza, os participantes tiveram um curso presencial intensivo entre os dias 3 e 14 de março na ETEC Martin Luther King, no bairro do Tatuapé, na capital paulista. Eles ainda realizaram atividades no Ambiente Virtual do Telecurso TEC, na escola e a distância, a fim de vivenciarem seus papéis como coordenadores e ainda saberem como é ser orientador e também aluno. Todos foram convidados a criar seu próprio blog, a participar de fóruns temáticos e bate-papos a fim de trocarem idéias e experiências.

Cada coordenador formado será agora responsável pela preparação e acompanhamento de pelo menos 30 orientadores de aprendizagem que vão orientar os alunos em sala de aula. O primeiro curso, que começa em abril e terá duração de 1 ano e meio, será de Gestão de Pequenas Empresas devendo atingir cerca de 50 mil alunos da rede pública de ensino médio do estado de São Paulo. “Para receber o projeto, a Secretaria de Ensino do Estado de São Paulo selecionou escolas com maior vulnerabilidade social”, explica o coordenador de mediação pedagógica, Luciano Gamez.

O maior desafio na preparação dos formadores, de acordo com Santonieri, é passar a filosofia do ensino centrado no aluno que se contrapõe ao ensino tradicional em que o professor era o personagem central. “Queremos que o aluno seja o principal ator do processo de aprendizagem”, pois “é o que chamamos de protagonismo do aluno”, completa. Já para a bióloga Lúcia Helena Campolim Rodrigues, participante da formação de coordenadores e professora da ETEC Rubens de Faria e Souza de Sorocaba (SP), a maior dificuldade estará nas novas ferramentas de trabalho. “O Centro Paula Souza já trabalha há algum tempo desenvolvendo a educação centrada no aluno, mas o acompanhamento dos trabalhos através do computador é novo para nós”, revela a educadora. Mesmo assim, ela se diz esperançosa quanto ao sucesso do curso, “o material didático é muito bonito e sedutor e o curso estimula o aluno a ser um interventor na sociedade”, opina.

Outro participante do curso de coordenadores, o tecnólogo Eder José Almeida da Silva, professor da ETEC Coronel Rafael Brandão de Barretos (SP), diz estar tranqüilo diante das novidades e desafios que o novo projeto impõe. “O importante é que seremos sempre acompanhados de perto pela coordenação do projeto, o que nos traz segurança, além de que o trabalho também prevê um processo de formação contínua de todos os educadores”, diz o professor.
Para a professora responsável por projetos do Centro Paula Souza de Educação a Distância (CPSEAD), Julia Falivene Alves, o Telecurso TEC fará muito mais do que dar ferramentas para o aluno atuar na sociedade, “ele também vai elevar a auto-estima desses jovens”.

O Telecurso TEC também oferece a modalidade aberta para quaisquer interessados que quiserem adquirir os livros, assistir as aulas pela televisão e realizar provas presenciais para obter o certificado de conclusão. Além de Gestão de Pequenas Empresas, há os cursos de Administração, e Secretariado e Assessoria.
Logo estará disponível a modalidade on-line, na qual um tutor acompanhará os alunos pela internet.

Para saber quais os horários e canais em que o Telecurso TEC é transmitido, e onde adquirir os livros, acesse o link Fique por Dentro.



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24/03/2008
Precisa montar um curso? Chame o designer instrucional http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=35 Fabio Reynol
O profissional tem que ter conhecimentos em pedagogia, psicologia, comunicação, novas tecnologias e gerenciamento de projetos

Foi-se o tempo em que giz e quadro negro eram as únicas ferramentas à disposição do educador. Atualmente, para se fazer um curso, seja de idioma, de artesanato, profissionalizante ou mesmo uma faculdade, muitos alunos nem chegam a ver uma lousa, às vezes sequer olham o seu professor ou instrutor face a face. As tecnologias de comunicação como a internet, o computador, o DVD, o rádio, a televisão e até o nosso velho conhecido livro formam hoje um verdadeiro arsenal a serviço da educação que revolucionou o aprendizado. Elas reduziram a distância entre o aluno e o conhecimento, mas também tornaram o trabalho de quem educa muito mais complexo.

Conhecimentos em psicologia e pedagogia, domínio de tecnologias da comunicação e sólidas noções de gerenciamento são quesitos importantíssimos para o profissional que atua nas modernas instituições que lidam com educação. Para formar esse profissional multidisciplinar surgiu há menos de um século uma área do conhecimento batizada de design instrucional. Quem conta essa história é a pedagoga Andrea Cristina Filatro, professora do curso de pós-graduação em Design Instrucional da Universidade Federal de Juiz de Fora. “Tudo começou durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo dos Estados Unidos se deparou com um problema: havia um grande número de pessoas que deveriam ser treinadas num tempo muito curto,” conta Andrea. Para resolver essa questão foram aplicadas novas estratégias e novas tecnologias (como o cinema, por exemplo) que acabaram resultando em um aprendizado rápido e eficiente.

Com o passar do tempo, o trabalho de “projetar” um curso foi se aprimorando e incorporando as tecnologias mais recentes. Segundo Andréa, o design instrucional começou a se consolidar no Brasil após a década de 1980, especialmente na área de educação de adultos e nos cursos a distância, Hoje há no País cursos de especialização, de graduação e de pós-graduação em design instrucional.


Crédito: Fundação Roberto Marinho

Mas como exatamente trabalha o designer instrucional? “Primeiro é traçado um perfil (briefing) do aluno e do curso que se quer montar”, explica Luciano Gamez, designer responsável pelos cursos do Telecurso TEC. A partir daí, o profissional coordena a equipe que vai conceber o curso, esse grupo pode envolver desenhistas, fotógrafos, pedagogos, redatores, webdesigners entre outros. O designer instrucional é quem vai dar o tom da linguagem utilizada e adaptá-la a cada meio de comunicação, “Os textos da internet e dos livros, são diferentes”, exemplifica Gamez, “o importante é que a linguagem seja sempre compreensível e que ela crie um diálogo com o aluno,” conclui. Por fim, ele vai analisar o resultado e fazer as modificações necessárias no material ou mesmo na aplicação do curso.

O mercado de trabalho para o designer instrucional é grande e cresce a cada dia. “Desde um treinamento que uma empresa quer implantar até a criação de um programa de computador educacional são projetos nos quais o designer instrucional pode atuar”, ressalta Filatro. Para a pedagoga, a própria carência de qualidade do ensino formal brasileiro abre novos desafios que podem ser encarados pelos designers instrucionais. Seja para ensinar a distância por meio de tecnologias sofisticadas ou mesmo para aprimorar o ensino dado por giz e quadro negro, o designer gráfico será sempre bem-vindo e, de acordo com os entrevistados, a tendência é que a profissão continue gozando de uma valorização crescente.

Dica de leitura: Design Instrucional Contextualizado, de Andrea Filatro. Editora Senac São Paulo, 2004.



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17/03/2008
Realizar eventos é serviço para profissionais http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=33 Fabio Reynol
A criatividade brasileira tem conquistado o mercado internacional de eventos

O telefone toca. “Só um instante”, pede a entrevistada. Um minuto depois, a entrevista continua. Mais quinze minutos de conversa e o aparelho chama novamente. “Me perdoe, estou com um problema com um banner (faixa). Esse é o cotidiano do profissional de eventos,” desculpa-se Tânia Trevisan enquanto corre para atender a outra linha. Produtora de eventos, professora desse ramo na Universidade Anhembi Morumbi e entrevistada para esta matéria, Tânia dirige desde 1979 sua própria empresa situada na capital paulista, a Trevisan Publicidade e Eventos. Com seus concorrentes, ela participa de uma indústria que realiza por ano 90 mil eventos para cerca de mais de 100 pessoas em cada um deles só na região da Grande São Paulo.

O que tantas pessoas buscam em um evento? “Transformar mentes (num curso ou seminário), realizar sonhos (num casamento), tocar sentimentos (num espetáculo) ou até obter resultados financeiros (numa feira, por exemplo)”, responde Tânia demonstrando a amplitude e a diversidade desse mercado. Justamente por ser ampla e não ser oficialmente regulamentada, a produção de eventos sofre muitas vezes com a desvalorização e com a participação de aventureiros no setor. “Há um senso comum de que qualquer pessoa pode fazer um evento o que geralmente resulta em falta de qualidade ou até em decepção”, acredita a produtora.
Para que tudo saia direito, é preciso fazer uma boa preparação através de um briefing; ou seja, uma espécie de relatório –  (leia mais sobre este assunto no capítulo 8 do módulo 2 do curso de Secretariado e Assessoria do TelecursoTEC e veja as dicas dos profissionais no quadro ao fim desta matéria).

Quanto maior for o evento, mais preparo e infra-estrutura ele vai exigir do profissional que deverá ser um bom gestor, para administrar o orçamento definido sem ultrapassá-lo; um bom produtor, para que nada falte e um bom organizador, para que os imprevistos sejam contornados. Ele ainda deve contar com bons fornecedores e com uma eficiente equipe de apoio. Essa é a receita de Fabiano Freire, diretor de Marketing da Iconix Eventos, empresa localizada em Americana, no interior de São Paulo, especializada em utilizar artes cênicas nos eventos que produz. Assim como Tânia, Freire defende a profissionalização do ramo e argumenta com exemplos. “Imagine que a sua empresa precise montar um evento numa tenda. Você consegue alugar uma por um ótimo preço que ainda inclui o carpete. Na hora da montagem,  descobre que a tenda tem alguns furos e o carpete tem um forte cheiro de mofo. Isso é muito comum quando não se conta com uma assessoria profissional em eventos”, diz Freire.

O produtor profissional já tem uma carteira de fornecedores com qualidade comprovada, é atento aos detalhes e às diversas equipes que atuam no evento e deve estar sempre preparado para imprevistos. Um homenageado, por exemplo, poderá subir ao palco com a esposa e nessa hora, o produtor atento vai providenciar um buquê de flores que não estava no roteiro. “Se o profissional não acompanhar de perto, poderão surgir lacunas que vão comprometer o evento”, alerta o diretor de Marketing.

E mesmo com a concorrência amadora, a indústria brasileira de eventos tem crescido tanto que está conquistando clientes no exterior. Um exemplo ilustre é o Rock in Rio Lisboa que se tornou um evento prestigiado e tradicional em Portugal e é organizado pelo empresário brasileiro Roberto Medina. Tânia Trevisan acaba de ser contratada como consultora para a otimização do Castelo Ruspolli, um espaço de eventos a 80 km de Roma, Itália. A produtora ainda é chamada com freqüência para dar palestras em seminários sobre gestão de eventos, em Portugal. Há uma boa explicação para a preferência estrangeira pelos serviços verde-amarelos: “somos considerados muito criativos pelo mercado internacional”, afirma Tânia pouco antes de se despedir e sair correndo para resolver o problema do banner do evento que começaria naquele mesmo dia.

Para conhecer mais a fundo o mundo dos eventos, ou até mesmo filiar-se à Associação Brasileira de Empresas de Eventos, visite a página:
www.abeoc.org.br

Não faça de qualquer jeito
Por mais modesto que seja, todo evento deve ser levado a sério e ser bem planejado. Veja as dicas de quem é profissional no assunto:

1- Escolha um bom local e visite-o com antecedência
Nunca realize um evento sem conhecer pessoalmente o local onde ele  acontecerá. A chamada visita técnica é fundamental para checar detalhes que podem comprometer a qualidade de seu evento. “Você precisava fazer uma reunião com pessoas posicionadas em  círculo, mas a sala que você alugou no hotel tem cadeiras fixas, estilo auditório,” exemplifica Tânia Trevisan. Esse tipo de gafe é imperdoável e comum quando você não visita o local antes de escolhê-lo.

2- Trabalhe com bons fornecedores
Você pode contar com uma equipe ótima, mas se um de seus fornecedores der uma mancada será o seu nome que vai para o brejo, não o dele. Peça indicação, mas o ideal é realmente conhecer de perto o trabalho dos fornecedores antes de fechar contrato. O tapete mofado e a lona furada são bons exemplos de problemas citados por Fabiano Freire na notícia.

3- Prepare-se para imprevistos
O fator surpresa é velho conhecido de quem promove eventos. Por isso, um dinheiro extra deve fazer parte do orçamento a fim de cobrir os imprevistos. Lembra-se das flores da esposa do homenageado que a Tânia citou na notícia? Como você as providenciaria sem dinheiro?

4- Faça um orçamento detalhado e cuidado com a economia
Para não esquecer de nenhum detalhe, faça uma lista de checagem (check list) com todos os itens que precisam ser providenciados para o evento. Procure conhecer o motivo das grandes diferenças de preços entre os fornecedores, pois muitas vezes prevalece a regra: “o barato sai caro”. Na página da Trevisan Publicidade e Eventos, há um modelo de check list que pode ser bem útil. Vale conferir: http://www.trevisanpublicidade.com.br/artigo_check_list.html

5- Acompanhe de perto
Não pense que depois de iniciado o evento andará sozinho. “Já vi eventos que se perderam e ficaram chochos porque surgiram lacunas e ninguém apareceu para preenchê-las,” testemunha Fabiano Freire. O bom organizador está sempre à mão para orientar, solucionar problemas e averiguar de perto a qualidade de todo o serviço.

6- Sempre alerta!
O lema escoteiro é 100% válido no setor de eventos. É preciso ficar atento a tudo e resolver os problemas assim que eles aparecerem. Um exemplo: o computador usado pelo palestrante pára de funcionar. O organizador deve ser ágil o bastante para lidar com a situação  e desembaraçar o palestrante diante do público.



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10/03/2008
Os perigos e vantagens do comércio eletrônico http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=32 Fabio Reynol
O maior desafio é conquistar a confiança do cliente on-line

A jornalista Germana Barata fez todas as compras de natal sem sair de casa. Seus parentes e amigos ganharam livros, CDs e DVDs que ela encomendou pela internet. “Não dá para enfrentar as filas e os shoppings lotados no fim do ano”, justifica a moça que agora quer equipar seu carro com um som cujo preço ela já está pesquisando na rede. O próprio automóvel foi comprado recentemente por seu marido em um site de classificados.
Foi por meio da internet também que ela combinou com uma amiga que mora no Piauí e outra que vive na Suíça, de dar o presente de casamento para uma terceira amiga do Rio de Janeiro. O som estéreo escolhido pelas três foi, é claro, comprado on-line e enviado diretamente à noiva.

Germana faz parte de uma legião de consumidores que tem aumentado gradativamente suas compras eletrônicas ano após ano. O Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP) ainda não calculou o aumento desse tipo de comércio, mas notou crescimento expressivo das transações via “mouse” entre os seus associados. “Não contabilizamos o comércio eletrônico como um ramo, mas o enxergamos como uma ferramenta de negócios,” explica o assessor de relações institucionais do Sindilojas, Marcos Galindo. Segundo ele, cresceu muito o número de comerciantes que telefonam para o sindicato para tirar dúvidas sobre o assunto e por essa demanda a entidade percebe um forte aumento do comércio on-line.

Otimista, Galindo  acredita que assim como os lojistas, o consumidor está aos poucos se adaptando ao comércio eletrônico. “Na primeira vez que a minha mulher experimentou fazer uma compra de supermercado pela internet demorou quase três horas” exemplifica o assessor.  “Da segunda vez ela não demorou mais de 40 minutos e ainda admitiu que valeu a pena.”
Segundo ele, a venda pelo computador elimina custos importantes de operação para o lojista, mas aconselha aos que pretendem entrar no mundo virtual a se inteirarem sobre o assunto. “Não pode ser um jogo de erro e acerto; é preciso conhecer bem onde está pisando e estudar a legislação sobre comércio eletrônico,” finaliza.

Mesmo com o mercado virtual se expandindo, a resistência de alguns consumidores em comprar na rede tem sido um obstáculo para as lojas eletrônicas. A secretária Rejane Maria Aranha é um exemplo. Ávida consumidora em shopping centers, a moça não compra nada pela internet, nem mesmo por telefone. “Eu simplesmente não confio,” explica ela, “acho perigoso dar o número do meu cartão de crédito sem saber se o meu computador está realmente protegido,” completa. Além disso, Rejane se considera uma consumidora tradicional, que gosta de olhar para o produto e tocá-lo na hora da compra.

O gerente de vendas Marcelo Renato Zílio tem na ponta do lápis o quanto o comércio eletrônico representa em suas vendas, 35% do total, com aumento de 8% ao ano. Zílio dirige os negócios da AmericanWorld, uma rede de lojas de equipamentos e suprimentos para informática que está presente em oito cidades do Brasil e tem forte presença no interior de São Paulo: “Fomos para o e-commerce há cerca de três anos por pura exigência  do mercado ou então perderíamos espaço”. Para a AmericanWorld, a venda virtual trouxe desafios logísticos, como a necessidade de credenciar uma rede de assistência técnica autorizada no País. “Tivemos que fazer uma pesquisa local nas regiões em que iríamos atender para identificar empresas sólidas e confiáveis para dar assistência técnica aos nossos clientes”, lembra o gerente.

Para as entregas, a empresa conta com três transportadoras e não cobra frete para distâncias até  50 quilômetros das lojas. Com taxa zero de inadimplência no mercado on-line, o comerciante afirma que o maior desafio é vencer a barreira da desconfiança do cliente. Conquistar a confiança do cliente virtual ainda demanda tempo devido, segundo Zílio, a empresas de fachada que dão golpes pela internet. Porém, graças a comerciantes sérios e às vantagens de comprar barato sem enfrentar filas nem trânsito, o consumidor tem perdido o medo e está comprando cada vez mais através do mouse, monitor e teclado. Que o diga Germana.

Para saber mais a respeito do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo e do comércio eletrônico, visite os sites:
www.sindilojas-sp.com.br
www.e-commerce.org.br



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03/03/2008
Valorize-se aprendendo outros idiomas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=30 Fabio Reynoll
Quando não é exigido numa seleção, o idioma extra serve como critério de desempate

O ano de 2007 foi de reviravolta para o engenheiro mecatrônico Anderson Cantagalli, 27. Funcionário de uma multinacional, ele foi informado no meio do ano que a linha de produção na qual trabalhava seria desativada e todos os que nela atuavam seriam dispensados. Para a sua surpresa, no fim do ano, a empresa preferiu realocá-lo no setor de engenharia de produto. Sua competência e capacitação pesaram na decisão da companhia, mas um fator foi decisivo para que ele se mantivesse empregado: “se não fosse o inglês, eu já estaria fora”, admite o profissional.

Histórias como a de Anderson se repetem em vários outros lugares, pois saber outro idioma tem aberto portas nas carreiras de muitos profissionais. Há casos em que uma língua estrangeira conta mais do que a própria formação escolar do profissional.
Ao dar aulas em grandes empresas, a professora de inglês Rita de Cássia Corrêa Franco Cruz notou que cargos antes ocupados por profissionais de nível superior hoje são preenchidos por jovens com Ensino Fundamental e fluência em inglês. “Isso acontece, por exemplo, na área de tecnologia da informação, especialmente nos setores de suporte,” testemunha a professora.

Em algumas corporações, o domínio de determinadas línguas estrangeiras é uma exigência para boa parte do seu quadro de funcionários; como é o caso da multinacional alemã Bosch. “Precisamos de outros idiomas para contatar fornecedores, clientes e até para falar com a nossa matriz na Alemanha, ou seja, os idiomas são fundamentais para fazer nosso negócio rodar,” afirma o gerente de recursos humanos corporativo da Bosch, Fábio Amaral Machado. A empresa subsidia cursos para 450 empregados que têm aulas principalmente de inglês, alemão e espanhol, além de outras línguas como francês, japonês e mandarim. Este último teve um aumento de demanda por causa do desenvolvimento econômico da China.

Para disputar uma vaga numa multinacional como a Bosch, a língua estrangeira pode ser condição essencial dependendo do setor e, quando não é exigida, serve como critério de desempate entre candidatos. “Já tive alunos que trocaram empregos modestos por cargos em multinacionais graças ao inglês,” conta Rita Franco.

Mesmo para profissionais autônomos e empreendedores, o domínio de outras línguas amplia horizontes e oportunidades, pois dá acesso a um universo muito maior de informações. É o que experimentou a estudante Emi Koidi, fluente em inglês e espanhol e com noções de japonês e francês, ela usa esse conhecimento para coletar material disponibilizado gratuitamente na internet para sua tese de doutorado em psicologia.
O mesmo vale para o pequeno empreendedor que, aprendendo outra língua, terá acesso a profissionais e serviços estrangeiros, cursos, manuais e informações importantes sobre o seu ramo de atividade.

Há vagas para quem fala uma língua estrangeira

Você ainda não se convenceu da importância de estudar outros idiomas? Veja o que a ciência já comprovou sobre isso: aprender outra língua mantém a mente ativa, diminuindo os efeitos de doenças relacionadas ao cérebro como Parkinson e Alzheimer. Também ajuda a melhorar a comunicação em português, aumenta a auto-estima e ainda aprimora o desempenho escolar.

Estas duas últimas características foram conferidas pela professora de inglês Maria Estela Penteado Cardoso, mais conhecida como Teli. Ao se aposentar, em 2003, Teli criou a organização não-governamental English for All que promove aulas gratuitas de inglês para adolescentes das classes D e E da Grande São Paulo. Mais do que melhorar currículos, a English for All tem transformado a vida de muitos jovens que se sentiram mais valorizados e motivados depois de terem contato com outro idioma. Com 1050 alunos atualmente, a ONG-escola coleciona histórias de meninos e meninas que conquistaram seu espaço na sociedade.

Uma ex-aluna de Teli conseguiu o seu primeiro trabalho na rede de lanchonetes McDonald`s ao dizer que tinha noções de inglês. “O que você sabe falar em inglês?, perguntou o entrevistador. “Eu sei dizer, por exemplo, ‘Can I help you, sir?’ - (Posso ajudá-lo, senhor?). Pode acreditar, o idioma contribuiu para que ela conquistasse um lugar ao sol, e pode ajudar você também a conquistar o seu.

Para saber mais sobre o programa English for All, visite o site http://www.englishforall.org.br



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25/02/2008
Dinâmicas de grupo ajudam a contratar e a administrar equipes http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=28 Fabio Reynol
Não tente encontrar pegadinhas, participe e seja você mesmo

Você foi convidado a participar de um processo seletivo para uma vaga numa grande empresa, e após uma maratona de testes e entrevistas, está na reta final com mais nove candidatos.

Na última etapa da seleção, você é colocado com todos os concorrentes numa grande sala para uma tarefa e terá de realizar, com mais quatro pessoas, uma campanha publicitária para um produto da empresa. Você, que nem publicitário é, fica imaginando que o escolhido sairá da equipe vencedora como se estivesse participando do programa de TV “O Aprendiz”, em que candidatos a um cargo executivo competem entre si. Mas não é isso que vai acontecer.Na dinâmica de grupo não há resultados certos ou errados”, explica a gerente de recursos humanos da Fundação Roberto Marinho, Lucia Madeira Moraes, “é o comportamento dos candidatos que está sendo avaliado”.

Participar de jogos, simular situações e expor problemas diante de um grupo são atividades que fazem parte de uma estratégia muito utilizada no meio empresarial, a chamada dinâmica de grupo. Tais dinâmicas servem tanto para selecionar candidatos a uma vaga de trabalho, como para administrar conflitos internos entre os empregados e ajudar a coordenar uma equipe.

Entender como funciona um determinado grupo, e os membros que o compõem, é fundamental para o bom andamento do trabalho e para o bem-estar dentro da empresa; foi o que constatou a diretora de recursos humanos do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Luiza Correia Hruschka.

Por ser um órgão público, o tribunal seleciona seus funcionários somente por concurso, mas as dinâmicas de grupo estão presentes desde o começo da carreira, e os funcionários recém-chegados são estimulados a falar sobre suas expectativas positivas e negativas em relação ao novo trabalho diante de todo o grupo.

Ao expor possíveis problemas e dizer como lidariam com eles, as pessoas acabam se conhecendo e aparando arestas que causariam problemas no futuro. “Com o último concurso, tivemos 115 contratações e apenas três pessoas apresentaram de problemas de relacionamento”, orgulha-se Luiza ao atribuir esse resultado às dinâmicas de grupo.

Uma das razões para o sucesso é o fato das dinâmicas ajudarem as pessoas a se auto-descobrirem, como explica o psicólogo Geime Rozanski, diretor da Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos (SBDG): “Em qualquer circunstância você está inserido num grupo, por isso, a dinâmica permite observar como alguém, e como você mesmo, reage às situações encontradas no cotidiano”.  Por todas essas vantagens, é muito provável que as dinâmicas de grupo sejam freqüentes em sua vida profissional, seja para resolver relacionamentos internos ou integrando processos seletivos.

Para se sair bem numa dinâmica de grupo para seleção de pessoal não há regras, mas Lucia Madeira dá algumas dicas:

-Participe da dinâmica, parece incrível, mas muitos candidatos ficam como espectadores da atividade.

-Você está sendo avaliado pela sua maneira de agir. Não há pontos a marcar como numa competição. Por isso, aja naturalmente, sendo você mesmo.

-Não fique procurando pegadinhas, porque elas não existem. O que a empresa procura é um perfil adequado para as suas necessidades e é a sua atuação na atividade que mostrará se você tem ou não essas características.

 



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18/02/2008
Onde estará o filé da economia brasileira em 2008? http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=26 Fabio Reynol
Construção civil, turismo, petróleo e tecnologia da informação devem ter bom desempenho este ano

O que o show do The Police, a Bacia de Santos e a TV digital têm em comum? Eles podem indicar a você onde estarão as maiores oportunidades de emprego e de negócios em 2008! O último show da banda de Sting lotou os hotéis cariocas e mostrou que a vocação turística do Brasil deve crescer bastante este ano. A recém-descoberta de uma grande jazida de gás na Bacia de Santos, feita pela Petrobras, indica que novos braços e mentes serão necessários no setor. E o advento da TV digital no Brasil deve expandir ainda mais uma área que já está há algum tempo em franco crescimento, a da Tecnologia da Informação (TI).

Os especialistas consultados para essa reportagem foram unânimes, o mercado mundial deve crescer menos em 2008, devido às ameaças de crise econômica nos Estados Unidos, “mas não será o fim do mundo, ainda haverá crescimento,” aposta o editor de finanças da revista Dinheiro, Milton Gamez. O alto preço do barril de petróleo, por exemplo, somado às novas descobertas da Petrobras deve garantir grandes investimentos para o setor, mesmo que o preço internacional do óleo caia, acredita Gamez. O geólogo Saul Suslick, diretor do Centro de Estudos de Petróleo da Unicamp (Cepetro) ilustra a demanda por profissionais da área, “nossos alunos são contratados ainda durante o curso. O mercado está ávido por profissionais e não tem encontrado o suficiente,”revela o diretor.

Gamez também joga suas fichas no mercado de biocombustíveis. “A política energética brasileira e a nova opinião mundial ecológica têm valorizado os combustíveis de origem vegetal”, percebendo a área como uma boa geradora de postos de trabalho. Segundo ele, o mesmo deve acontecer no setor de turismo, que sofreu durante anos com a falta de investimentos, mas deve ter uma boa injeção de empreendimentos durante 2008. “Observamos muitos grupos estrangeiros investindo em hotéis no Brasil.


O cenário atual de juros baixos e a facilidade na obtenção de créditos torna a construção civil um grande ramo gerador de postos de trabalho e de oportunidades de negócios. É o que observa a economista Denise de Pasqual, responsável pela análise setorial da Tendências Consultoria Integrada. Segundo a Wikipedia, a análise setorial permite verificar e conhecer o contexto econômico em que uma empresa está atuando, identificando tendências que possam ter impacto nos negócios”. Avaliando esta conjuntura, a economista aposta também na indústria automobilística e na de bens duráveis: “Com juros menores e mais crédito disponível, ficou mais fácil comprar imóveis, automóveis e bens duráveis”.

A TV digital, que ainda será instalada em todo o país, deve abrir oportunidades na área de tecnologia da informação, beneficiada pela queda de preço dos equipamentos tecnológicos. Denise acredita que a difusão da TV digital e o aumento das comunicações com banda larga e da telefonia móvel impulsionarão o crescimento do setor de TI neste ano.

Mais algum campo promissor? Mineração, serviços privados de saúde e mercado de capitais são áreas que apresentaram um bom desempenho nos últimos anos e devem continuar assim em 2008, segundo os especialistas.

Porém, se você não atua nos setores listados aqui, não precisa mudar de emprego ou de negócio para sobreviver nos próximos onze meses. As previsões apenas apontam as áreas que mais prometem crescer. De qualquer maneira, é importante estar sempre atento às tendências do mercado para não perder boas oportunidades.

Para saber mais, visite os sites:

Biocombustíveis
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural  e Biocombustíveis
http://www.anp.gov.br

Pólo Nacional de Biocombustíveis  http://www.polobio.esalq.usp.br

TV digital
DTV
http://www.dtv.org.br

 

 



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11/02/2008
O combate à corrupção nas empresas http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=23 Fabio Reynol
Grandes companhias investem pesado em treinamento e em mecanismos de combate a fraudes

Se você acredita que a falta de ética  só existe nas câmaras e palácios do poder público, olhe melhor à sua volta. Propinas, superfaturamentos e uma infinidade de fraudes estão em todas as áreas da sociedade, no nosso dia-a-dia; e no mundo corporativo não é diferente. É fato que a corrupção também está presente nas empresas. O que elas têm feito para combatê-la? Pouco, segundo a ONG Transparência Brasil.

No estudo chamado “A Corrupção no Brasil – A Perspectiva do Setor Privado”, realizado em 2003, a Transparência Brasil sabatinou 78 empresas privadas sobre o assunto. Nos resultados, 56% delas disseram manter um mecanismo de investigação de denúncias e 78% das pesquisadas possuem códigos de ética. “Na aparência, isso é muito bonito, mas se perguntarmos quantos processos foram gerados e quantas punições resultaram, teremos um número ridículo”, afirma o diretor executivo da Transparência Brasil, jornalista Cláudio Abramo.

Outra característica da corrupção no setor privado é que ela dificilmente se torna visível ao público. Abramo conta que, para não manchar a própria imagem, as empresas não vão à justiça nem fazem boletim de ocorrência e todo o processo corre por debaixo do pano. Isso não quer dizer que a impunidade reine absoluta. A analista previdenciária Viviane Rato presenciou, por exemplo, alguns processos internos que resultaram na sumária demissão dos culpados.

Empregada de uma multinacional européia do ramo varejista, Viviane destaca o caso em que uma denúncia feita através do “Fale Conosco” (ferramenta de envio e recebimento de mensagens na Internet, comumente utilizada por organizações para atendimento ao seu público-alvo) da empresa desbancou um esquema de fraude. Um comprador da companhia foi acusado de receber propina para beneficiar um determinado fornecedor. A partir daquela denúncia foi feita uma cuidadosa investigação que durou dois meses. Por fim, o empregado desonesto foi descoberto e demitido.

Para o consultor Rubens Mazzali, economista da Fundação Getúlio Vargas de Curitiba (PR), o funcionário tem que ser extremamente cauteloso antes de fazer uma denúncia desse porte. “É fundamental que exista um canal na empresa sem qualquer identificação do denunciante e que se garanta o mais absoluto sigilo”, afirma Mazzali. Do contrário, o economista alerta que poderão vir represálias duras contra quem denunciou.

E é justamente em sistemas eficientes de apuração de denúncias que grandes corporações como Eaton, Vale do Rio Doce e 3M têm direcionado os seus investimentos. Os empregados da norte-americana 3M, por exemplo, assistem a palestras periódicas sobre o assunto e fazem uma revisão anual do código de ética da companhia via correio eletrônico. Todos são encorajados a denunciar aberta ou sigilosamente qualquer desvio ético e uma empresa terceirizada recebe as denúncias por telefone ou internet e as encaminha para investigação. Por que tanto investimento? “A 3M é conhecida mundialmente como uma empresa respeitadora das leis e da ética”, afirma o departamento jurídico da multinacional. Manter essa imagem exige uma estrutura sofisticada para uma corporação presente em 60 países, cada um com suas próprias leis nacionais e regionais.

Para uma empresa, cultivar uma postura moralmente positiva equivale a uma pessoa que conquista um atestado de bom caráter. Por isso, embora nem sempre apareçam nos jornais, fraudadores e corruptos têm cada vez menos espaço na iniciativa privada. Como no setor público, o dinheiro desviado no mundo privado deixa de gerar investimentos e desenvolvimento para o país e vai parar no bolso de um desonesto. As empresas estão acordando para isso e começam a limpar a própria casa.



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29/01/2008
Networking - parte 1 http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=21 Fabio Reynol
Os contatos que podem mudar a sua vida

Olhe bem para a sua agenda de contatos. Veja quantos nomes com as respectivas profissões, números de telefones e e-mails a compõem. Ela poderá dar a você uma grande oportunidade de negócios, uma recolocação de emprego, soluções mais rápidas para os seus problemas, fazendo toda a diferença para o sucesso de sua carreira! Quem prega isso é o palestrante norte-americano Thomas Reaoch, cuja voracidade em fazer novos contatos lhe rendeu o apelido de “Rei do Networking”.

Reaoch tem uma agenda com mais de 3.500 contatos que cresce a taxa de cinco novos nomes a cada evento de que ele participa. Mas ele não se contenta apenas com a possibilidade de encontrar toda essa gente. “Você também precisa ser lembrado e encontrado”, aconselha o especialista. Para isso, ele sugere o uso de um instrumento barato, prático e que poucos brasileiros costumam ter: o cartão de visitas. “Sou obrigado a andar sempre com lápis e papel, porque o Brasil ainda não aprendeu a andar com o cartão no bolso,” provoca Reaoch.

Apesar de o nome estrangeiro soar esquisito, networking significa  construir e manter uma rede profissional de relacionamentos. A produtora de televisão Rosana Shimura costuma alimentar seu networking enquanto trabalha. “Tenho meus colegas de trabalho 100% on-line,” diz ela, “assim trocamos idéias, indagações, favores, opiniões... Sem perceber estamos sendo ajudados e prestando ajuda.” Rosana usufrui daquilo que o pesquisador Tom Rath chama de “O Poder da Amizade”, título de seu livro lançado há pouco mais de um ano no Brasil. Rath analisou um banco de dados da Gallup Organization, na qual ele atua como coordenador de pesquisas, e descobriu que a amizade aumenta a produtividade. Segundo ele, quem tem um amigo no trabalho é mais produtivo, criativo e engajado nos projetos da empresa do que os trabalhadores solitários.

Rosana ainda reforça os seus laços de amizade longe do computador. Ela usa os happy hours (bate-papo em barzinhos logo após o expediente) para fazer novos contatos e aliviar o estresse do dia-a-dia. A produtora admite, assim, que o networking faz bem não só à carreira, mas também à saúde. Uma pesquisa australiana envolvendo 1500 pessoas verificou que a longevidade está ligada aos nossos relacionamentos sociais. Quanto mais atividade social, incluindo contato com filhos, parentes e amigos, mais velinhas vamos assoprar durante a vida.

Thomas Reaoch passa sua vida não só fazendo networking, mas também tentando convencer outros profissionais de como essa rede é importante. Ele dá uma série de dicas práticas com as quais você pode mudar sua postura e turbinar sua carreira com a teia de relacionamentos. Para começar, abasteça periodicamente a sua agenda de contatos e tenha em mente uma das máximas do rei do networking: “pessoas valem ouro”, seja para alavancar a nossa vida profissional, seja para ter um ombro amigo nas horas difíceis.



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21/01/2008
Networking - parte 2 http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=22 Fabio Reynol
Dicas para criar sua teia de relacionamentos

Dicas de Thomas Reaoch, diretor executivo da RC Invest Consultoria Empresarial, para construir o seu networking.

Faça o seu cartão de visitas
Esse investimento simples e barato será o propagador de sua imagem e a conexão que fará você ser encontrado. Estar desempregado não é desculpa para não ter um cartão. Mande fazer cartões com seu nome, sobrenome, profissão, e-mail e telefone para contato. Leve-os sempre com você, na carteira, e tenha à mão pelo menos dez. Se você for a um evento que terá cinqüenta participantes, não tenha dúvidas, leve cinqüenta cartões, mesmo que não consiga falar com todo mundo.

Comece com quem está à sua volta
Em uma pequena sala de aula há pessoas que, como você, trabalham, ocupam funções e têm uma vida social ativa. Elas conhecem outras pessoas e são informadas de oportunidades que podem interessar a você. Conheça o nome e o sobrenome de seus colegas, o que fazem e anote os seus respectivos contatos. Você poderá precisar deles no futuro, e eles de você.

Diga sempre o seu objetivo
Você é um administrador que quer trabalhar no ramo da hotelaria. Se você apenas distribuir cartões com seu nome e profissão, poucos se lembrarão de você ao saber de uma vaga num grande hotel, por exemplo. Mas se você divulgar também o seu objetivo será mais fácil atingi-lo.

Cultive os seus grupos sociais
Todo mundo participa de vários grupos sociais: a família, a turma do trabalho, o pessoal da escola, o grupinho da igreja, os amigos da academia e ainda os ex-colegas de segundo grau, da faculdade ou mesmo dos antigos empregos. Manter contato com eles ou mandar e-mails só para dizer que ainda está vivo e atuando em tal lugar é reforçar a sua rede de relacionamentos e fazê-los se lembrarem de você.

Engaje-se em um projeto social
Doar tempo e trabalho a uma causa social gera bons resultados na carreira. “Em muitas empresas, o trabalho voluntário já tem o mesmo peso da fluência em inglês na seleção de um candidato”, afirma Thomas Reaoch. Algumas corporações também atuam em projetos sociais, por isso participar deles acaba sendo uma vitrine para os voluntários. Não tem contra-indicações: você vai ajudar outras pessoas, vai aprimorar a sua imagem pessoal e ainda conhecer gente nova que também fará parte de seu networking.



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21/01/2008
Os problemas causados pelo mau uso da internet http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=20 Fábio Reynol
O bom senso no uso da internet é a principal maneira de se evitar problemas

Uma imagem pornográfica chegou à caixa de entrada de um funcionário de uma multinacional. Ele resolveu partilhar o e-mail com os demais colegas e o reencaminhou. Os que receberam continuaram a corrente espalhando a foto para ainda mais gente. Até que um erro de endereço fez a imagem chegar num computador de uma das unidades da empresa no exterior. O destinatário acidental relatou o recebimento ao departamento competente. A matriz emitiu uma ordem para que a filial brasileira tomasse as devidas providências. Resultado: 30 trabalhadores que participaram da corrente foram demitidos.

O caso acima ganhou destaque na imprensa brasileira da época porque foi um divisor de águas na influência da internet nas relações trabalhistas. Era maio de 2002 e a multinacional, a montadora General Motors. Depois desse episódio, pipocaram vários casos semelhantes em outras empresas. Antes disso, a maioria dos patrões deixava o uso da internet somente ao sabor da consciência de cada funcionário. Do outro lado, grande parte dos trabalhadores não imaginava que o uso inapropriado da rede mundial pudesse levar a uma punição tão severa como a demissão.

E hoje? Como usar a internet do trabalho sem causar problemas éticos, técnicos e de produtividade? A vantagem é que agora muitas companhias já deixam claro, na hora da contratação, o que o funcionário pode e não pode fazer nos computadores da empresa. “Antes de começar a trabalhar aqui, todo empregado assina um termo de compromisso e fica ciente da política da empresa para o uso da rede,” explica Armando Palermo, gerente de infra-estrutura de informática da 3M do Brasil.

Os problemas vindos do mau uso da internet não estão restritos ao campo da moral, como no caso de e-mails pornográficos. Ao utilizar a rede para assuntos extraprofissionais o trabalhador está ocupando uma faixa da banda de acesso da empresa e tirando espaço de quem a está usando para trabalho. Além disso, as horas gastas nos passeios virtuais são contabilizadas como prejuízos pelas corporações. Tomando o salário médio praticado na 3M, Palermo estimou que cinco horas semanais despendidas por cada trabalhador em assuntos irrelevantes equivale a R$ 680 mil perdidos por mês nas unidades da empresa no Brasil.

A contaminação por vírus ou programas espiões (spywares, que se infiltram para roubar senhas) é outra dor de cabeça vinda da imprudência com e-mails. O coordenador de pós-produção da TeleImage, Fabian Gamarra, já sofreu na pele esse drama. “Desconfiamos que um spyware se instalou numa máquina de apoio”, conta. O maior receio de Gamarra é a perda de suas ferramentas de trabalho: computadores e programas caros utilizados para a edição de filmes.

Mesmo com todos esses problemas, o profissional não abre mão das facilidades que a internet trouxe ao seu trabalho. “Costumo trabalhar on-line, o que agiliza muito as decisões e o contato com os clientes”, admite Gamarra.
De fato, as webconferências e os programas de comunicação que existem graças à rede mundial economizaram um bom dinheiro