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Do e-mail às redes sociais

17/03/2010
Por Agência Palavra-Chave
Em Diamantina, a troca de mensagens eletrônicas é ponto de partida para melhorar habilidades de comunicação, relacionamento e protagonismo no mundo virtual

No Programa de Formação Continuada dos professores do Telecurso TEC, a tecnologia tem papel fundamental. É nos fóruns, chats e atividades postadas no Ambiente Virtual que as discussões pedagógicas se desdobram e que se faz possível a troca de experiências sobre as mais diversas realidades de ensino. Das capitais ao interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Entusiasmados com a possibilidade de explorar os canais virtuais de comunicação também com seus alunos, alguns mestres vêm realizando práticas bem-sucedidas. É o caso da professora Josefina Rocha (foto), de Diamantina (MG), que viu na simples criação e troca de e-mails um ponto de partida para aumentar o interesse e protagonismo de sua turma.

No Capítulo 2 [do Caderno de Gestão de Pequenas Empresas] trabalhamos a interatividade, a necessidade de se buscar informação em todo meio disponível para construir uma boa visão de mundo. Mas, dos meus 36 alunos, 17 sequer tinham contas de e-mail. A exclusão digital era a primeira barreira”, lembra a Orientadora de Aprendizagem (OA) do curso de Gestão de Pequenas Empresas.

Levar os estudantes para aulas no laboratório de informática da Escola Estadual Professor Leopoldo Miranda foi o passo seguinte. É verdade que, de início, só os mais familiarizados com o mundo digital “pilotavam” os computadores conectados à internet.

Mas, de outubro – quando a ideia começou – para cá, a vontade de trocar informações sobre as matérias ou debater assuntos de interesse geral só tem aumentado.

“Em um dos e-mails, pediram até minha opinião sobre os temas políticos da semana em Brasília. Para aguçar o senso crítico deles, devolvo as reflexões e, se achar que o assunto é relevante, sugiro que a troca de mensagens seja estendida aos colegas. Da mesma forma, dúvidas individuais podem chegar à sala de aula”, acrescenta Josefina.

Instrumento corporativo

No dia a dia, a forma de interação mais comum é o compartilhamento de artigos ou notícias referentes aos temas de aula. Os alunos aprendem a pesquisar, a anexar estes documentos no e-mail e a comentá-los. Sem deixar de lado os cuidados com o texto em si.

“Tenho explicado sobre o uso corporativo do e-mail. Se a mensagem é profissional, não pode ser longa, mas precisa ser caprichada como as cartas que escrevíamos no passado”, compara a OA.

Deficiências de leitura e interpretação reveladas pela prática também estão sendo tratadas. Afinal, segundo Josefina, a capacidade de comunicação e relacionamento com a sociedade é o que distingue um gestor de um diretor de empresa.

“A turma adora dramatizações e, aos poucos, percebe a importância para o gestor de saber falar em público. Estar atualizado sobre o mercado, a missão e o posicionamento das grandes empresas também é importante. Na hora de prestar um concurso público, esses dados podem fazer diferença”, exemplifica a professora.

Mestres também caem na rede

Antes da troca de e-mails, os alunos de Josefina resistiam aos trabalhos de grupo por terem vindo de três turmas diferentes do PEP EJA. Superado o problema de entrosamento, eles se preparam para voos mais altos na web: criar uma comunidade no Orkut e um blog para a turma.

Em fase de concepção, o blog contará com a supervisão de um professor de português da Escola Estadual Prof. Gabriel Mandacaru, também de Diamantina. Na página, os alunos do Telecurso TEC contarão suas expectativas e divulgarão seus progressos aos alunos que cursam o 1º ano regular do Ensino Médio no colégio parceiro.

“Uso MSN, tenho perfil no Orkut e acho úteis as redes sociais voltadas para contatos profissionais. A internet, de forma geral, nos permite acessar conhecimentos antes inimagináveis, que estão do outro lado do mundo. Acredito no uso educacional destas novas mídias”, aposta Josefina, ciente de que o quadro-e-giz, sozinho, não é atraente para o estudante de hoje.

Como profissional, ela também trata de evoluir no ritmo das mudanças tecnológicas. “Aprendi a mexer em computador na prática. Hoje, tenho curso de editoração eletrônica e manutenção de micros, mas ainda sinto necessidade de me aperfeiçoar, melhorar minha condição de trabalho e, consequentemente, ajudar meu aluno a buscar o que deseja”, ensina.

Leia também:

> Alunos criam comunidade para o Telecurso TEC no Orkut


 

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