Networking - parte 1
Olhe bem para a sua agenda de contatos. Veja quantos nomes com as respectivas profissões, números de telefones e e-mails a compõem. Ela poderá dar a você uma grande oportunidade de negócios, uma recolocação de emprego, soluções mais rápidas para os seus problemas, fazendo toda a diferença para o sucesso de sua carreira! Quem prega isso é o palestrante norte-americano Thomas Reaoch, cuja voracidade em fazer novos contatos lhe rendeu o apelido de “Rei do Networking”.
Reaoch tem uma agenda com mais de 3.500 contatos que cresce a taxa de cinco novos nomes a cada evento de que ele participa. Mas ele não se contenta apenas com a possibilidade de encontrar toda essa gente. “Você também precisa ser lembrado e encontrado”, aconselha o especialista. Para isso, ele sugere o uso de um instrumento barato, prático e que poucos brasileiros costumam ter: o cartão de visitas. “Sou obrigado a andar sempre com lápis e papel, porque o Brasil ainda não aprendeu a andar com o cartão no bolso,” provoca Reaoch.
Apesar de o nome estrangeiro soar esquisito, networking significa construir e manter uma rede profissional de relacionamentos. A produtora de televisão Rosana Shimura costuma alimentar seu networking enquanto trabalha. “Tenho meus colegas de trabalho 100% on-line,” diz ela, “assim trocamos idéias, indagações, favores, opiniões... Sem perceber estamos sendo ajudados e prestando ajuda.” Rosana usufrui daquilo que o pesquisador Tom Rath chama de “O Poder da Amizade”, título de seu livro lançado há pouco mais de um ano no Brasil. Rath analisou um banco de dados da Gallup Organization, na qual ele atua como coordenador de pesquisas, e descobriu que a amizade aumenta a produtividade. Segundo ele, quem tem um amigo no trabalho é mais produtivo, criativo e engajado nos projetos da empresa do que os trabalhadores solitários.
Rosana ainda reforça os seus laços de amizade longe do computador. Ela usa os happy hours (bate-papo em barzinhos logo após o expediente) para fazer novos contatos e aliviar o estresse do dia-a-dia. A produtora admite, assim, que o networking faz bem não só à carreira, mas também à saúde. Uma pesquisa australiana envolvendo 1500 pessoas verificou que a longevidade está ligada aos nossos relacionamentos sociais. Quanto mais atividade social, incluindo contato com filhos, parentes e amigos, mais velinhas vamos assoprar durante a vida.
Thomas Reaoch passa sua vida não só fazendo networking, mas também tentando convencer outros profissionais de como essa rede é importante. Ele dá uma série de dicas práticas com as quais você pode mudar sua postura e turbinar sua carreira com a teia de relacionamentos. Para começar, abasteça periodicamente a sua agenda de contatos e tenha em mente uma das máximas do rei do networking: “pessoas valem ouro”, seja para alavancar a nossa vida profissional, seja para ter um ombro amigo nas horas difíceis.